6 La mère comme figure du vieillissement
6.4 La mère dans Des journées entières dans les arbres
O fato de as entidades linguísticas serem discretas, isto é, de o linguista poder aplicar o procedimento de diferenciação sobre elas, faz com que ele tenha diante de si dois critérios possíveis de análise: a distribuição, que se dá entre elementos do mesmo nível linguístico, e a integração, que se dá entre elementos de níveis distintos241. Benveniste debruça-se sobre o
critério de integração, dado que uma unidade linguística só pode ser reconhecida em uma unidade mais alta, isto é, a discrição vem em função da relação entre níveis diferentes. Por esse motivo, falta ao critério de distribuição o princípio racional que torna coerente a descrição linguística: a relação entre forma e sentido na língua. Para Benveniste,
Plutôt que de biaiser avec le “sens” et d’imaginer des procédés compliqués – et inopérants – pour le laisser hors de jeu en retenant seulement les traits formels, mieux vaut reconnaître franchement qu’il est une condition indispensable de l’analyse linguistique. (BENVENISTE, 1966, p. 122)242 Assim sendo, uma análise que não leve em conta tanto a forma como o sentido, torna- se desprovida do operador de análise, a noção de nível linguístico, que é justamente o que torna a descrição linguística coerente com os pressupostos teóricos de que parta. Isso significa dizer que qualquer teoria que parta do postulado de que a língua é um sistema de signos não poderia simplesmente ignorar a necessidade do nível como operador de análise, dado que, a estrutura articulando semiotismo e semantismo, o reconhecimento de uma forma apenas pode dar-se por meio do sentido que a integração de formas de um nível superior provê a essa forma de nível inferior.
Por isso, Benveniste afirma que “le sens est en effet la condition fondamentale que doit remplir toute unité de tout niveau pour obtenir statut linguistique”243, isto é, para que uma
241 Cf. BENVENISTE, 1966, p. 124.
242 “Em vez de enviesar o ‘sentido’ e imaginar procedimentos complicados – e inoperantes – para deixá-lo fora
do jogo retendo apenas os traços formais, é melhor reconhecer francamente que ele é uma condição indispensável da análise linguística”.
243 BENVENISTE, 1966, p. 122: “o sentido é, com efeito, a condição fundamental que deve preencher toda
unidade seja considerada como pertencente ao sistema linguístico e não a outro tipo de sistema semiológico, é necessário que ela seja uma forma que veicule sentido, dado que a língua é o único sistema com funcionamento semiótico, ou melhor, é o único sistema que articula semiotismo e semantismo.
Consequentemente, partir dos conceitos teóricos de Saussure e não operar com o sentido na análise é o mesmo que realizar uma descrição linguística incoerente, que gera contradições entre teoria e prática. Ainda que Saussure não tivesse dissertado propriamente sobre semiotismo e semantismo, o que nos mostra Benveniste é que esses conceitos, e outros decorrentes deles, seguem necessariamente do postulado de a língua ser um sistema de signos. Com isso, Benveniste vai além de Saussure, afirmando o próprio Saussure. De todas formas, poderíamos esboçar os dois métodos aqui em questão da seguinte maneira:
Quadro 4 – Os métodos distribucional e integrativo.
Método Critério Procedimento Operações
Distribucional distribuição discrição segmentação e substituição Integrativo integração discrição dissociação e integração (articulação)
Fonte: A autora.
Como o critério fornece a natureza do método, sua nomeação vem em função desse critério. Consequentemente, por derivação, podemos nomear o método que se pauta na integração como método integrativo, embora Benveniste não tivesse utilizado esse termo propriamente. Já que o método é o recurso de fazer pensar a língua a partir das manifestações da linguagem, o critério é a norma que direciona esse recurso. Porque direciona, ele aponta as operações, que são as aplicações do procedimento, ou técnica, cabal da Linguística: a discrição, isto é, a delimitação das entidades linguísticas por meio das relações que as ligam.
