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3 Study of Pressure-Drop Prediction in Liquid and Gas-Condensate Wells

3.1 Liquid Wells

A expansão do ensino superior no Brasil se deu de forma desordenada e mais acentuada a partir da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil em 1988. O artigo 209 da nova Constituição permitiu que a iniciativa privada pudesse investir e obter lucros na área da educação: "Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, [...]" (BRASIL, 1988). Esse fato foi marcante para a expansão do

ensino superior no País e não foi diferente na área da Arquitetura e Urbanismo. Na Figura 48 está representada a curva do crescimento do número de cursos no Brasil.

Figura 48 – Expansão da área de ensino de Arquitetura e Urbanismo no Brasil

Fonte: COSTA (2011).5

Em 2009, estavam em atividade em todo o território nacional cerca de 220 cursos de Arquitetura e Urbanismo (Figura 48) funcionando em duas categorias administrativas distintas: 42 em instituições públicas e 178 em instituições mantidas pela iniciativa privada, além de cursos funcionando em faculdades isoladas e centros universitários nos quais a pesquisa e a extensão não são exigidas pela legislação vigente.

Diante desse universo foi preciso estabelecer critérios para selecionar uma amostra de cursos de referência para o levantamento de dados primários.

Com o objetivo de investigar a forma como os cursos de Arquitetura e Urbanismo de referência no País faziam o uso de modelos físicos, modelos geométricos e prototipagem digital no ensino de graduação, era necessário definir critérios para a seleção de cursos para compor uma amostra que fosse representativa para os objetivos da pesquisa. Foram adotados critérios já utilizados por pesquisadores (VELOSO et al, 2008) em procedimentos de montagem de        5 COSTA, Fernando J. M. Panorama da formação de arquitetos e urbanistas no Brasil. Palestra proferida no  Colóquio: Formação dos arquitetos e urbanistas: a experiência de Brasil e Portugal, Faculdade de Arquitetura  e Urbanismo da UNICAMP – Agosto/2011.  0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 19 30 19 35 19 40 19 45 19 50 19 55 19 60 19 65 19 70 19 75 19 80 19 85 19 90 19 95 20 00 20 05 20 10 Número  de  Cursos

amostras para pesquisa e por instituições ligadas à educação como o INEP/CONAES em procedimento de seleção de cursos para processos avaliativos. Com base nessas referências, foram estabelecidos os seguintes critérios para a seleção das IES pesquisadas:

– Cursos que estivessem funcionando há pelo menos 10 anos;

– Cursos de instituições que, além do ensino e extensão, tivessem pesquisas recentes desenvolvidas na área de projeto de Arquitetura e Urbanismo. Por esse critério foram selecionados os cursos de graduação oferecidos em instituições que mantivessem programas de pós-graduação.

– Cursos com bom desempenho nas avaliações oficiais do MEC, considerando os resultados do Provão de 2002 e 2003 e ENADE 2005. Para o processo de acreditação do Mercosul, a CONAES seleciona os cursos com média 4 ou 5 nas avaliações do ENADE.

A primeira busca foi, portanto, identificar no universo dos 220 cursos quais os que tinham mais de 10 anos de existência. Esse critério está baseado no fato de que um curso com mais de 10 anos de funcionamento teve cinco anos para implantar todo o seu projeto pedagógico e tem em sua trajetória pelo menos cinco turmas de estudantes concluintes, o que permite uma avaliação do ciclo completo de formação do arquiteto e urbanista.

Através do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP foi feito um levantamento6 das informações de

todos os cursos, inclusive da data de início de funcionamento. A partir desses dados foi possível identificar 69 cursos que naquele momento haviam completado 10 anos de funcionamento (ver Apêndice B).

A partir de informações no site da Capes (Apêndice D) foi possível identificar nesse universo mais reduzido quais as instituições que mantinham programas de pós-graduação e, com isso, o universo foi reduzido para 19 cursos com mais de 10 anos de funcionamento e com programa de pós-graduação em atividade.

