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4. Formación de coaliciones en entornos sin restricciones temporales 79

4.4. Coordinación del movimiento: lane keeping

4.5.5. Resultados de la estrategia lane keeping

O aspecto físico-gráfico dos livros didáticos em geral conforma uma história e uma significação particulares, nas quais os manuais de Geografia têm suas especificidades com implicação direta na organização do ensino e da aprendizagem dessa disciplina. Entre os designers, semióticos e analistas do discurso – quanto à materialidade impressa – é consenso que a leitura tem início pela visualização do objeto e, sobretudo, pela visualização gráfica, que causa “[...] um impacto no observador e uma inconsciente primeira leitura [...] do material impresso. A partir daí o arranjo gráfico passa a atuar como discurso; e como discurso, possui uma

linguagem específica e uma rede encadeada de significação” (SILVA, 1985, p. 40). De acordo com Martins (2006), nas materialidades impressas conjugam-se pelo menos três modalidades de linguagem: a linguagem verbal, que expressa a escrita, a linguagem matemática – as equações, gráficos, notações, tabelas, e a linguagem imagética, que apresenta desenhos, fotografias, mapas, diagramas (MARTINS, 2006).

Os manuais de Geografia, relacionados na bibliografia da pesquisa, apresentam um quadro gráfico que passará por poucas transformações; são, de certa forma, homogêneos até a virada para o século XX, quando haverá algumas inovações relevantes, embora pontuais, no padrão gráfico desses materiais.

Até a década de 1960, a linguagem do livro didático em geral esteve inscrita no universo da cultura escolar: a partir de então, inscreve-se em outras linguagens, sobretudo a da comunicação impressa (MORAES, 2008). Ou seja, a linguagem instrucional do gênero foi basicamente verbal, opositiva à miscelânea linguageira que se alinhou à produção do livro didático a partir dos anos 1960, por exemplo, quando se instituiu uma semiótica didática, com recursos iconográficos de diversas estirpes, ampliando a compreensão do leitor e diversificando a experiência da leitura e do estudo do livro didático. O layout das últimas décadas praticamente perdeu a simplicidade e certa inocência identificável nas técnicas de composição do bloco impresso dos livros do período, ganhando traços e efeitos que inovam a diagramação e potencializam o funcionamento discursivo das disciplinas. Até com certo exagero, havendo casos em que se percebe um predomínio dos recursos iconográficos sobre os recursos textuais.

O livro brasileiro, formalmente, foi influenciado pelo modelo de impressão francês. Talvez por uma razão técnica, já que a maioria das impressões era feita diretamente na França, ou por alguns dos principais livreiros e editores do país terem sido franceses. Predominantemente, são livros de capa dura. O mais comum, até os anos 1870, era que a capa identificasse apenas o título da obra e a autoria, geralmente na lombada. As primeiras edições da Impressão Régia, por exemplo, “[...] eram vendidos brochados. Geralmente saíam cobertos com uma simples capa de papel cinzento ou azulado, papel barato, como se usava na Europa. O comprador é que os mandava encadernar por sua conta e a seu gosto” (MORAES, 1975). Às vezes, o livreiro já os vendia encadernados, mas não era regra. De qualquer forma,

encadernação e impressão, até final do século XIX, não eram sempre partícipes do mesmo processo industrial. Muitos dos livros impressos na Europa sequer eram exportados prontos: vinham em rolos impressos, aquartelados em barris, sendo, pelo livreiro, cortados, montados e agregados por colagem ou costura (HALLEWELL, 2005). À maneira da França, são comuns os encadernamentos marmorizados, com falsas nervuras e filigramas, como se observa, ainda, em um exemplar de 1878, das

Lições de Geographia do Abbade Gaultier46, ou encadernados de forma mais simples, com cartonado espesso e tecido, sem identificações, como o exemplar de Joaquim Maria de Lacerda, Curso methodico de Geographia physica, politica,

histórica, commercial e astronomica, composto para uso das escolas brazileiras, de

1887 (Figura 05).

