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Appendix A Example code

A.3 Matlab file using LybinCom, impulse response example

desenvolvidas em aula, buscando novas metodologias para atender as dificuldades não transpostas, sendo que todos os processos são debatidos com os educandos, numa forma de avaliação coletiva e de autoavaliação sobre a forma de construção de conhecimento e formação do sujeito durante o curso. A formação docente acontece a cada dia e, em todos os momentos vivenciados na UFPR Litoral e nos espaços percorridos; em cada aula de campo, quando é preciso estudar, planejar, organizar as saídas da universidade; em cada novo lugar do Litoral que se conhece ou re(visita) com novos olhares; em cada dia de aula, quando a interação com os estudantes faz aprender, criar e modificar o jeito de exercer a docência; nas conversas e nos debates com os colegas, que fazem os sujeitos refletirem e (re)comporem como docentes, como seres humanos. 6) Com relação aos problemas e às dificuldades: referem à relação professor-

estudante, pois alguns estudantes consideram que um Projeto Político Pedagógico, no qual não há rigidez nas avaliações e nem disciplinas estanques,

como algo menos complexo, agindo com muita irresponsabilidade, chegando atrasados ou não realizando as pesquisas necessárias; muitos agem passivamente (afinal era o que entendiam por educação), e abusando da liberdade que lhes é dada, além da falta de comprometimento com todos os processos pedagógicos; o medo e a incerteza aparecem na construção de um conhecimento com novas práticas pedagógicas e o despreparo dos envolvidos, em uma construção de conhecimento para a autonomia do sujeito; muitos esperam algo, mas não buscam a sua construção; resistência por parte dos docentes que não entendem a lógica da educação, voltada à aprendizagem e a falta de apoio técnico-administrativo e de espírito de solidariedade; questões subjetivas, individuais, pessoais e/ou profissionais são colocadas acima das questões coletivas; dificuldade na efetivação do Projeto, por deixarem, muitas vezes, de conversar sobre ele, de aprofundar os estudos, de coletivizar as ações, as dificuldades e aprendizagens; o envolvimento na materialidade das populações vulneráveis e a gestão destas com as diferentes instâncias pedagógicas da formação acadêmica dos estudantes envolvidos e com as comunidades locais, trazem uma demanda de tempo físico imensa, o que dificulta a produção/sistematização do conhecimento gerado no processo. No que se refere aos encaminhamentos realizados: por se tratar de um processo em construção, sempre haverá encaminhamentos e planejamentos a serem propostos, conforme surjam as demandas; deve-se direcionar as ações e metodologias para atendê-las. As necessidades de formação: estão relacionadas a muitos temas, tais como lidar com pessoas com deficiências em sala de aula, por exemplo; além de outros momentos de formação docente, há um olhar externo e de acompanhamento contínuo, bem como espaços para reflexões sobre as ações; a pesquisa, produção e sistematização teórica fazem falta, mas as urgências do cotidiano das comunidades também são imensas e prementes.

4.3GRUPO DE ESTUDOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA -GEFOCO

O GEFOCO foi constituído pela equipe gestora e por um grupo de professores, para o aprimoramento do Projeto Político Pedagógico e para subsidiar a formação continuada dos professoresm envolvidos no Projeto Litoral. Foi realizada entrevista semiestruturada com o gestor visando conhecer as motivações para a

formação do grupo, os objetivos, como se constituiu, quais são as necessidades de formação de professores, as ações realizadas após o encontro de estudos, quais contribuições este grupo traz e se há documento institucional sobre o GEFOCO (APÊNDICE 3).

4.3.1 Concepção do GEFOCO para o gestor da universidade

No segundo semestre de 2011, foi proposto, pelo gestor da universidade, a formação de um grupo de estudos sobre formação continuada, motivado pela necessidade dos docentes por mais atividades de formação. Apesar das atividades e mediações docentes serem formadoras, havia a necessidade de um espaço organizado para reflexões e angústias coletivas. Havia pessoas que não entendiam alguns aspectos da atuação docente, não tinham se inerido em nenhuma atividade com característica de formação continuada. Os professores que ingressaram no início do Projeto Litoral haviam participado de encontros de formação com professores convidados, mas os professores que ingressaram, recentemente, não tiveram tal vivência. O grupo deveria reunir pessoas com experiências muito diversificadas e com o objetivo de avançar na compreensão do Projeto e da atuação do professor, dentro desse Projeto. Foram propostos encontros na periodicidade de três sábados para não haver a coincidência de encontros nos mesmos dias de mês. Todos os professores foram convidados por correio eletrônico, em véspera de feriado, restringindo a possibilidade de troca de ideias entre os mesmos, para não caracterizar uma atitude organizada de grupos, mas sim, uma ação voluntária de cada participante que, de fato, sentisse a necessidade da proposta de formação. Foi proposto ainda que os primeiros trinta professores, ao aceitarem o convite, formariam a primeira turma; havendo outros professores interessados, formar-se-iam novos grupos. Portanto, o grupo se constituiu aleatoriamente, partindo da motivação de cada professor em participar de um espaço de formação. Reuniram-se, então, professores com conhecimento sobre aspectos de formação pedagógica e didática a professores que não conheciam autores da área de formação continuada. O encontro acontecia em oito horas de trabalho, com temas trazidos pela própria demanda docente. As temáticas eram propostas, primeiramente, por meio de questionamentos realizados em um grupo virtual, para então serem discutidas no grupo de trabalho. As atividades do GEFOCO foram interrompidos devido ao momento de campanha e eleição da equipe gestora, em março de 2012, mas seriam

retomadas após esse período, para evitar que esse grupo de estudos pudesse influenciar ou ser influenciado por tal momento político. Não há, ainda, um feedback dos docente sobre o que mudou concretamente em sua atuação docente após os encontros de reflexão do grupo. Houve apenas três desistências por motivos de saúde ou pessoais.

E para que os professores tivessem a oportunidade de expressar sua motivação para participar do grupo de estudos de formação continuada, foi também proposto um questionário, com questões abertas, para treze professores que, no momento da pesquisa, faziam parte do GEFOCO (APÊNDICE 4).

Dos treze professores convidados a responder as questões abertas do questionário, quatro participaram do estudo.

4.3.2 Motivação dos professores para participar do grupo de estudos Quando questionado sobre o que o motivou a participar do grupo de estudos de formação continuada, para professores da UFPR Litoral, foi respondido:

o por curiosidade sobre como seria a metodologia de ensino e se haveria algo novo a ser conhecido.

o devido ao fato da formação inicial e continuada sempre terem sido foco de interesse. Em seu “pós doc” teve a oportunidade de participar do Laboratório de Avaliação da UNICAMP, aprofundando estudos sobre as repercussões da avaliação e autoavaliação na formação continuada dos professores. Entendeu que grupos como o GEFOCO promovem autoavaliação e formação continuada. O GEFOCO foi interessante para sua própria formação, não pelo ineditismos das temáticas, mas pela maneira como o grupo trabalhou e para compreender a construção dos processos de formação continuada em um grupo de diferentes áreas.

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