Cidade líder do Planalto Médio gaúcho, Passo Fundo está localizada ao Norte do Rio Grande do Sul. O município fundado em 7 de agosto de 1857, possui hoje 200 mil habitantes e é sede da Jornada Nacional da Literatura, promovida desde 1981. Além de centro cultural, como Capital Nacional da Literatura, Passo Fundo também é um centro regional de serviços, contando com dois jornais diários, sete emissoras de rádio e com cinco emissoras de televisão que geram programação local – três delas, em canal aberto, e duas com transmissão em canal a cabo
O primeiro jornal surgiu no município em meio ao contexto de efervescência política e cultural da Proclamação da República. O semanário Echo da Verdade foi
fundado em 24 de abril de 1890 por alguns jovens apoiados por líderes republicanos locais. Era uma folha semanal, publicada aos domingos e editada pelo advogado Gervásio Lucas Annes. Contudo, sua circulação durou apenas dois anos, sendo substituído por outro impresso, o 17 de Julho, também republicano. D‟Outrora (1925, p.02) documenta que a redação do novo periódico, o corpo de colaboradores e o tempo de existência foram os mesmos do Echo da Verdade, porém “teve curta vida, sendo paralisado e extinto em 1983, em conseqüência da revolução federalista que seguiu-se”.
Enquanto os periódicos já mencionados se revezavam na divulgação de idéias políticas, surgiriam na cidade outras folhas, um pequeno imprenso literário, chamado Violeta, e, depois dele, O Palco, que conservava abordagem semelhante. Ainda segundo o autor, foi em 1900 que surgiu o quinto jornal passo-fundense. O impresso chamava-se O Gaúcho e foi publicado regularmente até 1920. Em 1923 surge o impresso Vanguarda sob a direção de Ney de Lima Costa. No mesmo ano, apareceu também a Gazeta, com a direção do Major João Carlos de Araújo e Silva, um jornal semanal que sobreviveu até 1930. Em 19 de junho de 1925, Herculano Annes, Gabriel Bastos e seus familiares fundaram O Nacional, primeiramente semanal, sendo que três meses após o lançamento passou a circular duas vezes por semana, posteriormente três vezes e, em 1933, tornou-se diário. Foi o primeiro jornal diário de Passo Fundo. No ano de 1940, Herculano Annes deixa a direção do jornal, vendendo-o para seu funcionário Múcio de Castro, cuja família continua dirigindo o jornal até os dias de hoje.
Em 28 de maio de 1935, é fundado por Túlio Fontoura, o jornal Diário da Manhã. Foi o primeiro jornal da região impresso em máquina linotipo. Após a morte de Túlio Fontoura, em 1979, seu genro, Dyógenes Martins Pinto assumiu a direção do jornal, sendo sucedido após a sua morte, em 1998, pela filha Janesca Martins Pinto, que continua a frente da empresa jornalística até os dias atuais. O jornal Diário da Manhã Passo Fundo foi o primeiro criado pela empresa e atinge mais de 15 municípios da região da Produção. Além de Passo Fundo, o grupo hoje possui jornais nos municípios de Carazinho e Erechim, no Rio Grande do Sul, com redações e setores administrativos e comerciais locais. O jornal Diário da Manhã de Chapecó, em Santa Catarina, encerrou as atividades em outubro de 2008, durante a
realização desta pesquisa. Além dos cadernos especiais que tratam de temas específicos ou comemoram datas, o jornal circula com os encartes DM Conexão, DM Saúde, Revista DM, Caderno Imobiliário, Coligadas e Classificados
O processo de informatização nas redações do grupo Diário da Manhã iniciou no final da década de 90, com a particularidade que por possuir redações autônomas localizadas em quatro municípios diferentes, as novas tecnologias de comunicação foram implementadas gradativamente. Em um primeiro momento, na sede do grupo em Passo Fundo e após, nas Redações de Carazinho, Erechim e, por último, em Chapecó. Naquele início de anos 90, a diagramação do periódico já havia evoluído dentro das possibilidades de recursos materiais.
As reportagens começaram a ser mais espaçadas dentro das páginas, que passaram a ser de 12 a 16, ou 32 em edições especiais, como ocorreu no especial produzido para comemorar os 59 anos do município. Foi nesta edição também que a cor foi utilizada pela primeira vez. Foi no final dos anos 90, porém, que a tecnologia modificou a maneira de produzir jornal. A entrada dos computadores na Redação fez com que os repórteres ganhassem agilidade e conseguissem produzir, no mesmo espaço de tempo, um número maior de reportagens.
Hoje, os três jornais do grupo trabalham em Rede, tendo como ponto central a unidade de Passo Fundo, onde os jornais são impressos. Foi também no final da década de 90, mais precisamente em 1998, que o jornal promoveu uma importante mudança editorial, acrescentando em suas edições diárias nas quatro regiões de abrangência, um caderno específico voltado ao noticiário estadual, nacional e internacional. Antes restrita a informações locais e regionais, a cobertura jornalística do Diário da Manhã passa a disponibilizar notícias do Estado, país, além de notícias internacionais através de materiais recebidos de agências de notícias. O caderno denominado DM Conexão circula simultaneamente até hoje nos três jornais do grupo.
Em 2002, o grupo consolida outro importante investimento. Consolidado como um jornal regional, o Grupo Diário da Manhã decide adquirir duas emissoras de rádio, fundando a rádio Diário AM -570, em Passo Fundo e Diário AM- 780, em
Carazinho, totalizando com isso seis veículos de comunicação com a marca Diário da Manhã. Para isso, foram contratados comunicadores e operadores nos dois municípios exclusivamente para as emissoras. O jornalismo de ambas as rádios foi assumido pelas equipes de jornalistas das Redações de Passo Fundo e Carazinho, que a partir das informações coletadas para os jornais, passaram a produzir boletins para a programação noticiosa das rádios.