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Method of dialogue in PB and interactive control and lack of it

5. Discussion

5.7 Method of dialogue in PB and interactive control and lack of it

Uma vez entendida como arte imitativa, à dança foram atribuídos, como vimos anteriormente, amplos poderes de tudo representar, seja a natureza, as coisas, os sentimentos e paixões humanas, o movimento, as noções mais abstratas, os princípios filosóficos mais complexos. Mas primordialmente, o que se verificaria em sua própria origem entre os antigos, a dança fora percebida como imitação do movimento harmonioso dos astros no universo. Para os pensadores da dança desde o século XVI, ainda que não se tivesse a intenção de reproduzir o movimento celeste, ainda que determinada dança tivesse o propósito de imitar qualquer outra coisa, a dança como movimento cadenciado, regrado e bem proporcionado (no tempo e

289 CROUZET, Denis. Le haut coeur de Catherine de Médicis. Paris : Albin Michel, 2005. Ver particularmente a seção “Um rêve perdu de la Renaissance”, do capìtulo III, p. 423-33.

290 LE ROUX, Nicolas. La Faveur du roi: mignons et courtisans au temps des derniers Valois (vers 1547-vers 1589). Seyssel : Champ Vallon, 2000, p. 489.

121 no espaço) guardaria sempre, e por princípio, uma semelhança e uma evocação primeira ao “baile dos astros”.

Praticamente todos os escritos modernos sobre a dança incluem uma discussão sobre sua origem e, próprio do pensamento humanista, sempre a encontram entre os antigos – gregos principalmente, mas também povos hebreus e egípcios – como uma prática ligada ao religioso, ao misterioso e, sobretudo, à imitação dos astros. Segundo Colletet, em prefácio a um de seus libretos em 1632,

La pluspart des peuples du monde (...) ont creu qu‟elle avoit pris son origine dés le commencement du monde, sur le patron du mouvement des cieux, et des astres, dont le cours, l‟ordre, et la conjonction, ne sont en effet que des dances mesurées, et parfaitement accordantes.291

Também Menestrier, que em seu tratado dedica uma parte específica à origem da dança e dos balés, defende que a origem não só da simples dança como dos próprios balés pode ser verificada entre os antigos como imitação no universo harmonioso:

(...) les danses que faisoient les egyptiens, representoient les mouvemens celestes, et l‟harmonie de l‟univers. Que c‟est pour cela qu‟ils dansoient en rond autour des autels, parce que tous ces mouvemens sont circulaires, et considerant ces autels tels comme le soleil placé dans le milieu du ciel, ils tournoient autour pour representer le zodiaque ou le cercle des signes, sous lequel le soleil fait son cours journalier et annuel.292

De fato, mesmo os escritos de filósofos antigos sobre a dança, vastamente citados e mobilizados pelos modernos, deixam essa alusão bastante clara. Além de algumas considerações de Platão sobre a dança, pulverizadas no conjunto de sua obra, o discurso antigo mais citado e aludido é sem dúvida o De saltatione, atribuído a Luciano de Samósata293, que também aproxima a dança do universo astrológico afirmando a origem desta ao próprio “baile dos astros”:

291 "A maior parte dos povos do mundo (...) acreditou que ela [a dança] teria se originado no início do mundo, baseada no padrão de movimento dos céus e dos astros, cujo curso, ordem e conjunção são, com efeito, nada mais que danças mesuradas e perfeitamente hamônicas.” COLLETET, Ballet des Effects de la Nature (1632), prefácio, n.p.

292 “(...) as danças dos egìpcios representavam os movimentos celestes e a harmonia do universo. E é por isso que eles dançavam em roda em torno dos altares, porque todos esses movimentos são circulares, e considerando esses altares como o sol localizado no meio do céu eles giravam em torno para representar o zodíaco ou o círculo dos signos, sob o qual o sol desenvolve seu curso diário e anual.” ḾNESTRIER, Des Ballets anciens et modernes (1682), p. 36.

