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Media under the Revolution

4.4.  A Short History of Mass Media in Ethiopia

4.4.2.  Media under the Revolution

Na instituição, há uma regra, a fim de motivar atividades participativas, nenhuma nota sozinha pode ter peso maior de 40%, ofertando liberdade para o docente de compor seu quadro avaliativo dentro disso, contanto que haja pelo menos uma nota relativa à participação do aluno em aula.

Tem uma regra no regulamento que nenhuma nota pode ter mais de 40% de peso, então os professores dividem as suas avaliações em notas que não podem, nenhuma delas pode ter mais do que 40% [...] falando em uma média 6 significa que nenhuma atividade pode, por si só, reprovar o aluno [...] então via de regra os alunos os professores [...] tem a liberdade pra compor dentro disso mas, sempre tendo uma parte que é participativa, isso já é avaliação da participação. (SILVA, Roberto Baptista Dias da. Entrevista concedida em 5 de dezembro de 2017. Coordenador de Graduação da DIREITO SP).

Quando questionados sobre os critérios utilizados justamente apenas nessa avaliação de participação, os alunos imediatamente demonstraram isso como uma dificuldade, já que consideravam os critérios por demais subjetivos, ainda que estes tivessem sido apresentados no início do curso pelos docentes junto ao programa das atividades aula a aula.

Existiam vários tipos de avaliação na GV nessa época. Tinham pelo menos três. Uma era sempre participação. O nome da avaliação era essa: participação. Aí tinha que se utilizar pelo menos outros dois métodos. Um deles costuma a ser uma prova final ou trabalho final, clássico. E, no meio, tinha outra coisa que, às vezes, envolvia atividade. Então, acho que tua pergunta se relaciona com o que significa essa participação e essa atividade. Participação era uma coisa que gerava muito desconforto, porque era um critério que, para a gente, era totalmente – para mim, era, é e sempre continuará sendo – totalmente subjetivo. E haviam tentativas de objetivar. Subjetivo porque eram alunos que, às vezes, gostavam de falar depois da aula com o professor e tal e parecia que estava puxando saco e tinha boa nota de participação. Alunos que ficavam quietos não tinham nota de participação, mas não significa que os alunos não tinham lido. E as tentativas de objetivar isso eram basicamente estabelecer critérios claros de participação, por exemplo: te chamei para falar sobre o texto, você soube falar sobre o texto? Sim, Ponto. Não, desconta ponto. [..] Mas, assim, ainda assim, me parece subjetivo, a pessoa pode ter lido e não lembrado, e a pessoa pode não ter lido e, na hora, identificado um pedacinho e falado alguma coisa. Nos exercícios avaliados, aí acho que é desconforto de qualquer avaliação. (Ex-aluno 1. Entrevista concedida em 23 de novembro de 2017. Ex-aluno(a) da 1ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2005).

os professores que mais nós, não apenas elogiávamos em relação a atividade, mas que mais nós nos sentíamos parte da atividade, eram aqueles que nos disponibilizavam, não digo o peso de cada item da avaliação, mas que disponibilizam o que seria avaliado. “-O que eu vou avaliar? Eu vou avaliar clareza; postura; o uso dos conceitos presentes no texto base; a capacidade de ser criativo, de acordo com a condução do debate, e assim por diante” [...] Sem esses critérios disponibilizados previamente é muito difícil você perceber como você poderá se preparar bem. Você vai arriscar, muitas vezes você pode não ter as suas expectativas alinhadas com a do professor, quando você não tem os critérios de maneira geral previamente estabelecidos. (Ex-aluno 7. Entrevista concedida em 24 de novembro de 2017. Ex-aluno(a) da 1ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2005).

Um demonstra até que, com o amadurecimento no curso, a turma combinava de não realizar tantas intervenções para que a aula pudesse ser mais objetiva, pois já sabiam o que impactaria ou não na nota de avaliação daquele docente, realizando intervenções mais planejadas.