Se o critério for a distribuição, as operações a serem adotadas serão a segmentação, que é a discrição dos elementos no sintagma, e a substituição, que é a discrição dos elementos no paradigma. Se o critério for a integração, as operações a serem adotadas serão a dissociação e a integração, regidas por um operador, o nível linguístico. Ser um operador significa regular essa aplicação: sem o nível linguístico, não há como haver nem dissociação nem integração. Os pormenores desses, mais adiante.
Afirmamos que a discrição é o procedimento cabal da Linguística porque, sem essa técnica, é impossível partir das manifestações da linguagem e pensar os mecanismos da língua. A delimitação das entidades da linguagem, sejam elas tomadas por signos ou por palavras, é necessária para que o linguista consiga fazer as generalizações que levam ao
funcionamento orgânico da língua. Por esse motivo, o método, ao servir de recurso de se partir da linguagem para pensar a língua, acaba por fazer a ordenação entre teoria e prática em uma investigação: se aquilo que é posto na teoria não for evidenciado na prática, a passagem entre manifestações da linguagem e mecanismos da língua dar-se-á de forma equivocada. Dessa maneira, para prover uma passagem mais adequada, o linguista não deveria furtar-se de servir-se de um regulador: o nível linguístico. Isso não implica, pois, que todas as análises tenham que partir dos postulados de Benveniste, mas do postulado geral de fucionamento de que “la langue est le résultat d’un procès de symbolisation à plusieurs niveaux”244, portanto:
On peut donc concevoir plusieurs types de description et plusieurs types de formalisation, mais toutes doivent nécessairement supposer que leur objet, la langue, est informé de signification, que c’est par là qu’il est structuré, et que cette condition est essentielle au fonctionnement de la langue parmi les autres systèmes de signes. (BENVENISTE, 1966, p. 12)245
A formalidade da Linguística pode vir em decorrência de diferentes tipos de descrição, considerem eles: os valores que resultam das propriedades particulares de uma entidade linguística, das condições de agenciamento dessas entidades ou da situação de discurso. Entretanto, sendo a significação uma decorrência necessária dos postulados saussurianos, fazer uma análise desconsiderando essa significação que se dá em diferentes níveis, é o mesmo que desconsiderar a natureza própria da língua. Delineemos, pois, os pormenores que o nível linguístico incide na análise.
O primeiro deles é a necessidade de distinguir a noção de unidade com a de segmento formal, já que é nessa diferenciação que reside o procedimento de discrição da análise integrativa: “quand on décompose une unité, on obtient non pas des unités de niveau inférieur, mais de segments formels de l’unité en question”246. A unidade é uma forma livre ou presa,
que pode funcionar semiótica ou semanticamente. Quando ela é decomposta, obtém-se, de antemão, segmentos formais, que são suas porções. Essas porções não são, ainda, significativas, portanto, não podem ser distintivas, mas apenas o produto de um corte automático na estrutura, sem levar em consideração o sentido, seja ele o semiótico ou o semântico. Dizemos, pois, que esse corte é automático porque não deriva desse princípio
244 BENVENISTE, 1966, p. 12.
245 “Podemos, então, conceber vários tipos de descrição e vários tipos de formalização, mas todos devem
necessariamente supor que seu objeto, a língua, é enformado de significação, que é por isso que ele é estruturado e que essa condição é essencial para o funcionamento da língua entre os outros sistemas de signos”.
246 BENVENISTE, 1966, p. 124: “quando decompomos uma unidade, não obtemos uma unidade de nível
racional, mas, sobretudo, de uma análise apressada e, por vezes, intuitiva, de uma unidade linguística, o que faz, portanto, que o resultado seja problemático do ponto de vista científico. Para operar cientificamente com esses segmentos, é preciso verificar seu status linguístico, isto é, averiguar se eles podem ou não funcionar como unidades distintivas, que, para Benveniste, é o mesmo que funcionar como unidade significativa, dado que, como na língua só há diferença e ela só existe em função disso, é somente da distinção que pode emergir o sentido. Destaquemos, pois, a letra “a” de “acientífico”. Essa letra é apenas um segmento formal, dado que não há nela, isoladamente, nada que garanta que esteja relacionada a unidade na língua portuguesa.