46 Abbade Gaultier – Religioso nascido na Itália (1745-1818), mas radicalizado na França do século

XVIII, migrou para a Inglaterra quando da Revolução Francesa, onde abriu um curso público e implementou um método de ensino que ficou conhecido como “método Gaultier”, prenúncio do método de ensino mútuo. Sua geografia didática, utilizada por quase um século, foi estruturada no método socrático, ou dialogada, em que alunos fazem perguntas e o mestre responde, desenvolvendo o conteúdo (SCROSOPPI, 1939).

FIGURA 05 – Encadernações típicas da bibliografia didática de Geografia até fins do século

XIX.

Autoria: Jeane Medeiros Silva, 2011.

Esse padrão passaria por transformações, como ademais o livro brasileiro em geral, no que se refere à constituição do encapamento das obras. A folha de rosto, desde a constituição dos livros impressos, destacou-se como uma espécie de certidão de nascimento da obra, apresentando identificações como autoria, titulação, editoração e outras informações. O que se nota na bibliografia, a partir dos anos 1880, é uma transferência do constituto das folhas de rosto para as capas, que importam ou mesmo reproduzem o layout das folhas de rosto, ou constituem uma informação mais personalizada, deslocando a identificação exclusivamente das lombadas. A contracapa também passa a ser utilizada, geralmente para comerciais do editor ou da livraria, anunciando outros lançamentos ou sortimentos relacionados ao ambiente escolar (Figuras 06 e 07).

A maioria dos manuais de Geografia editados até o final do século XIX tinha tamanho in-oitavo (16,5 x 10,5 cm) e in-doze (17,5 x 11,0 cm). Nesse período, geralmente os livros para o ensino primário eram menores que esse padrão, como a

Pequena Geographia da Infância, de Lacerda. Nas primeiras décadas do século XX,

no entanto, esse padrão é modificado em alguns casos, com o aparecimento de obras mais largas e em formato panorâmico, especificamente para o ensino primário, a exemplo da obra Geographia Elementar, de A. de Rezende Martins47

(Figura 08).

47 Amélia de Rezende Martins

– Renomada musicista paulista, pianista e camerista, neta do Barão Geraldo Rezende, nascida em Campinas (São Paulo), em 1877, e falecendo em data ignorada no Rio de Janeiro, cidade onde viveu a maior parte de sua vida. Apesar de na música estar registrada suas contribuições mais relevantes, foi ainda autora de livros didáticos de História e Geografia, em um total de seis, todos “approvados e adoptados pela Instrucção do Districto Federal”, além de filmes pedagógicos, ensaios e críticas, atuando ainda como polemista e conferencista. Suas atividades intelectuais foram iniciadas na década de 1910, com a escrita de livros didáticos, contextualizados na Escola Nova e na linha montessoriana. Sua contribuição para a educação brasileira inclui, ainda, a produção de diversos filmes pedagógicos cujo propósito era complementar aulas expositivas. Como conferencista e polemista, participou de eventos e debates sobre questões sociais polêmicas, contribuindo para diversos periódicos e diários cariocas. Juntamente com Theodoro Heuberger e Frei Pedro Sinzig, em 1931, no Rio de Janeiro, fundou e presidiu a Pro-Arte Sociedade de Artes, Letras e Ciências, em cujos salões realizaram-se exposições, conferências e concertos e, posteriormente, difundiu trabalhos artísticos e instituições de música. A despeito das dificuldades de comunicação e transportes, participou de caravanas artísticas que transitaram por cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, levando música, exposições e obras de artesanato (TINHORÃO, 2000; COELHO; PRO-ARTE, 2009). Reformadora e arquiconservadora em diversas questões, incluindo gênero e educação, chegou a afirmar que “[...] é preferível a ignorância completa e uma sã moral, ciência nenhuma e muito catecismo, a todo esse simulacro de instrução, que serve apenas para infelicitar uma onda de meninas brasileiras” (MARTINS, apud BESSE, 1999, p. 133).