Quando chegou no terceiro eu já tinha menos exposições dialogadas e também os alunos mudaram o perfil de participação deles. O pessoal ficou mais safo, então o pessoal discutia de maneira mais objetiva, nem todos se manifestavam toda hora, as pessoas sabiam que as vezes a discussão tinha que acabar para aula andar, também acho que mudou tanto o comportamento dos professores quanto o comportamento dos alunos na utilização do método participativo. (Ex-aluno 2. Entrevista concedida em 29 de novembro de 2017. Ex-aluno(a) da 1ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2005 da DIREITO SP).

O ex-aluno relata, ainda, que a objetividade na fixação de critérios é uma questão que, às vezes, na nota de participação também pode acarretar problemas, pois os critérios podem não ser suficientes para a verificação do atingimento do objetivo final, apesar de serem bem claros e rigorosos, veja sua descrição do caso:

a percepção que eu tinha e acho que os alunos no geral é que os critérios de avaliação variavam muito por professor, eram bastante fluídos e totalmente

obscuros. [...] Por exemplo, a professora Y, que eu gosto muito, mas ela acostumava a dar, dentro da avaliação dela de participação, a dar 1 ponto de participação para quem levava o Código Civil para aula. Me lembro uma vez eu que não tinha comprado ainda o Código [...] mas eu peguei o Código Civil de alguém usei e fiz uma manifestação na aula, mas eu não ganhei o ponto porque tinha que levar o Código Civil, e não me manifestar com base no código civil. E eu falei “-professora, mas esse é um critério estúpido!”, e ela falou “-é um critério estúpido, mas é objetivo”. Então existiam dois tipos de problema, às vezes o critério era estúpido, porém objetivo, e às vezes ele não é estúpido, porém não é objetivo. Então é um pouco desesperador a avaliação de participação. A gente achava que era meio uma questão de fé. (Ex-aluno 2. Entrevista concedida em 29 de novembro de 2017. Ex-aluno(a) da 1ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2005 da DIREITO SP).

Para os discentes, era necessário não só disponibilizar os critérios prévios, mas se ater a ele, sob pena de ser por demais subjetiva a análise.

[...] [Nota de participação] não só é uma coisa muito subjetiva, mas tiveram vários professores que deram vários problemas porque simplesmente viravam e falava tirou 5. E quando ia saber porque você tirou 5, diziam “ah, não gostei das suas participações”, mas, eu li todos os textos, falei em todas as aulas, e respondiam -“ah, mas você não contribui para o debate”. Sem contar alunos que são mais introvertidos[...] essa nota de participação é um pouco opressora. (Ex-aluno 5. Entrevista concedida em 4 de dezembro de 2017. Ex-aluno(a) da 9ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2013).

Baseavam-se, então, na experiência de ex-alunos ou a partir da postura que iam observando do que era valioso ao professor no meio do curso, o que alterava, inclusive, o tipo de participação deles.

[...] O histórico do professor é o que orientava a gente, mas, em termos de critérios, até tinham alguns que tinham critérios claros e eles apresentavam isso em aula, quando eles passavam as notas, eles passavam a sua pontuação em cada critério. Mas muitos professores davam a impressão que a nota de participação era só falar qualquer coisa, e se um dia você falar algo que preste, ok, se não falar também, ok, vida segue... Eu acho que a avaliação é um dos pontos que podia melhorar no que está se ensinando nesse método. (Ex-aluno 4. Entrevista concedida em 2 de dezembro de 2017. Ex-aluno(a) da 8ª turma da DIREITO SP, ingressando em 2012).

A avaliação, portanto, pode também ser compreendida como um desafio, já que os discentes identificam como difícil aceitar uma nota baixa nesse sentido. Entretanto, muitos indicam que o peso da participação na avaliação ser o que realmente foi o diferencial para que eles buscassem se preparar bem e atuar em todas as aulas. Parece ser necessário, portanto, encontrar um equilíbrio entre o peso da avaliação de participação e os critérios para aferi-la, de maneira a evitar arbitrariedades. O modo como é realizada a avaliação pelos professores será mais explorada no tópico pertinente aos seus desafios na aplicação de tais métodos.