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Lovregulerte organisasjoner

In document Bedre likestilling i fiskeriene (sider 41-50)

5.5 Styrende organer

5.5.2 Lovregulerte organisasjoner

Os fenômenos de crescimento e de transformação dos organismos impressionaram muito Goethe e o estimularam a proceder à investigação sobre a metamorfose dos seres organizados. Outra motivação veio de suas viagens, sobretudo à Itália, como exposto anteriormente. Sua concepção da metamorfose das plantas foi amadurecida ali. Em Roma, ele observou a vegetação exuberante que se reproduzia com imensa facilidade, dedicando muitas horas ao estudo das formas mais complexas e desenvolvidas das plantas. Na Itália, de modo geral, pode desenvolver seu apreço pela natureza. O resultado maior foi, sem dúvida, o livro A

40 Essa teoria encontra-se desenvolvida por Meca, na nota de pé de página 7, das páginas 12 e 13, do texto de

metamorfose das plantas, de 1790, que influenciou vários estudiosos, entre eles biólogos e

geógrafos, incluindo Humboldt.

Na introdução à sua obra, Goethe (1997a) destaca suas principais descobertas e teorias. Segundo ele, certas partes externas às plantas vão se adaptando e se transformando conforme as formas das partes mais próximas. Desse modo, as flores simples podem se duplicar, transformando-se de acordo com suas origens, carregando em si algumas de suas características originais. É possível, também, que a planta possa mudar a sua ordem de crescimento conforme suas necessidades. Goethe aprendeu a observar as transformações que levam as plantas a se autoproduzirem, por meio das formas que se modificam a partir de um mesmo organismo.

A ação pela qual um organismo se transforma, ao mesmo tempo em que se forma, é o que ele denomina metamorfose das plantas. Ela pode ser regular, irregular ou acidental. A metamorfose é regular quando progressiva; ou seja, quando se observa uma operação de transformação gradual, passando de uma forma a outra e ascendendo por uma “escala espiritual”. É irregular quando é regressiva; isto é, ao se desenvolver em direção ao seu grande objetivo, retrocede, dando um passo para trás. Já a metamorfose acidental, pela contingência, desvia o olhar do pesquisador, confundindo-o (GOETHE, 1997a).

Goethe, de maneira geral, encontra-se próximo de Leibniz, que pensarou em uma evolução do mundo natural que não se restringe à ascensão do humano, em direção a formas cada vez mais complexas. Trata-se de uma escala de elevação espiritual pela qual passam tanto as plantas quanto os homens. A natureza se revela por meio de uma quantidade diversa de formas que se transformam, evoluem e podem ser associadas, segundo Goethe, às características da evolução humana.

Ainda em seu livro, Metamorfose da Plantas, Goethe acompanhou as plantas a partir de suas formas externas até a formação de um ser novo. Ele destinou sua atenção à importância das forças externas, possibilitando que as plantas transformassem a si mesmas, gerando um novo ser. Mas a metamorfose das plantas mostra outra lei: a lei interna, segundo a qual as plantas se constituem e se formam. A botânica de Goethe busca conhecer as formações múltiplas das plantas e de suas partes e, ao mesmo tempo, procura formular leis gerais que dão conta dessas formações. As plantas se modificam de maneira diferente, mas se reproduzem segundo um único modo, desenvolvendo-se, continuamente, de um organismo a partir de outro semelhante.

[...] lo nuevo, lo semejante es siempre, al principio, una parte del ser primero, y, en este sentido, nace de él. Esto favorece la idea de evolución. Pero lo nuevo puede desarrollarse de lo viejo sin que lo viejo, mediante una cierta asimilación de alimento externo, haya llegado a una especie de perfección. Esto favorece el concepto de epigénesis. Ambos modos de representarse las cosas son, no obstante, bastos y groseros, frente a la delicadeza de un objeto insondable (GOETHE, 1997a, p. 109).

Em um ser vivo, o que são notáveis é a sua forma em conjunto e as suas partes estruturalmente organizadas. Da forma em geral e das relações recíprocas que suas partes estabelecem, que são externamente visíveis, ocupa-se a história natural. Ao estudo do objeto isolado, dissociado do seu todo, Goethe denomina “anatomia”, “a arte da decomposição”. A fisiologia seria, então, a análise da recomposição do todo mediante suas partes.

