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Forvandlingsprosessen i spenningen mellom ideal og praksis

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- en presentasjon av hjemmet og varen

3 Tredje del

3.1 Forvandlingsprosessen i spenningen mellom ideal og praksis

Como se pode constatar através da análise da Tabela A 1a do Apêndice A, 60,18% dos participantes têm idades compreendidas entre os 21 e os 28 anos, o que corresponde a quase dois terços da amostra dos jogadores. De igual modo, verifica-se que a faixa etária com maior taxa de participação é a que compreende as idades de 21 e 24 anos (perfazendo um terço da amostra: 33,33%), a faixa etária com a segunda maior taxa de participação é a que vai dos 25 aos 28 anos (26,85% da amostra) e a terceira e quarta maiores taxas, respectivamente, são as que vão dos 17 aos 20 anos (17,59% da amostra) e dos 29 aos 32 anos (11,11% da amostra, o que corresponde a um nono da amostra).

Ainda sobre a faixa etária dos jogadores participantes no questionário, é importante fazer referência ao facto de 2,78% da amostra corresponder à faixa etária que compreende as idades de 45 até 114 anos. Assume-se, assim, que este percentual de jogadores (que corresponde a 6 jogadores) se enganou ao preencher o questionário, na medida em que o questionário não foi entregue a nenhum jogador com idade igual ou superior a 45 anos.

Com o intuito de finalizar a análise ao aspecto demográfico do questionário dos jogadores, pode-se comprovar, através da visualização da Tabela A 1b, presente no Apêndice A, que a média de idades dos participantes neste questionário foi de 27,49 anos, a moda das mesmas idades, isto é, a idade mais vezes escolhida pelos

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participantes, foi de 22 anos, a sua mediana (traduzida pela idade cujo valor ocupa a posição central da distribuição) situou-se nos 24 anos e a idade mínima registada foi de 17 anos.

Após analisados os aspectos demográficos deste questionário, interessa também distribuir os participantes pelas suas posições em campo. Como se pode constatar através da análise à Tabela A 2 do Apêndice A, a posição que mais escolhas obteve foi a de médio (31,94%), seguindo-se (por ordem) a de avançado (29,17%), de defesa (27,78%) e de guarda-redes (11,11%).

Relativamente à posse de um contrato com um agente na actualidade, a divisão dos jogadores é quase igualitária, como se pode verificar através da análise do Gráfico A 3 do Apêndice A. Assim, os jogadores que possuem uma ligação contratual com um agente constituem 44,44% da amostra, dizendo o restante percentual (55,56%) respeito aos jogadores que não mantêm qualquer ligação contratual com um agente.

Aprofundando agora a ligação contratual que 44,44% dos jogadores responderam manter com um agente, constata-se, através da análise da Tabela A 4 do Apêndice A, que:

 Cerca de um quinto (18,75%) dos jogadores começaram esta ligação aos 18 anos;

 Cerca de metade (53,13%) dos jogadores assinaram contrato com o seu actual agente entre os 18 e os 21 anos;

 O percentual de jogadores que assinaram contrato com o seu actual agente com 27 ou mais anos situa-se nos 3,12%;

 O percentual de jogadores que assinaram contrato com o seu actual agente com 17 ou menos anos situa-se nos 9,38%.

Ainda sobre os jogadores que mantêm uma ligação desta natureza com um agente, é possível referir, após examinados os dados da Tabela A 6 do Apêndice A, que: cerca de metade dos mesmos nunca manteve uma relação contratual com outro agente na sua carreira (52,08%), 29,17% dos mesmos manteve-a com um outro

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agente, 13,54% manteve-a com dois outros agentes e apenas 5,21% a manteve com mais do que dois agentes.

Ao analisar-se os motivos de ruptura da ligação contratual com um agente, ocorrida nos casos dos jogadores que já mantiveram mais do um vínculo contratual com um agente (presentes na Tabela A 7), verifica-se que os dois grandes motivos de ruptura desta ligação são, em igual proporção: a falta de dedicação do agente e a falta de correspondência às expectativas que o jogador nele depositava (ambos reunindo 38,33% do total das opções escolhidas). É também interessante constatar que a opção “Sobreposição dos seus interesses pessoais em relação aos do jogador” foi escolhida apenas 10% das vezes, ou seja, uma em cada dez vezes, o que demonstra que a imagem negativa que os agentes têm no seio da opinião pública no que a este aspecto diz respeito, não corresponde à realidade, ou seja, esta amostra demonstra que os principais motivos de ruptura da ligação com os agentes estão relacionados com os aspectos técnicos dos mesmos e não com uma sua actuação imoral. Relativamente a esta tabela, é conveniente referir que esta contabiliza um total de respostas (60) superior ao número de jogadores que já mantiveram uma relação contratual com mais do que um agente ao longo da sua carreira (46) por ter sido dada aos participantes a hipótese de escolherem mais do que uma opção.

