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Competitividade / Produtividade

As indústrias metalúrgicas de base assentam a sua competitividade no factor

preço.

Nos Produtos Metálicos e nas Máquinas e Equipamentos é fundamental a I&D ao nível da utilização de novos materiais,

das técnicas produção, assim como a fabricação de peças únicas e em pequenas

séries.

Bom desempenho competitivo de alguns segmentos dos Produtos Metálicos (Torneiras e Caldeiras).

Predomínio de empresas que competem pelos baixos custos da mão-de-obra, pelo factor preço, com

fraca diferenciação dos produtos. Produtividade do trabalho baixa (sobretudo nos Produtos Metálicos e

nas Máquinas e Equipamentos).

Apostar em novos factores competitivos, mais adequados às tendências internacionais do sector.

Concorrência

Forte concorrência em todo o sector, proveniente dos países mais desenvolvidos (pela escala ou pela qualidade/inovação/marca), dos NPI (pelo preço) e da existência de produtos

substitutos (plásticos e produtos cerâmicos)

A indústria dos moldes não enfrenta uma elevada concorrência,

a nível mundial.

Alguns produtos nacionais (Siderurgia e Fundição) sofrem uma forte concorrência dos produtos europeus, mesmo ao nível do mercado interno.

Procura / Mercados / Comercialização

Crescimento do consumo de Metais Ferrosos e de Máquinas e Equipamentos

na UE.

A produção comunitária de metais não ferrosos é insuficiente para fazer face à

procura interna.

Vocação exportadora demonstrada por este sector de actividade.

Mercado interno reduzido e dependência de um número reduzido

de mercados externos. Debilidade da estrutura comercial da

maioria das nossas empresas.

Emergência de novos segmentos da procura (p. ex. ambiente). Necessidade de explorar mercados

alternativos.

As empresas estarão mais próximas dos seus clientes e mercados alvo

(actuais ou potenciais), tentando adaptar-se a estes. Criação de páginas WEB e comercialização online de produtos.

Estrutura Produtiva / Tecido Empresarial / Clusterização

Existência de algumas empresas dinâmicas e competitivas e de projectos e campanhas para a

reconversão do sector. Preocupação dos empresários com

a modernização, inovação, internacionalização e crescimento

das empresas. Algumas empresas mantêm relações de cooperação com outras

entidades (p.e., Universidades ou associações empresariais). Existência de dois clusters regionais no segmento dos moldes

para plásticos.

O tecido empresarial é constituído maioritariamente por PME, com uma

gestão centrada em torno do proprietário da empresa. Apenas um grupo restrito de empresas

aposta na internacionalização activa. Um conjunto elevado de pequenas

empresas funciona em regime de subcontratação; não existe, no entanto,

tradição de cooperação entre empresas, nem intenção de crescimento por integração vertical. Desarticulação da fileira produtiva e

da cadeia de valor.

Alteração da cultura empresarial do sector.

As empresas apostarão num processo de internacionalização, muito embora não de uma forma completamente

activa.

Maior cooperação entre as empresas dentro e fora do sector e com

entidades de I&D. Capacidade de manter os clusters já existentes e de desenvolver o cluster

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Inovação

Importância do desenvolvimento de novos produtos, da aplicação dos metais

a novos sectores/produtos, da diversificação para novos nichos de

mercado, da utilização de novas tecnologias de ponta e da aposta no

design e na qualidade. Indústria poluente e intensiva no uso de

matérias naturais (reciclagem). Existência de normalização como forma

de harmonização das práticas e exigências dos Estados-membros.

O segmento dos moldes conseguiu passar da produção de produtos

standard para não standard. Existe alguma tradição de alteração

de equipamentos, adaptando-os às necessidades específicas das

empresas.

Salto tecnológico (CAD/CAM e CNC) conseguido em algumas

empresas mais competitivas. Crescente importância da certificação das empresas nos sistemas de gestão ambiental e de

qualidade.

Existência de normas portuguesas – NP – elaboradas pelo IPQ.

Em determinados subsectores/empresas é o cliente ou gabinetes externos que concebem e

desenvolvem o produto. A maioria das empresas portuguesas não conseguiu ainda passar do produto standard e de baixo valor acrescentado

para o não standard. Incipiente legislação ambiental.

Muitas vezes a certificação é desencadeada apenas como resposta

às exigências dos clientes.

Orientação para a produção de bens simples com um elevado peso do

design, da marca, do marketing e dos

serviços. As PME portuguesas apostam no reconhecimento de alguns

nichos de mercado que irão surgir associados à protecção ambiental. Elevada difusão das tecnologias de produção e das TIC, mas com coexistência de gerações tecnológicas

distintas.

Organização do Trabalho

A maioria das empresas apresenta uma organização do trabalho na área

da produção do tipo taylorista.

Predomina uma organização com elevada especialização horizontal,

embora algumas empresas desenvolvam formas de organização do trabalho que proporcionam maiores

níveis de enriquecimento individual.

Políticas de RH

Sector com elevados riscos ao nível da segurança, ergonomia e agentes químicos

no ambiente de trabalho.

Na maioria das empresas existe uma política de formação definida

e planos de formação elaborados. Existe uma preocupação com a protecção dos trabalhadores contra

as doenças profissionais e os acidentes de trabalho.

A maior parte das empresas não possuem um departamento autonomizado de GRH, estando a

“função pessoal” a cargo do proprietário ou de administrativos.

Baixa capacidade de atracção e retenção de profissionais qualificados.

Necessidade de atrair e formar jovens qualificados e altamente qualificados

para o sector

(trabalho pesado e pouco estimulante, formação inadequada ou inexistente)

Maior profissionalização da função GRH.

Melhoria da qualidade do emprego (condições de trabalho, práticas remuneratórias, carreiras, formação). RH Evolução positiva da estrutura de habilitações neste sector. qualificações, sobretudo nos Produtos Elevado défice de habilitações e de

Metálicos e nas Metalurgias de Base.

Necessidade de melhorar o nível de qualificação e de renovar as competências dos trabalhadores.

Sistema Educativo

Grande diversidade de licenciaturas e bacharelatos com saídas profissionais adequadas ao sector.

Os dois principais centros de formação do sector, o CENFIM e o

CINFU, apresentam uma oferta formativa muito diversificada e

essencial para o sector.

Carência de oferta formativa orientada para os quadros médios e para as áreas técnicas e emergentes (Ambiente e Higiene e Segurança no Trabalho,

Comercial/Marketing ou TIC), formação superior demasiado teórica e

localização geográfica da formação que não tem em conta os clusters

naturais.

A formação à distância poderia ser uma boa alternativa às lacunas do

sistema de ensino actual. Deveriam ser promovidos e desenvolvidos sistemas de cooperação

Variáveis Caracterização Geral Pontos Fortes em Portugal Pontos Fracos em Portugal Desafios / gap a preencher Cenário Dinâmica /

Variações quantitativas do

emprego

Empregos em emergência na área Ambiental e Segurança; empregos em crescimento nas áreas de Concepção e Desenvolvimento, Comercial/Marketing,

Qualidade e Produção; empregos em regressão na área de Produção.

Carência de mão-de-obra para algumas profissões.

Crescimento do emprego nas áreas a montante e a jusante da produção, dos

quadros médios, dos técnicos altamente qualificados e dos profissionais qualificados. Redução do emprego de profissionais

não qualificados e semi-qualificados da produção.