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PROCEDÊNCIA DESTINO NÚMERO DE SACAS

Via Campina Grande Pernambuco 60.511

Via Itabaiana Pernambuco 11.692

Via Alagoa do Monteiro Pernambuco 8.259

Via Alagoa Grande Pernambuco 5.675

Via Princesa Pernambuco 5.026

Via Capital (pelo trem) Pernambuco 700

Via Umbuzeiro Pernambuco 146

Via Guarabira Pernambuco 45

Via Pitimbú Pernambuco 37

Pelo porto de Mamanguape Pernambuco 919

Sub-total 93.009

Via Souza Pernambuco 22.511

Via Pombal Pernambuco 13.449

Via Patos Pernambuco 6

Via Piancó Pernambuco 868

Via São José do Rio do Peixe Pernambuco 572

Via Catolé do Rocha Pernambuco 570

Via Cruz do Espírito Santo Pernambuco 354

Via Brejo do Cruz Pernambuco 354

Via Bananeiras Pernambuco 136

Via Araruna Pernambuco 968

Sub-total 39.059

Total 132.172

Fonte: “Mensagem de Castro Pinto à Assembléia Legislativa”. A União, 04/ set/ 1914.

Os fatores acima citados trouxeram prejuízos aos cofres do Estado da Parahyba do Norte, pois comprometeram a soma de impostos arrecadados sobre o comércio de importação- exportação21. Além disso, o desvio da produção local pelas barreiras e a sua comercialização

nos estados vizinhos reduziam o movimento portuário do estado, a expansão de suas rendas, do seu comércio e, por conseguinte, de um desenvolvimento urbano mais amplo de sua capital. Apesar das intensas investidas da Associação Comercial da Parahyba e de grupos políticos da capital contra essa dependência e a favor de uma maior prosperidade econômica do estado, os produtores e comerciantes de algodão do interior continuaram a escoar o produto pelos limites fronteiriços da Parahyba durante toda Primeira República.

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Segundo Walfredo Leal (1905-1908), o imposto de exportação era a principal das fontes de renda pública - segundo regime tributário adotado pelo governo estadual -, e era caracterizado como “a pedra de toque para aferir- se a bôa ou má situação da riquesa econômica” do Estado (ALMANAK ADMINISTRATIVO, INDUSTRIAL E MERCANTIL DO ESTADO DA PARAHYBA PARA O ANNO DE 1908, 262).

1.3

A

AMPLIAÇÃO DA ECONOMIA ALGODOEIRA (1915-1924)

“Vivi no sertão típico, agora desaparecido (...) [nos velhos tempos] O algodão não matara os roçados e a gadaria se espalhava nos descampados, reunida para as apartações nas vaquejadas álacres (...) [Agora] os plantadores de algodão vêm vender os fardos nas capitais (...) Tudo perto, pelo auto (...) Com a ‘alta’ do algodão e do açúcar os ex-fazendeiros mandaram fazer residências nas cidades do litoral. Vão para o interior no período das ‘safras’ (...) Toda essa revolução veio depois de 1911...” (CASCUDO apud LEWIN, p.70).

Em 1914, com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, a Parahyba do Norte teve seus estoques de algodão encostados. Nesse período em que permaneceu nos armazéns, do interior e da capital, esperando hora mais propícia para sua comercialização, seu preço decaiu de 11$500 para 7$000, por arroba. Todavia, em 1916, “engarrafada a esquadra alemã e feito o policiamento do mar pelas potências da Entante, abriu-se a situação para quem tinha o que vender”, pois houve grande escassez de matérias-primas para suprir as demandas das indústrias, principalmente as européias (MARIZ, 1939: 51). Apesar da grande seca que atingiu a Parahyba do Norte no ano de 191522

, o estoque armazenado passou a ser largamente exportado e o algodão atingiu a cifra de 70$000 por arroba.

As conseqüências da estiagem de 1915, no entanto, foram desastrosas para a produção em curso, de algodão no Estado. Para se ter uma dimensão da intensidade da crise provocada pela seca, basta observar as palavras do então vice-presidente em exercício, Antônio Pessoa (1915-1916), quando, diante do quadro de dificuldades econômicas, resolveu de imediato suspender as obras de melhoramento da capital:

“Iniciados diversos melhoramentos ao tempo em que eram prósperas as condições econômicas e financeiras do estado, consumiram-se de outubro de 1912 a junho de 1915 – 561:572$267 e, succedendo que alguns, como o do Palácio do Governo, ainda estejam por concluir, pesando esmagadoramente nas minguadas rendas do Thesouro, entendi acertado alvitre suspender ditos melhoramentos, até que a normalização das finanças permitta recomeçal-os com todo o methodo e economia” (Mensagem (...) 1915: 10).

Através desse pequeno relato do então vice-presidente do Estado pode-se observar o grau de proximidade entre a economia algodoeira, principal fonte de renda pública e particular em todo o período da Primeira República, e a remodelação urbana que acontecia na cidade da Parahyba. Em um momento como esse, vivido em 1915, quando ocorreu uma grande seca e

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No mesmo ano (1915) foi realizada, no Rio de Janeiro, a Primeira Conferência Algodoeira Nacional. A Parahyba enviou como representantes os técnicos Diógenes Caldas e Rodrigues de Carvalho.

cessaram temporariamente as exportações dos gêneros produzidos no Estado, a primeira providência diante da crise foi a suspensão dos melhoramentos urbanos que se vinham empreendendo na cidade. Outras providências também foram tomadas para contenção de despesas do erário, como a diminuição do quadro de funcionários públicos e a redução de gratificações. Todavia, a paralisação das obras públicas foi a primeira medida adotada pelo governo e, certamente, uma das mais fortes, pois teve como conseqüência o retardamento do processo de modernização da cidade.

Como acima colocado, a seca de 1915 trouxe muitos prejuízos ao Estado. Estes, somados à crise internacional, desequilibraram a economia parahybana. Tanto é verdade que, quando Camillo de Hollanda assumiu a presidência do Estado, em 1916, a dívida passiva deixada pela administração anterior atingia a cifra de 1.501:340$288. Todavia, em janeiro do mesmo ano, certamente quando melhoraram as condições do mercado internacional, colocou-se em dia o pagamento do funcionalismo público, que se encontrava em atraso há cinco meses; também foram saldadas outras dívidas oriundas de fornecimentos, notas promissórias, entre outros encargos; aos poucos, então, ia-se se restabelecendo o equilíbrio financeiro da Parahyba do Norte, de modo que, em março de 1916, a dívida passiva já havia sofrido uma redução de cerca de 700:000$000.

QUADRO 06: PRODUÇÃO DE ALGODÃO DOS ESTADOS