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1.6 Analyse av segmentene innen markedet

1.6.4 Markedet for boreskip

Entendemos que a linguagem natural é muito importante para o desenvolvimento do ser humano, pois é a principal maneira que utilizamos para nos comunicar e manter relações sociais. Porém, na sociedade contemporânea utilizamos, além da linguagem natural, uma “nova linguagem” que o computador traz. Acreditamos que esta “nova linguagem” pode colaborar para o ensino-aprendizagem da Matemática, pois ela já está inserida na sociedade. Pesquisas têm mostrado que o computador, cada vez mais, se torna indispensável.

Borges Neto (1998) diz que

O computador é um instrumento excepcional que torna possível simular, praticar ou vivenciar verdades Matemáticas (podendo até sugerir conjecturas abstratas), de visualização difícil por parte daqueles que desconhecem determinadas condições técnicas, mas fundamentais à compreensão plena do que está sendo proposto (p. 149).

Outros pesquisadores estão em conformidade com Borges, tais como: Kaput (1992), Borba (2001), Valente (2002), que enfatizam a necessidade de uma reorientação pedagógica dos métodos, currículos e práticas, considerando os impactos da tecnologia. Nesse sentido, o grande desafio para o professor é redimensionar o uso do computador no ensino, incorporando-o às atividades de sala de aula. Hoje, já podemos realizar várias atividades através do computador, tais como: comunicar, pesquisar, ensinar à distância (EaD), comprar, efetuar serviços bancários, adquirir livros, namorar, etc.

Temos muitas outras atividades que podem ser realizadas com o auxílio do computador. Logo, é fácil perceber que o computador vem se tornando uma ferramenta excelente, extraordinária e atraente para o homem, já que as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) trazem uma linguagem que pode “facilitar”, principalmente, as relações de ensino-aprendizagem da Matemática.

Entretanto, o que mais chama nossa atenção é a velocidade com que o computador tem ocupado espaço na sociedade nos dias atuais, sendo encontrado, praticamente, em quase todos os lugares e na maioria das escolas, nas quais a maior preocupação dos educadores é saber como conduzir as interações e usar as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação.

Papert (1986) vê no uso de computadores possibilidades que afetam a maneira das pessoas pensarem e, conseqüentemente, de aprenderem. Devemos entender o computador como uma "semente de mudança cultural" e reconhecer a importância da tecnologia na construção do conhecimento.

Assim sendo, acreditamos que o computador traz uma nova linguagem que pode causar transformações sociais, científicas e tecnológicas e, principalmente, no desenvolvimento da criança.

Vygotsky (1988) tinha como uma de suas preocupações as relações entre pensamento e linguagem, e a questão da mediação simbólica dos signos e as relações entre desenvolvimento e aprendizagem, analisando o desenvolvimento do homem num contexto, enfatizam a linguagem e a aprendizagem. Em cada salto do desenvolvimento,

o homem cria meios para interagir com o mundo e consigo mesmo; é o que Vygotsky chama de signo. Segundo Rego (1999):

Através dos signos, o homem pode controlar voluntariamente sua atividade psicológica e ampliar sua capacidade de atenção, memória,... pode se utilizar um sorteio para tomar uma decisão, amarrar um barbante no dedo para não esquecer um encontro, anotar na agenda, escrever um diário para não esquecer detalhes vividos, construir um mapa (p.52).

Acreditamos que é da natureza do homem criar signos e usar estímulos auxiliares. Porém, tais estímulos são diversificados, pois a cultura de cada povo faz com que o homem crie e construa o seu próprio signo.

Refletindo sobre o significado do signo e de ferramenta no desenvolvimento das funções psicológicas superiores15, podemos concluir que tanto o signo como as ferramentas estão ligadas diretamente à mediação. No entanto, diferem, pois a ferramenta é vista como um “utensílio” que o homem utiliza para transformar o externo, e o signo tem uma característica de transformar o interior do homem.

Vygotsky (1988) chamou sua teoria de histórico-cultural, dando ênfase à linguagem que está conectada aos signos formados culturalmente, que são fundamentais para o desenvolvimento do homem. A linguagem é terminante na composição do pensamento, sendo a ferramenta fundamental para a construção de conhecimentos. A linguagem é, ainda, um instrumento, pois ela atua para transformar o desenvolvimento e a estrutura das funções psicológicas superiores.

Sob este ponto de vista, os computadores e os softwares de Geometria Dinâmica (o Cabri Géomètre II e o iGeom) aparecem como uma “nova linguagem” para a aprendizagem da Geometria. Os fundamentos geométricos destes softwares são simples de serem utilizados, incentivando a exploração, enfatizando o pensar, o construir, o conjecturar, o testar, etc.

