Durante o período de realização desta pesquisa foi possível verificar que, como previsto na legislação, D., ADI e ADII (P55) revezavam seus horários, no intuito de garantir, ao longo de todo o dia, a presença de alguém da direção, na escola.
ADI costumava chegar por volta das 7 horas e sair por volta das 15 horas; ADII chegava por volta das 11 horas e saía aproximadamente às 19 horas. D. era a que mais permanecia na escola, permanecendo entre 14h30m e 23 horas, fechando a escola. No entanto, a presença de um ou mais representantes da equipe gestora não garantiu que a hierarquia estabelecida burocraticamente se configurasse como única.
Episódio: Organização do 1º e 2º períodos da Escola Primavera
Mesmo com a presença de ADI na Escola Primavera desde as 7 horas, a mesma quase nunca saía da sala da direção. Assim, AG1 era responsável: pela organização da entrada e da saída dos alunos; por orientar os professores quanto aos horários; por organizar as filas para os alunos de ciclo I e por organizar o adiantamento de aulas para os professores de ciclo II e a dispensa dos alunos que estavam sem professor.
Nesse dia, muitos professores de ciclo II faltaram. Indecisa sobre qual sala dispensar, AG1 consultou P23, no corredor.
P23 sugeriu que uma das salas de 8ª série (9º ano) fosse dispensada pois era exatamente nessa sala que P23 teria a 1ª aula. A sugestão foi aceita e AG1 dispensou a sala
(Excerto do diário de observação, dia 12 de fevereiro de 2009, 10º dia de observação).
O episódio descrito revela que, mesmo com a presença da agente administrativa no período da manhã, AG1 apresentava-se muito à vontade na organização interna da
Escola Primavera, inclusive liberando os alunos e orientando os professores no
O adiantar aulas é uma das estratégias de organização das escolas detectada e
detidamente caracterizada em Santos (2006) diante do absenteísmo diário dos professores. Tal estratégia é utilizada especificamente em turmas que compõem o ciclo II do ensino fundamental, ou seja, em turmas de 6º a 9º anos (antigas 5ª a 8ª séries), isso porque essas turmas têm aulas de diversas disciplinas ao longo do período, o que equivale também a vários professores. Quando um deles falta (como no exemplo acima) o professor da primeira (ou primeiras aulas), é comum solicitar ao professor da última ou das últimas aulas que adiante sua aula orientando os alunos, pedindo a entrega de alguma atividade ou a anotação de algum texto e ocupando, dessa forma, o tempo ocioso dessa turma. Por meio dessas atividades a aula é considerada como adiantada, ou melhor, dada. O adiantamento possibilita que essa turma seja dispensada um pouco mais cedo e, se o professor que adiantou sua aula (teoricamente ficando em duas salas, ao mesmo tempo) não tiver que cumprir horário de JEIF, também poderá sair antes do horário previsto.
Retomando a descrição da atitude de AG1, é possível identificar que a mesma se encaixa nas características das regras não-formais que compõem a anarquia
organizacional. Além disso, também verifica-se a quebra da hierarquia prevista,
reiterando dados encontrados em Marcili (2001). Na organização burocrática da Escola
Primavera, isso ocorre porque, como já citado, ADI apesar de estar na escola não
aparece nos corredores para coordenar os alunos e os professores, cabendo a AG1 essa incumbência. No entanto, no que se refere ao cargo de agente escolar, é necessário retomar a noção de que as pessoas que ocupam esse cargo tiveram que passar por um concurso público, onde havia estabelecida a regra que deveriam executar tarefas relacionadas à limpeza e à preparação da merenda. Porém, devido ao processo de terceirização desses setores pela administração pública do município de São Paulo, determinou-se, legalmente, que os mesmos deveriam auxiliar na organização da escola, como se pode verificar no artigo 3º da Portaria de nº 3.681 de 29 de agosto de 2008, que especifica:
Aos ocupantes de cargo/função de Agente Escolar caberá a execução das seguintes atividades:
I – Auxiliar no atendimento e organização dos educandos, nas áreas de circulação interna/externa, nos horários de entrada, recreio e saída;
II – Prestar assistência aos educandos nas atividades desenvolvidas fora da sala de aula;
III – Auxiliar no atendimento dos educandos que apresentem necessidades educacionais especiais;
IV – Desempenhar as atividades de portaria;
V – Prestar atendimento ao público interno e externo, com habilidade no relacionamento pessoal e transmissão de informações.
