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1 . D EFI N I ÇÃO
A Hem ocult ur a consist e no exam e m icr obiológico do sangue, com vist a à
det ecção de bact er iém ias. O sangue é um líquido est ér il pelo que a
pr esença de bact ér ias em cir culação cor r esponde à exist ência de
bact er iém ia. ( 1- 3)
2 . OBJECTI V OS D O PROCED I M EN TO
Obt enção de am ost r as de sangue sem que se v er ifiquem cont am inações
dur ant e a fase pr é- analít ica do exam e m icr obiológico.
3 . PRI N CI PI OS A CON SI D ERAR
Ver ificar se a r equisição de ex am e m icr obiológico ( Mod. 317- clin) est á
cor r ect am ent e pr eenchida, nom eadam ent e, os cam pos r elacionados com
os fact or es de r isco e ant ibiot er apia. Caso se v er ifiquem não
confor m idades, v alidar com o m édico r equisit ant e.( 2, 4)
Selecionar o m om ent o opor t uno par a a colheit a. A colheit a não deve ser
r ealizada no pico febr il, dev ido a esse m om ent o cor r esponder a um a lise
bact er iana que pode enviesar o exam e m icr obiológico. O m om ent o m ais
adequado cor r esponde à fase de calafr ios e ar r epios que coincide com um a
m aior pr olifer ação bact er iana.( 5, 6)
Consider a- se um a Hem ocult ur a, um v olum e de sangue de 20m l, pelo que
um a Hem ocult ur a cor r esponde a 2 fr ascos. Par a um r esult ado
m icr obiológico m ais fiável, dev em ser sem pr e colhidas 3 Hem ocult ur as
( 60m l ou 6 fr ascos) de locais de punção difer ent es, de m odo a det ect ar
possíveis cont am inações dur ant e o pr ocesso de colheit a.( 4, 5, 7)
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página2/ 8
Cat ét er Venoso Cent r al com o or igem da bact er iém ia.
Quando for em necessár ias colheit as de sangue par a out r os exam es
labor at or iais, as pr im eir as colheit as ser ão sem pr e par a hem ocult ur as.( 1,
4- 6)
Quando for em necessár ias colheit as t am bém par a anaer óbios:
• Mét odo de colheit a com sist em a de v ácuo: a pr im eir a colheit a deve
ser par a os fr a scos de a e r óbios.( 1)
• Mét odo de colheit a com agulha e ser inga: a pr im eir a colheit a dev e
ser par a os fr a scos de a n a e r óbios.( 1)
Se o doent e for alér gico à clor ohex idina, est a deve ser subst it uída por
álcool a 70º assegur ando um a secagem com plet a ant es da punção.( 2)
Devem ser evit adas soluções aquosas devido ao seu t em po pr olongado de
secagem .( 2, 4, 6- 8)
Se for necessár io inst it uir ant ibiot er apia em pír ica ao doent e, a colheit a de
Hem ocult ur as deve ser ant er ior à adm inist r ação da pr im eir a t om a de
ant ibiót ico.( 1- 7)
• 6 Fr ascos de hem ocult ur a de acor do com a pr escr ição.
• 1 Sist em a de venopunt ur a por vácuo por cada punção ( 3
punções)
• Com pr essas est er ilizadas
• 3 Par es de Luvas est er ilizadas
• Clor ohexidina a 2% em solução alcoólica
• Penso r ápido / adesiv o e com pr essas est er ilizadas
• Gar r ot e
• Cont ent or de cor t ant es
4.2.
Mét odo de colheit a com agulha e ser inga
• 6 Fr ascos de hem ocult ur a de acor do com a pr escr ição.
• 3 Ser ingas de 20cc e 3 agulhas endov enosas ( 21G,
25m m )
• Com pr essas est er ilizadas
• 3 Par es de Luvas est er ilizadas
• Clor ohexidina a 2% em solução alcoólica
• Penso r ápido / adesiv o e com pr essas est er ilizadas
• Gar r ot e
• Cont ent or de cor t ant es
5 . PROCED I M EN TO
5 .1 .
M é t odo de colh e it a com sist e m a de v á cu o
Acções de Enfer m agem
Just ificação
1.
Verificar a identidade do doente e explicar ao doente a
importância do exame, explicitando o procedimento e
os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento
após validação da compreensão por parte do doente.(3,
4, 8)
Redução da ansiedade do
doente.
Cumprimento
normativos
ético‐
deontológicos.
2.
Marcar nos frascos com um marcador o nível desejado
de sangue a colher (10cc por frasco)(4, 7, 8)
Evitar
ultrapassar
a
capacidade de sangue para
cada frasco (8 a 10ml)(4, 7,
8)
3.
Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução
alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 3, 4, 6, 8)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1, 8)
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página4/ 8
secando cuidadosamente a área.(1, 3)
sendo inactivados por
substâncias
orgânicas
(fezes, exsudados, suor,
etc.)
5.
