3. Kartlegging av studieområdet
3.1 Kvartærgeologisk kartlegging
3.1.2 Lokaliteter
O estudo de otimização hídrica superficial na bacia do rio Araguari apenas foi realizado após co- nhecidas as séries de vazão em todos os seus tributários e rios principais. De acordo com a Figura 30, poucos tributários e trechos dos rios principais possuem estações de monitoramento fluviomé- trico com uma série histórica de vazão consistente. Para os tributários sem estação de monitora- mento, as séries sintéticas de vazão foram estimadas a partir de regionalização de vazão, cuja me- todologia já foi descrita anteriormente. De uma forma geral, os oito parâmetros integrantes do mo- delo HBV (k0, k1, k2, kperc, Lmáx, PWP, FC e β) calibrados nas sub-bacias vizinhas com estação de
monitoramento foram utilizados como dados de entrada para as sub-bacias sem monitoramento hidrológico. O critério de regiões hidrologicamente homogêneas baseada na similaridade geomor- fológica foi utilizado para transferir os parâmetros calibrados para as sub-bacias e regiões onde este ajuste não foi possível pela ausência de dados (item 3.3.2). A partir daí foi possível estimar a série sintética de vazão nas sub-bacias sem monitoramento hidrológico.
As Figuras 118 a 131 do Apêndice C ilustram as estações fluviométricas onde foi possível realizar a calibração dos parâmetros integrantes do modelo HBV. As demais estações com dados disponí- veis não forneceram séries com valores suficientes para uma boa calibração. As Tabelas 9 a 22
apresentam os parâmetros calibrados, assim como o valor de Fmédia, utilizado como medidor da
eficiência do ajuste realizado pelo algoritmo SCE-UA.
A Figura 30 traz as estações fluviométricas utilizadas nas calibrações dos parâmetros do modelo HBV, além das sub-bacias nas quais foram aplicados os parâmetros calibrados. Nesta figura, o mapa foi construído considerando que as áreas delimitadas com a mesma cor possuem os mesmos parâmetros do modelo HBV, sendo aquelas com tonalidades claras as que foram adotados os parâ- metros e aquelas com tonalidade escura as que foram possíveis de realizar a calibração dos parâ- metros e fornecê-los às demais. Conforme dito anteriormente (item 3.3.2), as distribuições percen- tuais das classes de uso e ocupação do solo foram determinantes para a adoção citada, tendo como base o mapa da Figura 15, mostrado novamente na Figura 31.
Figura 30 – Estações fluviométricas utilizadas na calibração dos parâmetros do modelo HBV, e respec- tivas sub-bacias onde estes foram aplicados
Figura 31 – Classificação do uso e ocupação do solo na bacia do rio Araguari
Fonte: Autor (2017).
Na sub-bacia do Alto Araguari foram utilizados os parâmetros calibrados a partir de duas estações nela presentes. A estação 60220000 foi utilizada para a calibração dos parâmetros referentes à área de contribuição da nascente do rio Araguari até o ponto de localização da estação. A estação 60230000 forneceu os dados para a calibração dos parâmetros referentes ao restante da sub-bacia, sendo contabilizado também na área de contribuição a sub-bacia do Ribeirão do Inferno. Logo, os parâmetros calibrados pela estação 60220000 também foram adotados para a sub-bacia do Ribeirão do Inferno.
As sub-bacias do rio Uberabinha, Rio Claro, Rio Misericórdia e Rio São João foram calibradas pelas estações fluviométricas 60381000, 60272000, 60265000, respectivamente.
A sub-bacia do Ribeirão do Salitre foi calibrada pela estação 60285000, na junção do rio Bebedouro com o rio Salitre. Para o restante de sua área de contribuição, além das sub-bacias do Ribeirão Santo Antônio e Ribeirão Grande, foram adotados os parâmetros ajustados juntos a esta estação.