O Artigo 4º ainda prevê que:
Nas unidades educacionais onde não houver prestação de serviços terceirizados de limpeza e/ou merenda, caberá aos Agentes Escolares, prioritariamente, a execução das atividades de:
I- Limpeza, higiene, conservação, manutenção do prédio escolar e de suas instalações, equipamentos e materiais; e/ou
II - Preparação e distribuição das refeições e merenda aos educandos. (SÃO PAULO, 2008c).
Vê-se que a Lei, de fato, permite que os agentes escolares auxiliem em várias atividades de atendimento ao educando e ao público interno e externo da escola. Porém, não prevê, por exemplo, a dispensa de alunos.
Ainda, no que se refere à atitude de AG1, é pertinente a interpretação inicial de que a mesma estivesse apenas cumprindo ordens expressas da Equipe Gestora da Escola
Primavera. No entanto, foi possível registrar que, quando AG1 não se encontrava na
escola, havia certa dificuldade em se manter a organização cotidiana, sendo necessário inclusive a interferência de outras pessoas. Exemplo disso foi registrado em 23 de março de 2009 (21º dia de observação), por volta de 10h50m:
A entrada dos alunos do 2º período foi bastante tumultuada porque AG1 não estava na escola.
ADI e CPB estavam presentes na direção.
AG2 e AG3 estavam nos corredores, tentavam orientar os alunos para que aguardassem os professores nas salas. Contudo, havia alunos circulando por toda a escola, sendo necessário que P9 organizasse o horário do período, levando em conta os professores ausentes. P9 solicitou aos demais professores que adiantassem algumas aulas para que os alunos fossem dispensados mais cedo.
Assim, mesmo com a presença de ADI e CPB na escola, verifica-se que a ausência de AG1 acarretou certo transtorno à organização da Escola
Primavera. Primeiramente, pela ausência de ambas no acompanhamento da entrada
manter os alunos nas salas de aula, sem a presença de todos os professores para a primeira aula, o que ocasionou a indisciplina generalizada, por parte dos alunos. Em terceiro lugar, houve a necessidade de que P9 se colocasse à frente da situação e reorganizasse o cronograma de aulas, utilizando-se novamente da estratégia de adiantamento de aulas.
Considere-se, também, o registro de que AG1, apesar de estar ciente de seu posicionamento na hierarquia da Escola Primavera, mantinha seu posicionamento de liderança, pois em 07 de maio de 2009 (36º dia de observações) ocorreu que CPB estava na entrada do portão, no início do 1º período, barrando a entrada de alunos que não vestissem a camiseta branca. No interior da escola, AG1 solicitou a P23 o adiantamento de aula em uma das turmas de 8ª série (9º ano), devido à ausência de P59. Contudo, solicitou também que P23 não os dispensasse imediatamente ao término da aula pois, como CPB estava na escola, ela não poderia dispensá-los.
Registra-se também a percepção de que não havia um acordo prévio ou algum tipo de orientação única sobre as atribuições e atitudes a serem tomadas pelos agentes escolares, por parte da equipe gestora da Escola Primavera. Os episódios relatados a seguir são representativos de alguns desentendimentos.
Em 31 de agosto de 2009 (66º dia de observação), durante o primeiro período, CPB passou por todas as salas de aula verificando se os alunos estavam uniformizados, mandando que todos os que estivessem sem a camiseta branca retornassem para casa.
Posteriormente, CPB comentou com P23 que sabia que tal atitude não era a mais correta, e que por isso teve que chamar a atenção dos inspetores de alunos para que os mesmos realizassem essa inspeção, ainda no portão de entrada da escola. Relatou ainda que um dos alunos da 8ª série (9º ano), que estava de camiseta preta, respondeu-lhe que a escola deveria ter avisado antes que não era possível entrar sem a camiseta branca. Por ter ficado indignada com tal declaração, passou a verificar, em todas as salas, os alunos sem a camiseta, e a solicitar que os mesmos retornassem para casa.
