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3 Pliktovertredelse som ansvarsgrunnlag

3.4 Informasjonsansvar

3.4.2 Ansvar for fortiet eller villedende informasjon

3.4.2.3 Lovfestet opplysningsplikt utenfor aksjelovene

No primeiro capítulo, introduzo o trabalho, focalizando a problemática que direciona o estudo, a abordagem metodológica, com seus fundamentos teóricos e operacionais, e o desenvolvimento da pesquisa de campo.

Desde o segundo capítulo, as fichas de análises (Apêndice 17) o processo de escuta das entrevistas e o conjunto das falas colaboraram para a organização dos planos evolutivos, que direcionaram a elaboração e a redação do trabalho. Permeando a tessitura do texto, a pesquisa de cunho teórico transcorreu em função do trabalho de campo e, muitas vezes, ambos ocorreram simultaneamente.

No segundo capítulo, conferi ênfase aos aspectos históricos e políticos que caracterizaram o desenvolvimento da experiência com os ciclos no Ceará, e aos conflitos e tensões gerados com a implantação desse regime induzido pelo sistema, discutindo o processo dilemático configurado com tal situação as conseqüências para os atores envolvidos. Para isso busquei suporte nas idéias de Elias (1998), as quais serviram de norte para as análises, principalmente o conceito operatório relativo a dilema.

No terceiro capítulo analisei as falas das professoras envolvidas com a pesquisa, tentando identificar elementos que tivessem caracterizado a avaliação da aprendizagem em percursos escolares por elas vivenciados. A contribuição para o objetivo deste estudo ocorreu no sentido de me terem ajudado a identificar, na vivência das professoras, elementos que, de certa forma, influenciavam a sua prática avaliativa, pois enfatizei as falas que evidenciaram o vivido e o refletido sobre avaliação na escolarização de cada entrevistada. No discurso das professoras, também se destaca a reação de alguns pais ante as inovações em avaliação trazidas pela

organização da escola em ciclos. Por isso, abordo também o dilema que estes vivenciaram, reavendo as experiências pessoais e coletivas de um entendimento conturbado, ou um não-saber inquietante, que transformou pais, professores e alunos em atores de resistência a uma proposta que mudaria radicalmente a escola, sem passar pela compreensão dos que a fazem.

Reporto-me, ainda, no terceiro capítulo, aos mecanismos encontrados pelas professoras no sentido de suprirem as lacunas da formação, para atender aos desafios a elas postos, principalmente tendo em vista a implantação induzida do regime de ciclos nas escolas públicas estaduais do Ceará. Diante da descontinuidade do programa de capacitação, que deveria acontecer paralelamente à vivência dos ciclos, as professoras aderiram, por conta própria, a programas especiais de graduação, buscando saberes para melhorar sua prática pedagógica, como uma das estratégias de auto-organização para o enfrentamento do dilema configurado com a implantação dos ciclos.

O quarto capítulo está voltado para a análise da ação docente, no contexto da organização da escolaridade em ciclos, sem a devida formação das professoras entrevistadas. Nos tópicos que constituíram este capítulo, abordei a capacitação docente como condição de aceite da proposta pelos professores e a importância de programas de formação continuada, tendo em vistas novos saberes e novas práticas demandadas pela referida experiência.

Busquei ainda explicar os sentidos atribuídos pelas professoras às suas práticas avaliativas com origem nas das orientações do regime de ciclos. Isso requer a consideração do contexto aqui delineado, visto que os sentidos atribuídos pelas pessoas às suas ações também resultam “das relações associativas com a sociedade que as circunda, relações essas que lhes são atribuídas. São pessoas contextualizadas” (GEERTZ, 1997,p.101). Numa tentativa de superação da crença na existência de uma razão absoluta, que leva a não-mudança, considero nesse capítulo a idéia de que vivências de situações novas, mesmo que dilemáticas, oferecem elementos significativos para se repensarem e consolidarem teorias e práticas inovadoras. Nesse sentido, foquei, de maneira especial, as falas das professoras entrevistadas, considerando a perspectiva de que o contexto da escola organizada em ciclos se apresenta como possibilidade de se praticar a avaliação da aprendizagem de modo menos excludente, rompendo-se com o modelo burocrático e classificatório, que aliena a avaliação da relação pedagógica. Assim, com as análises, foi também emergindo um novo desenho, uma nova lógica para a avaliação, mesmo com as adversidades oriundas do próprio processo de implantação e desenvolvimento da proposta dos ciclos no estado do Ceará.

No desenrolar do trabalho, contudo, várias hipóteses foram emergindo das análises e, paralelamente, foram apoiando-se em citações dos autores. Nessa relação, pretendo que minha intervenção se dê “nas apresentações das transcrições, pelos títulos e subtítulos e principalmente pelo preâmbulo, encarregado de fornecer ao leitor o instrumento de uma leitura compreensiva, capaz de reproduzir a postura da qual o texto é produto” (MILLS, 1982, p.712).

Acrescento, ainda, o destaque das falas das interlocutoras como imprescindível, visto que estas constituem parte dos textos.

Como remate das idéias respaldadas na literatura, no discurso das professoras entrevistadas e nos comentários acerca dos achados desta pesquisa, vem o Capítulo 5 no qual está implícita a afinidade entre o pensamento dos autores e os resultados da investigação.

Neste capítulo, abordo os aspectos sociais e políticos que permearam o processo de implantação dos ciclos em escolas da rede pública de educação estadual de Fortaleza (CE) e, em seguida, aprofundo discussões pertinentes a esse processo e às conseqüências dele para os atores envolvidos, desafiando e provocando conflitos que exigem respostas e certos conhecimentos. Para isso, analiso as falas das professoras sujeitos da investigação, tomando como referência o pensamento de Elias (1998), em que a concepção de dilema é posta como um processo crítico de alto nível, no qual as pessoas são postas em circunstâncias não planejadas. Como a circularidade proveniente da interdependência funcional entre o equilíbrio emocional das pessoas e o processo mais amplo que as envolve constitui processos dilemáticos, devido ao alto nível de exposição ao perigo que o novo representa, ela tende a aumentar a emotividade das respostas humanas, daí o medo, o susto, o sofrimento.

Dando continuidade ao trabalho, abordo as mudanças impostas à escola, num contexto de não-participação dos professores, refletindo sobre a insuficiência das informações aligeiradas e incompletas dos encontros de formação ministrados aos professores no início da implantação da referida reforma, consubstanciando a necessidade da formação continuada deles e dos demais que fazem a escola.

Apresento também os fundamentos teóricos operativos que dão suporte ao regime dos ciclos como “o novo cenário” que se deveria ter desenhado no contexto das escolas, apesar dos sinais, ainda presentes na fala das professoras, de práticas avaliativas associadas ao modelo tradicional de avaliação.

2.1 Aspectos históricos e políticas do regime em ciclos – contextualização da