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6. METHODOLOGY

6.2 M EASURING BUSINESS CYCLES

6.2.1 Measures of business cycles

Estima-se que 75% dos recursos naturais do planeta são usados pelos moradores das cidades, daí ecossistemas saudáveis e a diversidade biológica são vitais para que estas funcionem adequadamente. Porém, comunidades tornam-se mais vulneráveis, sujeitas a efeitos imprevistos na saúde e bem-estar quando a biodiversidade e ecossistemas funcionais, que dão resiliência à biosfera, são degradados. A floresta Aberdares, por exemplo, que desempenha um papel significativo no sistema de purificação de água da cidade, em Nairóbi, no Quênia, está ameaçada pela demanda de carvão (ONU Brasil, 2012).

Em outras regiões do planeta os problemas não são menores, na Europa, por exemplo, estima-se que a paridade tarifária praticada pelas concessionárias e as geradas pelo sistema fotovoltaico atingirão paridade, no setor residencial, já na segunda metade

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desta década na Itália, na França, no Reino Unido, na Espanha e na Alemanha. O que deve ocorrer também no setor industrial, muito embora deva variar um pouco de país para país (Brasil, 2012).

No entanto, entre os países europeus onde mais se desenvolveu a geração de energia fotovoltaica foi na Alemanha e na Itália, que têm tarifas altas e a geração dessa modalidade é mais desenvolvida. Em 2011, por exemplo, ano em que foi mais favorável à geração de energia fotovoltaica, a diferença entre a tarifa de geração fotovoltaica e a praticada pela concessionária chegou a 20% a favor desta última (Brasil, 2012). A meta dos países europeus é contabilizar em 20% o consumo de energia renovável até 2020, para reduzir os efeitos das alterações climáticas e estabelecer uma política energética

comum (Europe’s Energy Portal, 2012), naturalmente que esses objetivos não se farão

sem oferecer incentivos significativos na área de produção de energia limpa.

O desenvolvimento do mercado fotovoltaico reflete, na Europa, justamente os atuais níveis de dependência dos combustíveis fósseis, a necessidade de redução das emissões de carbono associada com o uso de energia e as perspectivas de desenvolvimento de um setor extremamente inovador e tecnologias novas faz com que células fotovoltaicas se tornem cada vez mais atraentes (Europe’s Energy Portal, 2009b).

A concorrência e as novas tecnologias desenvolvidas têm produzidos resultados em sistemas solares fotovoltaicos 60% mais barato do que na década de 1990. O objetivo é reduzir os custos principalmente do watt nominal para competir com todas as fontes de energia elétrica no médio prazo. Atualmente a indústria fotovoltaica européia retém 30% do mercado mundial de módulos fotovoltaicos (Europe’s Energy Portal, 2009b).

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Teoricamente, o potencial hidrelétrico mundial é de 36.000 TWh, porém, apenas 16.000 TWh são exploráveis e, desses, 8.000 TWh são economicamente viáveis. Atualmente, menos de 20% desse potencial é utilizado. Como podemos ver na Figura 4, entre os anos de 1973 e 2006 houve um decréscimo na utilização de energia hidráulica, sendo a energia oriunda do petróleo, a não renovável, a mais utilizada. A Figura 5 mostra que, quanto ao tipo de combustível utilizado, a posição da energia elétrica na matriz energética recuou de 21% para 16%. (Santos, Botton, & Konzen, 2012).

De acordo com os gráficos acima são percebe-se predomínios do uso de matrizes energéticas não renováveis causadoras do aquecimento global, principalmente em países

Figura 4: Matriz energética de 1973 e 2006 (Fonte: IEA, 2008).

Figura 5: Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006 (Fonte IEA, 2008).

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desenvolvidos. Nesses países a exemplo de: EUA, Japão, França, entre outros o aproveitamento do seu potencial hidráulico é superior aos países economicamente em desenvolvimento da África, Ásia e América do Sul, excetua-se o Brasil. Em função do potencial hídrico, os emergentes enfrentam grande expansão e sofrem pressões ambientalistas em esfera mundial contra essa fonte abundante nesses países (Brasil, 2007).

O fato de as chances de um acidente nuclear, segundo os cálculos teóricos serem remotas, na prática a história tem levado a constatações que contrariam essa perspectiva. O acidente em que o núcleo de um dos reatores de Windscale, em 1957, localizado no noroeste da Inglaterra, pegou fogo e liberou quantidade significativa de radioatividade, desconhece-se o número exato de pessoas que morreram ou contraíram câncer; mais de dois milhões de litros de leite contaminados foram destruídos. Enquanto isso, em Kyshitim, na antiga União Soviética, uma explosão em um depósito de lixo nuclear contaminou uma área de 240 km². Trinta comunidades, com duzentos e setenta mil pessoas, tiveram que ser evacuadas e, possivelmente, dez mil pessoas morreram como consequência do incidente (Ponting, 1995).

Em 1979, um dos núcleos de um dos reatores, em Three Mile Island, Pensilvânia, EUA, fundiu-se parcialmente e o reator teve que ficar permanentemente enterrado em concreto. O mais sério desastre de todos os acidentes nucleares ocorreu em 1986 na usina de Chernobyl, na Ucrânia. Deixou um cenário que ilustra a dificuldade de lidar com um acidente dessa magnitude e suas consequências. A explosão liberou uma gigantesca nuvem que se espalhou pela Escandinávia e Europa ocidental. Animais, como o veado da Lapônia, ingeriram líquens contaminados e em exames feitos, após terem sido sacrificados, constataram que continham sete vezes mais radioatividade do que o normal; constatou-se, quatro anos depois, que os cordeiros das

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regiões do noroeste da Inglaterra e de Gales continuaram com um nível de radioatividade elevado que impediam o seu consumo (Ponting, 1995).

Uma área de mais de 10.000 quilômetros quadrados foi declarada perigosa para ser habitada e 150.000 mil pessoas foram evacuadas, sendo que a saúde de pelo menos 100.000 mil pessoas na União Soviética foi afetada por esse desastre. Sem contar que a população do mundo todo, especialmente os habitantes próximos aos locais dos testes nucleares, vem sendo exposta à precipitação radioativa de 458 explosões nucleares na atmosfera, entre 1945 e 1985 (Ponting, 1995).

No entanto, ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para a eliminação do lixo radioativo. A cadeia produtiva do urânio é permeada pela radioatividade, da extração à destinação dos dejetos radioativos, resultados da operação da usina, constituindo-se, assim, em um processo perigoso à saúde (Brasil, 2012; Ponting, 1995). Em função da poeira radioativa, na mineração do urânio, metade dos mineiros, no século XX, morreu de câncer de pulmão, índice cinco vezes maior que o da população como um todo. A moagem das jazidas de urânio, que é o estágio seguinte da extração, causa aproximadamente 4.000 mortes por ano de câncer de pulmão, só nos EUA. Além de ser produzida uma grande quantidade de lixos radioativos: roupas dos trabalhadores, isótopos usados em hospitais, núcleos dos reatores os quais são letais por dezenas de milhares de anos (Ponting, 1995).