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miljøtilstanden i kystvann – om vanndirektivets betydning

4.3 KRAVENES BETYDNING I TILDELINGSFASEN FOR OPPDRETTOPPDRETT

4.3.4 Lokalitetstillatelse etter akvakulturloven

ambiguidades, no âmbito da enfermagem perioperatória, incluindo em ambiente

clínico multidisciplinar.

Considerou-se que esta competência está presente no dia-a-dia. Com a aprendizagem em sala de aula, assim como as pesquisas realizadas de forma autónoma diariamente foi permitida a atualização constante de conhecimentos, auxiliando na fundamentação dos cuidados prestados. Mesmo fora do contexto de estágio, na prática diária, os conhecimentos que se foram adquirindo foram partilhados com a equipa da UCPA, procurando-se corrigir metodologias e práticas menos corretas, melhorando a prestação de cuidados.

Destacaram-se as terapias não farmacológicas, pois durante a realização de alguns trabalhos foi-se pesquisando sobre esta área, partilhando-se com os colegas os resultados de vários estudos, nomeadamente o efeito da música no relaxamento e alívio da dor no cliente, assim como na distração na criança, procurando-se incentivar os enfermeiros a desenvolverem estas técnicas junto do cliente cirúrgico. Relacionado com esta temática estava também o ruído que, conforme já foi referido, diminuiu consideravelmente na UCPA. Este fato foi comprovado com o cuidado em fechar-se a porta do serviço, isolando-se a Unidade do barulho proveniente do BO com a chegada de clientes e de material de armazém que se realizava ao nível do transfer e que se

localizava mesmo à entrada da UCPA. Este simples cuidado, cuja importância passava despercebida, ajudou bastante na diminuição do ruído existente na Unidade, promovendo-se, deste modo, o repouso e recuperação do cliente cirúrgico. Ou seja, em equipa construiu-se uma visão diferente deste cuidado.

Outros exemplos foram os cuidados pós-operatórios após determinados procedimentos cirúrgicos, os riscos da indução anestésica, o arrefecimento corporal durante a cirurgia e os posicionamentos intra-operatórios, tendo-se sensibilizado os enfermeiros para alguns riscos e cuidados a terem na prevenção de complicações.

Uma prática profissional questionada durante este período correspondeu ao ensino efetuado ao cliente sobre a PCA. O ensino era efetuado no período pós-operatório, com o cliente ainda sob o efeito residual da anestesia, o que resultava muitas vezes em esquecimento e falta de colaboração nesta técnica analgésica. Como tal, verificou-se que era muitas vezes necessário repetir o ensino ao cliente, pelo que se adotou a prática de efetuar o ensino aquando da administração da PCA, durante o internamento do cliente na Unidade, quando este se encontrava mais desperto e inclusive no momento da transferência da pessoa para o serviço de internamento. Deste modo, aplicavam-se procedimentos de intervenção precoce no tratamento da dor, reforçando- se o ensino, esclarecendo-se dúvidas e assegurando-se que a colaboração do cliente seria maior, contribuindo-se deste modo para o combate à dor pós-operatória e a promoção do bem-estar da pessoa. Outra alternativa que se considerou igualmente viável e se partilhou com a Enfermeira Coordenadora foi a possibilidade de o Anestesiologista prever a necessidade desta técnica analgésica no período pós-operatório e o ensino ser efetuado no período pré-operatório e reforçado na fase intra-operatória, momentos antes da indução anestésica, durante o acolhimento do cliente no BO, e posteriormente na UCPA no período pós-operatório. Porém, nem sempre tal foi possível por diversos motivos, quer por falta de tempo cirúrgico, quer por esquecimento por parte dos profissionais, falhas a colmatar no futuro.

Considerou-se esta competência relacionada com as competências de enfermeiro educador/formador e líder de mudança, representadas no Modelo de Formação e Prática da Enfermagem Perioperatória preconizado pela AESOP. Isto, porque o enfermeiro ao comunicar as suas conclusões, os seus conhecimentos procura promover a partilha de saberes e experiências, no sentido de sensibilizar a equipa para a melhoria de algo, procurando em conjunto implementar medidas alternativas que melhorem a prestação de cuidados. É um elemento mediador entre toda a equipa, incentiva os colegas a desenvolverem-se e crescerem na profissão.