Examinando o Gráfico A 6, verifica-se que a opinião dos participantes sobre o momento em que estes assinaram contrato com os seus primeiros agentes varia consoante estes já tenham tido mais agentes na sua carreira ou não. Assim, as principais diferenças dizem respeito às opções “Cedo demais” e “Na altura certa”. Relativamente à primeira opção, esta é escolhida numa quantidade de vezes muito superior pelos jogadores que já tiveram mais do que um agente ao longo da sua carreira (15 em 46 participantes contra 4 em 50), o que significa que estes prefeririam ter assinado o seu primeiro contrato com um agente numa fase mais tardia da sua carreira. Este facto é facilmente justificável, pois caso os jogadores que pensam ter assinado o seu primeiro contrato com um agente cedo de mais achassem tê-lo feito na altura certa, a probabilidade de manterem ainda hoje um vínculo contratual com esse mesmo agente seria superior. Pelo mesmo raciocínio, a opção “Na altura certa” é

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escolhida mais vezes pelos jogadores que apenas conheceram um agente na sua carreira.

Ao analisar-se a Tabela A 10, constata-se que o principal motivo que levou os jogadores com agente a assinar pelo seu primeiro agente foi a abordagem do mesmo (com uma classificação ponderada de 22,67%), seguido da sua personalidade (21,35%). Estes motivos obtiveram uma ponderação superior à da reputação do agente (21,07%) e sua qualidade (19,26%), acontecimento que está relacionado com o facto de os agentes mais reputados (e, consequentemente, conhecidos pela maioria dos jogadores) assinarem contrato com uma pequena percentagem de jogadores.

Analisando o Gráfico A 8, verifica-se que a ponderação dada pelos jogadores que já tiveram contrato com mais de um agente na sua carreira aos motivos que os levaram a assinar pelo seu primeiro agente é diferente da dada aos motivos que os levaram a assinar pelo seu agente actual. Assim, no primeiro caso, a opção que obteve uma maior ponderação foi a da abordagem do agente (com uma classificação ponderada de 23,12%), seguida da sua reputação (22,69%). No último caso, a opção mais escolhida foi a “Reputação do agente” (24,71%), seguida da qualidade do agente (22,25%). Deste modo, é possível constatar que os motivos a que estes jogadores deram maior importância quando assinaram o último contrato com um agente variaram em relação à primeira assinatura de um contrato desta natureza. Assim, se numa primeira fase os jogadores deram a maior das importâncias à abordagem do agente, que pouco ou nada revela sobre a sua capacidade técnica, passaram numa fase mais tardia das suas carreiras a dar a maior das ponderações à reputação do agente, que é já reveladora da sua capacidade técnica, na medida em que deixa transparecer a qualidade dos atributos técnicos do agente, que conduziram a essa reputação (boa reputação pressupõe bons atributos técnicos e assim vice-versa).

Examinando o Gráfico A 11, verifica-se que os baixos níveis de satisfação sentidos pelo jogador no que concerne à actuação do seu agente (opções “Pouco satisfeito” e “Razoavelmente satisfeito”) são proporcionalmente superiores no período pós-primeiro ano de representação, quando comparados com os mesmos níveis relativos ao período do primeiro ano de representação. O contrário ocorre com os

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altos níveis de satisfação – opções “Muito satisfeito” e “Satisfeitíssimo” – que são proporcionalmente inferiores, em igual análise. Em suma, constata-se que o nível de satisfação que os jogadores sentem com os seus agentes é, em traços gerais, superior no primeiro ano de ligação.