FIGURA 06 – Capa da 5. ed. da Chorographia do Brasil, de Henrique Martins (1896): a

identificação da obra desloca-se da lombada e da folha de rosto para a capa frontal. Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

A qualidade do papel igualmente reflete alguns nuances da trajetória do livro didático de Geografia. Até a década de 1880, os livros espelham o prestígio de um consumo mais elitizado, sendo impressos em papel de qualidade, em sua maioria, o que inclusive garantiu uma maior preservação dos exemplares sobreviventes. Apenas na entrada do século XX se consta uma oscilação na qualidade do papel, quando o livro, já consolidado como objeto pedagógico do discente, tem aumentadas suas tiragens e, por conseguinte, o consumo, processo que visou o seu barateamento.

FIGURA 07 – Reprodução da folha de rosto na capa do exemplar de 1902 de A Terra

illustrada. Geographia universal, physica, ethnographica, política e econômica das cinco...,

de Frere Ignace Chaput (F.I.C.).

Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

O uso de imagens já era uma recomendação na Didática de Comenius (1986), no século XVII. Mas a viabilidade desse uso, em escala mais ampla, foi possível apenas com o aparecimento da litografia, em fins do século XVIII, uma técnica de gravura realizada a partir do desenho com um lápis gorduroso sobre uma pedra calcária, reproduzido posteriormente com impressão manual. Ao passo que alguns livros só passaram a contar com recursos iconográficos a partir de meados do século XX (NAKAMOTO, 2010), os livros de ciências e Geografia tiveram alguma tradição no uso de ilustrações. A cor é outro recurso relevante na técnica gráfica. Particularmente, são relevantes no discurso pedagógico da Geografia, haja vista a semiologia gráfica empregada nas representações cartográficas, na iconoinformações da Geografia Física e na diferenciação de elementos na paisagem, nas simbologias nacionais etc. No período em análise, a predominância

foi do preto e do branco e, quando dispostas representações, das hachuras. Não que fosse desconhecida sua importância, mas propriamente por uma questão econômica; esses recursos encareciam a produção. No contexto dos projetos gráficos, as cores têm seu próprio funcionamento: “ao utilizar deliberadamente uma determinada cor num projeto, esta exerce três ações no sujeito receptor: de início, físico, impressiona a retina; depois, psíquico, pois provoca uma reação; e é também construtiva, visto que possui um valor, podendo assim comunicar uma ideia” (NAKAMOTO, 2010, p. 70).

FIGURA 08 – Geographia Elementar, de A. de Rezende Martins – exemplar de 1926: das

primeiras obras em formato panorâmico. Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

O uso de imagens já era uma recomendação na Didática de Comenius (1986), no século XVII. Mas a viabilidade desse uso, em escala mais ampla, foi

possível apenas com o aparecimento da litografia, em fins do século XVIII, uma técnica de gravura realizada a partir do desenho com um lápis gorduroso sobre uma pedra calcária, reproduzido posteriormente com impressão manual. Ao passo que alguns livros só passaram a contar com recursos iconográficos a partir de meados do século XX (NAKAMOTO, 2010), os livros de ciências e Geografia tiveram alguma tradição no uso de ilustrações. A cor é outro recurso relevante na técnica gráfica. Particularmente, são relevantes no discurso pedagógico da Geografia, haja vista a semiologia gráfica empregada nas representações cartográficas, na iconoinformações da Geografia Física e na diferenciação de elementos na paisagem, nas simbologias nacionais etc. No período em análise, a predominância foi do preto e do branco e, quando dispostas representações, das hachuras. Não que fosse desconhecida sua importância, mas propriamente por uma questão econômica; esses recursos encareciam a produção. No contexto dos projetos gráficos, as cores têm seu próprio funcionamento: “ao utilizar deliberadamente uma determinada cor num projeto, esta exerce três ações no sujeito receptor: de início, físico, impressiona a retina; depois, psíquico, pois provoca uma reação; e é também construtiva, visto que possui um valor, podendo assim comunicar uma ideia” (NAKAMOTO, 2010, p. 70).

