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Luftfart og kommunikasjonssystemer

7.9 N ÆRINGS - OG SAMFUNNSINTERESSER

7.9.4 Luftfart og kommunikasjonssystemer

Como referimos mais atrás, a problemática da articulação curricular tem sido cada vez mais reconhecida como um factor que pode influenciar o sucesso educativo dos alunos. No contexto educativo cabo-verdiano, é uma expressão recorrentemente utilizada, quer seja ao nível do discurso dos docentes, quer por entidades com responsabilidades na administração e gestão do sistema educativo. Trata-se, contudo, de um conceito polissémico, isto é, susceptível de interpretações diversas, podendo ser idealizado de formas distintas.

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Por conseguinte, nesta dimensão do questionário, tornou-se pertinente saber os posiciona- mentos e as percepções dos professores a respeito da articulação curricular. Para o efeito, foram delineadas cinco itens relativos a elementos caracterizadores do conceito de articulação curricular (vertical e horizontal) e solicitado aos professores que os ordenassem do mais importante (5) para o menos importante (1). Os resultados obtidos estão explicitados no quadro XIX.

Dimensão 1- Articulação Curricular

Itens da dimensão 1 2 3 4 5

1.1- Conjunto de estratégias que facilitam a transição dos alunos do ensino básico

para o ensino secundário 9,7 20,9 23,1 23,1 22,4

1.2- Interligação de saberes das diferentes disciplinas /áreas disciplinares com

vista a facilitar a aprendizagem dos alunos 3 8,2 20,1 21,6 46,3

1.3- Conjunto de procedimentos que permite a sequencialidade dos conteúdos

curriculares em diferentes anos/ ciclos/fases de aprendizagem 5,2 12,7 11,2 44,8 23,9

1.4- Estratégias de interdisciplinaridade que permitem ao aluno desenvolver

uma visão global e integrada do conhecimento 4,5 9 38,8 21,6 21,6

1.5- Conjunto de procedimentos que tornam mais complexo o processo de en-

sino-aprendizagem 67,2 10,4 5,2 6 10,4

A análise dos dados do quadro revela que 46,3% dos professores inquiridos considera como mais importante a ideia da articulação curricular como interligação de saberes das diferentes disciplinas/áreas curriculares com vista a facilitar a aprendizagem dos alunos.

O segundo aspecto mais valorizado pelos respondentes (44,8%) é o entendimento da ar- ticulação como conjunto de procedimentos que permite a sequencialidade dos conteúdos em diferentes anos/ciclos/fases de aprendizagem. Por sua vez, 38,8% dos inquiridos reconhecem

como sendo medianamente importantea percepção da articulação curricular como um conjunto de

estratégias de interdisciplinaridade que permitem ao aluno desenvolver uma visão global e integrada do conhecimento.

Relativamente à visão da articulação como conjunto de estratégias que facilitam a transição dos alunos entre o ensino básico e o ensino secundário, verificamos que houve muita dispersão de opiniões no grupo de professores respondentes. A percentagem de inquiridos que o colocam em 2º e 3º lugares é igual (23,1%), sendo que 22,4% consideram tratar-se do elemento mais importante da articulação uma vez que a seleccionaram em 1º lugar, tendo sido ainda posicionada no 4º lugar por cerca de 20,9% dos professores inquiridos.

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A articulação curricular como conjunto de procedimentos que tornam mais complexo o processo de ensino-aprendizagem é o aspecto menos valorizado, sendo relegado para a posição mais baixa na ordem de importância por 67,2% professores inquiridos. Daí que se pode presumir que grande parte dos professores não concorda com a ideia de que os procedimentos da ar- ticulação curricular tornam mais complexo o processo de ensino e da aprendizagem. Contudo, não deixa de ser surpreendente que 10,4% dos professores inquiridos tenham seleccionado este item como o mais importante, isto é, consideram que a articulação curricular torna mais complexo o processo de ensino-aprendizagem.

Tendo em conta a análise dos dados do quadro, relativamente aos aspectos que conformam e definem a articulação curricular (vertical e horizontal) podemos ordenar as preferências dos professores inquiridos da seguinte forma:

1º. Interligação de saberes das diferentes disciplinas /áreas disciplinares com vista a facilitar a aprendizagem dos alunos.

2º. Conjunto de procedimentos que permite a sequencialidade dos conteúdos curriculares em diferentes anos/ ciclos/fases de aprendizagem.

3º. Estratégias de interdisciplinaridade que permitem ao aluno desenvolver uma visão global e integrada do conhecimento.

4º. Conjunto de estratégias que facilitam a transição dos alunos do ensino básico para o

ensino secundário.

5º. Conjunto de procedimentos que tornam mais complexo o processo de ensino-apren- dizagem.

No que se refere a esta dimensão, para complementar e aprofundar o conhecimento das representações dos professores acerca da articulação curricular, o questionário incluía uma questão de resposta aberta. Nesse sentido, foi pedido aos professores que anotassem o que representaria para eles a articulação curricular entre o ensino básico e o1º ciclo do ensino secundário ou entre anos de escolaridade contíguos (articulação curricular vertical) e também a articulação curricular entre as áreas disciplinares/disciplinas do mesmo ano de escolaridade (articulação curricular horizontal). A matriz da análise de conteúdos efectuada às respostas obtidas encontra-se descrita no anexo 6.