O último critério de seleção foi o resultado das avaliações oficiais realizadas pelo MEC. Nos anos de 2002 e 2003 a Secretaria de Ensino Superior do MEC – SESu/MEC realizou os exames de concluintes que ficaram conhecidos como       

6 Levantamento realizado no sítio do INEP em abril de 2009. 

“Provão”. Com a mudança do Governo Federal nesse período, mudou a política de ensino e mudou também a avaliação do ensino superior sendo implantado o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. O SINAES passou a utilizar uma nova metodologia de avaliação dos egressos. A partir de então a avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação passou a ser realizada mediante aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE, o que veio a ocorrer pela primeira vez na área de Arquitetura e Urbanismo em 2005. No site do INEP foi possível recolher os resultados desses três processos de avaliação e calcular a média obtida pelos 19 cursos selecionados pelos critérios anteriores. Critério semelhante foi adotado pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, órgão colegiado de coordenação e supervisão do SINAES, para selecionar os cursos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil que poderiam participar do processo de acreditação de cursos do Mercosul. A CONAES selecionou os cursos que obtiveram conceito 4 ou 5 como conceito do ENADE.

A aplicação desses critérios resultou na seleção de oito cursos de Arquitetura e Urbanismo (Apêdice C). Dos 11 cursos descartados por não terem alcançado os conceitos máximos nas avaliações oficiais, três mereceram reavaliação dos critérios. A reanálise do último corte mostrou que os cursos de Arquitetura e Urbanismo das Universidades Estaduais de São Paulo haviam sido eliminados por não terem conceitos nas avaliações seus alunos concluintes não foram avaliados nem pelo Provão e nem pelo ENADE. As instituições de ensino superior mantidas pelo Estado de São Paulo durante muitos anos se negaram a participar dos sistemas nacionais de avaliação ficando assim, sem notas ou conceitos nos exames de seus alunos. Por esse motivo também foram impedidas pelo MEC de participar do processo de acreditação do Mercosul.

Como reconhecimento da qualidade de excelência do ensino, pesquisa e extensão dessas instituições, foram incluídas no universo de análise os cursos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, Universidade de São Paulo – USP/São Carlos e Universidade Estadual de Campinas.

Portanto, foram selecionadas para a pesquisa as instituições relacionadas no Quadro 6.

Quadro 6 – Instituições selecionadas para pesquisa

Instituição Criação GraduaçãoPós- avaliaçõesMédia das 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro 1820 M/D 4,33 2 Universidade Federal de Minas Gerais 1931 M/D 5 3 Universidade Federal do Rio Grande do Sul 1946 M/D 5 4 Universidade Federal de Pernambuco 1946 M/D 4,33 5 Universidade Federal da Bahia 1950 M/D 4,33

6 Universidade de Brasília 1962 M/D 4,33

7 Universidade Federal do Rio Grande do Norte 13/ago/73 M/D 5 8 Universidade Federal de Santa Catarina 1/mar/77 M 4,66 9 Universidade de São Paulo – FAU/USP 1948 M/D SC 10 Universidade de São Paulo – USP/São Carlos 1/jan/85 M/D SC 11 Universidade Estadual de Campinas 01/mar/99 M SC

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de dados do INEPE/MEC e CAPES.

M = Mestrado; D = doutorado; P = Mestrado Profissional; S/C = Instituições sem conceito, que não participaram das avaliações oficiais por política da instituição ou por boicote dos

alunos.

Após a definição da amostra, a coordenação dos cursos de todas as instituições selecionadas foram contatadas por correio eletrônico ou por ligações telefônicas, porém nem todas retornaram com informações, somente sete delas disponibilizaram seus dados para análise: UFRJ; UFMG; UFPE; USP; UnB; UFRN; e UNICAMP. Devido à restrição de recursos foi necessário aproveitar deslocamentos agendados, e apenas quatro cursos, além da UFRN, foram visitados: FAU/UFRJ; FAU/USP; FAU/UnB; e FEC/UNICAMP (Apêndice E).