Se a compararmos com “adeus”, “aquém”, “amar”, “favela”, entre outros, será possível averiguar que o que era apenas uma letra, segmento formal, pode ter o status de unidade fonemática do português. Se a compararmos com “acanônico”, “acatólico”, “acirúrgico”, “agráfico”, “ametabólico”, verificaremos que também pode funcionar como unidade categoremática. Se a observarmos na frase “em Linguística, toda análise que desconsidera o sentido produz um resultado acientífico”, poderemos considerar as consequências semânticas dela no discurso. Enfim, do que era considerado apenas um segmento, obtém-se uma unidade por levar-se o sentido em conta, desde a análise semiótica até a análise semântica.
Por isso, Benveniste afirma que “une unité será reconnue comme distinctive à un niveau donné si elle peut être identifiée comme ‘partie intégrante’ de l’unité de niveau supérieur, dont elle devient l’intégrant”247. Para que um segmento possa ser considerado uma
unidade, ele deve preencher uma função integrativa em uma unidade de nível superior. Essa unidade de nível inferior, por outro lado, pode ser decomposta em segmentos que serão tidos como unidades na relação forma e sentido. Assim sendo, a distinção entre segmento formal e unidade, torna-se, sobretudo, a distinção entre constituintes e integrantes. Os constituintes são os elementos formais menores de uma unidade de nível superior considerados como unidades de nível inferior. Os integrantes são as unidades de nível inferior que podem fazer parte de uma unidade de nível superior:
Que faut-il pour que dans ces constituants formels nous reconnaissions, s’il y a lieu, des unités d’un niveau défini ? Il faut pratiquer l’opération en sens inverse et voir si ces constituants ont fonction intégrante au niveau supérieur.
247 BENVENISTE, 1966, p. 125: “uma unidade será reconhecida como distintiva em um nível dado se ela puder
Tout est là : la dissociation nous livre la constitution formelle ; l’intégration nous livre des unités signifiantes. (BENVENISTE, 1966, p. 126)248
O que permite, pois, que uma unidade inferior seja considerada como integrante de uma superior é o sentido. Essa operação é a de integração. No caminho inverso, a operação de dissociação permite verificar quais são os segmentos de uma unidade superior. Notemos, porém, que, se esses segmentos não puderem integrar um nível superior, não podem, nem ao menos, ser considerados constituintes, ou ainda, se esses segmentos não forem integrados de maneira adequada, podem acabar tendo a sua natureza falseada. Expliquemos. A dissociação fornece, de antemão, segmentos formais, não unidades de nível inferior. Para verificar se esses segmentos são unidades e, portanto, constituintes, e saber qual é sua natureza, é necessário valer-se do sentido.
Por exemplo, comparando o segmento “a” de “acientífico” com “adeus”, “aquém”, “amar”, podemos, no mínimo, dizer que ele é uma unidade fonemática do português, mas não uma unidade categoremática, já que os lexemas escolhidos no paradigma não fornecem informações suficientes para que daí se tire essa conclusão; pelo segmento “a” neles não ser ele mesmo um categorema, apenas um fonema. Por outro lado, comparar o segmento “a” de “adeus” com “acirúrgico”, “agráfico”, “ametabólico”, também não permite dizer que ele seja uma unidade categoremática, apenas pelas unidades comparadas terem o “a” funcionando como unidade categoremática.
Com isso, queremos dizer que, ainda que o sentido e, portanto, o ponto de vista do linguista, faça parte da análise, não se podem aplicar as operações de qualquer maneira. O critério da integração deve ser regido pelo operador de análise, o nível linguístico. Quando se conclui que o “a” de “adeus” é uma unidade categoremática por ter sido comparado com o “a” de “agráfico”, temos, na verdade, que o operador não foi aplicado, dado que o “a” de “adeus” está para um nível, o fonemático, e o “a” de “agráfico” está para outro nível, o categoremático. Consequentemente, tomar o nível como operador não implica poder-se tirar conclusões sobre a natureza de uma unidade a partir da comparação de unidades de níveis diferentes. Na dissociação, a comparação entre níveis diferentes fornece apenas os segmentos, dos quais, para se saber a natureza, é necessário que sejam comparados com unidades do mesmo nível, a fim de que se possa verificar se podem integrar um nível superior ou não. Voltemo-nos a uma análise de Benveniste:
248 “O que é necessário para que, nesses constituintes formais, reconheçamos, se houver, unidades de um nível
definido? É necessário aplicar a operação em sentido inverso e ver se esses constituintes têm função integrante em nível superior. Tudo está aqui: a dissociação nos fornece a constituição formal; a integração, as unidades significantes”.