Observando o Gráfico A 12, constata-se que a grande maioria da amostra (88,54%) ainda não assinou o melhor contrato económico-desportivo da sua carreira mas pensa vir a fazê-lo, enquanto 4,17% ainda não o assinou e pensa que já não assinará nenhum contrato que o satisfaça a ponto de o considerar um grande contrato. Por outro lado, o percentual de jogadores que pensa poder já ter assinado esse contrato foi também de 4,17% e, por fim, 3,13% foi a proporção de jogadores que se afirmaram convictos de já o terem assinado.

Apesar de ser reduzida a amostra de jogadores que afirmaram pensar ou estar convictos de já ter assinado o melhor contrato económico-desportivo da sua carreira (cerca de 7,3% dos jogadores com agente), verifica-se, através da análise do Gráfico A 13, que em apenas 14,29% das vezes é que os agentes tiveram uma importância nula ou reduzida nas assinaturas de contrato que o participante foi tendo ao longo da sua carreira (neste caso, nula, pois a opção “Pouco importante(s)” nunca foi escolhida). Em contrapartida, o percentual das vezes em que os agentes tiveram uma importância elevada – opções “Muito importante(s)” e “Fundamental(is)” – cifrou-se em 57,14% (opções “Moderadamente importante(s)”, “Muito importante(s)” e “Fundamental(is)” obtiveram todas o mesmo percentual: 28,57%).

Segundo a mesma amostra de jogadores do parágrafo acima, e conforme pode ser constatado no Gráfico A 14, os atributos mais importantes dos agentes envolvidos nas diversas negociações de contrato bem-sucedidas foram a boa rede de contactos dos mesmos (com uma classificação ponderada de 22,33%), a sua habilidade negocial (21,36%) e a sua reputação (15,53%), por esta ordem. Relativamente à importância do próprio jogador na assinatura dos contratos que foi tendo ao longo da sua carreira, as opções “Nada importante” e “Pouco importante” nunca foram escolhidas, tendo as opções “Moderadamente importante”, “Muito importante” e “Fundamental” recolhido 14,29% das escolhas, 57,14% e 28,57%, respectivamente. Assim, constata-se

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que, apesar de os próprios jogadores atribuírem uma maior importância a si mesmos na assinatura de contratos de trabalho quando comparada com a importância dada aos agentes, existe uma igualdade percentual relativa à opção “Fundamental” na importância de ambos.

Analisando a Tabela A 22, observa-se que as partes a que um jogador dá mais peso quando pensa no melhor contrato económico-desportivo da sua carreira são, por esta ordem: parte financeira, parte desportiva, bem-estar familiar, experiência de vida e culturas semelhantes. Ao ver-se a presença da opção “Parte financeira” em primeiro lugar das escolhas dos próprios jogadores, com 25,52% da classificação ponderada, fica corroborado o ponto de Ramiro Sobral, presente no subcapítulo 4.29.7, que diz que “o jogador (…) entre jogar e receber prefere receber, sempre”. É ainda interessante verificar que o bem-estar familiar (24,62%) tem quase tanto peso como a parte desportiva (24,76%), bem como comprovar que o jogador de futebol dá pouco peso (10,70%) ao facto desse contrato ocorrer em países com uma cultura semelhante à do seu país, reunindo a opção oposta, “Experiência de vida”, uma percentagem superior (14,41%), o que reflecte a abertura do jogador em aceitar transferir-se para países com culturas diferentes da do seu país.

Este questionário permite também atestar que a maioria dos jogadores que ainda não assinaram nenhum grande contrato, que os satisfaça plenamente (aproximadamente 92,7% da amostra dos jogadores com agente), não culpa o seu agente por isso. Assim, conforme se pode verificar no Gráfico A 17, cerca de metade dos jogadores (51,68%) atribui ao seu agente uma responsabilidade reduzida ou nenhuma responsabilidade, crescendo este percentual para 86,51% quando incluída a responsabilidade moderada, o que é o mesmo que dizer que apenas 13,48% dos jogadores atribuem ao seu agente muita ou total responsabilidade (correspondendo esta última a apenas 1,12% da amostra).

