- en presentasjon av hjemmet og varen
3 Tredje del
3.2 Forvandlingen – analyse av enkelte elementer
3.2.1 Livsstilsmarkører og distinksjonsmarkører
Começando a análise aos questionários realizados aos agentes pela examinação atenta das diferentes faixas etárias dos participantes, presentes na Tabela B 1a do Apêndice B, constata-se que 36,04% da amostra tem a sua idade compreendida entre os 26 e os 35 anos, 34,23% entre os 36 e os 45 anos e 25,23% entre os 46 e os 55 anos, que é o mesmo que dizer que a grande maioria da amostra se encontra na faixa etária dos 26 aos 55 anos, perfazendo 95,5% da mesma. O restante percentual está dividido entre os que têm idades compreendidas entre os 56 e os 65 anos (3,60%) e os 86 e 114 anos (0,90%), sendo que se assume que este último percentual de agentes errou ao preencher a sua idade no questionário, na medida em que este não foi entregue a nenhum agente com 114 anos, idade presente na resposta do único agente que afirmou ter uma idade contida nesta faixa etária.
Sobre as idades dos participantes no questionário é também importante fazer referência a outros dados, expostos na Tabela B 1b do Apêndice B, como sejam o facto de a média ter sido de 40,52 anos, a moda de 28 anos e a mediana de 39, tendo a idade mínima registada sido de 26 anos.
Relativamente ao país de origem dos participantes, constata-se (através da visualização da Tabela B 2 do Apêndice B) que os países com uma maior taxa de participação neste questionário foram, por esta ordem: Portugal (15,32%), Espanha (12,61%) e Itália e Reino Unido (ambos com um percentual de 9,91%).
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Analisando o Gráfico B 3 do Apêndice B, verifica-se que as idades com que os participantes assinaram o primeiro contrato com um jogador variam entre os 16 e os 50 anos, sendo que as que recolheram um maior número de escolhas foram, por esta ordem: 27 anos (9,09%), 28 anos (8,18%) e 33 anos (8,18%).
Relativamente aos anos de experiência a trabalhar na área de agenciamento de jogadores no momento da assinatura do primeiro contrato com um jogador (presentes no Gráfico B 4 do Apêndice B), estes variam entre os 0 e os 12 anos, verificando-se que, na grande maioria dos casos (84,54%), os agentes não têm mais de 3 anos de experiência na área em questão no momento dessa assinatura. Em 30,91% dos casos têm 0 anos de experiência, em 35,45% dos casos (opção mais escolhida) têm 1 ano de experiência e em 9,09% dos casos têm 2 e 3 anos de experiência, respectivamente.
Sobre a quantidade de jogadores com que o participante trabalhava no momento do preenchimento do questionário (ver Gráfico B 5 do Apêndice B), as opções mais escolhidas recaíram em quantidades que iam dos 8 aos 15 jogadores (39,09%), seguido de quantidades que iam dos 0 aos 7 jogadores (31,82%), o que, por sua vez, significa que 70,91% (mais de dois terços) dos participantes afirmaram trabalhar com 15 ou menos jogadores, percentagem que sobe para 81,82% (mais de quatro quintos dos participantes) quando adicionadas as respostas dadas entre os 16 e os 23 jogadores (10,91%). Apenas 10,01% da amostra disse trabalhar com 40 ou mais jogadores e 4,55% com 80 ou mais jogadores.
Observando o Gráfico B 6 do Apêndice B, verifica-se que 74,55% dos agentes pensam ter assinado com o seu primeiro jogador na altura certa, 15,45% pensam tê-lo feito cedo demais e 10% tarde demais.
Através da análise do Gráfico B 7 do Apêndice B, é possível constatar que, para os agentes participantes neste questionário, os motivos mais importantes para que um primeiro jogador assinasse por si foram a sua personalidade, com 25,21% de classificação ponderada, seguido da sua abordagem (23,09%) e da sua qualidade (21,03%). Constata-se ainda que os motivos que levaram os jogadores a assinar pelo seu primeiro agente, segundo os próprios jogadores, foram semelhantes aos que lhes foram atribuídos pelos agentes participantes neste questionário. Assim, como exposto
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no subcapítulo anterior, para os jogadores o mais importante foi a abordagem do agente, seguido da sua personalidade, e não o contrário (como foi respondido pelos agentes), tendo o terceiro motivo com maior importância sido também diferente do escolhido pelos agentes: reputação do agente e não a sua qualidade.
