5. Strategisk analyse
5.1 Ekstern analyse
5.1.1 PESTEL analyse
5.1.1.3 Sosiokulturelle forhold
5.1.1.3.3 Maritim kultur
“Embora o termo seja frequentemente empregado com o mesmo sentido de atividade de aprendizagem, o exercício remete a um trabalho metodológico, formal sistemático, homogêneo com um objetivo específico” (CUQ, 2003, p.94).
Ainda de acordo com Cuq (2003), pode-se utilizar o termo exercício também para designar o conjunto dos trabalhos de aprendizagem linguística e comunicativa. De acordo com a fase de aprendizagem na qual os exercícios se inserem, eles podem ser empregados no treinamento em compreensão oral e escrita (os questionários, os textos com lacunas, o resumo, a explicação e o comentário de um texto), podem ser empregados para o treinamento e expressão oral (alguns exercícios estruturais, as simulações, o teatro, os jeux de rôles), ou ainda no treinamento da expressão escrita (a tradução, a redação, nos exercícios de completar trechos de textos, e de imaginar o começo, meio e/ou fim de um relato).
Para Besse e Porquier9 (1991 apud MOURLHON-DALLIES, 2009), o exercício pode ser considerado “uma tarefa linguageira pontual dirigida para uma dificuldade particular da língua-alvo que o aprendiz deve suplantar pelo treinamento”. Em geral um só objetivo é visado: lexical ou gramatical, na maioria dos casos, podendo ser também fonético ou discursivo.
O termo atividade é polissêmico e pode significar uma operação cognitiva e ser suporte utilizado para aprender, treinar, memorizar (diálogos, atualidades da imprensa, exercícios de gramática etc.). Com o conjunto dos três conceitos temos que:
“A atividade de aprendizagem pode ser definida como uma relação entre o que fazem efetivamente os alunos (sua tarefa sobre um suporte dado) e o objetivo visado (o que aprende o aluno?)” (CUQ, 2003, p.15).
A atividade é mais complexa no plano cognitivo (articula várias dificuldades, de ordem linguística ou não), mas é igualmente mais criativa e menos previsível nos resultados. “As atividades especificam o que o aluno fará com a informação de entrada que constitui o ponto de partida da tarefa de aprendizagem.” (NUNAN, 1996, p.60).
Já o termo tarefa vem sendo muito utilizado pelo Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas do Conselho da Europa e está sofrendo atualmente inúmeras interpretações.
Para Nunan10 (1989), a tarefa é um conjunto estruturado de atividades, devendo fazer sentido para o aprendiz; trata-se de utilizar um suporte autêntico para as atividades de compreensão, de produção, de interação entre os pares. “Conceber uma tarefa leva em conta seis parâmetros: os objetivos, os suportes, as atividades, os papéis respectivos do professor e dos aprendizes, o dispositivo” (NUNAN, 1989 apud CUQ, 2003, p. 234).
A tarefa pode ser descrita como um fenômeno não estável e evolutivo; ela se constitui nas interações entre os alunos e a tarefa ou entre os alunos e o professor ou entre os alunos entre si. A tarefa é o produto de uma interação e não sua fonte (REUTER, 2006, p. 218).
Outra distinção pedagógica entre exercício, atividade e tarefa foi proposta por Bouchard (1985) e remete por um lado ao suporte fabricado no caso de exercícios, autêntico nos outros dois casos e por outro lado à interação entre os aprendizes, presente somente nas tarefas.
“A noção de tarefa é indissociável da noção de atividade. A tarefa indica o que deve ser feito e a atividade o que se faz” (LEPLAT; HOC11, 1983 apud REUTER, 2006, p. 218). A noção de tarefa permite também ligar a atividade do aluno e o objeto de saber visado. Assim
10 Nunan,D. Designing tasks for the communicative classroom. Cambridge: Cambridge University Press, 1989
11
Leplat, J.; Hoc, J-M. Tâche et activité dans l'analyse psychologique des situations. Cahiers de Psychologie
sendo, a noção de tarefa possibilita visualizar a aprendizagem mais globalmente do que os exercícios.
Para Long (1985 apud NUNAN, 1996, p.5) “Uma tarefa é um trabalho que se leva ao objetivo para a pessoa mesma ou para os demais, com ou sem recompensa como meta”. “Entende-se por tarefa qualquer uma das mil coisas que fazemos na vida cotidiana” (Nunan, 1996, p.5). Essa definição não é técnica nem linguística. Baseando-se na realidade da aula, cenário habitual entre o professor e os estudantes, Nunan (1989, p.10) dá a seguinte definição para tarefa: Uma unidade de trabalho em aula que implica a compreensão, a manipulação, a produção ou a interação na L2 pelo aprendiz de forma que ele se centre mais no significado do que na forma.
