CAPÍTOL III: CONTEXT ESTRUCTURAL
5.1 E L LLIBRE D ’ ESTIL D ’IB3
O relatório constitui parte indispensável de um levantamento de solos. Nele deverão estar relatadas informações pormenorizadas sobre os dados carto- gráfi cos constantes no mapa/carta, bem como aspectos inerentes às múltiplas características do meio ambiente.
A abrangência de um relatório de solos poderá variar com o nível de levanta- mento pedológico. Assim, nos levantamentos menos generalizados, o volume de informações é maior e, conseqüentemente, seu texto explicativo (relatório) apresenta-se mais enriquecido.
Os relatórios fi nais de levantamentos pedológicos devem abordar, necessa- riamente, três aspectos importantes:
a) descrição geral de características do meio físico, que têm relações com a formação e o uso do solo, compreendendo geologia, relevo, vegetação, clima e hidrografi a;
b) caracterização, descrição e classifi cação dos solos em sistema taxonômico ofi cial e de acordo com nomenclatura padronizada; e
c) interpretação para diversos fi ns de utilização do solo.
A seqüência apresentada está de acordo com a lógica de execução de levan- tamentos e visa a atender ao maior número possível de usuários.
Existem amplas possibilidades de formas e estilos de apresentação de relatórios fi nais, desde os mais simples, para usuários específi cos, até os mais complexos.
Usuários em geral, são interessados nas interpretações de propriedades dos solos, em recomendações práticas e em indicações do melhor uso do solo.
Não existe um modelo único para relatórios fi nais de levantamentos pedoló- gicos, mas como regra geral recomenda-se o seguinte:
1 - não são necessárias as dissertações e interpretações sobre pedogênese e processos de formação dos solos. Informações desta natureza são co- mumente procuradas por professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação, que preferem extrair suas próprias conclusões a partir dos dados morfológicos, físicos, químicos e mineralógicos, normalmente publicados em relatórios de levantamentos pedológicos;
2 - a base de dados para outras interpretações que não constem do relatório fi - nal, consiste em descrições morfológicas e boletins de resultados analíticos (físicos, químicos e mineralógicos). No caso de relatórios de levantamentos semidetalhados e detalhados, devem constar, além das análises básicas,
resultados de testes de infi ltração, condutividade hidráulica, testes de per- meabilidade, estabilidade de agregados, limites de liquidez, plasticidade, índices de plasticidades e outras determinações necessárias, de acordo com a demanda de cada projeto;
3 - as descrições das unidades de mapeamento devem ser sucintas, o sufi ciente para identifi cá-las e distingui-las de outras unidades. Acompanham as des- crições morfológicas, resultados analíticos e determinações de campo; 4 - tabelas, gráfi cos, fotografi as, esquemas e desenhos, valorizam o relatório,
pela possibilidade de síntese que apresentam;
5 - apresentação de informações relativas às qualidades e limitações de uso dos solos, como fertilidade natural, susceptibilidade à erosão, condições de drenagem, relevo, impedimentos à mecanização e excesso ou defi ciência de água são recomendadas. Adicionalmente, podem ser incluídos, índices de produtividade estabelecidos pelas relações solo - cultura - práticas de manejo, constituindo um dado importante para agrônomos extensionistas, para assistência técnica a produtores rurais e para a avaliação do impacto econômico de práticas de uso e manejo dos solos;
6 - a descrição geral do meio físico deve fornecer subsídios para a interpretação de uso potencial dos solos, compreendendo dados climáticos, topografi a, condições hídricas e tipos de cobertura vegetal nativa para estimativa dos regimes hídricos e térmicos; e
7 - especialmente para planejamento é útil a condensação de dados a respeito da extensão das unidades de mapeamento e seus respectivos percentuais em relação à área total. Um glossário para defi nição de termos pouco co- muns, a estimativa do percentual de ocorrência de determinados solos em unidades de mapeamento e uma conclusão geral (resumo) sobre limitações e potencialidades da área levantada, são recomendados.
Para fi ns de orientação, serão enfatizados a seguir alguns itens básicos que deve- rão ser considerados na elaboração dos relatórios de levantamentos de solos: - Sumário: listagem compacta dos compartimentos do relatório, hierarquiza-
dos, ordenados e com respectiva paginação. Devem constar também todos os anexos e relações de quadros e ilustrações, além da relação da amostra- gem realizada;
- Resumo: texto sucinto comentando os principais aspectos do trabalho, in- cluindo parte introdutória, importância, métodos e resultados;
- Abstract: constitui a versão do resumo em língua inglesa;
- Introdução: comentário sucinto sobre o tipo de estudo desenvolvido; área abrangida (localização geográfi ca e extensão territorial); motivação e par- ticularidades do trabalho; alguns resultados alcançados etc. Destacar tam- bém, quando houver, a participação de outras instituições na execução do trabalho;
- Caracterização geral da área: este item deve contemplar, principalmente, as seguintes abordagens: descrição mais detalhada sobre a localização da área
mapeada; região, estado(s) e município(s) abrangidos; infra-estrutura viária; economia da região; principais usos da terra (agricultura, pecuária, etc.); hidrografi a; considerações generalizadas sobre geologia, geomorfologia, vegetação e clima;
- Metodologia do levantamento: neste item deverão estar descritas as diferen- tes etapas de trabalho desenvolvidas durante o mapeamento. Estas, normal- mente, compreendem: trabalhos de escritório; trabalhos de campo e análises de laboratório (análises físicas; análises químicas; análises mineralógicas e análises para avaliação da fertilidade dos solos para fi ns de levantamento); - Solos: item em que deverão ser comentadas as principais características
das classes de solos, identifi cadas em níveis signifi cativos (dominantes e subdominantes) e que constituem as unidades de mapeamento. Aspectos de vegetação, relevo, material de origem, possibilidades de utilização agrícola (características favoráveis e limitantes), áreas e percentuais de ocorrência, bem como distribuição e localização de cada uma das classes de solo dentro da área mapeada, também deverão ser enfatizados. Compreende, geralmente, os seguintes subitens:
• Critérios para distinção de classes de solos e fases de unidades de
mapeamento;
• Descrição das classes de solos componentes das unidades de mapeamento; e • Considerações sobre tipos de terreno.
Para descrição, as classes de solos deverão ser ordenadas conforme o es- quema estabelecido no item Ordenação das classes de colos e dos tipos de
terreno. Após a descrição de cada classe de solo, constarão as descrições
(gerais e morfológicas) e os dados analíticos das amostragens de solos. - Descrição sumária das unidades de mapeamento: deve contemplar princi-
palmente: localização, proporção dos componentes (extensão e %), litologia, material originário, relevo, altitude, clima, uso atual, fase de vegetação pri- mária e principais inclusões;
- Legenda: deve conter a listagem completa das classes de solos e tipos de terreno componentes das unidades de mapeamento, seus símbolos no mapa e suas principais características, além das classes de solos e tipos de terrenos identifi cados no nível de inclusões ou de variação;
- Conclusões: deve conter a síntese dos principais resultados do trabalho, de preferência com quantifi cação de áreas e outras informações relevantes; - Documentação fotográfi ca: deve conter o registro fotográfi co dos solos ocor-
rentes, associados a características ambientais e de uso agrícola; e
- Bibliografi a: listagem de toda a literatura consultada ou citada, conforme normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.