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pedológicos

a) Áreas desenvolvidas, bem servidas por sistema rodoviário, regiões agrícolas, cerrados e campos abertos.

1. Delimitação da área de trabalho.

2. Defi nição do tipo de levantamento pedológico a ser executado, de acordo com a demanda, objetivos, precisão, escala, disponibilidade de material cartográfi co básico e de sensores remotos.

3. Dimensionamento da equipe de trabalho, considerando extensão da área, prazo de execução do levantamento e escala de apresentação do mapa de solos.

4. Elaboração do cronograma de execução.

5. Orçamento, custos e cronograma de desembolso fi nanceiro.

6. Providências para aquisição de material cartográfi co básico e imagens de sensores remotos orbitais ou fotografi as aéreas, confecção de bases especialmente encomendadas (restituições) e levantamentos topográfi -

cos convencionais em meio digital ou analógico, de acordo com o tipo de levantamento pedológico a ser executado.

7. Aquisição de material bibliográfi co (mapas e relatórios de geologia, geomorfologia, vegetação, clima, relevo, rede de drenagem superfi cial, mapas rodoviários e fi siográfi cos, levantamentos pedológicos preexis- tentes, relatórios e mapas de uso atual do solo, práticas agrícolas pre- dominantes e características socioeconômicas da área de trabalho). 8. Para o trabalho em meio digital é importante se dispor de equipamentos

(computadores) com boa capacidade de armazenamento e velocidade de processamento, bem como a aquisição de softwares específi cos para a atividade.

9. Confecção da base do mapa/carta fi nal de solos, segundo especifi cações para cada tipo de levantamento pedológico. Diversos planos podem ser criados separadamente, compreendendo o contorno externo do mapa fi nal, a rede de drenagem superfi cial, a rede rodoviária, a divisão política e outros temas apropriados a cada tipo de levantamento.

10. Planejamento do conteúdo e da forma de apresentação do relatório fi nal. 11. Redação preliminar de aspectos do meio físico, métodos de trabalho e

descrição geral da área.

12. Interpretação preliminar de fotografi as aéreas ou imagens de sensores remotos orbitais em meio analógico ou digital, com base em levanta- mentos pedológicos preexistentes e aspectos do meio físico.

13. Verifi cação preliminar da área para identifi cação de classes de solos, visando à elaboração da legenda preliminar de mapeamento, descrição morfológica e coleta de amostras extras para caracterização analítica dos solos.

14. Defi nição e descrição sumária das unidades de mapeamento, apropriadas ao tipo de levantamento e montagem da legenda preliminar, com base em descrições morfológicas e dados analíticos parciais.

15. Início do mapeamento e prosseguimento da coleta de amostras extras e perfi s complementares. Prosseguimento e atualização da digitação de dados levantados.

16. Primeira revisão da legenda preliminar e ajustes do mapeamento já executado, combinados com estudos de correlação de solos e coleta de amostras para solução de problemas pendentes.

17. Prosseguimento do mapeamento de campo e segunda revisão da legenda preliminar, coleta de amostras avulsas, perfi s complementares e perfi s completos representativos de unidades de mapeamento já defi nidas. 18. Conclusão do mapeamento e terceira revisão da legenda, realização

de testes de composição de unidades de mapeamento e verifi cação de limites.

19. Início da compilação do mapeamento de campo (esboço) nas bases defi nitivas. Digitalização e superposição com outras bases temáticas digitalizadas anteriormente.

20. Coleta de perfi s completos representativos de todas as classes de so- los, de acordo com as especifi cações para cada tipo de levantamento. Execução de testes de campo.

21. Conclusão das análises de perfi s completos, complementares e amostras extras coletadas durante todo o trabalho de campo.

22. Classifi cação defi nitiva dos solos em sistema taxonômico vigente, de acordo com as características morfológicas e analíticas dos solos. 23. Caracterização fi nal das unidades de mapeamento (defi nição e compo-

sição) e montagem da legenda fi nal de identifi cação dos solos. 24. Redação, digitação e armazenamento do relatório fi nal.

25. Conclusão da compilação das folhas de campo em bases defi nitivas, digitalização do mapa fi nal, armazenamento e confecção do mapa fi nal de solos, conforme planejado.

26. Finalização dos trabalhos de cartografi a e desenho (segundo especifi - cações), mensuração de áreas e conclusão do relatório fi nal, com reco- mendações práticas e conclusões.

b) Áreas de fl orestas densas, de acesso difi cultado, servidas por poucas es- tradas e vias fl uviais.

Até o item 11 do roteiro anterior, as operações são idênticas.

12. Delimitação de padrões fotopedológicos, por interpretação de imagens de sensores remotos orbitais ou fotografi as aéreas. Os padrões fotope- dológicos são determinados por topografi a, rede de drenagem superfi - cial, variações na cobertura vegetal, tonalidade e textura de fotografi as aéreas e imagens de sensores remotos orbitais.

13. Estudo e interpretação de padrões fotopedológicos a serem verifi cados no campo e localização de linhas de caminhamento para cruzar feições importantes da paisagem local (picadas).

14. Abertura de picadas e colocação de piquetes a distâncias fi xas e regu- lares.

15. Verifi cação preliminar da área, visando à identifi cação de classes de so- los para elaboração da legenda de mapeamento e descrição e coleta de amostras avulsas e perfi s complementares para caracterização analítica dos solos.

16. Defi nição e descrição sumária das classes de solos e montagem da le- genda de mapeamento, com base nas descrições morfológicas e dados analíticos.

17. Início do mapeamento de campo e coleta de amostras extras, perfi s completos e complementares. Início da digitação dos dados cartográfi cos e analíticos levantados.

18. Conclusão do mapeamento de campo, coleta de perfi s completos re- presentativos de classes de solos, fechamento da legenda preliminar e execução das determinações de campo, se necessário.

A partir do item 19, as operações de campo, de escritório e laboratório são idênticas às recomendadas para áreas desenvolvidas.

c) Áreas montanhosas, inaptas para exploração agropecuária, áreas de reservas indígenas, de preservação ecológica e áreas de exploração extrativista.

Situações deste tipo, se incluídas em áreas delimitadas para levantamen- tos pedológicos, devem ser respeitadas como tal e examinadas o mínimo possível, somente o sufi ciente para obtenção de informações para geopro- cessamento e fechamento do mapa de solos.

Não obstante, poderão ser examinadas segundo o roteiro proposto para áreas fl orestais, quando da solicitação ofi cial de levantamentos pedológicos, para fi ns agrícolas, refl orestamento, preservação de áreas montanhosas ou conhecimento da natureza dos solos, em áreas selecionadas para repovo- amento com espécies nativas para fi ns extrativistas.

d) Áreas temporária ou permanentemente inundadas (os mangues, várzeas inundáveis, planícies costeiras, o pantanal, os igapós, etc.).

Nestes tipos de áreas, normalmente é difícil seguir o roteiro de operações de campo previsto para levantamentos pedológicos.

A viabilidade de trabalhos de campo depende de planejamento prévio, de acordo com a periodicidade climática e seleção de áreas-piloto para estudos detalhados e posterior extrapolação.

Podem ser utilizados os métodos normais de levantamentos pedológicos para áreas desenvolvidas, intercalados com os procedimentos utilizados em áreas de fl orestas densas.

A fotointerpretação e o geoprocessamento são amplamente utilizados nes- tes tipos de áreas, mas devem ser combinados com verifi cações de campo em áreas-piloto ou com observações ao longo de linhas de caminhamento previamente traçadas.