Y, puesto que la fisiologia es aquella operación del espírito por la que, mediante intuición y razonamiento, tratamos de recomponer un todo a partir de lo vivo y de lo muerto, de lo conocido y de lo desconocido, de lo completo y de lo incompleto, un todo que sea a la vez visible y invisible, cuyo aspecto externo se nos aparezca sólo como um todo, cuyo interior se nos aparezca sólo como una parte, y cuyas manifestaciones y efectos tengan que seguir siendo siempre misteriosos para nosotros, se ve fácilemente por qué la fisiología ha debido quedar, por tan largo tiempo, tan atrasada y por qué tal vez quede así eternamente; pues el hombre siente siempre sus propios límites, pero raramente está dispuesto a reconocerlo (GOETHE, 1997a, p. 110).

Diante dos limites da história natural, da anatomia e da fisiologia, Goethe conclui sobre a necessidade de empenhar todas as forças para a compreensão da natureza como um todo vivente, desvelando todos os seus mistérios. Mesmo reconhecendo os seus limites, Goethe se refere à fisiologia como a ciência capaz de refletir sobre o conjunto orgânico da natureza. A morfologia, como um dos complementos da fisiologia, seria o conjunto que se baseia na anatomia dos corpos orgânicos e na zoonomia – ou seja, nas leis da vida orgânica. A morfologia de Goethe consiste nas teorias da forma, da formação e da transformação dos corpos orgânicos. A tarefa do botânico é ordenar as formas segundo as suas características e propriedades, associando suas aparências externas com o desenvolvimento interno de cada uma delas, objetivando a compreensão de suas estruturas e de suas diferentes formações.

Para Goethe, a aplicação dos princípios mecânicos da física à natureza organizada não levaria em conta a perfeição dos seres viventes. Para ele, a natureza seria tanto mais perfeita quanto menos a ela se aplicassem as leis e os princípios da física mecânica. Assim, o químico, ao suprimir das suas análises a forma e a estrutura, considerando apenas as propriedades das substâncias e suas combinações, se afastaria da complexa relação entre a

forma e sua transformação ou, mais amplamente, entre o espírito e a matéria presentes no organismo.

Pero, puesto que los dos no hacen sino disociar, y las combinaciones químicas se basan, de hecho, en disociaciones, es natural que estos modos de conocer y representar los cuerpos orgánicos no satisfagan a todos los hombres, muchos de los cuales muestran la tendencia a partir de una unidad, a desarrollar desde ella las partes y a reconducirlas luego de nuevo, de una manera inmediata, a la unidad. La naturaleza de los corpos orgánicos nos proporciona, a este respecto, la ocasión más favorable, puesto que los más perfectos de ellos se nos aparecen como una unidad distinta de todos los demás seres; puesto que de tales unidades nosotros mismos somos conscientes; puesto que el perfecto estado de salud sólo podemos captarlo en la medida en que sentimos, no las partes de nuestro todo, sino el todo mismo; puesto que tudo esto no puede ser más que en la medida en que las naturalezas están organizadas y sólo pueden estar organizadas y mantenidas en actividad por el estado al que llamamos vida, nada sería más natural que tratar de estabelecer una zoonomía y tratar de averiguar las leis por las que una natureza orgánica está determinada a vivir. En la base de esta vida se supone, con plena justificación, una fuerza no contenida en ninguna de las partes como partes particulares (GOETHE, 1997a, p. 115-116).

Não se pode considerar a unidade mesma da natureza orgânica sem levar em conta dois pontos de vista aparentemente contraditórios. Os organismos podem ser considerados a partir de seus sentidos externos ou a partir de seus sentidos internos. Cabe à fisiologia reunificar o que ficou dividido; isto é, construir a unidade dos organismos, na medida em que a razão humana é capaz, posto que as representações humanas sobre a natureza sempre permanecem incompletas.

Goethe se refere às forças que agem dentro do próprio organismo, a partir das quais surge o novo: “Cada una de las cosas conocidas que llamamos viventes, en el sentido más amplio, tiene la fuerza de producir a su semejante. En otras palabras, podemos decir que llamamos viventes a lo que muestra ante nuestro sentidos la fuerza de producir a su semejante” (GOETHE, 1997a, p. 196).

As forças a que ele se refere são a expansão e a contração. Goethe usa como exemplo a cana-de-açúcar para explicar suas leis de desenvolvimento das plantas. Cada planta tem a força de desenvolver-se, prolongar-se e produzir outro nó. O nó pode se desenvolver numa sucessão de talos sem se transformar gradualmente. Na cana, várias partes análogas transformam-se umas nas outras, articulam-se e dão nascimento a outras, que se desenvolvem e se reproduzem.

A morfologia de Goethe implica, portanto, a concepção de uma unidade em que está contida uma dualidade de forças que possibilitam uma graduação das formas em um processo de evolução. No final, a unidade é recomposta, mas dela nasce um novo organismo,

abrindo caminho para um novo ciclo de expansão e contração, e assim sucessivamente. É desse modo que, para Goethe, acontece a evolução do mundo orgânico.

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