A sub-bacia do Alto Quebra Anzol teve seus parâmetros calibrados com base em duas estações nela presentes. A estação 60250000 foi utilizada para a calibração dos parâmetros utilizados nos trechos da nascente do rio Quebra Anzol até o ponto de localização da respectiva estação. A estação 60280000 forneceu os dados para a calibração dos parâmetros do restante da sub-bacia. Neste caso foi necessário subtrair as vazões referentes as sub-bacias Rio Misericórdia, Rio São João e Ribeirão Grande, assim como aquelas medidas pela estação 60250000. Por meio deste balanceamento foi obtido os valores de vazões correspondentes a área da sub-bacia do Alto Quebra Anzol compreen- dida entre estas duas estações.
Na sub-bacia do rio Capivara foram utilizados os parâmetros calibrados pela estação 60300000, próxima a seu exutório. Estes foram aplicados também a sub-bacia do rio Galheiro, considerando sua proximidade e similaridade geomorfológica.
A sub-bacia do Baixo Quebra Anzol teve seus parâmetros calibrados com base na estação que monitora a represa de Nova Ponte (60320005). Foram utilizados os dados de vazão afluente junto ao reservatório e subtraídas as vazões das seguintes sub-bacias: Santo Antônio, Ribeirão do Salitre, Alto Quebra Anzol, Rio Capivara e Rio Galheiro. Assim obteve-se a vazão referente apenas a área da bacia do Baixo Quebra Anzol, permitindo a calibração de seus respectivos parâmetros do mo- delo HBV.
Processo similar foi realizado para a sub-bacia do Médio Araguari. Foram obtidos os valores de vazão afluente ao reservatório de Miranda (estação 60351080) e subtraídas as vazões defluentes do reservatório de Nova Ponte, das sub-bacias do Alto Araguari e Rio Claro. A área de contribuição para as vazões utilizadas na calibração foi referente a sub-bacia do Médio Araguari, além das sub- bacias do Ribeirão Santa Juliana e Ribeirão do Salitre, já que estas últimas não dispunham de dados monitorados. Assim os parâmetros foram calibrados e adotadas para estas sub-bacias.
Na sub-bacia do Capim Branco, que conta com dois reservatórios, foi novamente necessário esti- mar as vazões afluentes e defluentes entre as barragens. A estação 60358080 forneceu as vazões afluentes do reservatório Capim Branco 1, e subtraídas as vazões defluentes do reservatório de Miranda, foi possível realizar a calibração dos parâmetros para a área de contribuição entre estes reservatórios. Da mesma forma foi realizada a calibração referente a região entre Capim Branco 2
e Capim Branco 1. Os parâmetros calibrados por esta última foram adotados também para a sub- bacia Foz do Araguari.
Obtidos os parâmetros para cada sub-bacia, a próxima etapa realizada foi estimar as vazões ao longo dos trechos da topologia esquematizada.
4.2.1 Estimativa das vazões
Conforme dito anteriormente, a estimativa das séries sintéticas de vazões foi realizada via modelo chuva-vazão HBV da ferramenta computacional EvalHid.
Este processo de simulação via EvalHid foi realizado seguindo os seguintes procedimentos. Para ilustrar estes procedimentos, foi utilizado como exemplo a sub-bacia do Ribeirão Santo Anto (Fi- gura 32), sendo este também aplicado às demais.
Figura 32 – Subdivisões da bacia do Ribeirão Santo Antônio
Fonte: Autor (2017).
I. Para cada um dos 183 trechos considerados foi delimitada a área de contribuição a eles correspondente, por meio da ferramenta Quantum GIS. A Figura 32 exemplifica estas divi- sões, sendo apresentada a sub-bacia do Ribeirão Santo Antônio;
III. Por meio do Método do Inverso Ponderado das Distâncias foram obtidas as séries de dados fluviométricos e de evapotranspiração nestes centróides;
IV. Tendo como dados de entrada os valores de precipitação e evapotranspiração médios men- sais e os parâmetros calibrados (na própria sub-bacia ou adotados), foram simuladas as séries sintéticas de vazões para cada um dos trechos. O número de anos simulados, em função do período dos dados de entrada, foi de 40 anos, com o ano inicial em 1975. Estes valores de vazão foram um dos dados de entrada na ferramenta OPTIGES do AQUATOOL.