Em relação aos atributos em falta dos agentes para que não tenham existido quaisquer negociações de bons contratos ou para que as que tenham existido não tenham sido totalmente bem-sucedidas, foi dada aos jogadores participantes no questionário a possibilidade de escolherem várias opções. Conforme se pode constatar

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através da visualização do Gráfico A 18, os atributos mais vezes escolhidos, sem contar com a opção “Outro (Qual?)”, foram a boa rede de contactos do agente, com um percentual elevado (19,69%), a sua reputação (14,17%) e a sua determinação (12,60%). Contrariamente ao verificado no Gráfico A 17, é possível constatar-se, através da análise do Gráfico A 19, que os jogadores são mais exigentes consigo próprios, isto é, têm a noção de que a assinatura de um contrato que os satisfaça plenamente está muito mais dependente do seu trabalho do que do trabalho do agente. Por este motivo, verifica-se que quase metade dos jogadores (46,07%) afirmaram ter uma responsabilidade moderada no facto de ainda não terem assinado o contrato em causa, enquanto 26,97% dos jogadores disseram ter muita ou total responsabilidade na mesma questão, valor superior aos níveis de responsabilidade nula ou reduzida em 0,01% (26,96%). Assim, o percentual de muita ou total responsabilidade atribuído pelos jogadores a si próprios constitui praticamente o dobro do percentual relativo aos níveis de responsabilidade elevados ou totais atribuídos pelos jogadores aos seus agentes (ficando apenas 0,01% acima dos 26,96%, que corresponderiam ao dobro exacto).

Ao examinar-se o Gráfico A 20, verifica-se que, segundo os participantes, os atributos mais importantes que os jogadores devem ter são o profissionalismo (25,77% da classificação ponderada), a ambição (23,62%) e a determinação (22,82%), tendo a lealdade (16,78%) e o temperamento (11,01%) recolhido uma classificação ponderada reduzida. Fica deste modo comprovado que os jogadores pensam ser muito mais importante possuir atributos que os façam chegar a clubes com uma dimensão desportiva e financeira superior do que atributos que os retenham no mesmo patamar desportivo e financeiro. Tal facto pode ser verificado comparando a classificação ponderada da opção “Ambição” (23,62%) com a da opção “Lealdade” (16,78%).

Para finalizar a análise aos questionários dos jogadores, resta analisar as respostas mais relevantes dadas pelos jogadores que não têm agente a três perguntas que lhes foram colocadas. A primeira pergunta questionava o participante sobre o porquê de não ter agente, tendo as respostas mais relevantes sido reunidas na Figura 5, presente na página seguinte.

158 1- “Prefiro trabalhar com varios agentes em diferentes mercados do que estar simplesment e com um e ter de esperar so pelo trabalho dele” 2- “Não tenho agente oficialmente mas tenho contacto com vários. O facto de não estar ligado a apenas um faz com que possa haver um leque de oportunidade s maior”

3- “Não tendo

agente estou livre para a qualquer momento aceitar fazer contrato com um agente que me apresente uma possibilidade concreta de mudança para um clube de um escalão superior”

4- “Apesar de achar que é

uma "ferramenta" bastante útil para os jogadores (principalmente para os mais jovens), neste momento da minha carreira (…) não

mantenho (…) contrato com nenhum. Mantenho uma relação aberta com vários” 5- “Tinha antigamente e agora com min idade preferio trabalhar com o agente que me traz o melhor contrato” 6- “Não tenho agente por decisão própria. (…) Mas, sempre que precisar de arranjar clube, tenho alguns contatos de empresários e consigo arranjar sempre solução” 7- “Como andei a saltar de país em país acabei por ter sempre um agente em cada sitio que passei mas não os considero meus agentes. Foram-no para aquele negocio em concreto”

8- “Porque quando iniciei

a minha actividade desportiva não existiam muitos agentes e os poucos que existiam não ofereciam as condições actuais, nomeadamente, ao nível do

aconselhamento e acompanhamento da carreira do atleta. Muitos deles viviam de

percentagens que obtinham por

simplesmente colocar um determinado jogador num clube, depois como não existia qualquer contrato ou vinculo ao agente este descartava-se de qualquer eventual problema futuro entre a relação

Jogador/Clube”

Figura 5 – Motivos para participante não ter agente

Como se pode constatar através da leitura das respostas 1, 2 e 3, presentes na Figura 5, vários jogadores pensam que o facto de não estarem ligados contratualmente apenas a um agente lhes aumenta as possibilidades de assinar melhores contratos. Assim, o participante que deu a primeira resposta, por exemplo, diz preferir trabalhar