Examinando a Tabela B 8 do Apêndice B, verifica-se que, para os agentes, o atributo mais importante que estes devem ter para que tenham sucesso nas suas negociações de transferências consiste na posse de uma boa rede de contactos. Este dado é corroborado pelo elevado percentual que incide sobre esta opção (26,96% de classificação ponderada), que fica bastante à frente do verificado nas opções que obtiveram a segunda e a terceira maior importâncias: habilidade negocial (19,52%) e reputação (16,73%), respectivamente.
Sobre este tema, os jogadores tiveram opiniões iguais ou semelhantes, consoante a divisão da amostra. Assim, para os jogadores que pensam já ter assinado o melhor contrato económico-desportivo da sua carreira, ou que estão convictos desse facto (cerca de 7,3% da amostra dos jogadores com agente), a ordem de importância dos atributos presentes no parágrafo anterior foi exactamente igual, sendo que para os jogadores que ainda não assinaram esse contrato (cerca de 92,7% da amostra de jogadores com agente) as opções mais escolhidas – excluindo a opção “Outro (Qual?)” – foram: a boa rede de contactos, em 1º lugar, a reputação, em 2º, e a habilidade negocial, apenas em 4º, atrás da determinação. Esta diferença de ponderações relativa aos atributos com maior importância no processo negocial de uma transferência ou de um contrato de trabalho é interessante, pois demonstra como a necessidade de os jogadores trocarem o seu agente por um com uma reputação mais elevada pode estar errada, isto é, se por um lado fica demonstrado que a reputação de um agente é muito importante, fica também demonstrado que a habilidade negocial do mesmo tem uma maior importância, contrariamente ao que a maioria dos jogadores pensa. Tal conclusão pode ser retirada da análise às opções escolhidas pelos agentes, parte que convive com a realidade do processo negocial de contratos de trabalho e transferências de jogadores de um modo mais próximo.
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Na perspectiva de um agente, o principal atributo mental que um jogador deve ter é o profissionalismo (24,79% da classificação ponderada), segundo se pode constatar através da análise do Gráfico B 9 do Apêndice B, seguindo-se a determinação (21,64%) e a lealdade (20,67%). É interessante verificar que a ponderação dada pelos agentes à ambição dos jogadores proporcionou somente à mesma opção o quarto lugar de entre os vários atributos, provavelmente por os agentes terem receio de que essa ambição os leve a assinar por um agente de maior reputação, facto que ganha força quando se verifica que o lugar imediatamente acima (o 3º) é ocupado pela lealdade. Contrariamente aos agentes, os jogadores, como se pode constatar no subcapítulo anterior, deram uma ponderação muito superior à ambição (2º lugar) do que à lealdade (4º lugar), tendo o profissionalismo arrecadado o mesmo lugar (1º). Esta ambição da parte dos jogadores, novamente, fá-los muitas vezes trocar de agente, para um agente com uma reputação superior ao seu, na perspectiva de que isso lhes melhore a carreira.
Estes atributos alteram-se, contudo, quando são analisados pela perspectiva dos clubes, ainda que conforme opinião dos agentes participantes. Assim, verifica-se através da análise do Gráfico B 10 do Apêndice B que, para estes, o profissionalismo é o atributo a que os clubes conferem um maior peso, com uma elevada classificação ponderada (29,52% da classificação ponderada), seguido da ambição (19,33%), sendo que a lealdade ocupa o quinto e último lugar, reunindo apenas 15,64% desta classificação, o que espelha bem as prioridades actuais de muitos clubes, que consistem na formação e venda de jogadores, dando primazia ao plano financeiro na altura de negociar um jogador, devido às suas elevadas necessidades neste campo. Por esta razão, a ponderação dada à ambição dos jogadores foi mais elevada do que a dada à sua lealdade.