Si on ramène fr. /om/ homme à [o] – [m], on n’a encore que deux segments. Rien ne nous assure encore que [o] et [m] sont des unités phonématiques. Pour en être certain, il faudra recourrir à /ot/ hotte, /os/ os d’une part, à /om/ heaume, /ym/ hume de l’autre. (BENVENISTE, 1966, p. 125)249
Isto é, do movimento descendente de uma unidade de nível superior aos segmentos, é necessário comparar esses segmentos com as unidades de nível inferior que se adequam a eles, o que permite dizer se eles pertenceriam a esse nível inferior ou a outro, ou a nenhum. Se a comparação entre elementos de um mesmo nível faz-se necessária, logo, Benveniste não abandona de todo o critério da distribuição, mas o insere dentro da análise integrativa. Por esse motivo, poderíamos dizer que a distribuição aqui, ao invés de ser um critério, já é uma operação. Com isso e com as outras informações que vimos até aqui, podemos repensar o método integrativo da seguinte maneira:
Figura 9 – O método integrativo.
Fonte: A autora.
A partir do critério e do operador, são gerados procedimentos de análise que coadunam coerentemente com o pressuposto de que a língua é um sistema; portanto, uma
249 “Se restabelecemos fr. /om/ homme à [o] – [m], teremos apenas dois segmentos. Nada nos assegura ainda que
[o] e [m] sejam unidades fonemáticas. Para estar certo disso, será necessário recorrer a /ot/ ‘hotte’, /os/ ‘os’, de um lado, e a /om/ ‘heaume’, /ym/ ‘hume’, de outro”.
Método integrativo Critério Integração Operador Nível linguístico Procedimentos Discrição Operações Dissociação Distribuição Integração Descrição Interpretação
organização relacional. Esses procedimentos são a discrição, a descrição, e a interpretação, que podem levar ou não a uma generalização, na qual se postule uma premissa que dê conta de explicar algum aspecto de funcionamento geral da língua. Para que a discrição possa ser aplicada, é necessário servirmo-nos das operações, sejam elas: (i) a dissociação, movimento de “cima-baixo” que permite discrepar os segmentos formais de uma unidade de nível superior; (ii) a distribuição, que compara esses segmentos com unidades de um mesmo nível inferior candidatas a pertencerem ao mesmo nível que eles; (iii) a integração, movimento de “baixo-cima” que permite verificar se esses segmentos são unidades e qual a sua natureza. Por conseguinte, a distribuição, por tratar de unidades de um mesmo nível, está no “meio” da análise, ao passo que a dissociação e a integração podem ambas estar no “começo” ou no “fim”.
Isso porque “la forme d’une unité linguistique se définit comme sa capacité de se dissocier en constituants de niveau inférieur. Le sens d’une unité linguistique se définit comme sa capacité d’intégrer une unité de niveau supérieur”250. Se o linguista quiser estudar a
forma, ele fará um movimento de “baixo-cima”: dissociação, distribuição, integração. Se ele quiser estudar o sentido, o movimento será o inverso, de “cima-baixo”: integração, distribuição, dissociação. Quaisquer que sejam os movimentos eleitos, como o nível linguístico é operador de análise, a distribuição vem no “meio” necessariamente, a título de verificação. Assim sendo, os níveis linguísticos podem ser três: (i) o inferior, que abrange do fonema ao signo, o qual pode ser tido ou como uma forma livre ou como uma forma presa, o morfema; (ii) o intermediário, no qual a unidade ou pode ser dissociada em unidades inferiores, funcionando como signo, ou integrar um nível superior, funcionando como palavra; (iii) o superior, em que a frase se constitui como um todo, sem ser o resultado da soma de suas partes.
