INRAB researchers
6. Lessons learnt and the way forward
6.2. Innovation recommendations: “Partnership and learning are at the heart of the innovation process”
6.2.2. Linking the stakeholders: Partnership matter
Archibald Alexander (1772-1851) foi fundamental na criação da escola de Princeton.142 Ele foi convertido no Grande Reavivamento de 1789 (S
CHAFF, apud
presidente do College de New Jersey (1761) e consequentemente levou a filosofia do Senso Comum até lá. (Noll, 2011, p.165).
138 É desta faculdade que surgirá o Seminário Teológico de Princeton.
139 Segundo pesquisa de COSTA,Tennent juntamente com Rev. Samuel Davies foram excelentes pregadores e ótimos administradores e fortes influenciadores da corrente dos puritanos principalmente irlandeses- escoceses (2004, p. 272-273).
140 Esta forma de compreensão, além da maneira como entender os dois livros de Deus, as escrituras e a natureza, é dada por muitos pensadores; dizer que a Reforma é a bandeira de Igrejas ortodoxas presbiterianas não parece ser um erro, mas sim constar que os temas giram em torno da infalibilidade das escrituras e a base supervalorizada da defesa da Confissão de Fé de Westminster (MARSDEN, in WELLS, 1989, p. 2).
141 Nina Reid-Maroney mostra que já havia uma preocupação sobre o ceticismo com William Tennent, e inserir os ensinos de Reid era uma forma de tentar preparar os alunos para um futuro mais complicado em termos de ceticismo (Nina Reid-Maroney, in HART e MOHLER, Jr. 1996, p. 213).
142 A formação do Seminário de Princeton foi uma forma de reação contra a chamada Nova Escola, que era uma forma de ver a soteorologia dentro de uma visão mais sinergística, ou seja, seria um calvinismo mitigado. Contra esta posição, a visão da Velha Escola acreditava na visão total da depravação do homem, e ação total de Deus na salvação do pecador.
in COSTA, 2004, p. 274) e se tornou pastor desde 1807 da Terceira Igreja Presbiteriana de Filadélfia.
Sua carreira incluiu atividades como predicante, pedagogo, pastor e teólogo. Durante os anos de 1780 a 1790, ele testemunhou os avivamentos na Virgínia, sua terra natal. Como resultado permaneceu mais disposto para avaliar a religião "entusiástica" que era o caso em Princeton. Alexander estudou reservadamente com William Graham, um dos discípulos mais ardentes de John Witherspoon (1723-1794)143, então presidente de Faculdade de Princeton. O que Graham ensinou para Alexander era pensar por ele, desconfiar das autoridades instruídas e a favor do testemunho da própria experiência. Porém, Alexander foi logo além da instrução de Graham para adotar as expressões principais do Calvinismo histórico. Teve influência de Jonathan Edwards que foi avidamente lido por ele, especialmente o tratamento de Edwards ao tema teológico quanto ao pacto. Quando ele foi para Princeton, depois de servir como pastor em Virgínia e Filadélfia e como presidente do Hampden-Sydney College, levou os recursos intelectuais e as preocupações práticas que marcariam aquele seminário.
Na Assembleia Geral, em maio de 1808, pregou um sermão baseado em 1ª Coríntios 14.12, falando da necessidade da Igreja Presbiteriana ter um Seminário em Princeton. Dessa reunião criou-se o projeto, e na Assembleia de 1811 aprovou-se a criação do Seminário em Princeton, cujo propósito era:
...formar homens como ministros do Evangelho, que tenham fé sincera, e amem cordialmente e, portanto, esforcem-se por propagar e defender, em sua pureza, simplicidade, e plenitude, aquele sistema de fé e prática da religião o qual está estabelecido explicitamente na Confissão de Fé, Catecismos, e Sistema de Governo e Disciplina da Igreja Presbiteriana; e assim perpetuar e estender a influência da verdadeira piedade evangélica, e normas do Evangelho... (NOLL, 2001, p. 56)
143 John Witherspoon foi um dos presidentes de Princeton; ele veio da Escócia em 1768; foi graduado em Emdiburgo. Segundo pesquisa realizada percebe-se que John Witherspoon teve como base trazer da Escócia para Princeton os alicerces do pensamento filosófico junto com as particularidades do ponto de vista reformado. Seu lema para Princeton era formar homens para a Igreja e para o Estado(NOLL, 2003, p. 167, 189). Os relatos dizem que WITHERSPOON enriqueceu o currículo da faculdade com retórica, investiu em
equipamentos para acompanhar a Revolução Industrial e aplicou a preocupação filosófica com obras das Universidades da Escócia, ou seja, as discussões de Princeton giraram em torno das obras de John Locke, que principalmente introduziu a doutrina da percepção sensorial, a filosofia de Thomas Reid (NOLL, 2003, p. 211).
Em maio de 1812, a Assembleia Geral escolhe o primeiro professor do Seminário de Princeton, sendo eleito o Rev. Archibald Alexander. Detalhe: ele não estudou teologia em um seminário, mas estudou sob a tutela do Rev. William Graham144, sendo licenciado para pregar em 1791. COSTA ressalta que Archibald Alexander, além de primeiro professor, foi “o modelador do pensamento teológico daquela instituição” (1999, p. 88).
Archibald Alexander condensou grande parte da tradição de Princeton em sua própria vida. Era uma pessoa de piedade e calor cristão, mas suas ênfases principais na teologia eram a fidedignidade das Escrituras e a capacidade da razão humana para compreender a verdade cristã. Suas fontes intelectuais eram Calvino, a Confissão de Fé de Westminster e seus Catecismos, o teólogo suíço François Turretin e a filosofia escocesa do Senso Comum (veja mais em NOLL,
1983, p. 67).
Cabe agora ressaltar um pouco mais sobre este último ponto da filosofia escocesa do Senso Comum:
Como diz NOLL: “Considerado estritamente em termos de história filosófica, este pensamento escocês [filosofia do Senso Comum] era a crisálida da qual a teologia de Princeton emergiu” (1983, p. 31). Foi levado da Escócia para a
América, em sua forma mais completa, por meio da imigração (EMERSON, in BROADIE, 2003, p. 24). Por meio de:
• John Witherspoon (1723-1794), que teve contato com a filosofia do Iluminismo Escocês, tornou-se presidente da Faculdade de Princeton em 1768, na qual ensinou os futuros professores da Teologia de Princeton.
• William Graham (NOLL,1983, p.19) que passou as ideias de
Witherspoon relativas à epistemologia, e método intelectual para os alunos dele.
144 Sabe-se que Alexander foi fortemente influenciado pela filosofia de William Graham, em uma de suas aulas o esboço foi uma das obras de William, o tema: Natureza e Evidências da Verdade. Neste esboço, editado por MARK NOLL, observa-se que a filosofia do Senso Comum está fundamentada de ponta a ponta, e os ataques do esboço são contra o ceticismo de Hume (1983, p. 62).
• Ashbel Green (1762-1848) que foi o jovem pastor de Charles Hodge e o professor dele quando o mesmo era um adolescente na Faculdade de Princeton, que era da mesma maneira fiel como Graham às perspectivas do filosófico John Witherspoon.
• Charles Hodge (1797-1878) entrou na Faculdade de Princeton (1812), Green tornou-se presidente daquela instituição (1812-1822) e uma de suas primeiras ações oficiais, foi utilizar o texto de Witherspoon que tratava de ética.
• Archibald Alexander Hodge (1823-1886) aprendeu o Realismo escocês com o seu pai Charles Hodge.
• Benjamim Breckinridge Warfield (1851-1921) aprendeu isto de James McCosh da Escócia, o último grande defensor da Filosofia escocesa que se tornou o presidente de Faculdade de Princeton em 1868, quando Warfield começava a carreira de estudante universitário.
Todos eles estruturaram não somente a Faculdade e o Seminário de Princeton, mas várias estruturas do país, devido ao grande sucesso do Seminário e da faculdade, como ressalta NOLL. O que segue abaixo é uma análise
abordando os anos de estudo aplicados pelos quatro professores, bem como a quantidade de alunos de cada um deles (cf. 1983, 19):
1. Alexander: 1815-1840 = 1.114 2. C. Hodge: 1841-1878= 2.082 3. A. A. Hodge: 1879-1886= 440 4. Warfield: 1887-1920= 2750
Isso nos faz entender o quanto a filosofia do Senso Comum foi importante para o país. O Seminário de Princeton exerceu grande influência nos teólogos Presbiterianos e não somente nos Estados Unidos, como também, devido a sua vitalidade missionária motivados pela experiência religiosa, em outros países; sua força missionária é evidente nos séculos XIX e XX.145
145 No estudo de Swanson, na Revista The Journal of Presbyterian History, encontra-se um bom artigo sobre a influência de missionários de Princeton [Rev. Daniel McGilvary (1828-1911)] e sua esposa Sophia Bradley McGilvary (1839-1923) em lugares como Laos na China (v. 82/2-2004)). Em outros lugares encontram-se as missões espalhadas em países como Coreia e Japão.
Os temas da Teologia de Princeton giravam em torno das Escrituras Sagradas, o Confessionalismo146, a Reforma e a Filosofia do Senso Comum, chamada também de Realismo. Outras questões igualmente são ressaltadas, como a Experiência Religiosa, a cultura no século XIX e o desenvolvimento interno, como explicaNOLL (2001, p. 107-108).
É importante tratar sobre a Faculdade de Princeton, porque esta instituição foi de grande influência nos Estados Unidos.147 A filosofia do Senso Comum teve prestígio sobre a faculdade por meio de dois presidentes que a adotaram: John Witherspoon (1768-1794)148 e James McCosh (1868-1888). A influência da Filosofia do Senso Comum tanto ajudou a estruturar o colégio como também a própria filosofia do seminário com vistas à veracidade da compreensão dos princípios bíblicos (NOLL, p. 22).