Através da ação de formação desenvolvida junto com as equipas de enfermagem sobre a terapia não farmacológica a musicoterapia no alívio da dor pós-operatória no cliente cirúrgico procurou-se educar os pares, estabelecer uma comunicação e ligação entre os vários elementos, no sentido de se implementar um projeto que melhorasse a prestação de cuidados e contribuísse para a recuperação pós-operatória do cliente. Desenvolvendo-se um trabalho em equipa procurou-se promover um bom ambiente de trabalho, desenvolver educação para a saúde, promovendo esta, bem como a qualidade dos serviços prestados, aspetos defendidos no artigo 91º Dos Deveres para com Outras Profissões do CD, igualmente referidos no artigo 8º Exercício Profissional dos Enfermeiros, alínea 3 do REPE (NUNES et al., 2005).

Segundo a AESOP (2006) o enfermeiro líder de mudança deve aperfeiçoar técnicas de resolução de conflitos e problemas, desenvolver pensamento crítico e métodos de comunicação e relacionamento interpessoal. Todas estas acabaram por estar presentes na ação de formação, de forma a responder e solucionar os problemas e questões que iam surgindo por parte dos colegas relativamente às estratégias para futura implementação e desenvolvimento do projeto no serviço. Tendo por base e salientando que o objetivo do profissional é prestar cuidados de qualidade, procurou-se transmitir de uma forma clara que o fato de se contribuir para o desenvolvimento de uma atividade do agrado do cliente, ajudaria na sua recuperação pós-operatória e, consequentemente, facilitaria a ação do profissional no sentido de diminuir o risco de complicações pós-cirúrgicas, assim como possivelmente a quantidade de terapêutica analgésica a administrar, conforme referem alguns estudos.

Interligado com estes aspetos foi fundamental a competência do enfermeiro na comunicação, realçando-se a contribuição para um trabalho de equipa multiprofissional e eficaz, conforme refere a AESOP (2006) na competência do enfermeiro na comunicação representada no Modelo de Formação e Prática da Enfermagem Perioperatória.

Através de uma atitude positiva e motivadora, procurou-se incentivar e encaminhar ambas as equipas para a mudança, para um projeto novo, implementando-se resultados de investigação na resolução de problemas, promovendo-se deste modo a prática de enfermagem baseada na evidência. Neste sentido, promoveu-se a formação em serviço, assim como a colaboração interdisciplinar, aspeto referido no artigo 80º Do Dever para com a Comunidade, alínea c) do CD (NUNES et al., 2005). Ou seja, promoveu-se o crescimento e desenvolvimento da enfermagem perioperatória, aproveitando-se as oportunidades de ensino em contexto de trabalho e sensibilizando-se os colegas para os resultados obtidos com a investigação, atividades relacionadas com a competência do enfermeiro investigador.

De igual forma, o artigo científico elaborado no final do projeto procurou igualmente responder a estas competências, ao partilhar-se junto de profissionais especialistas e não especialistas o trabalho desenvolvido. Através do artigo científico contribuiu-se para a investigação, formação e desenvolvimento profissional pessoal e dos colegas, fornecendo-se informação de saúde relevante, no sentido de ajudar a otimizar a saúde do cliente, promovendo-se, igualmente, o papel do enfermeiro perioperatório e a prática de enfermagem baseada na evidência.

Ainda relacionado com esta competência incluiu-se um poster que se apresentou juntamente com quatro colegas de enfermagem nas 4as Jornadas de Enfermagem em Cirurgia, com

o tema “Acompanhar a Pessoa em Cirurgia: Da Teoria à Prática”. O poster abordava os Cuidados de Enfermagem na UCPA ao cliente cirúrgico. Tinha como objetivo mostrar aos profissionais de saúde, especialistas e não especialistas, o trabalho desenvolvido na Unidade junto do cliente, tendo sido o grupo premiado com o primeiro lugar. Tratou-se de uma iniciativa pessoal, tendo-se motivado quatro elementos a participarem nas jornadas e na elaboração do poster, um trabalho de equipa, no qual procurou-se transmitir e demonstrar os cuidados que se prestam à porta fechada na UCPA, que muitas vezes passam despercebidos a outras pessoas. Este tipo de iniciativa deve ser uma constante na carreira de enfermagem, no sentido de se procurar a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, promovendo e dignificando a profissão, assim como fomentando o desenvolvimento pessoal.

4.5 Demonstra capacidade que lhe permite uma aprendizagem ao longo da vida