Sobre a relação entre esses três níveis, vejamos: “le phonème, discriminateur, est l’intégrant, avec d’autres phonèmes, d’unités signifiantes qui le contiennent. Ces signes à leur tour vont s’inclure comme intégrants dans des unités plus hautes qui sont informées de signification”251. No nível inferior, os fonemas integram um nível superior, os signos, que, por
sua vez, podem integrar uma palavra ou um grupo de palavras, as quais integram as frases.
250 BENVENISTE, 1966, p. 126-127: “a forma de uma unidade linguística define-se como sua capacidade de se
dissociar em constituintes de nível inferior. O sentido de uma unidade linguística se define como sua capacidade de integrar uma unidade de nível superior”.
251 Ibid., p. 126: “o fonema, discriminador, é o integrante, com outros fonemas, de unidades significantes que o
contêm. Esses signos, por sua vez, vão incluir-se como integrantes em unidades mais altas que são enformadas de significação”.
Desse modo, a palavra está no nível intermediário porque está no entremeio do signo, já que a dissociação permite tomá-la do ponto de vista semiótico, e da frase, já que a integração permite tomá-la do ponto de vista semântico.
Benveniste define a palavra como: “le mot peut donc se définir comme la plus petite unité signifiante libre susceptible d’effectuer une phrase, et d’être elle-même effectuée par des phonémes”252. No movimento de integração, a palavra não é tida simplesmente como uma
unidade significante livre, mas como uma unidade significante livre capaz de efetuar uma frase. Ela é uma unidade mínima que possui um emprego, o qual contribui para a transmissibilidade da ideia veiculada nessa frase.
Como o emprego é o sentido particular de uma palavra em uma frase, ele vem em favor da função proposicional que, como já vimos, são os blocos semânticos em haver no sintagma, os quais podem ser preenchidos por uma unidade semântica. No movimento de dissociação, a palavra é tida como signo e o simples fato de o signo ter um significado, isto é, de poder ser identificado, já o faz preencher uma função proposicional na estrutura, a qual, aqui, poderia ser vista como os blocos semióticos em haver no paradigma. Semanticamente, não cabe ao linguista apontar o referente que se liga à palavra, mas estudar as funções que ela preenche na frase. Semioticamente, não cabe ao linguista apontar a origem do significado, dado que ele existe apenas no e pelo sistema, mas estabelecer um ponto metodológico que lhe permita ter tenha uma visão, sempre parcelar, das relações entre o significante e o significado convencionados.
Assim sendo, entre os três níveis há os extremos: os merismas que, não podendo conter eles mesmos constituintes, só podem funcionar como integrantes; e a frase que, ao contrário, comportando constituintes, não pode funcionar ela mesma como integrante de um nível superior. Isso porque o nível da frase é chamado por Benveniste de categoremático:
Les types de phrases qu’on pourrait distinguer se ramènent tous à un seul, la proposition prédicative, et il n’y a pas de phrase hors de la prédication. Il faut donc reconnaître que le niveau catégorématique comporte seulement une forme spécifique d’énoncé linguistique, la proposition ; celle-ci ne constitue pas une classe d’unités distinctives. (BENVENISTE, 1966, p. 129)253
252 BENVENISTE, 1966, p. 124: “a palavra, então, pode se definir como a menor unidade significante livre
suscetível de efetuar uma frase, e de ser ela mesma efetuada por fonemas”.
253“Os tipos de frases que poderíamos distinguir voltam-se a uma apenas, à proposição predicativa, e não há
frase fora da predicação. É necessário, então, reconhecer que o nível categoremático comporta somente uma forma específica de enunciado linguístico, a proposição. Essa não se constitui como uma classe de unidades distintivas”.
Em toda e qualquer frase, seus constituintes preenchem uma função proposicional. Por esse motivo, Benveniste diz que a frase é o mesmo que a proposição, que é o tipo de enunciado na forma esquemática “S é P” ou que pode ser convertida a ela. Ele faz, portanto,