Os primeiros manuais de Geografia, sobretudo até a década de 1870, não possuíam ilustrações. Os mapas foram as primeiras representações a serem introduzidas, geralmente um mapa mundi ou do Brasil. Os livros de maior repercussão nesse período, como o do Abbade Gaultier, o de Thomaz Pompeu de Souza Brasil, o de Luiz Antonio Burgain48, não possuíam nenhum tipo de ilustração

ou mapa. Geralmente custeado pelo próprio autor, ou por uma casa editora que não contava com uma demanda de mercado certa, não se podia arcar com os dispêndios da produção ou com o encarecimento da obra, fatos ligados à implementação de ilustrações, como fica aclarado no discurso de Torreão (1824, apud BOGLIAN, 2010, p. 80):

Conheço que, para melhor intelligencia, eu devia gravar Mappas Geographicos, para esclarecer as divisoens dos Paizes, que descrevo; mas as minhas circuntancias actuaes não me offerecem as necessárias proporçõens para huma empreza tão delicada: portanto, como seja o meu

48 Luiz Antonio Burgain – Foi um recohecido professor e dramaturgo brasileiro, nascido em 1812 e

objecto dar aos meus Patrícios huma tintura geral de Geographia, resolvi- me a publicar mesmo com essa falta, na persuasão de que as Cartas Universaes, e Geraes pódem muito bem applicar-se-lhe, com pequenas faltas, que serão supridas por qualquer hábil explicador.

Em 1830, os Elementos de Geographia Astronomica, política e physica, de Manoel Ildefonso de Souza inovam nesse sentido, apresentando um mapa, fato posto em destaque no subtítulo da obra.

No final do século XIX, alguns manuais de prestígio passaram a ostentar maior variedade de litografias e sobretudo mapas coloridos, como é o caso do Curso

methodico de Geographia physica, politica, histórica, commercial e astronomica, composto para uso das escolas brazileiras, de Joaquim Maria de Lacerda, que

apresentava “[...] 14 mappas coloridos, illustrada com grande numero de finissimas gravuras instructivas e interessantes” (LACERDA, 1898). Comumente, eram ilustrações anônimas, retratando paisagens ou descrevendo elementos da natureza, como plantas e animais (Figura 09).

FIGURA 09 – Ilustrações e um dos mapas coloridos da obra Curso methodico de

Geographia physica, politica, histórica, commercial e astronomica, composto para uso das escolas brazileiras, de Lacerda, 1887.

Na primeira década do século XX, os livros da bibliografia passam por inovações nas apresentações e representações. Em 1901, é publicado o livro de Arthur Thiré49, Geografia Elementar, para o ensino primário, pela Francisco Alves. O

livro apresentava um projeto gráfico completamente novo: capa ilustrada, colorida, mapas e desenhos coloridos, reproduções fotográficas (Figuras 10 e 11). Foi aprovado pelo governo do Estado de São Paulo, em ato legislativo de 08 de agosto de 1901, sendo apresentado, por meio de carta publicada na obra, por Theodoro Sampaio (1855-1937). A obra foi medalha de prata na Exposição Internacional e Universal de Bruxelas em 1910.

