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Lokale tilpasninger

In document Utdanning og kompetanse i idretten (sider 60-84)

Veksten i sysselsetting

4 Lokale tilpasninger

Após o levantamento dos dados teóricos elaborou-se um questionário preliminar, que foi enviado para um pré teste inicial (Pré Teste I). Esse pré teste foi realizado com uma organização sustentável de interesse, tendo sido preenchida por um respondente alvo, especialista na área. Este questionário também foi aplicado a alguns alunos de pós graduação do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos – DEP - UFSCAR, com o objetivo de verificar sua pertinência, coerência das questões, adequação ao tema, estrutura lógica, etc.

Após esse Pré Teste I foram realizados diversos ajustes, que geraram o Questionário 2, apresentado no Exame de Qualificação desta dissertação. Após esse segundo teste, foram realizadas as últimas correções para o desenvolvimento do questionário final. A esquematização das etapas envolvidas nessa elaboração encontra-se sintetizada na Figura 13.

Figura 13: Etapas envolvidas na elaboração do questionário

Uma consideração relevante destacada nos Testes Piloto foi com relação à extensão do questionário, considerado longo. Em função disso, foram realizadas algumas adaptações para que as respostas obtidas tivessem maior credibilidade. Dessa forma, para a obtenção de um questionário menos extenso e mais adequado às análises, foram tomadas algumas decisões para reduzi-lo, como recomendado por Forza (2002).

Pensando-se nos fornecedores, os critérios utilizados para a elaboração do questionário final não se basearam em um modelo pronto, e consideraram uma série de fatores: as informações obtidas na revisão sistemática da literatura, a relação direta entre a prática e a questão da sustentabilidade, e o número de artigos que a abordaram. Considerando esses quesitos, ações como a “solução de problemas em conjunto” e “estabelecimento de processos em conjunto” foram retiradas, uma vez que para melhor compreendê-las seria necessário avaliar que tipo de problemas/ processos poderiam ser resolvidos/ desenvolvidos conjuntamente. Essas práticas podem ainda ser estabelecidas entre empresas e seus fornecedores, sem necessariamente considerar questões socioambientais. Dessa maneira, para

que não fosse necessário um aprofundamento que gerasse mais itens ao questionário, optou-se por sua retirada.

A prática “monitoramento” foi excluída por se aproximar em execução de outras como “auditorias” e “cobrança de certificações”. Por serem práticas que avaliam questões semelhantes, sua retirada também diminui a possibilidade de redundância na análise. O mesmo princípio foi utilizado para a exclusão de “escolha conjunta de fontes de energia”, muito abordada na literatura no âmbito do uso de combustíveis e suas emissões, sendo possível então relacioná-la às práticas “escolha de modais” e “rotas de transporte”. Por fim, também optou-se pela retirada da prática “sistema de recompensas”, por ter sido a menos citada na literatura.

Pensando-se nos distribuidores, considerando ser essa uma temática ainda de poucos estudos, e para que se pudesse ter um panorama melhor e mais completo dessas ações, optou- se por estender as práticas estabelecidas junto aos fornecedores também a esses agentes. Conforme exposto, não foram encontrados trabalhos que abordassem especificamente a situação desse elo com relação à sustentabilidade em cadeias de suprimentos. Dessa forma, será possível ter uma visão geral inicial das ações. Finalmente, considerando esses dois elos da cadeia, o Quadro 15 traz uma consolidação das justificativas apresentadas para as práticas selecionadas.

Destaca-se que as práticas junto aos consumidores, apresentadas no Quadro 2, não foram reduzidas. Optou-se por manter todas as práticas, uma vez que apenas oito foram levantadas. Além disso, por ser uma temática ainda pouco explorada, a análise de todas as práticas encontradas na teoria trará um melhor panorama desta situação.

PRÁTICAS Trabalhos que

abordam Foi mantida?

Certificação (Ambiental/ Social) 35

Sim. Código de Conduta (Ambiental/ Social) 33

Compartilhamento de informações 31 Auditorias (Critérios Ambientais/ Sociais) 29

Desenvolvimento dos elos 21

LR 20

Design (produtos) 17

Solução de problemas de forma conjunta 16

Não. Optou-se por não acrescentar essa prática em virtude da complexidade de sua avaliação. Para melhor compreendê-la seria necessário avaliar que tipo de problemas poderiam ser resolvidos conjuntamente, o que deixaria o questionário

ainda mais extenso.

Fontes de energia 16 Não. Prática considerada menos relevante quando se considera o estabelecimento conjunto, e que pode se relacionar a outras práticas. Monitoramento 15 se relacionar a outras práticas (Auditorias e Compartilhamento de Informações, por Não. Optou-se por não acrescentar essa prática ao questionário uma vez que pode

exemplo).