Ao chegar à escola e se deparar com o grupo de alunos que saía, P25 questionou à AG1 sobre o que acontecia, e AG1 respondeu que se tratava de ordens de CPB.
Durante a troca de professores da 2ª para a 3ª aula, P25, P35, P23 e AG1 encontraram-se no corredor e comentaram sobre o que ocorrera na entrada:
P35 disse ter adorado a dispensa dos alunos que estavam sem a camiseta branca.
P25 respondeu que não concordava com tal atitude por se tratar de uma ação pontual, que não se repetiria no dia seguinte.
AG1 respondeu que não estava preocupada pois, hoje, CPB estava na escola. Mas amanhã, provavelmente, não estará, o que significa que seria AG1 que teria que arcar com as conseqüências. E declarou:
─ “Quando sou eu que não permito a entrada dos alunos, por falta da camiseta, não há nenhum tipo de respaldo por parte da direção que costuma simplesmente me contradizer. Por isso não vou me preocupar mais com essa situação”.
Durante o 2º intervalo do 1º período, estavam na copa: P59, P25, P51, P23 e CPA quando, de repente, CPB entrou e disse para CPA que sua atitude de dispensar os alunos sem uniforme, pela manhã, tinha causado impacto entre os pais, que estavam ligando para reclamar. Ela passou a relatar o ocorrido, encerrando com a manifestação:
─ “Os pais não observam com que roupas seus filhos saem de casa”.
Em 27 de setembro de 2009 (72º dia de observações), ocorreu outro episódio relativo ao exercício de função e poder fora do regular.
Minutos antes do término do 2º período, P23 procurou por AG1 para lhe entregar um atestado de horas, referente a18 de setembro (sexta-feira), dia em que P23 esteve na escola pela manhã e que, após adiantar aula, foi ao médico e em que, posteriormente, retornou para cumprir o restante de sua jornada. P23 procurou por AG1 alegando estar preocupada quanto ao procedimento “oficioso” de adiantar aulas. Por isso havia solicitado ao médico que lhe colocasse o horário de acordo com a aula dada no horário “oficial”, para evitar qualquer tipo de divergência.
AG1 perguntou a P23 se alguém havia lhe questionado sobre esse dia. P23 respondeu que não, mas que provavelmente os demais inspetores deveriam ter lançado “bolinhas” nas aulas em que se ausentou.
AG1 respondeu que P23 não deveria se preocupar, pois já havia solicitado aos demais colegas que não anotassem todas as ocorrências, principalmente de professores que sempre ajudam.
(Excerto de observação de diário de 27 de setembro de 2009, 72º dia de observação).
Entende-se que as ações de AG1 correspondem à adhocracia e destaca-se, aqui, a existência de certa cumplicidade entre essas ações e alguns professores. O termo alguns se faz necessário devido aos registros apresentados, a seguir, onde a própria AG1 descreve que, segundo sua avaliação, nem todos os professores concordavam com suas ações.
Durante o 2º período, no dia 16 de abril de 2009 (30º dia de observações) AG1 comentou com P23, que estava desanimada por ter tido um
desentendimento com P27 (professora readaptada). Segundo AG1, durante o 1º intervalo do período da manhã, quando estava na secretaria imprimindo as listas definitivas dos alunos para os professores, alguns alunos da 4ª série (5º ano) entraram pelo corredor da secretaria, fazendo algazarra. P27 teria comentado que os inspetores de alunos não estavam tomando conta dos mesmos. Ainda, segundo AG1, P27 ao perceber que AG1 havia se chateado com tal afirmação, teria complementado a frase, alegando que não se referia ao trabalho de AG1, uma vez que, oficialmente a mesma nem era inspetora de alunos. Sentindo-se ofendida, AG1 respondeu a P27 que realmente não era inspetora, assim como AG2 e AG3. Na verdade eram “quebra-galhos” e que, por isso, não tinham nem direito ao horário de café ou de almoço.
Em 25 de maio de 2009 (45º dia de observação), registrou-se outro episódio em que as ações de AG1 foram questionadas.
