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In document Utdanning og kompetanse i idretten (sider 90-99)

Da mesma maneira que o desenvolvido junto aos fornecedores, a partir da escala Likert do questionário que variou de 1 a 5, obteve-se o grau de implantação médio de cada prática

estabelecida junto aos distribuidores, e também seu desvio padrão, medianas, coeficientes de variação, e valores mínimos e máximos. Todas essas informações encontram-se no Quadro 24.

Variável Média Padrão Desvio Mediana CV Mínimo Máximo Escolha conjunta de menores rotas de

transporte 3,22 1,731 4,000 0,538 1 5

Exigência de Código de Conduta Ambiental 2,87 1,486 3,000 0,518 1 5 Compartilhamento de informação 2,87 1,714 3,000 0,597 1 5 Realização de Auditorias - critérios ambientais 2,87 1,740 2,000 0,606 1 5 Desenvolvimento de distribuidores 2,83 1,586 3,000 0,561 1 5 Escolha conjunta de modais de transporte 2,65 1,584 3,000 0,597 1 5 Logística Reversa envolvendo distribuidores 2,43 1,376 2,000 0,565 1 5 Exigência de certificação ambiental 2,09 1,276 2,000 0,611 1 4

Design conjunto de embalagens 2,00 1,567 1,000 0,783 1 5

Quadro 24: Práticas realizadas junto aos distribuidores: resultados do questionário

O valor mais elevado referente à implantação foi de 3,22, média correspondente às práticas que se encontram em seu início de implantação. Novamente, é preciso considerar a heterogeneidade das respostas, cujos coeficientes de variação oscilaram entre 53,8% e 78,3%, valores elevados.

Conforme apresentado, não foram encontrados artigos que abordassem de maneira específica a situação dos distribuidores com relação à sustentabilidade em cadeias de suprimentos, apenas aspectos de maneira geral. Em função disso, as análises dessa etapa do estudo se basearam nas práticas que podem ser realizadas aos fornecedores, como uma forma de apresentar um primeiro esforço com relação às ações que podem ser tomadas junto a esses agentes no âmbito da GSCS.

Considerando a aplicação do questionário, destaca-se que a prática que obteve maior grau de implantação foi a seleção de menores rotas de transporte, com média 3,22. Por se tratar da distribuição de produtos, faz sentido essa prática obter a maior pontuação, especialmente em virtude de sua relativa simplicidade de implantação, que não exige um alto grau de envolvimento entre as partes. Nesse caso, podem ser utilizados sistemas de navegação para a escolha de menores rotas, como também dar-se preferência a distribuidores de localização privilegiada, que requeiram menor distância para realizar o transporte dos produtos (STYLES; SCHOENBERGER; GALVEZ-MARTOS, 2012; SHI et al., 2012).

Em seguida, com média 2,87, está a exigência de códigos de conduta ambientais desses distribuidores. Essa prática, também de relativa simplicidade de implantação, estabelece que as organizações irão firmar relações com distribuidores comprometidos a causas ambientais, e que busquem transformar o transporte em uma atividade menos danosa ao ambiente. As empresas podem restringir a seleção dos distribuidores, só se relacionando com aqueles que se comprometem com as dimensões da sustentabilidade. Nesse sentido, distribuidores que consideram questões como a manutenção da integridade ambiental do produto (GIMENEZ; SIERRA; RODON, 2012), e o estabelecimento de formas eficientes de transporte, como uso de caminhões cheios, ou opção por combustíveis menos poluentes, representam alguns requisitos que podem ser cobrados pela organização para comercializar com determinados distribuidores (KUMAR; TEICHMAN; TIMPERNAGEL, 2012).

O compartilhamento de informação também obteve média de implantação 2,87. Essa prática é relevante uma vez que visa um aprofundamento de relação entre os agentes, sendo crucial para o bom desempenho de todas as práticas. Ainda, com a mesma média, encontra-se a realização de auditorias ambientais, realizadas para garantir que as ações desses distribuidores respeitem os acordos ambientais estabelecidos.

O desenvolvimento dos distribuidores apresentou grau de implantação 2,83. Essa já representa uma prática que exige maior nível de envolvimento entre as partes, que pode justificar sua menor maturidade.

Em seguida, a escolha de modais obteve média 2,65. Nesse contexto, é possível que seja adotado o uso de caminhões cujo desenho minimize o consumo de combustíveis, ou ainda que o transporte seja realizado por outros tipos de modais que não o rodoviário, e que requeiram menor consumo energético (KUMAR; TEICHMAN; TIMPERNAGEL, 2012; SHI et al., 2012).

A logística reversa atingiu média 2,43. Pode se desenvolver, por exemplo, programa de entrega de materiais que possibilite, na mesma viagem, o retorno de produtos usados para reaproveitamento. Nesse sentido, pode ser estabelecida a distribuição reversa, que envolve o processo de a companhia coletar produtos ou embalagens usados ou danificados de seus consumidores, com auxílio dos distribuidores (SHI et al., 2012).

A cobrança por certificação ambiental apresentou média de implantação 2,09. Nesse caso destaca-se que, apesar de essa prática ser de simples aplicação, ainda é pouco comum que seja cobrada dos distribuidores, da mesma maneira que o apresentado junto aos fornecedores. Finalmente, a prática com menor grau de implantação foi o design conjunto de embalagens, com média 2,00. A partir dessa ação, é possível que se desenvolvam embalagens

que permitam um transporte mais eficiente do produto, além de se reduzirem desperdícios e, consequentemente, seu impacto ambiental (KUMAR; TEICHMAN; TIMPERNAGEL, 2012; ZAILANI et al., 2012). Das práticas analisadas junto aos distribuidores, essa é a que exige um maior envolvimento entre as partes.

Considerando então as práticas de uma maneira geral, percebe-se que não há uma ordem clara em sua implantação, estando as mesmas distribuídas de maneira esparsa. Por se tratar de distribuição, o destaque para a escolha de rotas como a prática mais consolidada pode ser justificado. Como no caso dos fornecedores, destaca-se novamente o baixo uso de certificações ambientais como critério de seleção dos distribuidores.

O questionário tambem avaliou a porcentagem de distribuidores envolvidos em cada prática, que variou de 46,74% a 21,74%, conforme indicado na Figura 20.

Figura 20: Extensão de distribuidores envolvidos com cada prática (em %)

Da mesma maneira que a análise desenvolvida junto aos fornecedores, as porcentagens de distribuidores envolvidos com cada prática também podem ser relacionadas ao seu grau de implantação. Sendo assim, em um primeiro momento, aparecem a escolha de rotas de transporte, com envolvimento de 46,74% dos distribuidores, e que possui grau médio de implantação 3,22; e a exigência de código de conduta ambiental, com 42,39% de extensão de envolvimento, e grau de implantação médio de 2,87. Por outro lado, o design conjunto de embalagens, que obteve a menor média de implantação, foi apontado como estendido a apenas 21,74% dos distribuidores, representando a prática menos disseminada entre esses agentes.

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