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B Manipulation and rule bending in connection with applying the tax law

B.1 The political elite

B.1.1 Lower lever of political power

Serão apresentadas as seguintes categorias relativas ao: perfil da aluna institucionalizada, escola perante a aluna institucionalizada, criança institucionalizada em contexto da OICSA.

Perfil da aluna institucionalizada

Definiremos o perfil da criança institucionalizada34 em contexto escolar a partir das representações que os seus professores indicaram dos seus alunos e, das autoGrepresentações.

Relacionado com a sua situação pessoal, salvo algumas excepções de alunos descritos como respeitadores e afectuosos, estamos perante, num aspecto negativo, personalidades marcadamente:

instáveis,

apáticas e revoltadas,

sem valores – manipuladores e mentirosos, agressivas.

Relativamente ao seu desempenho escolar, no que diz respeito à motivação e aprendizagem, estamos presente alunas que no geral apresentam dificuldades de aprendizagem, desinteresse e desmotivação pela actividade escolar.

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É de ressaltar, de que não se deve generalizar todos estes traços a todos os alunos institucionalizados e, que alguns destes traços poderGseGão aplicar a outros alunos, que não institucionalizados.

A caracterização das alunas institucionalizadas, que pudemos realizar a partir de todas as recolhas de informação, permiteGnos verificar a existência de boas alunas, referenciados como “os

melhores alunas da turma”, “alunas de mérito”. Porém, é referido nos relatórios escolares a

predominância de alunos com um fraco desempenho escolar, acompanhado pela falta de conhecimentos e competências, reflexo de como indicam os professores da história de vida destes alunos. Contudo, e, apesar da existência de vários casos problemáticos as pautas do ano decorrente não apresentam uma taxa de retenção elevada (apenas quatro alunas reprovaram).

ConstataGse que na sua maioria os alunos institucionalizados já experimentaram a retenção escolar, visível também, nos elevados números de desfasamento entre idade etária e o ano de escolaridade que frequentam.

A análise tanto dos testes projectivos, como dos relatórios escolares, revelam uma grande desmotivação para o estudo, salvo raras excepções impera o aborrecimento e a preguiça, acompanhado pelo facto de a escola não ser entendida como factor de valorização pessoal, contudo é de ressalvar que apesar do elevado desinteresse e desmotivação, existe por parte da maioria dos utentes a intenção de prolongar os seus estudos.

VerificaGse então, que a nível de aprendizagem e motivação estamos perante, num aspecto negativo, alunas com:

fraco rendimento escolar, dificuldade de aprendizagem,

falta de conhecimentos e competências, elevado número de retenções,

desinteresse, desmotivação.

Quanto ao seu comportamento, exceptuandoGse alguns comportamentos adequados, são os comportamentos desviantes os mais referidos pelos professores.

Como refere Amado e outros (2003), desvios às regras da produção na aula, são semelhantes a de outros alunos sem terem a história de vida dos alunos em questão, sendo estes comportamentos os mais presenciados nos alunos institucionalizados. Contudo, comportamentos que afectem a relação aluno e professor são também relevantes, relatados por ambos actores escolares. Já no que concerne a comportamentos desviantes entre aluno institucionalizado e seus colegas, são atribuídos a “aluno caso”, não sendo um comportamento generalizado.

Podemos, perceber que os comportamentos de indisciplina, são reflexo, mais uma vez de um acentuado absentismo e elevados números de retenção, uma estratégia no sentido de marcar uma posição de rejeição dos valores da Escola.

Concluímos então, que no que diz respeito a comportamentos desviantes, as alunas são consideradas:

faladoras, distraídas,

agressivas física e verbalmente,

indisciplinadas – comportamentos desadequados, desobedientes.

Existe uma efectiva integração com os actores escolares por parte das alunas institucionalizadas, mantendo de uma forma geral uma relação positiva com os funcionários, professores e colegas. Contudo, são apontados alguns casos de problemas de relação interGpessoal, visível também, nas razões referidas por algumas alunas, que indicavam que não se sentiam integradas na turma, devido maioritariamente à sua relação com os colegas.

DepreendeGse também as suas:

dificuldades de relação interpessoal.

O Lar

Para proceder à caracterização do Lar, enquanto contexto de vivências que afectam a vida escolar, recorremos aos testemunhos das alunas e professores extraídos das entrevistas semiG estruturadas, ao mesmo tempo complementados pelos registos das notas de campo, resultantes da observação participante.

A visão do lar por parte dos professores é um pouco imprecisa, encontrandoGse muitas contradições ao longo das entrevistas.

Descortinando algumas respostas, dadas pelos professores sobre o Lar, verificamos que os maiores constrangimentos dizem respeito à falta de apoio por parte da equipa educativa do Lar e, o que merece mais atenção relacionaGse com a colaboração entre Lar e Escola. Existe uma falha na colaboração entre Lar e Escola, traduzida, na opinião de alguns professores, pela inexistência de um projecto em comum.

A visão dos professores sobre os constrangimentos no Lar, no que diz respeito à acção educativa:

Falta de apoio por parte da equipa educativa, Deficiente colaboração entre Lar e Escola.

Na opinião das alunas enquanto utentes do Lar, existem algumas falhas a nível de condições e apoio no estudo, não são a opinião de todas as utentes, mas não deixa de ser relevante.

As crianças/jovens indicam que gostariam de: Ter um maior apoio pedagógico/explicadores,

Ter um espaço isolado, onde pudessem estudar sozinhas, Actividades no exterior,

Ter mais acesso aos computadores e à Internet.

