4.3 Result of sensor calibration
4.3.3 Magnetometer calibration
O planejamento da viagem requer bastante tempo e dedicação da equipe, incluindo:
_Definição e articulação do território a ser investigado: dependendo do foco do Projeto Referência, assim como das questões e necessidades do grupo, mapeamos o ecossistema que envolve o contexto do desafio e selecionamos os projetos, iniciativas e experiências a serem visitadas (poder público, setor empresarial, academia e institutos de pesquisa, organizações da sociedade civil, bem como o que está instituído, porém não se configura como instituição/organização, ou seja, os costumes, hábitos e cultura locais). Se iniciativas muito interessantes forem mapeadas em locais distantes geograficamente, dividimos o grupo durante uma parte da viagem e depois nos encontramos em um mesmo local.
_Articulação com os atores locais: após o mapeamento, entramos em contato com os atores locais para articular como será nossa visita: quando e com quem podemos conversar e qual o contexto do projeto/iniciativa a ser visitado. Contar com um ator local que possa nos oferecer um apoio para articular os demais atores é sempre uma ajuda bem vinda. Também buscamos alinhar com nossos contatos qual a proposta do FIS e como é nossa forma de fazer encontros, isto é, verificar a possibilidade de realizar as conversas em roda, evitando apresentações de slide, como se fosse uma conversa.
_Definição de local para as atividades em grupo: após as visitas, deixamos a segunda metade ou os últimos dias da viagem para as atividades mais voltadas ao Projeto de Si Mesmo. Para esta etapa, privilegiamos locais próximos à natureza, com espaços propícios a atividades em grupo, tanto internos quanto externos.
_Planejamento das questões logísticas: uma vez definidos os locais e feitas as articulações, reservamos as passagens e locais de hospedagem. Também entregamos ao grupo um Guia da Macro, com todos os detalhes da viagem.
A Macro Imersão é uma viagem de aproximadamente dez dias, geralmente para locais fora do estado de São Paulo, que tem como principais objetivos conectar pessoas, aprofundar a compreensão dos Projetos Referência e de Si Mesmo e promover um processo formativo in vivo.
Esta é uma etapa da jornada bastante desafiadora, intensa e estimulante. Ela exige tanto dos aprendentes quanto da equipe engajamento nas atividades, presença e capacidade de desfrutar o que o Brasil que visitamos tem a nos mostrar.
A Macro é também uma atividade de alto custo financeiro, mas que se justifica por acreditarmos que é o contato direto com a realidade, e o contato direto e profundo consigo mesmo que podem promover uma experiência transformadora.
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Proporcionar contato direto com a realidade e os diferentes atores do Projeto Referência
Durante os dias em que reservamos para as atividades de investigação, a agenda segue aquilo que foi combinado com nossos contatos locais.
Estas atividades despertam reflexões mais relacionadas ao Projeto Referência, mas também carregam grandes inspirações para o exercício do Projeto de Si Mesmo, principalmente quando envolvem histórias de pessoas que realizaram sonhos, empreenderam seus propósitos e criaram projetos que afetaram a realidade.
Neste sentido, é importante criarmos espaços de conversas e retornos reflexivos logo após as visitas, para que as experiências possam ser recuperadas e os aprendizados do grupo possam ser revelados. Durante estes momentos, é interessante realizar registros das conversas, para termos o histórico do que foi percebido e apreendido pelo grupo, e não apenas anotações individuais.
Quando o grupo está dividido, separamos um momento na segunda metade da viagem (quando todos se encontram) para realizar este retorno reflexivo.
Outros espaços que costumamos criar são visitas à expressões culturais e artísticas locais. Durante os intervalos das conversas agendadas, aproveitamos para explorar o local, seus costumes e hábitos, assim como pontos turísticos. Estes momentos cumprem também uma função de desaceleração e relaxamento. Como as imersões costumam ser intensas com uma carga de atividades bastante exigente, estes momentos de respiro ajudam na absorção do que foi percebido, no estabelecimento de novas conexões internas e no reconhecimento do novo.
MACRO IMERSÃO
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Aprofundar o Projeto de Si Mesmo
Durante a segunda metade da viagem, realizamos, com o grupo todo reunido, atividades mais específicas do Projeto de Si Mesmo.