O objetivo, neste capítulo, é entender como o computador, associado ao software de Geometria Dinâmica, pode ser abordado de maneira “renovadora”, já que estar em um ambiente informatizado (que permite a efetivação de medidas e modificação das construções geométricas) traz mudanças na maneira de pensar e, conseqüentemente, no

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Funções psicológicas superiores são funções que foram obtidas pelo homem através do aprendizado cultural. No entanto, parte dessas funções básicas transforma-se como a consciência, o planejamento e a deliberação, características exclusivas do homem. Vygotsky (1988)

processo de aprendizagem. Na seqüência, utilizamos Vygotsky (1991), Miskulin (1999) e Borba (2001) para explicar tais alterações.

Vygotsky (1991), para explicar a mediação, chama a atenção para o signo (interno) e a ferramenta (externo-computador). Com o uso do computador, acreditamos que o aluno consegue interagir com o objeto, modificando-o e modificando-se a si próprio através dos signos.

Nessa perspectiva, essa “nova ferramenta” que é o computador, associada ao software de Geometria Dinâmica, dá origem à mediação, pois o aluno não tem acesso direto aos objetos matemáticos, mas acesso mediado, através do monitor do computador, aos objetos reproduzidos por meio de softwares. Deste modo, entendemos que o conhecimento se dá através da interação mediada por várias relações.

Contudo, para que a interação (aluno-computador) ocorra de maneira satisfatória, sentimos a necessidade da atuação do professor como um mediador, pois Miskulin (1999) diz que

um ambiente computacional relaciona-se com diversos aspectos tanto teóricos, como metodológicos, porém um dos aspectos fundamentais, consiste na mediação do professor (pg.88).

Porém, para que o professor atue como mediador no processo de aprendizagem, há necessidade de mudanças na sua postura. Almeida (2000) ressalta que:

o uso do computador como ferramenta de aprendizagem requer uma mudança de postura do professor, mudança esta que nem sempre é do interesse do professor, e, mesmo quando o professor demonstra optar pela mudança, esta não ocorre de imediato, mas num processo gradativo, composto de ações, reflexões e depurações (p.133).

Se o professor aceitar essas reflexões acima, terá que modificar sua prática na sala de aula. A partir das idéias de Vygotsky, acreditamos que o professor deve deixar para trás aulas tradicionais onde o professor “pensa que ensinou e o aluno pensa que aprendeu”. O professor passa a ser um mediador do processo de construção do conhecimento, provocando os alunos com situações problema e auxiliando-os a decidirem qual caminho escolher até chegar à solução. O professor pode, ainda, propor atividades em grupo, e aqueles alunos que estiverem mais adiantados poderão ajudar os demais. Desse modo, o professor estará cooperando para o desenvolvimento dos conceitos que ainda não estão solidificados e ainda colaborando para a abertura de zonas de desenvolvimento proximal.

Nossa idéia é que o professor utilize softwares de Geometria Dinâmica para mediar e desenvolver a criatividade, o senso crítico e o pensamento, podendo analisar o possível erro e fazer dele uma hipótese para buscar novas conjecturas.

Acreditamos que o computador, associado aos softwares de Geometria Dinâmica, como o Cabri Géomètre II e o iGeom, e embasados em Vygotsky, pode ser considerado como uma ferramenta cognitiva que possui a capacidade de interagir e de interferir no processo de construção de conhecimentos. Essa “nova linguagem” que o computador traz está interligada aos signos; portanto, interfere nos mecanismos mentais dos alunos, podendo alterar a forma de pensar e, por conseqüência, refletindo na aprendizagem. Além disso, essa “nova linguagem” pode ajudar o aluno no processo de desenvolvimento, tendo a capacidade de ajudá-lo a esclarecer e compreender possíveis erros.

Tendo por base as idéias de Vygotsky, utilizaremos o computador associado aos softwares de Geometria Dinâmica (Cabri Géomètre II e iGeom):

• como sendo uma ferramenta cognitiva, com possibilidades de interferir no processo de construção de conhecimento;

• como um sistema integrado de signos, que interfere nos mecanismos mentais do aluno, podendo provocar alterações no processo de pensamento e, conseqüentemente, repercutindo na aprendizagem.

Dessa forma, acreditamos que o aluno terá condições de refletir sobre seus possíveis erros, reestruturando seus procedimentos, suas estratégias e até seus esquemas mentais. Essa “nova linguagem” traz alguns elementos importantes (computador e professor) que, ao nosso ver, seriam, para Vygotsky, os mediadores. Nessa perspectiva, o monitor do computador passa a ser uma reprodução do significado que o pensamento do aluno produz, servindo como um ambiente onde o aluno poderá se expressar e interagir. Os softwares escolhidos permitem uma ótima exploração da Geometria, pois são de fácil manuseio, apropriados para o ensino-aprendizagem dessa disciplina em ambientes computacionais, trazendo recursos numa interface agradável, favorecendo a interação com os alunos e proporcionando significado às propriedades geométricas.

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CAPÍTULO IV