Nesse momento, os manuais de Geografia começavam a incorporar as fotografias como recursos iconográficos, embora apresentassem nitidez inferior às ilustrações, sobretudo ao enquadrarem paisagens, ou representações que diversificassem e dispusessem de muitos detalhes. As Lições de Chorographia do

Brasil, de Horacio Scrosoppi50, na segunda edição em 1911, é outra obra que incorpora as fotografias em seu corpo (Figura 12). Próximo à década seguinte, a qualidade gráfica das fotografias presentes na bibliografia melhorou sensivelmente, embora, tal como antes as ilustrações, que persisitiram presentes, tivessem um uso meramente ilustrativo, sem integrar o texto em abordagem: não eram comentadas nem exploradas como recurso didático. No máximo contavam com um curto título de identificação do objeto em representação.

49 Arthur [Charles] Thiré – Nasceu na França, em Caen, em novembro de 1853. Formou-se em

Paris, em Matemática e Engenharia Civil e de Minas na École Polytechnique de Paris. Em 1878, a convite de Dom Pedro II, mudou-se para o Brasil, para lecionar na Escola de Minas de Ouro Preto (MG). Permaneceu no Brasil até sua morte, trabalhando como engenheiro, diretor agrícola e como professor. Em 1910 assumiu a cátedra de Matemática no Internato do Colégio Pedro II. O autor traduziu obras técnicas da área de mineração e escreveu diversas obras científicas e didáticas, sobretudo de matemática, ensino para o qual apresentou muitas contribuições significativas, além da Geografia e das Ciências (THIENGO, 2005; SANTOS, 2009).

FIGURA 10 – Capa da obra Geographia Elementar, de Arthur Thiré. Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

FIGURA 11 – Algumas páginas internas da obra Geographia Elementar, de Arthur Thiré. Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

FIGURA 12 – Fotografias ilustrando a obra Lições de Chorographia do Brasil, de Horacio

Scrosoppi.

Organização: Jeane Medeiros Silva, 2011.

Graficamente, o texto da bibliografia tem uma composição simétrica, às vezes mesmo sem colunamento, constituída basicamente pelos fios tipográficos do texto, até a década de 1870. A partir dos anos 1880 se verifica uma maior abundância de vinhetas, notas de rodapé, uma acentuação das pregnâncias (recursos expressivos), além de glossários, boxes de textos complementares e outros. As técnicas gráficas desse período compreendem a tipografia como forma de impressão dos textos, embasado na composição de caracteres (tipologia), com os tipos ou fontes produzindo diversos efeitos no texto corrido, na titulação. O principal destaque dos tipos, sua técnica mais elementar, são as serifas, pequenos efeitos nos caracteres que criam a ilusão de uma linha, movendo instantaneamente o leitor de uma letra a outra, de uma palavra a outra, o que define o valor e a qualidade da impressão. A expressividade da tipografia conta com recursos denominados “pregnância”, como itálico, negrito, caixa alta, sublinhado e sinalizações como traços,

manchetes etc., que ocupam uma função na organização dos sentidos, alinhando significados a mais às palavras e à organização dos textos. O efeito gráfico principal é a legibilidade, para o que influi a forma dos tipos, o cumprimento das linhas, o entrelinhamento, os espaços definidos e as margens. O tamanho da fonte precisa ser compatível com o cumprimento da letra, e ambos com o espacejamento e tanto melhor será a leitura quanto for o equilíbrio entre a mancha gráfica e o espaço em branco (SILVA, 1985; NAKAMOTO, 2010).

Na bibliografia em questão, a qualidade da impressão oscila, dependendo das edições: em geral são boas. Apenas com a ampliação das tiragens, e início do processo de ampliação da escolarização, é que se observa, às vezes, uma ou outra edição com menor qualidade gráfica e de impressão, em razão de barateamento de custos.

* * *

No próximo capítulo, procuro perceber a gênese do ensino geográfico no Brasil, considerando como marcadores históricos os períodos jesuítico, pombalino e joanino, momentos que dão os primeiros indícios de uma disciplina e da bibliografia didática de Geografia, com particular atenção à Academia Real Militar (1810), instituição integrante do movimento de introdução do pensamento científico no Brasil, e marco no ensino de Geografia brasileiro.