293 Embora na Idade Moderna esse discurso seja atribuído a Luciano de Samósata, Margaret McGowan chama a atenção que atualmente essa autoria é discutida. Para o nosso estudo, no entanto, saber o verdadeiro autor do referido discurso é irrelevante, sendo suficiente saber que os pensadores modernos atribuíam a obra a Luciano.

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le bal des astres mesmes, et la conjonction des planettes aux estoiles fixes, et la bien proportionnée communication qui est entre elles, et puis ceste harmonie tant bien rangée et ordonnee, est le vray signal et argument de ceste danse premier née.294 O famoso acrobata italiano Archange Tuccaro295 explica detalhadamente, em seu tratado sobre a arte de saltar, o quanto os movimentos de dança aludiriam ao movimento compassado dos astros nos céus. Para o autor, os movimentos do corpo, a cadência musical e as proporções entre os dançarinos num baile seriam todos imitação da dinâmica celeste, ainda que nem sempre os dançarinos o fossem plenamente conscientes no momento da execução:

Ils afferment mesmes qu‟ils ont esté trouvez à l‟imitation du mouvement et tour des cieux et des progrez divers, droits et obliques, des retrogradations et diversitez des conjonctions et aspects des planettes. Toutes lesquelles choses [retrogradations et diversitez des conjonctions et aspects des planettes] si on vouloit considerer parfaictement imitees et representees au bal ; d‟autant que la diversité des mouvements faicts à l‟opposite l‟un de l‟autre par ceux qui dancent, n‟est qu‟une generale imitation du divers mouvement des cieux, et le retour qu‟on faict en arriere au bal et à la dance n‟est autre chose que vouloir imiter honnestement la retrogradation des planettes. Il y a plus, que que les passages qui sont representez tenants un de leurs pieds arrestez et remuants l‟autre : c‟est comme une similitude des estoilles errantes, quand elles sont, suyvant les Astrologues, en leur degré. Et les voltes dont on use en ballant, ne sont autre chose que les espies qu‟on tient estre és cieux, les conjonctions alternatives qu‟on faict apres une separation proportionee du bal et de la dance : et puis ces belles et diverses retraictes, droictes et obliques, qu‟on exerce avec tant de grace, sont les mesmes conjonctions et oppositions triangulaires et quadrangulaires, voire sexangulaires qui interviennent quasi tous les jours entre les planettes en leurs spheres celestes.296

Mas afinal, em que implicaria que a dança fosse pensada em analogia ao movimento celeste, como imitação do harmonioso baile dos astros? Certamente não se trata de uma simples figura, de uma simples alusão erudita, da dança meramente como um belo reflexo dos céus. A questão enraíza profundamente em princípios neoplatônicos que fundamentam o

294 SAMÓSATA, Luciano de. De saltatione apud MCGOWAN, L'art du Ballet de Cour en France, 1581–1643, p. 20.

295 Archange Tuccaro, nascido na província de Aquila por volta de 1535, esteve a serviço do imperador Maximiliano II até 1571, quando se deslocou à corte francesa acompanhando Elisabete de Áustria (filha do imperador) que se casaria com Carlos IX de França.

296 “Os gregos afirmam mesmo que [os movimentos de dança] foram encontrados na imitação do movimento e volta dos céus e suas progressões diversas, retas e oblíquas, retrogradações e variadas conjunções e aspectos dos planetas. Todas essas coisas, podemos considerar perfeitamente imitadas e representadas no baile, de modo que a diversidade de movimentos feitos pelos dançarinos em lados opostos não passa de uma imitação geral do movimento variado dos céus, e o retorno que se faz para trás no baile e na dança não são outra coisa que querer imitar honestamente a retrogradação dos planetas. E ainda, nas passagens que são representadas com um pé fixo e outro móvel, é como uma similitude de estrelas errantes quando elas estão, segundo os astrólogos, em seu nível. E as voltas que usamos ao dançar não são outra coisa que os espíritos que tomamos como o céu, as conjunções alternativas que se fazem após uma separação proporcionada do baile e da dança : E essas belas e diversas retiradas , retas e obliquas, que se exercem com tanta graça, são as mesmas conjunções e oposições triangulares e quadrangulares, ou mesmo sexangulares que intervêm quase todos os dias entre os planetas e suas esferas celestes.” TUCCARO, Archange. Trois dialogues de l‟exercice de sauter et voltiger en l‟air. Paris, Claude de Monstr‟oeil, 1599, p. 36.