Garrotar o membro selecionado para colheita de
sangue, pesquisando em seguida uma veia periférica
adequada para o procedimento.(1, 3, 4, 8)
6.
Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 3, 4, 8)
Evitar a contaminação da
pele
do
doente.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1, 8)
7.
Calçar luvas estéreis.(4, 5, 8)
Permite a palpação da veia
após a desinfecção sem a
consequente
contaminação,
e
a
protecção do profissional
relativamente à exposição
a sangue.(1, 3, 5, 8)
8.
Desinfectar a área de punção com a clorohexidina a 2%
em solução alcoólica, friccionando a compressa estéril
embebida na mesma durante 30s e deixando secar
completamente. (ou de acordo com as instruções do
fabricante)(1‐4, 8)
A clorohexidina têm uma
acção residual de 4 a 6
horas pelo que maximiza a
desinfecção cutânea.
Se o doente for alérgico à
clorohexidina, esta deve
ser substituída por uma
solução
alcoólica
de
iodopovidona. Devem ser
evitadas soluções aquosas
devido ao seu tempo
prolongado
de
secagem.(2, 4, 6‐8)
9.
Realizar a venopunção utilizando o sistema de vácuo. Se
for necessário palpar a veia periférica após a desinfeção
da pele esta deve ser sempre realizada com luvas
estéreis.(1, 3, 5, 7, 8)
A utilização de luvas
estéreis
permite
a
palpação da veia sem a
contaminação do local de
punção
após
a
desinfecção.(1, 3, 5, 7, 8)
10.
Após desinfecção da borracha do frasco de hemocultura
com clorohexidina a 2% em solução alcoólica, deixando
secar completamente, conectar o sistema de vácuo ao
primeiro frasco de hemocultura mantendo‐o na vertical.
Quando o volume de sangue necessário (10cc) estiver
colhido, deve ser conectado o segundo frasco de
hemocultura.(1, 3‐8)
A tampa que cobre o
frasco de hemocultura, é
de facto um resguardo de
pó, pelo que a desinfecção
da tampa, permite a
redução do risco de
contaminação
da
Hemocultura.(1, 8)
11.
Retirar o garrote.(8)
12.
Descartar o perfurante (butterfly) no contentor
apropriado.(1, 3)
Evitar acidentes com
corto‐perfurantes.
14.
Rotular devidamente os frascos de hemocultura não
tapando os códigos de barras e mencionando a data e
hora de colheita.(1, 4)
Os códigos de barras
presentes nos rótulos dos
frascos são indispensáveis
para o processamento das
Hemoculturas através do
sistema automático.(4)
15.
Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 3)
Prevenção contaminação
cruzada.de
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1)
16.
Repetir o procedimento com 30 min de intervalo,
puncionando veias periféricas diferentes até obter as 3
hemoculturas (6 frascos de hemocultura no total,
perfazendo 60 ml)(2, 5‐7)
O intervalo de 30 minutos
entre cada colheita de
Hemocultura facilita a
documentação de uma
bacteriémia contínua. O
local de punção diferente
permite reduzir o risco de
contaminação
da
Hemocultura.(2, 5‐7)
5 .2 .
M é t odo d e colh e it a com a gu lh a e se r in ga
Acções de Enfer m agem
Just ificação
1.
Verificar a identidade do doente e explicar ao doente a
importância do exame, explicitando o procedimento e
os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento
após validação da compreensão por parte do doente.(3,
4, 8)
Redução da ansiedade do
doente.
Cumprimento
normativos
ético‐
deontológicos.
2.
Marcar nos frascos com um marcador o nível desejado
de sangue a colher (10cc por frasco)(4, 7, 8)
Evitar
ultrapassar
a
capacidade de sangue para
cada frasco (8 a 10ml)(4, 7,
8)
3.
Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução
alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 3, 4, 6, 8)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1, 8)
4.
Se a pele do doente se encontrar visível mente suja,
deve se proceder à higiene da zona com água e sabão,
secando cuidadosamente a área.(1, 3)
Os antisépticos apenas são
eficazes em pele limpa,
sendo inactivados por
substâncias
orgânicas
(fezes, exsudados, suor,
etc.)
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página6/ 8
adequada para o procedimento(1, 3, 4)
6.
Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 4)
Evitar a contaminação da
pele
do
doente.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1, 8)
7.
Calçar luvas estéreis.(4, 5, 8)
Permite a palpação da veia
após a desinfecção sem a
consequente
contaminação,
e
a
protecção do profissional
relativamente à exposição
a sangue.(1, 3, 5, 8)
8.
Desinfectar a área de punção com a clorohexidina a 2%
em solução alcoólica, friccionando a compressa estéril
embebida na mesma durante 30s e deixando secar
completamente. (ou de acordo com as instruções do
fabricante)(1‐4, 8)
A clorohexidina têm uma
acção residual de 4 a 6
horas pelo que maximiza a
desinfecção cutânea.