O ensino mediante tarefas não é um método, é uma proposta evolutiva dentro do Enfoque Comunicativo. Seu núcleo é um conceito avançado da linguagem e aprendizagem [...]. Mediante diferentes tipos de tarefas (apresentação de modelos, exercícios de vocabulário e de gramática, atividades de compreensão e de expressão, práticas de amostras funcionais, autoavaliação etc.) trabalham-se todos os aspectos necessários para que os aprendizes sejam capazes de realizar o produto ou tarefa final da unidade. (BRUMFIT; JOHSON12, 1979 apud ZANON, 1999, p.16)
“Uma atividade ou ação que se executa como resultado de processar ou entender a língua” (RICHARDS; PLAT; WEBER13, 1986 apud NUNAN, 1996, p.6). De acordo com
Richards, Plat e Weber, apud Nunan, na definição pedagógica, escutar uma instrução e executar uma ordem seria uma tarefa. Uma tarefa requer que o professor especifique o que se interpretará como a execução satisfatória da mesma. A utilização de vários tipos de tarefas diferentes no ensino de línguas faz com que este seja mais comunicativo e traz um objetivo para as atividades de classe que vão além da mera prática linguística.
“As tarefas [...] constituem uma proposta metodológica para a concepção e realização de atividades didáticas, isto é, podemos considerá-las como unidades de um syllabus ou como uma unidade de trabalho em aula” (PERIS, 1999 apud ZANON, 1999, p.28). O trabalho com tarefas pode também ser adaptado a qualquer sylabus já pré- estabelecido e também pode ser realizado em conjunto com qualquer livro texto.
12 Brumfit,C.; Johnson. The communicative approach to language teaching. Oxford: Oxford University Press, 1979
Há ainda uma definição de Breen14 (1987 apud NUNAN, 1996, p.6), que considera que uma “tarefa se refere a um leque de planos de trabalho cujo objetivo geral é facilitar a aprendizagem de línguas, desde o exercício simples e breve até as atividades mais complexas como a resolução de problemas em grupo, as simulações e as tomadas de decisões”.
Em 1990, Candlin introduz em sua definição conceitos bastante relevantes para entender o que é tarefa. Esses conceitos são os conhecimentos já existentes nos estudantes, tanto no plano linguístico quanto extralinguístico e o de atividade geradora de problemas que o aluno deve ir resolvendo: “atividade interdependente, social e geradora de problemas que implica a aplicação do conhecimento pré-existente para a execução de alguns objetivos”.
Nas tarefas há algum tipo de informação de entrada que pode ser verbal ou não verbal e uma atividade derivada que estabelece o que os aprendizes deverão fazer em relação ao material. A tarefa também estabelecerá um objetivo e os papéis que devem desempenhar o professor e o aluno. A tarefa é um trabalho centrado no significado e que leva os aprendizes à compreensão, à produção e à interação da língua. As tarefas podem ser analisadas ou classificadas de acordo com seus objetivos, a informação de entrada, as atividades, a dinâmica de seus processos e papéis atribuídos.
“Em linhas gerais a tarefa comunicativa é parte do trabalho de classe que faz com que os alunos compreendam, manipulem, produzam e se comuniquem na língua meta centrando sua atenção mais no significado que na forma” (NUNAN, 1996, p.10).
Todas estas definições indicam que a execução de tarefas leva ao uso comunicativo da língua e que o aluno se concentra mais no significado do que na estrutura linguística. Por outro lado, embora as tarefas possam ter “objetivos na comunicação linguística, na forma linguística, nos conteúdos temáticos e socioculturais e na aprendizagem da língua” (PERIS, 1999, p.32). É importante ressaltar que na sala de aula, Zanon, (1990, apud Peris 1999, p.29), caracteriza a tarefa indicando que se trata de uma atividade:
1) representativa de processos de comunicação da vida real; 2) identificável como a unidade de trabalho em aula;
3) dirigida intencionalmente à aprendizagem da língua; 4) projetada com objetivo, estrutura e sequência de trabalho.
Para Peris (1999), as tarefas são comunicativas na medida em que representam o processo de comunicação (visto que os aprendizes realizam o uso funcional da língua que
14
Breen, M. Processus in syllabus design. In: Brumfit, C. (edit.). General english syllabus design. Oxford: Pergamon Press, 1984.
estão aprendendo); em segundo lugar, elas se constituem como tarefas de aprendizagem na medida em que estes processos de comunicação vêm acompanhados de outros procedimentos do tipo didático: a fixação de um objetivo estabelecido em termos de aprendizagem; finalmente sublinha-se de modo especial, que as tarefas são significativas, na medida em que para que a aprendizagem possa ser considerada efetiva, ela deve se revestir de significado para o sujeito-aprendiz e não ser meramente memorizada ou mecânica.
Em suma, para Peris, (1999, p. 31), assim concebida a tarefa é definida como “atividade dirigida a uma aprendizagem significativa mediante a prática da comunicação” 15; é ou deve ser ao mesmo tempo comunicativa, discente e didática. As tarefas podem ter objetivos na comunicação linguística, na forma linguística, nos conteúdos temáticos e
socioculturais e na aprendizagem da língua.