176
1 .
D EFI N I ÇÃO
A Ur ocult ur a t em com o finalidade a pesquisa de m icr or ganism os na ur ina.
A ur ina é um líquido est ér il, pelo que a pr esença de m icr or ganism os,
cor r esponde à pr esença de I nfecção.
2 .
OBJECTI V OS D O PROCED I M EN TO
Obt enção de am ost r as de ur ina, sem que se ver ifiquem cont am inações
dur ant e a fase pr é- analít ica do exam e m icr obiológico.
3 .
PRI N CI PI OS A CON SI D ERAR
Ver ificar se a r equisição de ex am e m icr obiológico ( Mod. 317- clin) est á
cor r ect am ent e pr eenchida, nom eadam ent e, os cam pos r elacionados com
os fact or es de r isco e ant ibiot erapia. Caso se ver ifiquem não
confor m idades, v alidar com o m édico r equisit ant e.
A colheit a dev e ser da pr im eir a ur ina da m anhã. Quando não for possív el,
dev e- se aguar dar pelo m enos 3 hor as após a últ im a m icção ant es da
colheit a.( 1)
O pr ocedim ent o sem pr e que possível deve ser r ealizado pelo doent e, após
o r espect ivo ensino sobr e o pr ocedim ent o.
4 .
M ATERI AL E EQUI PAM EN TO
•
Esponj as de higiene
•
Com pr essas est er ilizadas
•
1 Fr asco de água est er ilizada 250m l
•
1 Fr asco est er ilizado de ur ocult ur a ou t ubo/ ser inga de
colheit a de ur ina.
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página2/ 4
5 .1 .
Ur ocu lt u r a n a M u lh e r Adu lt a
Acções de Enfer m agem
Just ificação
1. Verificar a identidade da doente e explicar ao doente a
importância do exame, explicitando o procedimento e
os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento
após validação da compreensão por parte da doente.
Redução da ansiedade do
doente.
Cumprimento
normativos
ético‐
deontológicos.
2. Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução
alcoólica (SABA) ou água e sabão) (1‐3)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.
3. Proceder à lavagem dos órgãos genitais com a esponja
de higiene da frente para trás.(1‐3)
Redução da flora normal
do
aparelho
genito‐
urinário.
Pretende‐se
reduzir
o
risco
de
contaminação da amostra.
4. Proceder à lavagem com água esterilizada da frente
para trás com 3 compressas esterilizadas diferentes,
secando no final com compressas esterilizadas.(1‐3)
Redução da flora normal
do
aparelho
genito‐
urinário.
Pretende‐se
reduzir
o
risco
de
contaminação da amostra.
5. Com uma das mãos, deverá afastar os grandes lábios,
mantendo essa posição durante toda a colheita.(1, 3)
Redução do risco de
contaminação da amostra.
6. Iniciar a micção, desprezando o primeiro jacto e
colhendo 10 a 20 ml para o recipiente esterilizado de
urocultura.(2, 3)
O primeiro jacto de urina
poderá arrastar bactérias
que habitam o meato
urinário.
7. Rotular adequadamente o frasco, mencionando o nome
e número de observação da doente
8. Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição
5 .2 .
Ur ocu lt u r a n o H om e m Adu lt o
Acções de Enfer m agem
Just ificação
1. Verificar a identidade do doente e explicar ao doente a
importância do exame, explicitando o procedimento e
os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento
após validação da compreensão por parte do doente.
Redução da ansiedade do
doente.
Cumprimento
normativos
ético‐
deontológicos.
2. Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução
alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1‐3)
Prevenção contaminação
cruzada.de
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição.
4. Proceder à lavagem da glande com a esponja de
higiene.(1‐3)
Redução da flora normal
do
aparelho
genito‐
urinário.
Pretende‐se
reduzir
o
risco
de
contaminação da amostra.
5. Proceder à lavagem com água esterilizada e compressas
esterilizadas, secando posteriormente com compressas
esterilizadas.(1‐3)
Redução da flora normal
do
aparelho
genito‐
urinário.
Pretende‐se
reduzir
o
risco
de
contaminação da amostra.
6. Iniciar a micção, desprezando o primeiro jacto e
colhendo 10 a 20 ml para o recipiente esterilizado de
urocultura.(1‐3)
O primeiro jacto de urina
poderá arrastar bactérias
que habitam o meato
urinário.
7. Rotular adequadamente o frasco, mencionando o nome
e número de observação do doente.
8. Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando
a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão)
Prevenção
de
contaminação
cruzada.
Cumprimento da política
de higienização da DGS e
da Instituição
5 .3 .
En v io pa r a o La b or a t ór io de M icr obiologia
O env io par a o labor at ór io de m icr obiologia dev e ser im ediat o. Se t al for
im possív el a am ost r a dev e ser r efr iger ada, sem congelar .( 1)
6 .
REGI STOS
Dev em ser incluídos nos r egist os de enfer m agem a dat a e hor a da
colheit a.
7 .
REFERÊN CI AS
1. Melo Cr ist ino. Manual de Colheit as do Ser viço de Pat ologia Clínica do
Cent r o Hospit alar Lisboa Nor t e. 3ª Edição ed. Hospit al de Sant a Mar ia –
Ser viço de Pat ologia Clínica, edit or . Lisboa. 2011.
2. Fonseca AB, Sebast ião C, Mar t ins FJC, Ribeir o MdGVC, Calheir os I , Lit o
LM, et al. Or ient ações par a a Elabor ação de um Manual de Boas Pr át icas em
Bact er iologia. I nfecção PNdCd, edit or : Minist ér io da Saúde,; 2004.
3. John Hopkins Medical Micr obiology. Specim en Collect ion Guidelines. I n:
John Hopkins Medical Micr obiology , edit or . : The John Hopk ins Hospit al;
2011. p. 21.
Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página4/ 4
Elabor ado por : Enf. Tiago Cunha, Enf. A. M. P. e Enf. S. M.
Sob or ient ação de Pr of. L. M. no âm bit o do Mest r ado em Enfer m agem Médico- Cir úr gica da Escola Super ior de Enfer m agem do I nst it ut o Polit écnico de Set úbal.
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