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O diretor de turma é, por um lado, um docente que coordena um grupo de docentes da turma e é, simultaneamente, um elemento do sistema de gestão da escola a quem se incumbem responsabilidades na gestão global do conselho de turma a que preside (Roldão, 1995; como citado em Clemente e Mendes, 2013).

É neste sentido que o diretor de turma deve socorrer-se das suas competências e perfil pessoal para guiar e mediar as interações entre pares, no sentido de reunir consensos quanto aos objetivos a cumprir, estimulando a interdisciplinaridade e um clima salutar entre professores, possibilitando o cumprimento do principal serviço pelo qual se devem reger, ou seja, a conceção de estratégias pedagógicas que promovam a aprendizagem efetiva de todos os alunos, através do Projeto Curricular de Turma (Clemente & Mendes, 2013).

Nas reuniões de conselho de turma para além da verificação das notas e da apresentação dos resultados sobre os métodos de estudo e teste sociométrico elaborado pelos alunos a minha intervenção foi bastante reduzida. Apenas na última reunião do conselho de turma que decorreu no final do 3º Período tive uma ação devidamente interventiva já que a condução da mesma foi realizada por mim com auxílio do diretor de turma no planeamento da mesma. Desta forma, apesar de na maioria dos conselhos de turma estar a coadjuvar a condução do mesmo, observei a forma como o diretor de turma mediava as relações interpares e definiu as estratégicas pedagógicas gerais a serem tido em contas pelos professores na lecionação das suas aulas sendo estas estratégias baseadas nos balanços sobre a turma e alunos individualmente que os professores realizam em conselho de turma.

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8.Reflexão final

A elaboração deste relatório permitiu-me identificar a conferência como uma técnica de formação pertinente no processo de supervisão pedagógica, sendo que, foi através da utilização desta técnica que todo o processo de condução, planeamento e avaliação do ensino melhorou significativamente.

É necessário também analisar a ecologia do processo de ensino-aprendizagem. As áreas de avaliação, planeamento e condução de ensino devem ser analisadas e refletidas de forma ecológica pois as decisões em cada uma destas áreas inter-relacionam-se e influenciam-se mutuamente.

No processo de planeamento a avaliação formativa presenta um papel fulcral na melhoria do desempenho dos alunos. O aluno ao ser orientado, a partir da etapa de avaliação inicial, sobre quais os objetivos intermédios e terminais a atingir e o professor ao longo do processo consciencializar o aluno do seu desempenho nas avaliações que realiza permite que este esteja mais perto do sucesso na disciplina.

O grupo de educação física é outro aspeto que pretendo destacar como dos maiores contributos para a legitimação da Educação Física no contexto escolar. Um grupo coeso no planeamento, condução e avaliação das suas atividades com capacidade crítica e reflexiva desse mesmo trabalho, orientando o seu processo de acordo com pressupostos científicos garante uma educação física de qualidade.

Carreiro da Costa (1995, como referido em Abreu, 2000) constata que o sucesso pedagógico não é resultado de uma única intervenção mas que depende de um conjunto muito variado de fatores e, principalmente, da capacidade do docente em conjugar e articular simultaneamente todos esses fatores numa determinada situação, no sentido e maximizar e otimizaras condições de aprendizagem dos alunos.

Neste sentido torna-se pertinente que o professor possa refletir sobre a sua ação. De acordo com Nóvoa (1992, como referido em Ferreira e Krug, 1999), o ensino reflexivo estimula uma perspetiva crítica-reflexiva que fornece aos futuros professores meios para o desenvolvimento de um pensamento autónomo. No caso deste processo de supervisão pedagógica, a realização de autoscopias, balanços realização de conferências permitiu-me aprofundar o meu processo de ensino o que conduziu a uma melhoria do meu desempenho e dos meus alunos.

Neste ano letivo verifiquei uma Educação Física com menor legitimação no meio escolar. A Educação Física também é aprendizagem de conteúdos e de competências que definem as restantes disciplinas do currículo. A minha visão da Educação Física é ainda

37 um pouco mais abrangente do que aquela que lecionei e que me foi apresentada. O meu foco este ano foi muito relacionado com as competências que os alunos deveriam atingir para atingirem o sucesso e ignorei quase por completo a motivação dos mesmos para a disciplina. A Educação Física é uma disciplina diferente, perante tal, é dever do professor inovar, levar os alunos a experienciarem diferentes modalidades de formas variadas para que e possa cumprir com uma das principais finalidades da disciplina que é a manutenção da prática de exercício físico após o término da escolaridade obrigatória

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9.Bibliografia

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Documentos não publicados

Guia do Estágio Pedagógico – Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, 2014/2015. (Documento não publicado)

10.Anexos