123 pensamento humanista e a sensibilidade moderna. Alem disso, trata-se de compreender os sentidos e o valor que assume, à época, a noção de imitação ou de representação numa função muito mais ativa do que a percebemos atualmente, e que abrange não somente a capacidade figurativa de uma arte como também os efeitos que esta pode provocar no homem e no mundo.

Tanto a filosofia neoplatônica quanto a teologia cristã de matriz aristotélica (tomista) que compunham o pensamento e o imaginário moderno postulam uma correspondência entre as partes e o todo, o que significa dizer entre todas as partes do universo entre si, já que todas as coisas partilham de uma mesma substância, imutável, ainda que as formas sejam infinitamente variáveis. Nessa perspectiva, é possível fazer inúmeras analogias entre um todo e suas partes, o uno e o diverso, o macrocosmo (universo) e o microcosmo (sociedade, homem), o corpo (humano ou político) e seus membros, de maneira que a representação alegórica revela de fato o princípio ordenador universal. Assim, uma evocação ou uma construção espetacular e alegórica, como a dança, feita no plano terrestre (ou mesmo no plano individual do homem) guarda a mesma substância e as mesmas proporções presentes no plano celeste e universal.

Isso nos remete ao conceito de “harmonia das esferas”, que remonta ao pensamento pitagórico, é desenvolvido na filosofia de Platão e retomado no neoplatonismo e no pensamento filosófico, científico e poético moderno. Essa ideia percebia nas distâncias entre os planetas uma proporção numérica (metafísica) semelhante aos intervalos musicais consonantes (acordes de oitava, quarta e quinta), o que deduzindo ser a proporção aquilo que garantiria a harmonia tanto do universo celeste quanto a harmonia musical. Platão, no mito de Er e no diálogo de Timeu297, parte desse princípio e entende a própria criação do universo enquanto uma ordenação dos planetas em proporções musicais – distâncias entre as trajetórias circulares e concêntricas percorridos pelos planetas – e pelo movimento constante e sincrônico de todos os corpos celestes. Portanto, seriam a proporção e o movimento sincrônico os dois elementos responsáveis pela criação e pela manutenção da harmonia no macrocosmo e, proporcionalmente, em todos os microcosmos possíveis.

Não por acaso, as duas artes que figuram a noção de harmonia (em alegorias, emblemas, brasões e mesmo no âmbito discursivo – “música das esferas”, “baile dos astros” ) desde a renascença e no barroco são justamente a música e a dança. Baseado nessa mesma

297 Essa ideia é elaborada e desenvolvida do mito de Er e no diálogo de Timeu, que consta no livro décimo da República. Cf.: PLATÃO. A república. Tradução e organização de J. Guinsburg,; Introdução de Maria Sylvia Carvalho Franco. São Paulo: Perspectiva, 2012.

124 premissa, como bem lembra Franko, “a música e a dança são ìcones sonoros e visuais da concórdia, da paz consigo próprio e com o outro”298, o que aparece em gravuras, discursos e

encenações que fazem referência a guerras e conflitos. A partir de meados do século XVI, as aproximações entre a ideia de harmonia e a dança tornam-se ainda mais recorrentes, percebe- se um maior esforço de fundamentação teórica e elaborações eruditas e poéticas, o que permite ao padre Mersenne, em sua densa obra Harmonie Universelle (1636), dizer do próprio Deus cristão “L‟Autheur de l‟Univers qui est le plus grand maistre de balet”299.

