9 Hva vi fant - presentasjon og analyse av resultatene
9.1 Målsetning 1
No presente capítulo faz-se a triangulação de resultados obtidos por via qualitativa e quantitativa e o seu confronto com o referencial teórico, com os resultados referenciados e face ao contexto investigado, procurando relações, convergências e/ou divergências dentro do próprio estudo e com outros estudos já realizados, aumentando o campo de visão das diferentes perspetivas e abordagens.
Foi definido como ponto de partida para este estudo compreender a contribuição das Artes Plásticas na educação de jovens com diagnóstico de PHDA, no ambiente escolar em Portugal. Considera-se o tema abordado de relevância pois a hiperatividade está presente em grande número de casos na população escolar infanto-juvenil e constitui um desafio educacional cada vez mais frequente na sociedade atual.
Verifica-se, a partir do estado da arte, que vários são os autores que atestam uma correlação significativa e positiva entre a atividades criativas e aprendizagem, revelando
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que uma relação pedagógica mais criativa, está associada a maior motivação para a aprendizagem (Torrance (1962); Guilford (1983); Amabile (1983), Read, (1986); Munari (1987); Santos (1989); Sousa (2003); Delors (1996), entre outros).
A análise dos resultados, da via quantitativa do presente estudo permitiu aumentar o conhecimento relativo aos fatores do efeito da criatividade nas artes plásticas como estratégia lúdico-pedagógica nos alunos com PHDA e, como esse processo facilita a interação do aluno rumo a uma inclusão efetiva e afetiva. Constatou- se que a hipótese H.G.1. “A criatividade nas artes plásticas contribui para uma melhoria da autonomia, da autoestima, das aprendizagens, da atenção e concentração e potencia a inclusão do aluno com PHDA”, foi confirmada estatisticamente.
Verificaram-se apenas algumas relações estatisticamente significativas entre criatividade e a perceção da sua aplicação pedagógica com a questão relacionada com a inclusão, pelo que podemos concluir que apenas parcialmente os professores consideram que o processo (criatividade aplicada ás artes plásticas) facilita a interação do aluno com PHDA rumo a uma inclusão efetiva e afetiva.
A hipótese H.G.2. “Uma relação pedagógica considerada, pelos professores, mais criativa, apresenta-se associada a maior motivação para a aprendizagem”: verificaram-se bastantes relações estatisticamente significativas, pelo que se verifica a hipótese de que uma relação pedagógica considerada, pelos professores, mais criativa, apresenta-se associada a maior motivação para a aprendizagem.
As dificuldades existentes para lidar com o diagnóstico da PHDA, têm gerado muitas interrogações. Investigadores desta área, como Lobo Antunes (2014) e Rodrigues (2014) atestam que a PHDA é um problema de saúde pública. Atinge uma fração importante da população (5 a 7%), está associada a sofrimento considerável e, nos EUA, com abandono escolar precoce em cerca de 1/3 das crianças.
Procurou-se clarificar os resultados, obtidos na via quantitativa, confrontando-os com os resultados da via qualitativa, em que o contacto com as situações foi mais direto. Verificou-se que a totalidade dos docentes participantes no estudo entende que a escola é inclusiva e concorda com a colocação de alunos NEE nas turmas regulares, sendo esta ação um ato de civismo e respeito pela diferença. Consideram que o número de alunos
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por turma é um obstáculo ao ensino individualizado, necessário para uma prática pedagógica adequada e adaptada ao aluno com PHDA. Quanto às competências para trabalhar com alunos com PHDA, a maioria dos professores considera fundamental a formação especializada para se sentirem mais preparados para ensinar alunos com NEE integrados nas turmas do ensino regular. De facto, e conforme Shapiro & DuPaul (1993) argumentam, é preciso refletir sobre o escasso conhecimento que os professores parecem ter sobre a PHDA, tendo sido este identificado como um dos maiores obstáculos para responder às necessidades desses alunos.
O elevado número de alunos nas turmas, revelou-se como um dos fatores mais identificado, no que se refere às dificuldades da inclusão de alunos com PHDA. Tal conclusão converge nas vias qualitativa e quantitativa, tendo-se verificado que nenhum professor concordou com a afirmação ”Atualmente, o número de alunos por turma permite ao professor desenvolver um apoio personalizado em sala de aula aos alunos com Necessidades Educativas Especiais”.
Constatou-se na vertente qualitativa, pelos dados recolhidos na observação direta, que o aluno melhorou a concentração e atenção, o comportamento e o aproveitamento. O apoio pedagógico personalizado de Educação Especial foi fulcral no sucesso educativo do aluno, baseou-se em estratégias criativas promotoras de autonomia e de socialização, promovendo a inclusão. Tais conclusões são concordantes com várias investigações que têm demonstrado que métodos de aprendizagem através das artes (por exemplo Programa Learning Through The Arts do Royal Conservatory) potenciam a motivação dos alunos e capacidades de aprender a aprender. Barbosa (2003) quando afirma que a criatividade é entendida como a capacidade individual de ver os mais diversos aspetos da vida sob um novo prisma e então dar forma e corpo a novas ideias, terá notado que a mente PHDA, em meio à confusão resultante do intenso bombardeio de ideias, é capaz de entender o mundo sob ângulos habitualmente não explorados.
Os resultados obtidos no presente estudo vão ao encontro dos de estudos levados a cabo em Portugal, por Brilha (2010), Sternberg e Williams (1999) onde dão conta de técnicas que podem ser utilizadas para escolher ambientes criativos, para expor os alunos a papéis-modelo criativos e para identificar e ultrapassar os obstáculos à criatividade. A importância do ambiente propício à criatividade é tratada por Rogers
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(1985) referindo que o ‘lugar psicologicamente’ seguro tem de ser criado. Uma sala de aula em que o risco de se ter ideias é assumido, onde as ideias são tão válidas como boas respostas, e em que os erros são entendidos como mais uma oportunidade de aprendizagem.
Erichsen & Nunes (2011), no estudo de caso no Brasil, consideram que por meio do fazer artístico o hiperativo consegue superar as dificuldades de aprendizagem. As autoras aclaram que o hemisfério direito é responsável pelas funções da imaginação criativa, serenidade, visão global, capacidade de síntese e habilidades visuo-espaciais, funções estas aplicadas em atividades expressivas. O hemisfério esquerdo é responsável por organizar todas estas funções num sentido lógico, pragmático, organizado e com significado. Através de técnicas criativas e artísticas, pode-se estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração destas duas áreas, equilibrando o uso de potencialidades e ativando a flexibilização do pensar e a capacidade de abstração e associação. Os benefícios são maiores quando se estimulam diversas áreas do cérebro, ajudando os neurónios a fazerem novas conexões, ampliando as interconexões de diversas redes cognitivas quanto à transmodalidade e diversificando assim novos campos e novos potenciais e a arte trás essa possibilidade as quais são variadas como: escultura, pintura, desenho, música, gravura, fotografia, artesanato. Tem sido proposto que a PHDA seja vista mais como um transtorno de adaptação do que uma doença estática, pois, a dificuldade de focalizar a atenção, hiperatividade e impulsividade somam-se com desvantagens em situações em que a manutenção da atenção focalizada e o controle dos impulsos são necessários.