P25 relata que chegou atrasada para o 1º período e que, ao entrar na escola, encontrou-se com AG1 aos prantos e extremamente nervosa. A mesma teria lhe relatado que, no início do período, P48, que estava assumindo a função de assistente de direção, havia lhe chamado à sala da direção para lhe questionar sobre o funcionamento do 1º período e a ausência de comunicação de AG1 sobre os procedimentos diante das faltas dos professores. AG1 relatou que se sentiu ofendida e nervosa, chegando às lágrimas e que tal postura, por parte de P48, estava relacionada à constante reclamação dos professores de ciclo I quanto à saída antecipada dos professores de Fundamental II , por adiantamento de aulas. Segundo P25, AG1 teria alegado que o professores de ciclo I têm inveja dos professores do ciclo II.
Diante da constatação de que AG1 exercia ações adhocráticas, fica caracterizado também que suas ações estão relacionadas ao que Weber (2009a) descreve como ações determinadas por costumes e hábitos, também denominadas como de tipo tradicional, corroborando a constatação anterior do autor de que “a grande maioria das ações cotidianas habituais aproxima-se desse tipo” (p. 15). Constituem parte da cultura da escola, pois vão se sedimentando.
O depoimento de AG1 permitiu identificar que ela encontra-se vinculada à
Escola Primavera desde 1998, de onde se afastou entre os anos de 2004 e 2006,
retornando em 2007. Ela relatou que sempre gostou de trabalhar na escola por não se sentir pressionada pela chefia e que quando isso aconteceu, não teve dúvidas e se removeu para uma escola de educação infantil (EMEI).
Considera-se portanto que, assim como se constatou que P23 é uma das lideranças de uma das hierarquias existentes entre os professores, AG1 também encabeça a hierarquia existente entre os agentes escolares e até mesmo no conjunto
da escola. Porém, outras hierarquias ainda foram identificadas por meio da dinâmica das configurações.
Em 20 de fevereiro de 2009, 11º dia de observações, ocorreu episódio em que AG1 dispensou duas turmas do período da manhã e do intermediário, devido à constatação de telhas quebradas nas salas que ficavam na área externa da escola. Enquanto isso, na sala dos professores, P31 (POSL), P51, P23, P52, P62 combinavam de confeccionar, com os alunos, algumas fantasias para que os mesmos desfilassem no pátio, após o intervalo, em comemoração ao Carnaval.
O dia 20 de fevereiro de 2009, uma sexta-feira, caracterizou-se como um dia atípico na Escola Primavera, primeiramente pela impossibilidade de se utilizar duas salas de aula, fato que ocasionou a dispensa, por AG1, de quatro (4) turmas: duas (2) no período da manhã e duas (2) do período intermediário (das 11h às 15h). Em segundo lugar, pela organização de uma atividade extra-classe que, a princípio, envolveria todas as turmas na comemoração ao Carnaval. Contudo, foi a vontade do aluno em participar ou não dessa atividade que fez com que P31 sugerisse a dispensa dos mesmos. Dispensa essa que não foi questionada por ADI, mas apoiada plenamente, ficando caracterizada, mais uma vez a situação de adhocracia, conforme relatado anteriormente.
No que se refere à necessidade dos professores solicitarem a alguém o material de papelaria, uma vez que o mesmo se encontrava trancado num cômodo da escola, registrou-se que naquele dia, a chave de tal arquivo, estava em poder de Sr.P.
Quem era o Sr. P?
Tratava-se de um senhor que, além de ser funcionário da empresa terceirizada, responsável pela limpeza do prédio escolar, também era morador do bairro onde está localizada a Escola Primavera e, por isso, tinha alguns de seus filhos matriculados na escola. Além disso, Sr.P. era participante do Conselho de Escola, inclusive atuando como Presidente do Conselho, estando também matriculado, no período noturno da escola, em sala específica para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
No que se refere à participação de Sr.P no cotidiano da Escola Primavera foi possível presenciar vários episódios que permitem detectar as possibilidades de sua atuação:
Logo nas primeiras aulas do primeiro período, alguns professores que se encontravam com o Sr.P nos corredores já lhe solicitavam algum material específico que se encontrava armazenado no “arquivo morto”.
(Excerto do diário de observação do dia 27 de fevereiro de 2009, 13º dia de observação).