Na perspectiva teórica da época, se o objetivo das artes poéticas é a imitação, a função ou o efeito dessa imitação é provocar as emoções da alma humana, convencendo-a pela semelhança e pela beleza e, a partir daí, movendo os ânimos e afetos humanos na direção desejada. Música e dança teriam efeitos análogos e, quando associadas, poderiam potencializar esses efeitos, levando o espectador ao júbilo, ao medo, ao maravilhamento, à agonia ou à paz de espírito. Uma vez que ambas se fundamentam na evocação da harmonia, e especialmente da harmonia celeste, acreditava-se que ambas, mais que figurar, poderiam efetivamente produzir uma sensação e uma situação de harmonia, em nível individual de equilíbrio e paz interior, mas também em nível coletivo.

As formulações neoplatônicas que admitiam as correspondências e intercâmbios de princípios abstratos e intelectuais (como a harmonia) entre o macro e o microcosmo, entre os elementos e os corpos, entre o homem e qualquer parte de todo o universo foram recorrentes no pensamento de filósofos do século XVI como Marsilio Ficino, Estienne Binet e Le Roy, mas permaneceram entre pensadores seiscentistas como Charles Sorel, Mersenne e vários teóricos das artes poéticas. Enquanto até o século XVI uma analogia mais direta é feita entre música e harmonia das esferas, a partir de fins dos quinhentos a tônica parece recair particularmente sobre a dança no que concerne à figuração e evocação da harmonia.

Segundo McGowan, “des philosophes tels que Binet et Baudoin, conscients des rapports étroits entre la musique et la danse, ont atribbué plus particulièrement a cette dernière le pouvoir d‟imiter l‟harmonie des sphères ou le „bransle des cieux‟ ”300. A ideia da dança como imitação do movimento das esferas celestes cresce em importância entre os teóricos

298 FRANKO, La danse comme texte: idéologies du corps baroque, p. 55.

299 « (...) L‟Autheur de l‟Vniuers, qui est le grand maistre du Balet que dansent toutes les creatures par des pas & des mouuements qui sont si bien reglez, qu‟ils rauissent les sages & les sçauans, & qu‟ils seruent de contentement aux Anges, &à tous les Biens-heureux. » MERSENNE, Marin. Harmonie Universelle, contenant la theorie et la pratique de la musique. Paris, P. Ballard, 1636, « Des Chants » p. 159.

300 “Filósofos como Binet e Baudoin, conscientes da relação estreita entre a música e a dança, atribuìram particularmente a esta última o poder de imitar a harmonia das esferas ou o „balanço dos astros‟”. MCGOWAN, idem, p. 20.

125 seiscentistas franceses (assim como a prática da dança também se torna cada vez mais valorizada e recorrente em bailes da corte) e a dança passa a ser entendida como “responsável pela harmonia do universo inteiro”, como “a única arte capaz de exprimir o verdadeiro significado da harmonia”301.

Tal é a força dessa analogia que, além da concepção cósmica da dança, pois que primordialmente imitação dos astros, reforça-se no imaginário moderno uma concepção “coreográfica” do próprio universo, que passa a ser caracterizado por atributos e termos ligados ao movimento, à métrica, às formas coreográficas, à graciosidade e solenidade.

Tout est souplesse dans l‟univers tel que l‟on conçoit alors. Tout se meut harmonieusement sur les tous plans et entre les divers plans de la hiérarchie en un branle ininterrompu. La matière elle-même reste toujours immuable, mais sa forme se fait et se refait incessament (...).Tout s‟entrelace comme dans une danse où l‟on peut voir chaque figure serpenter à part, sans jamais échapper completement au mouvement général, pour se fondre finalement dans un ensemble bien harmonieux.302

Nessas condições, a dança metrificada e figurada teria o poder não apenas de evocar, mas também de invocar a harmonia celeste num poder quase encantatório – potencializado pelos gestos e movimentos galantes, pelas figuras espaciais, pela sincronia entre movimentos e música – capaz de (re)produzir a dinâmica dos astros na terra. Se os efeitos que a dança poderia provocar são múltiplos, dada a variedade de coisas que esta poderia imitar, em seu princípio elementar toda dança honesta teria o efeito fundamental de instituir essa harmonia, tanto para quem dança quanto para quem assiste. Na concepção da época, o movimento cadenciado seria capaz de atrair as influências planetárias à alma humana e ao ambiente, não apenas refletindo, mas com poder de estabelecer a harmonia na terra.