A última necessidade é referida com alguma insistência pelos utentes, uma vez que os computadores disponíveis para as crianças são reduzidos face às necessidades. Os computadores são de difícil acesso para os utentes, uma vez que a sala se encontra fechada e os computadores só podem ser utilizados na companhia de um educador, o que por vezes é complicado devido às incompatibilidades de horários.

Porém, quanto às questões anteriores, existe efectivamente uma necessidade de mais apoio pedagógico/explicadores, uma vez que existe um défice de recursos humanos face as necessidades das crianças.

Apesar de todos estes constrangimentos, salvo raras excepções, desde que estas crianças se encontram acolhidas no Lar, melhoraram as suas notas, justificado por um maior apoio, devido à melhoria das notas escolares e alteração dos comportamentos, referido pelas utentes. É de ressaltar, que a maioria das crianças que referem gostar de viver no Lar, indicam que aí adquirem certos conhecimentos e competências.

A Escola

Este ponto revesteGse de especial interesse pela escola, as atitudes desta instituição e dos professores para o sucesso escolar destas crianças.

A informação sobre a escola/professor perante estas alunas é também um pouco imprecisa. Os professores referem que, as questões que poderão apresentar um obstáculo à integração dos seus alunos, não reconhecido por alguns professores, dizem respeito à organização da escola (horários, composição das turmas), admitem também a sua impreparação para lidar com comportamentos difíceis.

Da análise aos relatórios escolares, aferimos que as respostas dos professores a comportamentos desviantes, são sobretudo respostas punitivas, (faltas disciplinares) evidenciando assim, a dificuldade em gerir estas situações de forma preventiva.

Verificamos que as falhas apontadas em relação à escola e professores, se prendem com: organização da escola,

No entanto, é preocupação da escola e dos professores auxiliar os alunos e trabalhar as suas áreas mais deficitárias, através do apoio escolar, acompanhamento psicológico, entre outros apoios. Como referem os professores, para se tomarem estas medidas e comportamentos integrativos, tornaG se fundamental o conhecimento da vida dos seus alunos.

Da análise das respostas dadas pelos professores, podemos retirar algumas sugestões, para dar resposta a esta problemática.

No que diz respeito à organização da escola, os professores concordam com a dimensão das turmas mais pequenas. Também para facilitar a relação e, até mesmo para saberem como lidar com estas alunas, os professores afirmam que seria útil uma formação de professores e, terem mais informação acerca das crianças institucionalizadas.

É do interesse dos professores, referido em várias situações, uma parceria entre Escola e Lar, onde deveriam ser construídos objectivos, metas em conjunto para os alunos.

Por sua vez, também pedimos às utentes para nos descreverem a sua visão de “um bom professor”, concluímos que para estas alunas é fundamental um professor compreensivo e amigável na sua relação pedagógica e, tratar todos os alunos de forma igual.

2. Conclusões

Neste estudo, apresentamos crianças e jovens que ao invés de serem socializadas em meio familiar estão a sêGlo em meio institucional.

A institucionalização deveria ser vista como um acolhimento temporário, contudo devido à morosidade da resolução das situações de acolhimento, muitas crianças e jovens permanecem no lar até à sua maioridade.

Nestas situações é fundamental a escolarização na vida destas crianças, como meio promotor da sua integração social e profissional. Porém, como refere Amado (2003), como consequência da história de vida das crianças institucionalizadas e das características da vivência da própria institucionalização, a integração destas crianças na sociedade poderá ser comprometida.

Foi exactamente a pensar neste ponto – a integração social – que surgiu a nossa pergunta de partida, uma vez que o nível escolar é uma das formas de integração social por isso, quisemos perceber “Quais os factores de insucesso escolar das crianças e jovens institucionalizados?”.

São patentes as dificuldades cognitivas que as crianças alvo apresentam, relacionado com constrangimentos motivacionais, onde predomina o desinteresse e o absentismo escolar.

São também referidos a estas crianças, problemas psicológicos, associados a alguns problemas comportamentais, sendo consideradas crianças com comportamentos instáveis e revoltadas, afectando as regras de produção na aula e a relação aluno/professor. Estes comportamentos, poderão também, estar na base da dificuldade destas crianças em manterem relações interpessoais. Estes constrangimentos são justificados pela história de vida que as crianças institucionalizadas acarretam e, a sua origem de famílias de risco.

No que concerne ao Lar, também aferimos alguns problemas que poderão maximizar ou então, criar algumas dificuldades visíveis nas crianças, como, necessidades não supridas pelo Lar, não promovendo um efectivo apoio pedagógico às crianças com mais dificuldades de aprendizagem, contribuindo também, a inexistência de um projecto em comum com a entidade escolar.

Também a escola, apresenta alguns constrangimentos que dificultam uma plena integração dos alunos institucionalizados, patente na défice organização da escola e, impreparação dos professores face a comportamentos desadequados.

Concluímos então, que são vários os constrangimentos que dificultam um efectivo sucesso escolar das crianças institucionalizadas. São referenciadas, sobretudo as dificuldades psicológicas, motivacionais, cognitivas, interpessoais e comportamentais associadas às crianças institucionalizadas. Contudo, estas dificuldades são reflexo de uma história de vida marcada pela separação do seu seio familiar e, da incapacidade das instituições e entidades escolares em minimizar esses efeitos, accionando respostas e meios para prevenir uma exclusão e, maximizar a sua integração social, escolar e profissional.