Variáveis Caracterização Geral Pontos Fortes em Portugal Pontos Fracos em Portugal Desafios / gap a preencher Cenário
Competitividade / Produtividade
As indústrias metalúrgicas de base assentam a sua competitividade no factor
preço.
Nos Produtos Metálicos e nas Máquinas e Equipamentos é fundamental a I&D ao nível da utilização de novos materiais,
das técnicas produção, assim como a fabricação de peças únicas e em pequenas
séries.
Bom desempenho competitivo de alguns segmentos dos Produtos Metálicos (Torneiras e Caldeiras).
Predomínio de empresas que competem pelos baixos custos da mão-de-obra, pelo factor preço, com
fraca diferenciação dos produtos. Produtividade do trabalho baixa (sobretudo nos Produtos Metálicos e
nas Máquinas e Equipamentos).
Apostar em novos factores competitivos, mais adequados às tendências internacionais do sector.
Concorrência
Forte concorrência em todo o sector, proveniente dos países mais desenvolvidos (pela escala ou pela qualidade/inovação/marca), dos NPI (pelo preço) e da existência de produtos
substitutos (plásticos e produtos cerâmicos)
A indústria dos moldes não enfrenta uma elevada concorrência,
a nível mundial.
Alguns produtos nacionais (Siderurgia e Fundição) sofrem uma forte concorrência dos produtos europeus, mesmo ao nível do mercado interno.
Procura / Mercados / Comercialização
Crescimento do consumo de Metais Ferrosos e de Máquinas e Equipamentos
na UE.
A produção comunitária de metais não ferrosos é insuficiente para fazer face à
procura interna.
Vocação exportadora demonstrada por este sector de actividade.
Mercado interno reduzido e dependência de um número reduzido
de mercados externos. Debilidade da estrutura comercial da
maioria das nossas empresas.
Emergência de novos segmentos da procura (p. ex. ambiente). Necessidade de explorar mercados
alternativos.
As empresas estarão mais próximas dos seus clientes e mercados alvo
(actuais ou potenciais), tentando adaptar-se a estes. Criação de páginas WEB e comercialização online de produtos.
Estrutura Produtiva / Tecido Empresarial / Clusterização
Existência de algumas empresas dinâmicas e competitivas e de projectos e campanhas para a
reconversão do sector. Preocupação dos empresários com
a modernização, inovação, internacionalização e crescimento
das empresas. Algumas empresas mantêm relações de cooperação com outras
entidades (p.e., Universidades ou associações empresariais). Existência de dois clusters regionais no segmento dos moldes
para plásticos.
O tecido empresarial é constituído maioritariamente por PME, com uma
gestão centrada em torno do proprietário da empresa. Apenas um grupo restrito de empresas
aposta na internacionalização activa. Um conjunto elevado de pequenas
empresas funciona em regime de subcontratação; não existe, no entanto,
tradição de cooperação entre empresas, nem intenção de crescimento por integração vertical. Desarticulação da fileira produtiva e
da cadeia de valor.
Alteração da cultura empresarial do sector.
As empresas apostarão num processo de internacionalização, muito embora não de uma forma completamente
activa.
Maior cooperação entre as empresas dentro e fora do sector e com
entidades de I&D. Capacidade de manter os clusters já existentes e de desenvolver o cluster
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Inovação
Importância do desenvolvimento de novos produtos, da aplicação dos metais
a novos sectores/produtos, da diversificação para novos nichos de
mercado, da utilização de novas tecnologias de ponta e da aposta no
design e na qualidade. Indústria poluente e intensiva no uso de
matérias naturais (reciclagem). Existência de normalização como forma
de harmonização das práticas e exigências dos Estados-membros.
O segmento dos moldes conseguiu passar da produção de produtos
standard para não standard. Existe alguma tradição de alteração
de equipamentos, adaptando-os às necessidades específicas das
empresas.
Salto tecnológico (CAD/CAM e CNC) conseguido em algumas
empresas mais competitivas. Crescente importância da certificação das empresas nos sistemas de gestão ambiental e de
qualidade.
Existência de normas portuguesas – NP – elaboradas pelo IPQ.
Em determinados subsectores/empresas é o cliente ou gabinetes externos que concebem e
desenvolvem o produto. A maioria das empresas portuguesas não conseguiu ainda passar do produto standard e de baixo valor acrescentado
para o não standard. Incipiente legislação ambiental.
Muitas vezes a certificação é desencadeada apenas como resposta
às exigências dos clientes.
Orientação para a produção de bens simples com um elevado peso do
design, da marca, do marketing e dos
serviços. As PME portuguesas apostam no reconhecimento de alguns
nichos de mercado que irão surgir associados à protecção ambiental. Elevada difusão das tecnologias de produção e das TIC, mas com coexistência de gerações tecnológicas
distintas.
Organização do Trabalho
A maioria das empresas apresenta uma organização do trabalho na área
da produção do tipo taylorista.
Predomina uma organização com elevada especialização horizontal,
embora algumas empresas desenvolvam formas de organização do trabalho que proporcionam maiores
níveis de enriquecimento individual.
Políticas de RH
Sector com elevados riscos ao nível da segurança, ergonomia e agentes químicos
no ambiente de trabalho.
Na maioria das empresas existe uma política de formação definida
e planos de formação elaborados. Existe uma preocupação com a protecção dos trabalhadores contra
as doenças profissionais e os acidentes de trabalho.
A maior parte das empresas não possuem um departamento autonomizado de GRH, estando a
“função pessoal” a cargo do proprietário ou de administrativos.
Baixa capacidade de atracção e retenção de profissionais qualificados.
Necessidade de atrair e formar jovens qualificados e altamente qualificados
para o sector
(trabalho pesado e pouco estimulante, formação inadequada ou inexistente)
Maior profissionalização da função GRH.
Melhoria da qualidade do emprego (condições de trabalho, práticas remuneratórias, carreiras, formação). RH Evolução positiva da estrutura de habilitações neste sector. qualificações, sobretudo nos Produtos Elevado défice de habilitações e de
Metálicos e nas Metalurgias de Base.
Necessidade de melhorar o nível de qualificação e de renovar as competências dos trabalhadores.
Sistema Educativo
Grande diversidade de licenciaturas e bacharelatos com saídas profissionais adequadas ao sector.
Os dois principais centros de formação do sector, o CENFIM e o
CINFU, apresentam uma oferta formativa muito diversificada e
essencial para o sector.
Carência de oferta formativa orientada para os quadros médios e para as áreas técnicas e emergentes (Ambiente e Higiene e Segurança no Trabalho,
Comercial/Marketing ou TIC), formação superior demasiado teórica e
localização geográfica da formação que não tem em conta os clusters
naturais.
A formação à distância poderia ser uma boa alternativa às lacunas do
sistema de ensino actual. Deveriam ser promovidos e desenvolvidos sistemas de cooperação
Variáveis Caracterização Geral Pontos Fortes em Portugal Pontos Fracos em Portugal Desafios / gap a preencher Cenário Dinâmica /
Variações quantitativas do
emprego
Empregos em emergência na área Ambiental e Segurança; empregos em crescimento nas áreas de Concepção e Desenvolvimento, Comercial/Marketing,
Qualidade e Produção; empregos em regressão na área de Produção.
Carência de mão-de-obra para algumas profissões.
Crescimento do emprego nas áreas a montante e a jusante da produção, dos
quadros médios, dos técnicos altamente qualificados e dos profissionais qualificados. Redução do emprego de profissionais
não qualificados e semi-qualificados da produção.