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2 Materials and methods

2.2. Materials

por motivos pessoais e, portanto, dezessete (17) participantes fizeram o processo de avaliação final do curso que ocorreu de dois modos. Primeiramente houve uma conversa do facilitador com eles sobre a dinâmica da oficina, em seguida preencheram um questionário de avaliação do curso. Na conversa com os participantes foi possível compreender alguns de seus sentidos e significados atribuídos, e suas expectativas no que é relativo à oficina. Seguem alguns trechos da conversa com a pergunta inicial do facilitador:

Facilitador: Eu preciso agora da avaliação de vocês. Eu quero que vocês falem para mim o que vocês acharam do dia de hoje. O que foi legal? O que não foi legal? O que poderia melhorar? Se estava dentro da expectativa que vocês tinham ou foi muito diferente do que vocês pensavam? Fiquem a vontade. Quem quiser falar pode começar a falar.

Uma das participantes respondeu:

PR: Olha eu adorei. Se tivesse que resumir em uma palavra eu diria inspiração. Eu acho que falta para gente que está lá na escola, os professores que estão lá na ponta da escola, momentos mais assim para eles exercitarem a criação. Porque às vezes a gente têm soluções para coisas simples que acontecem, mas falta essa explosão de ideias, esse momento de criação, de criatividade, soltar a criatividade, pensar um pouco mais sobre as coisas de uma maneira mais colaborativa, mas ao mesmo tempo autônoma respeitando a opinião de todo mundo. Então eu adorei. Achei muito bom.

Superou minhas expectativas. Eu achei que seria mais teórico.

Posteriormente em uma conversa com outra participante esta apontou o Design Thinking como uma metodologia por apresentar um conjunto de práticas que se organiza para levar a uma ação. O facilitador afirmou que este é um termo que gera muitas percepções e enquanto alguns afirmam que é uma metodologia outros chamam de abordagem. O termo usado na oficina foi abordagem pelo fato dos educadores que estão desenvolvendo os projetos pelo país o chamarem dessa forma e por se tratar de um modelo mental que abre uma gama muito grande de possibilidades. Em seguida na conversa outra pessoa afirmou que quando trabalhava como professora em uma escola de educação básica o que faltavam:

PK: [...] eram espaços pensados para a realização de trabalhos coletivos e projetos que com esse entendimento que nós trabalhamos hoje. Porque a gente acabava encerrando todas as nossas ideias numa aula de 45 minutos, numa sala com inúmeras carteiras entulhadas da pedagogia do NUCA. Então complica, então se a gente pensa em espaços coletivos para ampliar as possibilidades com esse novo olhar, com o olhar que a gente exercitou hoje seria incrível.

Depois outra afirmou que faltavam modos do professor incentivar a autonomia e criatividade do aluno de maneira prática, ou seja, uma abordagem ativa junto aos professores. E outra participante afirmou:

PM: Mas é assim, não é por nada que eu acho que agora estão vindo a tona essas novas abordagens. Porque eu acho assim a gente tem muita teoria, muita teoria e a gente produz muito pensamento em todas as áreas científicas e aí assim, mas o que a gente faz? Como a gente vive? O que a gente produz? O que a gente faz com nosso conhecimento? Então é hora de botar na prática e tirar da prática o que a gente precisa para resolver nossos problemas práticos.

Em seguida dessa conversa foi levantado um ponto crítico em relação aos resultados finais das experimentações dos desafios de cada grupo:

PE: Eu acho que poderia pensar numa coisa totalmente diferente. E assim, para pensar nisso teria que ter um estímulo maior pra isso, talvez o tempo também é mais um fator, porque a gente chegou em tudo que talvez já exista.

A experiência mostra que o tempo é um fator limitante para a dinâmica que tem o objetivo de explicar todo o processo para que os participantes compreendam o significado e levem para si e suas práticas um pouco desse modelo mental. Outro ponto levantado por esse participante foi que um curso mais longo possibilitaria que atividades específicas de criatividade fossem feitas com os participantes para que os mesmos cheguem a soluções mais criativas.

Na dinâmica feita no curso Design na Educação os processos de criatividade têm seu valor explicitado na fase de ideação por meio do pensamento livre de julgamentos e pelo modo abdutivo de pensar. Não obstante, atividades específicas que desenvolvam criatividade não fazem necessariamente parte do foco deste tipo de oficina que pretende dar destaque para as atividades colaborativas, de empatia, experimentação para que os educadores compreendam que é possível transformar a educação com a cocriação das pessoas em atividades que por vezes parecem simples, mas que fazem a diferença na rotina educativa.

Despois dessa conversa sobre como foi o minicurso para os participantes eles responderam a um questionário de avaliação de curso de extensão (apêndice G) que estão a seguir no texto.

No que diz respeito ao curso os participantes foram unânimes no “Sim” em todos os aspectos do cumprimento do programa do curso, do material didático fornecido e dos recursos audiovisuais (gráfico 3). Os participantes nas questões abertas relataram que o curso pode auxiliar no processo de como o Design é importante para o desenvolvimento de abordagens e práticas dentro da educação ampliando o horizonte do educador além de apresentar diferentes aplicações no universo da educação.

Gráfico 3 - Quanto ao curso.

Fonte: desenvolvido pelo autor.

Quanto ao facilitador e suas características na condução da dinâmica todos os resultados também foram positivos (gráfico 4). Nas questões abertas relataram que o facilitador tinha pleno domínio do conteúdo, foi didático e empático, explicou os procedimentos e fez a mediação para o desenvolvimento dos trabalhos do grupo.

Gráfico 4 - Quanto ao facilitador.

Fonte: desenvolvido pelo autor.

No que tange ao desempenho dos participantes de acordo com a autoavaliação seis (6) não se sentiram seguros quanto à apreensão do conteúdo. Durante o curso alguns deles relataram que seria interessante um tempo maior para poder fazer as etapas com mais calma, no entanto, o facilitador explicou que para que isso acontecesse seria necessário mais um dia de curso. No caso desse curso seria inviável pelo fato do mesmo ter acontecido em dia de semana, e assim, nem todos poderiam comparecer em mais de um dia. Outro aspecto que o facilitador deixou claro é que o curso tem a intenção de mostrar a abordagem de maneira geral para que os participantes compreendam o processo como um todo e suas possibilidades. Assim, trata-se apenas de um começo para que outras iniciativas de design thinking na educação floresçam. No demais

os participantes se sentiram envolvidos com as atividades e interagiram com seus colegas (gráfico 5).

Gráfico 5 - Quando ao seu desempenho (autoavaliação).

Fonte: desenvolvido pelo autor.

Em relação aos meios de divulgação teve destaque a rede social Facebook, o contato com amigos e o site “Design na Educação” (gráfico 6). O outro site relatado foi o da UFSC.

Gráfico 6 - Quanto à divulgação.