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com vários agentes em diferentes mercados do que estar ligado a um agente, pois desta maneira não tem de esperar pelo trabalho de apenas um agente. O raciocínio deste jogador estaria correcto se a qualidade total do trabalho dos vários agentes que trabalham consigo fosse superior à do agente com quem tivesse contrato assinado. Esta questão é extremamente subjectiva e dependerá, como sempre, da capacidade dos agentes em causa. No entanto, será natural que um agente que tenha um jogador em carteira imprima uma dedicação e um esforço bastante superiores na colocação do mesmo, pois essa colocação proporcionar-lhe-á ganhos financeiros e permitir-lhe-á manter ou aumentar a sua reputação, consoante o clube que assine com o jogador e a qualidade do jogador questão. Adicionalmente, o investimento que o agente tenha feito no acompanhamento ao jogador será, à partida, superior ao realizado por cada um dos agentes que não tem qualquer vínculo contratual assinado com o jogador.

Este tema levanta o problema dos riscos morais, que Smienk (2009) explica estarem presentes na actividade dos agentes desportivos da seguinte maneira: “The

sports agent can earn money by making a good deal, but cannot lose any money (no risk involved). The risk of the failure of a contract is born by the athlete (principal). It could lead to more risk taking by the sports agent. For sports agents, there is some risk involved, because he is investing time and money into the contracts between player and clubs. The sports agent has some costs at the beginning, but still the risks are very low”. Conclui-se então que quanto menos custos o agente tiver com o jogador, menor

será o risco envolvido para o mesmo, logo, maior será a probabilidade de ocorrência de riscos morais.

Deste modo, para além dos agentes que não têm contrato assinado com o jogador terem custos mais reduzidos com o mesmo, estes também não têm o problema da perda de reputação. Não tendo esse contrato assinado, os agentes não expõem a sua competência: se não encontrarem colocação para o jogador ou se não lhe forem proporcionadas assinaturas de melhores contratos, a responsabilidade existente vai ser atribuída apenas ao jogador, à sua qualidade e seu trabalho diário, não sendo atribuída qualquer responsabilidade ao agente, pois este agente não tem identidade, isto é, não existe nenhum agente responsável pelo arranjo de contratos ao jogador. O jogador poderá, então, ser abordado por qualquer agente mas, como já se

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viu, qualquer agente que o aborde tem menos a perder do que se tivesse um contrato assinado com o jogador.

A questão da reputação poder constituir um incentivo para o agente alinhar os seus interesses com os do jogador, constituindo uma possível solução para o problema dos riscos morais, é também abordada por Smienk (2009): “The moral hazard problem

can be solved by the introduction of reputation, because it will increase the risk of the sports agent. When he is taking too many risks and other athletes are able to observe it, it would be harder for him to represent any athletes in the future”. Esta forma de

contorno do problema dos riscos morais não se aplica aos agentes que não têm um contrato assinado com o jogador, como exposto anteriormente, uma vez que não existindo esse contrato não existe também a possibilidade de perda de reputação, aumentando os incentivos para o agente agir inapropriadamente – “When there is a

conflict of interest, the agent will have an incentive to act inappropriate. So, it is important (…) that the interests of the agent and the principal are aligned” (Smienk,

2009).

O raciocínio do jogador perde ainda mais força ao saber-se que os agentes, hoje em dia, funcionam em constantes parcerias uns com os outros, como já por diversas vezes foi corroborado ao longo desta investigação. Ramiro Sobral constitui um exemplo disso, ao afirmar, no subcapítulo 4.6, que “na era da globalização (…) quase todos os agentes funcionam em parcerias uns com os outros, e a maior parte das vezes até sem conhecimento dos jogadores, ou seja, estabelecem parcerias com vários intermediários (…) sem dar sequer conhecimento ao jogador (…) dividem a comissão pelos vários intermediários envolvidos no negócio, e o jogador não tem conhecimento absolutamente nenhum”.

Na segunda e terceira respostas presentes na Figura 5 os participantes reforçam a convicção de que beneficiarão de não ter contrato assinado com um só agente, o que, como explicado nos últimos parágrafos, não se verifica na prática, ou seja, assumindo-se que o agente com quem o jogador tenha contrato tenha competência e esteja aberto a parcerias tais vantagens em não estar contratualmente ligado a apenas um agente não existirão. Assim, ao não ter contrato assinado com um

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agente, o jogador trabalhará com vários agentes que o abordem e cuja credibilidade pode ser nula ou reduzida, representando essa atitude a entrega a cada agente da responsabilidade da realização de contratos de trabalho por parte do jogador. Este

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