O Gráfico B 11 do Apêndice B mostra que a percentagem de agentes que já decidiu deixar de representar um jogador desde que começou a exercer a actividade de agenciamento de jogadores (82,73%) é muito superior à que não o fez (17,27%), sendo que os motivos que mais peso tiveram nessas várias rupturas de ligação foram, segundo o Gráfico B 12 do Apêndice B, por ordem de importância: a falta de profissionalismo do jogador (24,86%), a sua falta de dedicação (21,01%), a falta de
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correspondência às expectativas (20,80%) e a falta de ambição do jogador (16,96%). Esta distribuição vai de encontro aos atributos mentais que um agente valoriza num jogador, na medida em que a falta de profissionalismo do jogador verificada no início do parágrafo equivale ao profissionalismo verificado no primeiro posto dos atributos mentais que um jogador deve ter segundo o agente, assim como a falta de dedicação em cima exposta equivale à determinação presente no segundo posto dos atributos mentais que um jogador deve ter segundo o agente, tendo a ambição (também em cima referida) ficado em quarto lugar nos atributos mentais que um jogador deve ter segundo o agente e nos motivos que mais peso tiveram nas várias rupturas de ligação em análise.
Segundo os agentes participantes, e conforme pode ser constatado no Gráfico B 13 do Apêndice B, a posição em campo com mais facilidade, em termos relativos, em assinar um bom contrato é a de avançado (37,36% da classificação ponderada), seguida da de médio (26,00%) e de defesa (23,09%), reunindo a de guarda-redes uma classificação ponderada de 13,55%. É possível verificar, então, que os médios e os defesas têm uma facilidade muito próxima neste campo.
Relativamente à idade mais comum para um jogador assinar o melhor contrato económico-desportivo da sua carreira (ver Gráfico B 14 do Apêndice B), importa destacar que:
A idade mais escolhida teve o valor de 26 anos (escolhida 25,45% das vezes); A segunda idade mais escolhida obteve o valor de 25 anos (escolhida 15,45%
das vezes);
A faixa etária que compreende as idades de 23 e 26 anos obteve um percentual de escolhas de 65,45% (praticamente dois terços da amostra); As idades inferiores a 18 anos foram escolhidas em 15,45% das vezes (16 e
17 anos), percentual superior à escolha da faixa etária que vai dos 18 aos 22 anos (9,1%);
As idades superiores a 26 anos foram escolhidas 10% das vezes (27 e 28 anos).
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Apesar de destacado, é importante aprofundar o penúltimo ponto exposto acima, na medida em que, segundo os agentes que participaram neste questionário, é mais habitual os jogadores assinarem os melhores contratos económico-desportivos das suas carreiras em idades em que são normalmente considerados “promessas” (jogadores com idades inferiores a 18 anos) do que em idades em que se dá a transição do estatuto de “promessa” para o de “certeza”, isto é, aquele jogador que já confirmou as expectativas que nele se depositavam, acabando por existir uma diminuição do percentual no Gráfico B 14 do Apêndice B dos 17 aos 21 anos, aumentando depois dos 21 aos 26 anos de forma gradual, isto é, há medida que as idades dos jogadores vão aumentando e a confirmação da capacidade do jogador se vai tornando cada vez mais evidente, vai também crescendo o percentual em análise. Assim, é provável que a relação custo/risco/lucro futuro impulsione um clube a fazer bons contratos com jogadores em idades bastante baixas, como 16 e 17 anos (em que o negócio se fará com um custo e risco reduzidos e um possível lucro futuro elevado), sendo que entre os 18 e os 22 anos essa relação pode já não atrair o clube a apostar na realização de contratos dessa natureza com o jogador, optando por esperar mais alguns anos para diminuir o risco da operação, mesmo que isso aumente os montantes envolvidos na mesma.
A Tabela B 15 do Apêndice B demonstra que a ideia dos agentes sobre as partes que mais pesam quando o jogador pensa no melhor contrato económico-desportivo da sua carreira é a mesma da presente na Tabela A 22 do Apêndice A. Assim, tal como os jogadores, também os agentes demonstraram que a parte a que os jogadores dão uma maior importância em relação a este tema é a parte financeira (30,30% da classificação ponderada), seguida da desportiva (25,76%) e do bem-estar familiar (20,85%).
A análise ao questionário respondido pelos agentes permitiu, então, retirar algumas conclusões:
O atributo mais importante que um agente deve ter para que tenha sucesso nas suas negociações de transferências consiste na posse de uma boa rede de contactos;
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A habilidade negocial de um agente tem uma importância superior no processo negocial de uma transferência ou de um contrato de trabalho quando comparada com a sua reputação;
Contrariamente aos clubes, os agentes valorizam mais a lealdade num jogador do que a sua ambição;
Os avançados são os jogadores com mais facilidade em assinar bons contratos (a nível económico-desportivo);
A idade mais comum para um jogador assinar o melhor contrato económico- desportivo da sua carreira é a de 26 anos.
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