Processos conjuntos 13

Não. Optou-se por não acrescentar essa prática em virtude da complexidade de sua avaliação. Para melhor compreendê-la, seria necessário avaliar que tipo de processos poderiam ser estabelecidos conjuntamente, o que deixaria o questionário

ainda mais extenso.

Design (embalagens) 11 Sim.

Modal de transporte 7 Sim. Apesar de ambas não serem muito citadas na literatura, estão diretamente ligadas a questão dos distribuidores e de transporte. Diante disso, optou-se por

mantê-las.

Rotas de transporte 7

Sistema de recompensas 4 Não. Prática pouco explorada na literatura.

Um processo de redução também foi realizado junto às barreiras à sustentabilidade levantadas na revisão sistemática, e já apresentadas no Quadro 3. Nesse caso, por se tratar de uma avaliação consolidada e unificada às empresas respondentes, optou-se como critério a quantidade de trabalhos acadêmicos em que cada barreira foi encontrada. Dessa forma, práticas que apareceram em até quatro trabalhos foram mantidas, enquanto aquelas menos citadas foram retiradas, conforme apresentado no Quadro 16. Destaca-se ainda que esse trabalho apresentará alguns dos motivadores que impulsionam organizações a adotarem praticas sustentáveis, apresentadas no Quadro 4. Para fins de elaboração do questionário, esses motivadores também não passaram por modificações.

Barreiras Trabalhos que abordam Foi mantida?

Custo 13

Sim Não comprometimento dos

parceiros 10

Não comprometimento da alta

gerência 9 Regulamentações 8 Falta de conhecimento – consumidores 7 Falta de conhecimento em sustentabilidade - CS 7

Não corresponde à Cultura da

firma 6

Não envolvimento dos

funcionários 6

Visão apenas no Curto Prazo 5 Baixo compartilhamento de informação 4 CS não coordenada 4 Falta de mecanismos de monitoramento 3 Não Greenwashing 3 Falta de métricas 3 Falta de padrões de benchmarking 2

Falta de tecnologias adequadas 2

Rígidas especificações 2

Falta de planejamento

estratégico 2

Não há demanda forte 2

Pouco interesse da mídia 1

Pressões de ONGs 1

Tamanho da firma 1

Após essas adaptações, tem-se que o questionário final elaborado, apresentado no Apêndice A, encontra-se organizado em três Blocos, que possuem em sua maior parte questões fechadas de múltipla escolha. O que está contemplado em cada Bloco, os objetivos, e também as contribuições para este estudo encontram-se na Figura 14.

Figura 14: Estrutura Geral do Questionário

Sendo assim, destaca-se que num primeiro momento foi pedido que as organizações se identificassem, informação que não foi colocada nesta dissertação para atender a demanda pelo sigilo feita pelas empresas respondentes. Logo em seguida, os Blocos 1 e 2 basearam-se na revisão sistemática da literatura, que fez o levantamento das práticas sustentáveis estabelecidas entre as empresas respondentes e os elos de suas cadeias de suprimentos, sendo o Bloco 1 referente a fornecedores e distribuidores, e o Bloco 2 voltado aos consumidores. Nesses Blocos, os respondentes deveriam indicar o grau de implantação das práticas adotadas considerando a escala Likert de cinco pontos apresentada no Quadro 17, baseada em Jabbour (2009) e Santos (2012).

Escala Grau de implantação

1 Prática não implantada

2 Considerando a implantação da Prática

3 Iniciando a implantação da prática

4 Prática parcialmente implantada

5 Prática completamente implantada

Quadro 17: Escala de implantação de práticas sustentáveis.

O Bloco 1 voltou-se ao estudo das práticas junto a fornecedores diretos e distribuidores, e teve suas questões formuladas a partir das práticas indicadas com “Sim” no Quadro 15. Os respondentes deveriam indicar, seguindo a escala apresentada no Quadro 17, o estado das práticas sustentáveis realizadas junto a seus fornecedores diretos/ distribuidores. Nessas questões, pediu-se ainda que fosse identificada a porcentagem de fornecedores diretos/ distribuidores envolvidos com as práticas – se 25%, 50%, 75% ou 100%. Por exemplo, no caso de a organização possuir 50 fornecedores diretos, e aplicar a prática a esses 50, o respondente deveria marcar a opção “100%”.

Já o Bloco 2 referiu-se às práticas estabelecidas junto aos consumidores a partir do que foi apresentado no Quadro 2. Nesse Bloco, os respondentes indicaram o grau de implantação das práticas adotadas junto aos consumidores, segundo a escala do Quadro 17.

Finalmente, o Bloco 3 do questionário visou fornecer uma visão geral da sustentabilidade nas cadeias de suprimentos. Nessa seção, de acordo com as opções fornecidas, os respondentes apontaram as principais barreiras envolvidas no processo, considerando as indicadas com “Sim” no Quadro 16, e também os principais motivadores que impulsionaram a organização a adotar a sustentabilidade em seus processos e ao longo da cadeia.

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