Durante o 2º período, o Sr.P passou pela sala dos professores e depois de sala em sala, solicitando que os professores assinassem um comunicado em que tomavam ciência de que haveria um concurso de redação denominado “Obesidade: coração não suporta”. (Excerto do diário de observação de 03 de março de 2009, 14º dia de observações).
Durante a última aula do período da manhã, o Sr.P foi até a padaria buscar um lanche para P29. Ao voltar, dirigiu-se à copa e, como não a encontrou, exclamou:
─ “P29 manda comprar as coisas e não volta para pegar”. Durante o 1º intervalo do período da manhã
Sr.P passou pela copa e encontrou-se com P24. Comunicou-lhe que os kits com o material escolar das crianças já estava para chegar e que só faltaria a calcinha e o soutien. Em seguida, questionou P24 sobre sua possível inscrição para representante no Conselho de Escola, uma vez que a primeira reunião do ano de 2009 seria às 18h30.
P24 respondeu que não poderia participar dessa reunião, pois estaria na sala de aula até as 19h.
O Sr.P respondeu que isso não era um problema. Se P24 desejasse mesmo participar:
─“Nós colocamos alguém para olhar sua sala e você vai para a reunião”. Excerto do diário de observação de 13 de março de 2009, 17º dia de observação).
Ainda em março foi possível flagrar mais dois episódios de atuação do Sr.P: 1) carregando a CPU de um computador, anunciando aos professores presentes que instalaria mais um computador na sala de JEIF para que os mesmos tivessem mais uma opção de uso, além do que já estava instalado na sala dos professores; e 2) dispensando alunos antes de P23 chegar à sala de aula.
Os trechos de observação descritos até aqui demonstram que o Sr.P possuía, de fato, livre acesso a todos os espaços da Escola Primavera. Essa liberdade permitiu a ele, inclusive, promover a dispensa dos alunos, quando entendido que a professora não estava na escola. Porém, foi possível registrar, ainda, que sua atuação ia além do espaço interno da Escola Primavera e estava longe de ser considerado, pelos membros da escola, como algo que fugia a qualquer espécie de regra. Seguem-se algumas passagens que corroboram essa liberdade de atuação.
No dia 23 de abril de 2009, 31º dia de observação, registrou-se que, por volta das 9 horas chegaram à escola dois funcionários de uma empresa terceirizada para entregar os uniformes aos alunos. Os mesmos foram recepcionados por ATE B, que
solicitou ao Sr.P que procurasse por AG1 para atender aos funcionários da empresa terceirizada e organizasse a entrega dos uniformes.
Ao encontrar AG2, no corredor, o Sr.P. questionou sobre o paradeiro de AG1 e soube que a mesma não se encontrava na escola, no momento. Com relação aos uniformes, os mesmos estavam armazenados na sala destinada ao ensaio e demais atividades do projeto de arte da escola, e que a chave encontrava-se com P31 (POSL). O Sr.P dirigiu-se à sala de leitura, onde estava P31 (POSL) e solicitou-lhe a entrega da chave da sala do projeto.
Após abrir a sala e encaminhar os funcionários até o material estocado, Sr. P. passou circular de sala em sala, solicitando aos alunos que assinassem a lista de recebimento dos uniformes, avisando que, a partir do dia 27 de abril (segunda-feira), o uso do uniforme seria exigido no portão de entrada da escola. Em uma das salas por que passou, um dos alunos questionou se seria exigido todo o uniforme ou apenas o uso da camiseta.
Sr.P respondeu que não estava de brincadeira e que quando eles (alunos) fossem trabalhar em alguma empresa, teriam que usar todo o uniforme, complementado com a seguinte fala:
─“Você vai trabalhar só de bermuda?!”.
Em seguida, solicitou que outro aluno da sala recolhesse a lista, quando todos terminassem de assinar e depois levasse até ele. Concluiu informando que na hora da entrega do uniforme os alunos seriam chamados nominalmente.
E seguiu passando pelas demais classes. Outros episódios variados:
1) Atendendo mães que reclamavam sobre a entrega do leite;
2) P23 relatou aos demais professores que um dos alunos da 6ª série (7º ano), que