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1 .

D EFI N I ÇÃO

A Ur ocult ur a t em com o finalidade a pesquisa de m icr or ganism os na ur ina.

A ur ina é um líquido est ér il, pelo que a pr esença de m icr or ganism os,

cor r esponde à pr esença de I nfecção.

2 .

OBJECTI V OS D O PROCED I M EN TO

Obt enção de am ost r as de ur ina, sem que se ver ifiquem cont am inações

dur ant e a fase pr é- analít ica do exam e m icr obiológico.

3 .

PRI N CI PI OS A CON SI D ERAR

Ver ificar se a r equisição de ex am e m icr obiológico ( Mod. 317- clin) est á

cor r ect am ent e pr eenchida, nom eadam ent e, os cam pos r elacionados com

os fact or es de r isco e ant ibiot erapia. Caso se ver ifiquem não

confor m idades, v alidar com o m édico r equisit ant e.

A colheit a dev e ser da pr im eir a ur ina da m anhã. Quando não for possív el,

dev e- se aguar dar pelo m enos 3 hor as após a últ im a m icção ant es da

colheit a.( 1)

O pr ocedim ent o sem pr e que possível deve ser r ealizado pelo doent e, após

o r espect ivo ensino sobr e o pr ocedim ent o.

4 .

M ATERI AL E EQUI PAM EN TO

Esponj as de higiene

Com pr essas est er ilizadas

1 Fr asco de água est er ilizada 250m l

1 Fr asco est er ilizado de ur ocult ur a ou t ubo/ ser inga de

colheit a de ur ina.

Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página2/ 4

5 .1 .

Ur ocu lt u r a n a M u lh e r Adu lt a

Acções de Enfer m agem

Just ificação

1. Verificar a identidade da doente e explicar ao doente a 

importância do exame, explicitando o procedimento e 

os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento 

após validação da compreensão por parte da doente.  

Redução  da  ansiedade  do 

doente. 

Cumprimento 

normativos 

ético‐

deontológicos. 

2. Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução 

alcoólica (SABA) ou água e sabão) (1‐3) 

Prevenção 

de 

contaminação 

cruzada. 

Cumprimento  da  política 

de  higienização  da  DGS  e 

da Instituição. 

3. Proceder à lavagem dos órgãos genitais com a esponja 

de higiene da frente para trás.(1‐3) 

Redução  da  flora  normal 

do 

aparelho 

genito‐

urinário. 

Pretende‐se 

reduzir 

risco 

de 

contaminação da amostra. 

4. Proceder  à  lavagem  com  água  esterilizada  da  frente 

para  trás  com  3  compressas  esterilizadas  diferentes, 

secando no final com compressas esterilizadas.(1‐3) 

Redução  da  flora  normal 

do 

aparelho 

genito‐

urinário. 

Pretende‐se 

reduzir 

risco 

de 

contaminação da amostra. 

5. Com uma das mãos, deverá afastar os grandes lábios, 

mantendo essa posição durante toda a colheita.(1, 3) 

Redução  do  risco  de 

contaminação da amostra. 

6. Iniciar  a  micção,  desprezando  o  primeiro  jacto  e 

colhendo 10 a 20 ml para o recipiente esterilizado de 

urocultura.(2, 3) 

O  primeiro  jacto  de  urina 

poderá  arrastar  bactérias 

que  habitam  o  meato 

urinário. 

7. Rotular adequadamente o frasco, mencionando o nome 

e número de observação da doente 

 

8. Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando 

a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão) 

Prevenção 

de 

contaminação 

cruzada. 

Cumprimento  da  política 

de  higienização  da  DGS  e 

da Instituição 

5 .2 .

Ur ocu lt u r a n o H om e m Adu lt o

Acções de Enfer m agem

Just ificação

1. Verificar a identidade do doente e explicar ao doente a 

importância do exame, explicitando o procedimento e 

os objectivos do exame, pedindo o seu consentimento 

após validação da compreensão por parte do doente.  

Redução  da  ansiedade  do 

doente. 

Cumprimento 

normativos 

ético‐

deontológicos. 

2. Realizar a higienização das mãos (utilizando a solução 

alcoólica (SABA) ou água e sabão)(1‐3)  

Prevenção contaminação 

cruzada.de  

Cumprimento  da  política 

de  higienização  da  DGS  e 

da Instituição. 

4. Proceder  à  lavagem  da  glande  com  a  esponja  de 

higiene.(1‐3) 

Redução  da  flora  normal 

do 

aparelho 

genito‐

urinário. 

Pretende‐se 

reduzir 

risco 

de 

contaminação da amostra. 

5. Proceder à lavagem com água esterilizada e compressas 

esterilizadas, secando posteriormente com compressas 

esterilizadas.(1‐3) 

Redução  da  flora  normal 

do 

aparelho 

genito‐

urinário. 

Pretende‐se 

reduzir 

risco 

de 

contaminação da amostra. 

6. Iniciar  a  micção,  desprezando  o  primeiro  jacto  e 

colhendo 10 a 20 ml para o recipiente esterilizado de 

urocultura.(1‐3) 

O  primeiro  jacto  de  urina 

poderá  arrastar  bactérias 

que  habitam  o  meato 

urinário. 

7. Rotular adequadamente o frasco, mencionando o nome 

e número de observação do doente. 

 

8. Realizar novamente a higienização das mãos (utilizando 

a solução alcoólica (SABA) ou água e sabão) 

Prevenção 

de 

contaminação 

cruzada. 

Cumprimento  da  política 

de  higienização  da  DGS  e 

da Instituição 

5 .3 .

En v io pa r a o La b or a t ór io de M icr obiologia

O env io par a o labor at ór io de m icr obiologia dev e ser im ediat o. Se t al for

im possív el a am ost r a dev e ser r efr iger ada, sem congelar .( 1)

6 .

REGI STOS

Dev em ser incluídos nos r egist os de enfer m agem a dat a e hor a da

colheit a.

7 .

REFERÊN CI AS

1. Melo Cr ist ino. Manual de Colheit as do Ser viço de Pat ologia Clínica do

Cent r o Hospit alar Lisboa Nor t e. 3ª Edição ed. Hospit al de Sant a Mar ia –

Ser viço de Pat ologia Clínica, edit or . Lisboa. 2011.

2. Fonseca AB, Sebast ião C, Mar t ins FJC, Ribeir o MdGVC, Calheir os I , Lit o

LM, et al. Or ient ações par a a Elabor ação de um Manual de Boas Pr át icas em

Bact er iologia. I nfecção PNdCd, edit or : Minist ér io da Saúde,; 2004.

3. John Hopkins Medical Micr obiology. Specim en Collect ion Guidelines. I n:

John Hopkins Medical Micr obiology , edit or . : The John Hopk ins Hospit al;

2011. p. 21.

Pr ocedim ent o de Enfer m agem ___ Página4/ 4

Elabor ado por : Enf. Tiago Cunha, Enf. A. M. P. e Enf. S. M.

Sob or ient ação de Pr of. L. M. no âm bit o do Mest r ado em Enfer m agem Médico- Cir úr gica da Escola Super ior de Enfer m agem do I nst it ut o Polit écnico de Set úbal.

Revist a por : Apr ovada por : Guar dado/ localizado/ ar quivado:

8.13 Apêndice XIII – Norma de Orientação Clínica “Urocultura no Doente