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A síntese dos resultados da análise de conteúdo permite-nos constatar que uma grande parte dos professores respondentes assume a articulação curricular vertical como procedimentos que permite a sequencialidade de conteúdos curriculares, resultado que está em conformidade com o obtido na questão de resposta fechada analisada anteriormente:

“Significa uma melhor organização e sequência dos conteúdos das disciplinas de forma a não haver um des-

fasamento entre uma fase/ciclo ou ano subsequente e nem repetição sucessiva de conteúdos”.(Q109)

“É uma ligação sequencial entre os conteúdos da 3ª fase do ensino básico com os do 1º ciclo do ensino secundário, alargando o grau de complexidade”. (Q70)

“É o estabelecimento de uma ligação entre os conteúdos programáticos, de forma progressiva, nos diversos níveis de ensino.” (Q79)

De acordo com as opiniões emitidas, consegue-se perceber que muitos professores desta-

cam a questão da relação entre a preparação dos alunos/nível de desenvolvimento do aluno e a

transição escolar de um nível/ciclo para outro:

“Facilita a integração dos alunos saídos do ensino básico (monodocência) para a pluridocência no 1º ciclo [do ensino secundário], amenizando a mudança”. (Q1)

“Ligação entre os dois níveis de ensino, preparação dos alunos na 3ª fase de modo a estarem com o míni-mo de requisitos na transição para o 1º ano do Ensino Secundário”. (Q72)

“Conjunto de estratégias que permite a transição do básico para o secundário, tendo em conta o nível de desenvolvimento do aluno”. (Q81)

Esta posição, quando cruzada com os resultados da questão de resposta fechada analisada anteriormente (item 1.1), permite-nos deduzir que, embora na percepção dos professores inquiridos, as estratégias para uma boa transição dos alunos não seja o elemento mais importante da articulação curricular a verdade é que se configura como um aspecto a merecer atenção e a desenvolver na passagem entre o ensino básico e o ensino secundário.

No que concerne à articulação curricular horizontal, a análise dos resultados obtidos per- mite-nos constatar que, para a maioria dos professores respondentes, a articulação curricular ho- rizontal é vista como um conjunto de actividades de interdisciplinaridade, em que o foco está no reforço ou na complementaridade dos conteúdos curriculares:

“Será a coordenação entre professores de diferentes disciplinas do mesmo ano, de forma a evitar repetições mas sobretudo, aproveitar e complementar os conhecimentos de áreas diferentes”. (Q109)

“Actividades de coordenação entre os professores das várias disciplinas do mesmo ano para reforçar e melhorar o conhecimento dos alunos sobre determinados conteúdos curriculares”. (Q23)

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Por outro lado, podemos verificar que os professores respondentes, embora em menor nú-

mero, também associam a articulação curricular horizontal à questão da interligação do conheci-

mento:

“Complementaridade, sinergia entre as disciplinas para consolidar e reforçar a aprendizagem do aluno (acção do conjunto é muito mais do que o somatório da acção individual de cada disciplina) ” (Q73)

“É o estabelecer de ligações entre as disciplinas do mesmo ano para mostrar aos alunos que o saber está todo interligado” (Q57)

Ainda que de forma ténue, conseguimos vislumbrar nas opiniões emitidas por alguns inquiri- dos, uma certa valorização da relação entre a articulação curricular (vertical e horizontal) e a melho- ria da aprendizagem dos alunos (embora não seja muita clara a relação com o sucesso educativo):

“É a organização dos conteúdos programáticos do 1º ciclo de modo a dar continuidade (…) facilitando a compreensão e a aprendizagem do aluno”. (Q83)

“(…) troca de experiências entre professores [ de níveis/anos diferentes] o que proporciona maior possibilidade de sucesso na aprendizagem”. (Q122)

“É fazer uma coordenação dos conteúdos entre as diferentes disciplinas afins do mesmo ano de escolaridade por forma a que os alunos alcancem o sucesso na aprendizagem”; (Q83)

“Interligação de conteúdos de disciplinas diferentes do mesmo ano de modo a facilitar a aprendizagem dos alunos ” (Q21)

Pelo discurso de muitos dos professores respondentes, verificamos também que estão conscientes de que, o trabalho docente em conjunto e a partilha de experiências entre professores são condições importantes, quer nas actividades de articulação curricular horizontal, quer na

transição entreníveis/ciclos diferentes:

“Concertação entre os professores das diferentes disciplinas do mesmo ano, no sentido de juntos analisarem os conteúdos afins que podem ser desenvolvidos por exemplo através de um plano integrado.” (Q3)

“É a interligação entre os diferentes níveis de ensino, através do trabalho em conjunto e da partilha de ideias entre docentes do ensino básico e do 1º ciclo do ES”. (Q13)

“É o estabelecer de pontes (…) através dos conteúdos programáticos e intercâmbio entre os professores sobre os procedimentos metodológicos ou estratégias a utilizar para puderem saber como fazer esta continuidade na mudança de um ciclo para outro”. (Q32)

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Ao cruzar os dados relativos às respostas da questão fechada com as da questão aberta desta dimensão em análise, podemos concluir que na percepção dos professores inquiridos, o conceito de articulação curricular está centrada sobretudo nos conteúdos seja, no aspecto da se- quencialidade de conteúdos curriculares (articulação curricular vertical) seja, na ideia da interdis- ciplinaridade como forma de complementar/reforçar os conteúdos curriculares (articulação cur- ricular horizontal). Esta constatação impele-nos a questionar se os professores têm a percepção de que também é importante a articulação dos aspectos relativos quer aos critérios de avaliação, quer à estratégias de actuação com os alunos.

Por outro lado, a constatação de que os professores inquiridos evidenciam alguma disper- são/indefinição de opinião relativamente à ideia da articulação curricular como conjunto de es- tratégias que facilitam a transição dos alunos do ensino básico para o ensino secundário, deixa entender a necessidade de se promover uma reflexão sobre esta temática no seio dos profes-sores dos dois níveis de ensino.