Naturalmente, a harmonia que se almeja conquistar no universo físico e natural também inclui o universo político que rege os homens em sociedade. As associações entre o macrocosmo e o microcosmo político (um reino, uma corte), que já eram tópica recorrente desde a renascença, são ainda potencializadas pelos significados trazidos pela dança que, seja em bailes ou em balés de corte, mostrava-se cada vez mais inerente ao cotidiano e ao cerimonial da corte. Num ambiente de corte e num regime monárquico, a dança assume sentidos políticos: seja numa dimensão disciplinar (conduta cortesã, exercício da hierarquia e

301 Idem, ibidem, p. 20.

302 “Tudo é flexível no universo tal como este era então concebido. Tudo ali se move harmoniosamente sobre todos os planos e entre os diversos planos da hierarquia em um balanço ininterrupto. A matéria em si permanece sempre imutável, mas sua forma se faz e refaz incessantemente (...). Tudo se entrelaça como numa dança onde se pode ver cada figura serpentear à parte, sem jamais escapar completamente ao movimento geral, para fundir-se finalmente num conjunto bem harmonioso.” Idem, ibidem, p. 21.

126 do poder) ou seja mais diretamente vinculado a desígnios e assuntos de Estado (louvor e propaganda do poder real, alusão a conflitos e políticas de Estado), a dança constrói uma representação sempre fundamentada na alegoria da harmonia celeste.

Os versos de Dorat no Epithalame (1570) são bastante significativos do quanto a noção de dança como alegoria da harmonia cósmica atua retórica e poeticamente como representação e recurso de ordenamento político. Uma vez que pela dança o caos se fez ordem e o universo então se ordenou, esse mesmo movimento cadenciado poderia conservar a boa ordem terrena do corpo social que, nas proporções e movimentos próprios a cada membro, orbita coreograficamente em torno da figura do rei:

Le monde est faict par discorde accordance: Le Roy craint Dieu, et les Princes le Roy, Qui vont donnans au peuple bas la Loy. Dansons ainsi pour n‟avoir discordance. L‟un doit porter à l‟autre obeissance Du plus petit jusques au grant des grans, Sans rompre l‟ordre et sans troubler les rangs, Pour danser tous en bonne convenance.303

Especialmente em se tratando de uma sociedade como a francesa no Antigo Regime que desde meados do XVI vivenciava intensamente os conflitos civis e religiosos, de uma monarquia envolvida em guerras com outros poderosos reinos e que passava por tensões referentes à sucessão dinástica, percebemos que a ideia de harmonia é muito menos uma aspiração erudita abstrata que uma necessidade concreta. Para Franko,

la danse théâtrale est d‟abbord apparue comme une manifestation visuelle et une incarnation physique des théories sociales, politiques et cosmiques sur l‟ordre (...) dans le Balet comique le corps dansant fait la médiation entre plusieurs concepts.304

303 “O mundo é feito por discordante acordo: / O rei teme a Deus, e os príncipes ao rei, / Que vão dando ao povo comum a lei, / Dancemos assim para não haver discórdia. / Um deve ao outro obediência / do menor até o maior dos grandes, / Sem romper a ordem e sem perturbar as posições, / Para dançarem todos convenientemente.” DORAT, Jean. Epithalame ou chant nuptial sur le mariage de tres-illustres Prince et Princesse Henri de Lorraine duc de Guyse et Catarine de Cleves Contesse d‟Eu. Paris, 1570 apud MCGOWAN, idem, p.21.

304 “A dança teatral apareceu primeiramente como uma manifestação visual e uma incarnação fìsica das teorias sociais, políticas e cósmicas sobre a ordem (...) no Balet comique o corpo dançante faz a mediação entre diversos conceitos.”. FRANKO, idem, p. 55.

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