Se o doente for alérgico à
clorohexidina, esta deve
ser substituída por uma
solução
alcoólica
de
iodopovidona. Devem ser
evitadas soluções aquosas
devido ao seu tempo
prolongado
de
secagem.(2, 4, 6‐8)
9.
Realizar a venopunção utilizando agulha endovenosa e
seringa de 20cc. Se for necessário palpar a veia
periférica após a desinfecção da pele esta deve ser
sempre realizada com luvas estéreis.(1, 3, 5, 7, 8)
A utilização de luvas
estéreis
permite
a
palpação da veia sem a
contaminação do local de
punção
após
a
desinfecção.(1, 3, 5, 7, 8)
10.
Após desinfecção da borracha do frasco de hemocultura
com clorohexidina a 2% em solução alcoólica, deixando
secar completamente, puncionar a borracha
introduzindo 10cc de sangue por cada frasco de
hemocultura. Se for necessário colher sangue para
outros exames laboratoriais, deve ser colhido sempre
primeiro o sangue para o exame microbiológico.(1, 3‐8)
Não deve ser trocada de
agulha no método de
colheita com agulha e
seringa, entre a colheita de
sangue e a punção do
frasco de hemocultura,
devido ao risco de
acidente
com
corto‐
perfurante, e por não
reduzir
o
risco
de
contaminação
da
hemocultura.(1, 4, 6)
11.
Retirar o garrote.(8)
13.
Colocar um penso rápido ou compressas estéreis e
adesivo realizando compressão do local de punção.(1, 3)
14.
Rotular devidamente os frascos de hemocultura não
tapando os códigos de barras e mencionando a data e
hora de colheita.(1, 4)
Os códigos de barras
presentes nos rótulos dos
frascos são indispensáveis
para o processamento das
Hemoculturas através do
sistema automático.(4)
15.
Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1, 3)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.(1)
16.
Repetir o procedimento com 30 min de intervalo,
puncionando veias periféricas diferentes até obter as 3
hemoculturas (6 frascos de hemocultura no total,
perfazendo 60 ml)(2, 5‐7)
O intervalo de 30 minutos
entre cada colheita de
Hemocultura facilita a
documentação de uma
bacteriémia contínua. O
local de punção diferente
permite reduzir o risco de
contaminação
da
Hemocultura.(2, 5‐7)
5 .3 .
En v io pa r a o La bor a t ór io de M icr obiologia
O envio par a o labor at ór io de m icr obiologia deve ser efect uado o m ais
br evem ent e possível. Quando t al não é possível os fr ascos de hem ocult ur a
devem ser ar m azenados à t em per at ur a am bient e at é 48h.
6 . REGI STOS
Devem ser incluídos nos r egist os de enfer m agem a dat a, a hor a da
colheit a e a t em per at ur a cor poral do doent e ( t im pânica) .
7 . REFERÊN CI AS
1. Depar t m ent of Healt h. Taking Blood Cult ur es: A sum m ar y of Best Pr act ice.
I n: Depar t m ent of Healt h, edit or . London2011. p. 4.
2. The John Hopkins Hospit al. Blood Cult ur es: Or der ing, Pr ocur em ent e and
Tr anspor t . I n: The John Hopkins Hospit al, edit or . I nt er disciplinar y Clinical
Pr act ice Manual - Pat ient Car e2010. p. 6.
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página8/ 8
4. Went w or t h Ar ea Healt h Ser vice. Taking Blood Cult ur es by Ser inge. 2004.
p. 3.
5. Melo Cr ist ino. Manual de Colheit as do Ser viço de Pat ologia Clínica do
Cent r o Hospit alar Lisboa Nor t e. 3ª Edição ed. Hospit al de Sant a Mar ia –
Ser viço de Pat ologia Clínica, edit or . Lisboa2011.
6. Com issão de Cont r olo de I nfecção Hospit alar . Colheit a de Sangue par a
Hem ocult ur as. I n: Com issão de Cont r olo de I nfecção Hospit alar , edit or .
Lisboa: Hospit al de Sant a Mar ia; 2006.
7. Fonseca AB, Sebast ião C, Mar t ins FJC, Ribeir o MdGVC, Calheir os I , Lit o LM,
et al. Or ient ações par a a Elabor ação de um Manual de Boas Pr át icas em
Bact er iologia. I nfecção PNdCd, edit or : Minist ér io da Saúde,; 2004.
8. John Hopkins Medical Micr obiology. Specim en Collect ion Guidelines. I n:
John Hopkins Medical Micr obiology, edit or .: The John Hopkins Hospit al; 2011.
p. 21.
Elabor ado por : Enf. Tiago Cunha, Enf. A. M. P. e Enf. S. M.
Sob or ient ação de Pr of. L. M. no âm bit o do Mest r ado em Enfer m agem Médico- Cir úr gica da Escola Super ior de Enfer m agem do I nst it ut o Polit écnico de Set úbal.
Revist a por : Apr ovada por : Guar dado/ localizado/ ar quivado: