Projeto “Formação de Público”, Secretaria Municipal da Cultura / Cooperativa Paulista de Teatro (setembro a dezembro de 2001), Teatro João Caetano (São Paulo), onde foram apresentadas as peças Caiu o Ministério!, de França Júnior, Geração Trianon, de Anamaria Nunes, Pedro Mico, de Antonio Callado e Nossa vida em família, de Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha).
Meia hora de cinismo Comédia em 1 ato – 3ª edição – 19 pp. – São Paulo, Livraria de C. Teixeira. Escrita em São Paulo, em 1861, quando o autor cursava a Faculdade de Direito. Há uma edição de 1870 – Cruz Coutinho. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 51 a 73. Representada pela primeira vez em 17 de julho de 1861, em São Paulo. Alguns anos depois, novamente representada, foram introduzidas canções pelo maestro Emílio Lago. A letra de uma delas, “Canção do boêmio”, foi escrita por um jovem estudante de direito, notório praticante do “cinismo” indicado no título (estrepolias, bebedeiras de estudantes), chamado Antônio de Castro Alves.
A República modelo Comédia em 1 ato. Escrita em São Paulo, em
1861. Texto não encontrado.
Tipos da atualidade (O Barão da Cotia) Comédia em 3 atos – 36 pp. – 2ª edição : São Paulo, Livraria de C. Teixeira. Escrita em São Paulo em 1862. Publicada na
edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo II, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 20 a 59. Representada pela primeira vez no Teatro Ginásio Dramático (1862) e, posteriormente, no “Novidades”, em 8-12- 1863. Também conhecida como “Barão da Cutia”. Encenada em 1974 pelo TPS itinerante (Teatro Popular do Sesi, com elenco que viajava pelo interior de São Paulo), com estréia em 30 de julho, em Santo André.
Ingleses na costa Comédia em 2 atos. Escrita no Rio de
Janeiro, em 1864 (Editor: Paula Brito). Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 75 a 94.
Direito por linhas tortas Comédia em 4 atos. Rio, Typ. Americana, 1871, 133p. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo II, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 61 a 121.
Representada pela primeira vez na Phenix Dramática (Teatro Fênix Dramático), em 8-10-1870.
Maldita parentela Comédia em 1 ato, escrita em 1871. Edição de 1957, Revista de Teatro da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais); edição de 1972, Cadernos de Teatro (Tablado). Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior
– Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 157 a 180.
Amor com amor se paga Comédia em 1 ato – 30 pp – Rio, Livraria Popular de Cruz Coutinho, Typographia Americana, 1871. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 95 a 110. Representada pela primeira vez na Phenix Dramática (Teatro Fênix Dramático), em 6- 9-1870.
O defeito de família Comédia em 1 ato – 49 pp. – Rio, Typ. Americana, 1871. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 111 a 133. Representada na Phenix Dramática (Teatro Fênix Dramático), em 25-9-1870.
O tipo brasileiro Comédia em 1 ato – 42 pp. – Rio, Typ.
Americana, 1872. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 135 a 155. Representada no Teatro Recreio Dramático, em novembro de 1882. Encenada em 1992 pelo TPS itinerante (Teatro Popular do Sesi, com elenco que viajava pelo interior de São Paulo)
O relatório sobre a pintura e a estatuária (Exposição Universal de Viena, em 1873) – 32 pp. – Rio; Typographia Nacional, 1874. Entrei para o Clube Jácome Comédia em 1 ato (“A propósito cômico em
um ato. Oferecido ao mesmo clube por França Júnior”) – 24 pp. – Rio, Livro Popular (Typographia Véra-Cruz), 1877. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 181 a 196.
Folhetins (Bibliotheca da “Gazeta de Notícias”) – 1ª
edição – 233 pp., “in-8º”, Rio de Janeiro, 1878; 2ª edição, Rio de Janeiro, Livraria de Jacintho Ribeiro dos Santos (sucessor de Cruz Coutinho), 1894; 3ª edição, com o
título Folhetins: publicados na Gazeta de
Notícias, Rio de Janeiro, Livraria de Jacintho Ribeiro dos Santos, 1915; 4ª edição (aumentada) – 711 pp. e título Folhetins, com prefácio e coordenação de Alfredo Mariano de Oliveira, Rio de Janeiro, Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1926 Política e Costumes – Folhetins Esquecidos
(1867-1868)
Organização e introdução de Raimundo Magalhães Júnior – Editora Civilização Brasileira S/A. Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, 1957 – 287 pp. Com exceção dos folhetins de 6 de julho de 1868 e “Em uma gôndola” (de 26 de julho de 1868), publicados no “Correio Mercantil”, os demais textos publicados nesta coletânea
não foram incluídos na publicação dos
Folhetins (edição de 1926).
Tal qual como lá Revista de ano, em parceria com Artur
Azevedo; 1879/1880? – “a empresa a quem a destinávamos recuou diante dos gastos de encenação, e, não nos querendo molestar, empenhou-se, por portas travessas, com a polícia, para que esta proibisse a representação. A polícia não proibiu, mas reteve o manuscrito em seu poder, até que a revista perdeu a atualidade.” (Artur Azevedo, in: Folhetins). O texto da revista é dado como perdido.
Os candidatos
(tradução do italiano da peça de José Fogliani)
Comédia em 1 ato. Foi representada em 1- 8-1881 no Teatro São Pedro de Alcântara, Rio de Janeiro, pela Companhia Adelaide Tessero.
Três candidatos Comédia em 1 ato. Representada no Teatro
Recreio Dramático em 1882.
Um carnaval no Rio de Janeiro Comédia em 1 ato. Representada no Teatro Recreio Dramático em 1882.
Como se fazia um deputado Comédia em 3 atos, com música de Carlos Cavalier – 80 pp. – Rio, Gazetinha Editora, 1882. Editada em 1965 pela Revista de Teatro Dionysos, da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT). Publicada nos Cadernos de Teatro do Tablado (nº 136 – janeiro, fevereiro, março de 1994, pp. 28 a 47). Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo II, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 123 a 168. Representada, pela primeira vez, no Teatro Recreio Dramático (Rio de Janeiro), em 14 de abril 1882.
Caiu o Ministério! Comédia em 3 atos – 56 pp. – Rio, Livraria Popular de Cruz Coutinho, 1884. Manuscrito apógrafo (1912), SNT (Serviço Nacional de Teatro). Editada em 1961 pelo Instituto Nacional do Livro. Edição de 1972 a cargo do SNT. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo II, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 169 a 221. Representada no Teatro Recreio Dramático, em julho de 1882. Apresentada pelo Teatro Popular do Sesi - TPS, em São Paulo, em 1973 (temporada no Teatro Maria Della Costa; comemoração dos 10 anos do TPS). Em cartaz de setembro a dezembro de 2001, e de 16 de março a 30 de junho de 2002 com temporada no Teatro João Caetano, dirigida por Ariela Goldmann, dentro do Projeto “Formação de Público”, da Secretaria Municipal de Cultura do Município de São Paulo. Temporada de 16 a 24 de fevereiro de 2002, no Teatro Municipal de São Paulo. Dois proveitos em um saco Comédia em 1 ato – 24 pp. – Rio, Livraria
Popular de Cruz Coutinho, 1883. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior – Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 197 a 211.
De Petrópolis a Paris Comédia de costumes em 3 atos, com
música de Carlos Cavalier. Representada no Teatro Recreio Dramático, em 25 de junho de 1884
A lotação dos bondes Comédia em 1 ato – 27 pp. – Rio, Livraria de Cruz Coutinho, 1885. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior
– Tomo I, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 212 a 231.
As doutoras Comédia em 4 atos, representada no Teatro
Recreio Dramático, em 27 de junho de 1889. 1912: manuscrito apógrafo; 1932: Teatro Brasileiro da SBAT. Publicada na edição de 1980, Teatro de França Júnior
– Tomo II, Coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, vol. 5 – MEC/FUNARTE/SNT – pp. 223 a 291. Teria sido representada em fins da década de 40 do século XX, em São Paulo, por Osmar Rodrigues Cruz.
Portugueses às direitas Comédia em 3 atos, representada no Teatro Recreio Dramático, em 9/5/1890, no festival
em benefício de um batalhão que seguiu para Zambezia. Não encontrada, pelo pesquisador, notícia sobre edição.
Bendito chapéu Comédia em 1 ato. Não encontrada edição
ou notícia sobre sua representação.
Em Petrópolis Comédia em 1 ato. Não encontrada edição
ou notícia sobre sua representação.
O beijo de Judas Comédia em 4 atos. Não encontrada edição
ou notícia sobre sua representação.
Duas pragas familiares Comédia em 5 atos. Não encontrada edição ou notícia sobre sua representação.
Trunfo às avessas Opereta em 2 atos. Representada nos Teatros
Fênix Dramática e Apolo. Cópia manuscrita s/d. Música de Henrique de Mesquita.
Fontes:
Diccionario Bibliographico Brazileiro – Augusto Victorino Alves Sacramento Blake, 4º volume, Imprensa Nacional,
Rio de Janeiro, 1898, páginas 163 a 165.
Folhetins– França Júnior, prefácio e coordenação de Alfredo Mariano de Oliveira (Da Associação de Ciências e Letras, de Petrópolis), 4ª edição, aumentada, com os folhetins publicados nos jornais O Globo Ilustrado, O Paiz e o
Correio Mercantil; Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, Rio de Janeiro, 1925.
Revista da Academia Brasileira de Letras – Ano XIX, Volume XXVIII – Seção Perfis Acadêmicos, França Júnior (Joaquim José da França Júnior – Patrono da cadeira nº 12 da ABL), por Arthur Motta; TAB, Edição do Anuário do
Brasil, Rio de Janeiro, novembro de 1928, páginas 320 a 327.
França Júnior, Política e Costumes – Folhetins Esquecidos (1867-1868) – organização, introdução e notas de
Raimundo Magalhães Júnior (da Academia Brasileira de Letras), edição ilustrada, coleção Vera Cruz (Literatura Brasileira), volume 6, Editora Civilização Brasileira S/A, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, 1957.
O Teatro no Brasil – Tomo II (subsídios para uma biobibliografia do teatro no Brasil) – J. Galante de Sousa,
Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1960, páginas. 245 a 247.
Teatro de França Júnior (Tomo I)– texto estabelecido e introdução de Edwaldo Cafezeiro, com a colaboração de
Carmem Gadelha e Maria de Fátima Saadi, Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Cultura, Serviço Nacional de Teatro, Fundação Nacional de Arte, coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, volume 5, 1980.
Osmar Rodrigues Cruz – uma vida no teatro – Osmar Rodrigues Cruz e Eugênia Rodrigues Cruz, São Paulo :
Hucitec, 2001.
Teatro de Artur Azevedo (Tomo I) – estabelecimento de texto de Antônio Martins de Araújo, com a colaboração de Carmem Gadelha e Maria de Fátima Saadi, Rio de Janeiro, Instituto Nacional de Artes Cênicas, coleção Clássicos do Teatro Brasileiro, volume 7, 1983.
O Teatro de Revista no Brasil: dramaturgia e convenções– Neyde VENEZIANO. – Campinas, SP : Pontes : Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991.
Anexo 2
Breve Cronologia do Império, de um teatro oficial no Brasil e da vida de um autor teatral:
1808 – vinda da Família Real para o Brasil;
1810 – decreto de D. João VI, determinando a construção de um “teatro decente” e digno de sua real presença; a família real prestigia o teatro indo a apresentações;
1813 – inaugurado o “Real Teatro São João”, em 12 de outubro: “O público do teatro São João, durante o primeiro reinado, apinhava-se no teatro, menos para aplaudir atores e cantores do que para manifestar, sempre que se deparasse oportunidade, sua concordância entusiasta com as autoridades e às vezes até mesmo sua discordância. O Teatro São João foi convertendo-se no centro não só da vida artística do Rio, como ainda da vida política e social do país” (HESSEL, Lothar e RAEDERS, Georges – O teatro no Brasil – da colônia à Regência; Porto Alegre, Edições URGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – 1974, p.101);
1815 – elevação do Brasil a Reino;
1821 – 6 de abril: volta da Família Real a Portugal; 1822 – Independência do Brasil;
1823 – Constituinte elabora texto que desagrada o Imperador D. Pedro I;
1824 – Outorga da Constituição por D. Pedro I; juramento da constituição em 25 de março; à noite, após récita de gala com a presença de S. M.; o teatro incendeia-se (literalmente);
1825 – 2 de dezembro: nasce D. Pedro II;
1826 – o Teatro é reaberto com o nome de “Imperial Teatro São Pedro de Alcântara”, no mês de abril;
1829 – morre o Fernandinho (Fernando José de Almeida – empresário e construtor do Teatro desde a vinda da família Real, contratava companhias líricas, administrava o teatro e conseguia dinheiro de loterias ou do Tesouro para as obras) em junho;
1831 – D. Pedro I abdica em favor de seu filho Pedro de Alcântara, de 6 anos de idade e embarca para Portugal, entre os dias 7 e 13 de abril;
-- em 3 de maio de 1831, reabre-se o Parlamento do Império. O Teatro muda de nome: ”Teatro Constitucional Fluminense”, nome que só vai ser modificado em 1838, quando volta a se chamar “São Pedro”;
1835 a 1849 – Período de revoltas como a Revolução Farroupilha (RS), Cabanagem (Pará), Sabinada (Bahia), Balaiada (Maranhão), Revolução Liberal (MG a SP) e Revolução Praieira (PE);
1838 – Nasce Joaquim José da França Júnior, a 19 de abril, no Rio de Janeiro. Filho de Joaquim José da França e de Dona Mariana Inácia Vitovi Garção da França;
1840 – maioridade de D. Pedro II;
1840 a 1889 – Período monárquico constitucionalista, com regime Parlamentar, com aproximadamente 35 gabinetes onde se alternavam os partidos liberal (luzias) e conservador (saquaremas);
1850 – Lei Euzébio de Queiróz, de repressão ao tráfico negreiro (proclamada durante o Gabinete Conservador de Costa Carvalho – outubro de 1849 a maio de 1852);
1851/52 – Guerra contra Oribe e Rosas – Uruguai e Argentina;
1862 – França Júnior gradua-se bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas pela Faculdade de Direito de S. Paulo;
1863/64 – Intervenção contra Aguirre, no Uruguai; 1865/l870 – Guerra do Paraguai;
1868 – França Júnior é secretário do Governo Provincial da Bahia e adjunto de promotor público no Rio de Janeiro;
1871 – Lei do Ventre Livre, de 28 de setembro (proclamada durante o Gabinete Conservador do Visconde do Rio Branco – março de 1871 a junho de 1875);
1873 – França Júnior é um dos representantes brasileiro na Exposição Universal de Viena;
1885 – Lei dos Sexagenários, de 28 de setembro (Lei Dantas, proclamada durante o Gabinete Conservador do Barão de Cotegipe – agosto de 1885 a março de 1888);
1888 – Lei Áurea, de 13 de maio: abolição total da escravatura, sem indenização, no Brasil (proclamada durante o Gabinete Conservador de João Alfredo – março de 1888 a junho de 1889);
1889 – Proclamação da República; partida para o exílio do Imperador intelectual, para uns; burocrata, para outros...
1890 – morte de França Júnior, em Poços de Caldas, Minas Gerais, a 27 de setembro; 1891 – morte de D. Pedro II, em Paris, a 5 de dezembro;
1928 – Demolição do Teatro São Pedro de Alcântara. No mesmo lugar, é construído o Teatro João Caetano. Ainda esta lá. Até quando?