_Conversas individuais sobre a Matriz Transdisciplinar de Exploração: como mencionado anteriormente, os aprendentes realizam um segundo preenchimento da Matriz TD e, durante a Macro, fazem uma conversa individual com um membro da equipe como forma de acompanhamento e exploração dos significados e sentidos que emergiram entre o primeiro e o segundo contato com a Matriz. _Atividade dos Materiais: nesta atividade, os aprendentes têm à sua disposição uma série de materiais não estruturados, como argila, areia, água, aquarela e fogo. Durante 90 minutos, eles são orientados a explorar livremente estes materiais, sempre em silêncio. A ideia é que possam experimentar um momento de liberdade criativa, um resgate ao estado da infância, onde tudo pode ser explorado e criado sem julgamento, direcionamento ou formas pré-definidas.
_Atividade da Lógica do Terceiro Incluído: nesta atividade, o grupo é convidado a representar, por meio de uma dramatização, os diferentes paradigmas presentes na história da humanidade (a mitologia, a filosofia, a religião, a ciência clássica, e a transdisciplinaridade). Após a compreensão destas diferentes formas de enxergar e conhecer o mundo, realizamos uma conversa sobre a Lógica do Terceiro Incluído, apresentada anteriormente como um dos pilares metodológicos da TransD. Nossa intenção é provocar no grupo, a consciência de que é possível um pensamento integrador que supera a lógica binária prevalecente em nossa sociedade.
_Atividade do Labirinto: esta é uma atividade de meditação ativa que tem como objetivo produzir uma experiência simbólica e contemplativa da dimensão interior de si mesmo e do retorno de um si mesmo engajado no mundo. O labirinto é um desenho impresso em tecido, no qual o grupo é convidado a caminhar muito lentamente em um percurso único que leva a um centro e depois retorna para fora. É o maior tempo de contato direto e menos mediado que os aprendentes têm consigo mesmos, o que permite uma aproximação autorregulada com si próprio.
Todas estas atividades (com exceção das conversas individuais) são finalizadas com um retorno reflexivo em grupo, para o compartilhar das percepções e aprendizados gerados.
MACRO IMERSÃO
133 Fotos: Milene Fukuda
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Surplus
SURPLUS
Ampliar a curiosidade e o horizonte investigativo
Uma vez que é introduzido no sistema, o Surplus provoca um estranhamento que pode desorganizá-lo e convocá-lo a uma nova organização.
Por se constituir em conhecimento ou atividade aparentemente desconectado do conteúdo evidente tratado no programa, o Surplus promove um alargamento do que é conhecido pelos alunos, amplia a margem de escolha e permite maior criatividade e autonomia.
SURPLUS
[SURP: 1 encontro]
O Surplus é uma atividade de cunho cultural ou conhecimento não diretamente relacionado ao tema do Projeto Referência, a qual tem por objetivo :
Em edições anteriores, alguns exemplos de temas tratados pelo Surplus foram:
Histórias por trás do clássico Alice no País das maravilhas com o
professor José Garcez da FGV Direito.
Aula de astrofísica com professorAmâncio Friaça da USP.
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Aula de improviso com o palhaço Antonio Dantas
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encontros de
prototipagem e
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CRISTALIZAÇÃO: nas palavras de Otto Scharmer, cristalizar significa la ifi a a visão e a intenção da nossa maior possibilidade futura . E como a cristalização ocorre a partir do espaço interior do conhecimento, o ideal é que ela aconteça no último dia da macro imersão, ainda em campo. Assim, os aprendentes poderão explorar a essência do que está para emergir como possível resposta ao Projeto Referência.
PROTOTIPAGEM: testar, testar e testar! Os encontros de prototipagem tem como objetivo fazer com que os aprendentes deem vida às ideias de solução para o desafio do Projeto Referência.
Trabalhar em cima de protótipos traz a lógica de aprender com o erro, por isso essa etapa de subida do U precisa ser rápida, com o foco em criar versões 0.8 e não se preocupar em ter a melhor solução logo na primeira tentativa. O mais importante é agi num i sta te , de modo a permitir capturar a intuição e aperfeiçoar a ideia a partir dai.
Essa etapa traz muitas ferramentas de Design Thinking, aliadas a outras técnicas mais sutis como o Teatro Social da Presença, desenvolvido por Arawana Hayashi, do Presencing Institute.