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Luftens innhold av forurensninger

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3. Innholdet av svovel- og nitrogenforbindelser i luft

3.1. Luftens innhold av forurensninger

Baker, Johnson & Roberts (1989), seguindo Jaeggli (1986), apresentam uma teoria sobre construções passivas que assenta na ideia de que o morfema –en é um argumento, mostrando que há várias propriedades que resultam de condições autónomas que concorrem para que tal assim seja. Algumas dessas condições dizem respeito à boa formação de argumentos: Critério–Ɵ, Condição de Visibilidade, Princípio de Projeção e condições de ligação.

A teoria baseia-se na noção de afixo argumental – uma peça da morfologia que está sujeita às condições de boa formação que se aplicam aos argumentos. O -en, o argumento passivo, é gerado na base sob Infl, sendo a estrutura-P da oração passiva a seguinte67:

67 Por conveniência, mantemos aqui as etiquetas usadas no original. Fá-lo-emos, geralmente, quando nos

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S(ou IP)

NP I’

I VP

-en V XP

A posição de sujeito não é marcada tematicamente, não podendo ser ocupada por um argumento em estrutura-P. Constitui-se então como possível alvo para o movimento de um NP. A Condição de Visibilidade possibilita esse movimento do NP objeto para a posição de sujeito. Essa condição exige que todos os argumentos marcados casualmente sejam visíveis para atribuição de papel temático em FL, o que implica que os argumentos do verbo passivizados, o –en e o NP objeto, têm de receber caso abstrato em estrutura –S. Tendo em conta que o sufixo passivo se desloca de I para VP, só o verbo lhe poderá atribuir Caso, dado que ele é o único atribuidor de caso que o governa. Como o verbo não pode atribuir mais nenhum caso, o NP objeto tem de se mover para a posição de sujeito onde receberá caso de Infl.

A estrutura-S da passiva terá a representação que a seguir se apresenta: S (or, IP) NPi I' I VP e V NP [ ]+en ti

Se –en é um argumento então deverá estar numa posição marcada em estrutura- P. Infl é uma posição marcada-Ɵ. Só pode receber papel temático fora de VP, nomeadamente o papel-Ɵ de sujeito lógico, o que explica algumas características da passiva:

i. A não realização do argumento que é o sujeito lógico do verbo através de um NP;

ii. O fenómeno de “argumentos implícitos” nas passivas;

iii. O facto de a posição de sujeito ser não temática nas passivas, permitindo o movimento de NP para esta posição;

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iv. Existência da 1-Advancement Exclusiveness Law (1AEX).

No que respeita às duas primeiras propriedades, a comparação entre passivas e construções médias relativamente à possibilidade/impossibilidade de controlo do sujeito das orações infinitivas com um sentido de propósito e à aceitação/não aceitação de advérbios orientados para o agente mostra a permanência do argumento externo do verbo68:

(304) a. This bureaucrat was bribed [PRO to avoid the draft]. b. *This bureaucrat bribes easily to avoid the draft.

(305) a. This bureaucrat was bribed deliberately. b. *This bureaucrat bribes deliberately.

A terceira propriedade referida anteriormente, a “destematização” do sujeito, relaciona- se diretamente com o facto de VP apenas ser capaz de atribuir um papel temático. Assim sendo, a posição de sujeito não recebe um papel temático e não pode, por isso, ser ocupada por um argumento em estrutura-P. Como tal, a posição de sujeito na passiva é uma posição possível para o movimento de NP, e quando não existe movimento de NP, é ocupada por um expletivo.

Ao tratar as passivas longas, os autores propõem que –en é fonologicamente um afixo, mas um clítico sintaticamente. Como outros clíticos, -en forma uma cadeia com um NP pleno (Borer 1984). O NP que forma a cauda da cadeia pode ser abertamente realizado como by-phrase, originando as passivas longas. A situação assemelha-se a redobro de clítico. Se o NP não é visível, forma-se a passiva curta, havendo uma categoria vazia ligada ao argumento -en. A existência de uma cadeia de clítico na passiva implica que –en tem um índice referencial. Um clítico é uma categoria argumental realizada em adjunção a um núcleo. Ao assumir que –en é um clítico, assumem a definição de clítico acima e a independência entre fonologia e sintaxe.

Se o SN está ausente, obtém-se uma passiva curta, havendo uma categoria vazia ligada ao argumento –en. Na passiva curta, o –en revela propriedades semelhantes às de PRO arbitrário, podendo, como tal, apenas ligar pronomes que também sejam arbitrários69:

(306) a. *Hisi mother was see+eni.

68 Os exemplos são Baker, Johnson & Roberts (1989: 221-222): 69 Os exemplos são de Baker, Johnson & Roberts (1989: 228).

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b. This is the kind of show that onei's children shouldn't be take+eni to.

(307) a. *PROi to abandon hisi children is irresponsible.

b. PROi to abandon onei's children is irresponsible.

Estes exemplos constituem evidência da presença do argumento. A proposta dos autores fornece uma explicação que permite mostrar que, em muitas línguas, a passiva obedece à 1-Advancement Exclusiveness Law. Esta lei estipula que apenas um argumento pode obter o estatuto de sujeito na derivação de uma dada oração. Assim, verbos com sujeitos derivados não podem ser passivizados70:

(308) a. *It was seemed to have left (by John). b. *It was been broken (by the vase) by John. (309) a. *John was seemed to have left.

b. *The vase was been broken by John.

A morfologia passiva não pode surgir com um verbo que não atribui um papel temático externo. Uma vez que a morfema passivo é um argumento, tem de receber papel temático. Verbos como os de (309) não disponibilizam um papel temático extra para atribuir, pelo que as frases são agramaticais.

Da proposta apresentada por Baker, Johnson & Roberts (1989) podemos reter como linhas principais o facto de o morfema passivo se comportar como outros argumentos sintáticos no que diz respeito à teoria θ, à teoria da ligação e à teoria x- barra.

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