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2.2 Medværen

2.2.6 Medværen som sosial sfære

O centro de autoacesso foi idealizado exclusivamente para realizar a pesquisa narrada nesta tese. Elaborei um projeto de extensão e o submeti à aprovação na universidade na qual eu fui discente do curso de doutorado. O nomeei como “Centro de Autoacesso DIY (Do It

Yourself) ”. Quando pensei no nome do centro, busquei algo que fizesse referência à escolha

autônoma-individual de cada usuário. As letras DIY se referem a uma sigla em inglês que significa “faça você mesmo” e é utilizada para se referir a pessoas que optam por criar, modificar ou reformar “coisas” por conta própria, sem o auxílio ou a contratação de um profissional específico. Na internet, por exemplo, DIY é bastante difundida e há vários tutoriais que ensinam pessoas leigas a criar móveis, restaurar objetos, pintar paredes, reformar roupas etc.

Logo após decidir o nome do centro, criei seu cartaz de divulgação, como pode ser visto na Figura 15. Considerando as questões apontadas anteriormente, inseri no cartaz imagens que faziam referência à internet, como: o ícone de algumas redes sociais (Instagram, Facebook,

WhatsApp, Twitter e Google+), a imagem de uma plataforma de vídeo e música (YouTube); o ícone de uma mão com o polegar para cima representando o curtir/gostar de redes sociais; imagens de plataformas de e-mail (Gmail e Yahoo) e de um site de busca - pesquisa (Google); e, também, a imagem de um computador e de uma mão segurando um celular.

navegando na internet por meio do computador ou meu celular. Além disso, eu tinha o hábito de receber os usuários e os auxiliar quando pediam minha ajuda, como poderá ser observado em algumas das experiências narradas nesta tese.

Por uma questão de praticidade, criei um blog para o centro de autoacesso, o qual tinha a finalidade de hospedar o cartaz e o vídeo de divulgação do mesmo, o formulário de inscrição, o relatório de atividades, a proposta daquele ambiente e, também, os nomes das instituições envolvidas (uma universidade federal e uma escola de ensino médio com ensino técnico integrado) e responsáveis pelo funcionamento do CAADIY. O blog esteve disponível durante todo o funcionamento do Centro de Autoacesso Do It Yourself.

Figura 16 – Blog do centro de autoacesso

Fonte: print screen do blog (mar. 2017)

Para utilizar o centro de autoacesso, os usuários precisaram aceitar suas regras de utilização e se inscrever por meio do formulário de inscrição (Figura 17) que estava no blog do centro.

Figura 17 - Formulário de Inscrição24

Fonte: formulário elaborado pelo autor [formulários do Google, mar. 2017].

24 Descrição de um formulário online: por toda imagem, no centro, está uma lista de itens a serem preenchidos (nome, turma, idade, e-mail, termo de aceite e regras de utilização do centro).

Conforme consta no formulário de inscrição, informei aos possíveis usuários que as atividades realizadas naquele ambiente serviriam de base para minha pesquisa de doutorado. Além disso, informei que eles poderiam utilizar o centro mesmo que não quisessem fazer parte da pesquisa. Nesse caso, eles precisaram apenas aceitar as normas de utilização do mesmo e, os menores de idade, informar seus responsáveis legais sobre sua participação naquele projeto. Aos usuários que tiveram o interesse de contribuir com a minha pesquisa, pedi que preenchessem, todas as vezes que foram ao centro, um relatório de atividades, no qual descreveram diariamente o que fizeram no centro e o que aprenderam a partir das atividades realizadas. Além disso, pedi para colarem o histórico de utilização de seus computadores no relatório, como pode ser observado na Figura 18.

Figura 18 - Relatório de Atividades25

Fonte: formulário elaborado pelo autor [formulários do Google, mar. 2017].

Como ressaltei anteriormente, aceitar participar de minha pesquisa não foi requisito para os alunos utilizarem o centro.

25 Descrição de um formulário online: por toda a imagem, no centro, há algumas perguntas (nome, o que o participante fez no dia e se ele acredita ter aprendido algo novo). Na parte inferior, tem um espaço para o participante copiar e colar o histórico de navegação de seu computador.

Do mesmo modo, o preenchimento do relatório de atividades foi facultativo. Nesse sentido, habitualmente, eu escrevia o endereço do blog no quadro e informava que o relatório estava disponível naquele espaço. Contudo, eu não exigi que os usuários o preenchessem. Como pode ser observado no formulário de inscrição e no relatório de atividades. Nesse formulário, há um * (asterisco) em alguns itens para chamar a atenção dos usuários quanto aos mesmos. Ao fazê-lo, caso os usuários não escrevessem qualquer informação nesses itens, o sistema sinalizava que eles precisavam ser preenchidos. Assim, os usuários deveriam digitar qualquer informação naqueles espaços, o que ocorreu algumas vezes em itens que eles não queriam ou não sabiam responder.

Como ambiente pensado para o autoacesso, os usuários do centro tiveram a liberdade de escolherem o que fazer. Além disso, não eram obrigados a frequentá-lo; não foram submetidos a avaliações; não contaram com materiais educativos; e não tiveram aulas no centro de autoacesso. Portanto, todos os participantes da pesquisa frequentaram o centro porque desejaram e escolheram fazê-lo. Esse aspecto é relevante porque ressalta a escolha individual de cada um deles em utilizar o espaço do centro de autoacesso, o que vai ao encontro do meu entendimento de autoacesso, ou seja, um acesso que parte da decisão particular de cada usuário, para alcançar objetivos próprios.

Neste capítulo, apresentei como minha concepção de autoacesso foi criada a partir do caminho teórico-metodológico que trilho nesta pesquisa e, também, o espaço físico do centro de autoacesso. Para dar continuidade, no capítulo dois navego pelas experiências de construção de currículo com os demais participantes de minha pesquisa.

Ctrl + 2 NAVEGANDO POR EXPERIÊNCIAS DE CONSTRUÇÃO DE CURRÍCULO

EVENTOS DE INTERAÇÃO

Neste capítulo, navego pelas experiências em torno da construção de currículo que vivi com os participantes da pesquisa, por meio das experiências que compartilhamos no centro de autoacesso. Para iniciá-lo, apresento os participantes da pesquisa. Logo depois, relato algumas experiências que vivemos em torno da construção de currículo no CAADIY. Em seguida, elenco e discuto algumas concepções sobre currículo como vidas em curso. Ao final, reconto essas experiências buscando compreender como elas podem ter contribuído para que nós, participantes da pesquisa, construíssemos um currículo de vida por meio das experiências que vivemos no centro de autoacesso.