• No results found

With these assumptions, the value of the outside option increases (weakly) with the number of assets the manager controls. Consider the set of inequalities for manager

4. A linear implicit contract

RESUMO - O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do sexo na composição

corporal e exigência de proteína para mantença e ganho, em caprinos Saanen na fase inicial de crescimento. Foram realizados dois experimentos, em que no primeiro utilizou- se 40 animais (14 machos não castrados, 14 machos castrados e 12 fêmeas) com peso inicial de 4,93 ± 0,1 kg de peso corporal (PC), para determinar a exigência de proteína para mantença. Os animais de cada sexo foram aleatoriamente distribuídos em 3 níveis de restrição (0, 25 e 50% de restrição). Os animais 25 e 50% de restrição foram abatidos quando os animais 0% de restrição atingiram 15 kg PC. No segundo experimento, considerou-se para a estimativa da composição do ganho os animais alimentados à vontade (abate inicial, intermediário e final - 0% restrição), em que 6 machos não castrados e 6 fêmeas foram abatidos no começo do experimento (5 kg), 6 machos não castrados, 6 machos castrados e 6 fêmeas foram abatidos com 10 kg PC (abate intermediário) e o restante foi distribuído em 3 grupos alimentados à vontade e abatido aos 15 kg PC. Foi utilizado o método direto para determinação da composição corporal e o método fatorial para estimativa das exigências de proteína. A quantidade de água, proteína e cinzas não diferiu entre os sexos e diminuiu em 1%, 62% e 17% com a mudança do PC de 5 para 15 kg respectivamente. Já em relação ao conteúdo de gordura, conforme o PC variou de 5 para 15 kg, os machos não castrados e machos castrados aumentaram de 54,6 para 88,17 g/kg PCV e as fêmeas aumentaram de 45,1 para 117,67 g/kg PCV. Não houve efeito do sexo sobre a exigência de proteína para mantença e nem para ganho de peso. A exigência de proteína líquida e metabolizável para ganho diminuiu à medida que o PC variou de 5 para 15 kg. Cabritos Saanen machos não-castrados, machos castrados e fêmeas na fase inicial de crescimento (5 a 15 kg de PC), possuem exigência nutricional em proteína para mantença e ganho similares.

1. Introdução

A pesquisa científica mundial em nutrição animal tem definido, há mais de um século, os nutrientes requeridos pelos animais (PRESTON, 2006). Entre os principais nutrientes estudados está a proteína, haja vista que, participa de diversas funções no organismo dos seres vivos, tais como: crescimento e reparação de tecidos, transporte e armazenamento de substâncias, geração e transmissão de impulsos nervosos, controle do metabolismo, entre outros. Assim, adequar a nutrição protéica aos ruminantes significa provê-los de um nutriente essencial para manutenção da homeostase (VALADARES FILHO & CHIZZOTTI, 2010).

O manejo nutricional inadequado é, sem dúvida, um dos principais responsáveis pela baixa eficiência produtiva da caprinocultura. Os dados utilizados na formulação de dietas para caprinos no Brasil são na maioria das vezes extrapolados dos dados de bovinos e ovinos criados em países de clima temperado, em conseqüência disso, existe a probabilidade dos caprinos criados em condições brasileiras não serem nutridos de forma adequada, o que ocasiona prejuízo econômico e ambiental, uma vez que, os animais estariam sub ou super nutridos.

O princípio básico para a estimativa da exigência líquida é a determinação da composição corporal, que é definida pela quantidade de nutriente depositada no corpo do animal. Porém, existem inúmeros fatores que influenciam na composição corporal, como: fatores genéticos, nutricionais e fisiológicos (AFRC, 1993), cada um influenciando de forma diferenciada na deposição dos nutrientes.

Com relação aos fatores genéticos, o principal fator que influencia as exigências nutricionais é a raça, uma vez que a deposição tecidual é diferente, por exemplo, em animais produtores de leite e de carne. Porém, não existem dados suficientes com caprinos que mostre essa diferença para cada raça específica, no entanto, o NRC (2006) relatou que as exigências nutricionais são diferentes para caprinos nativos e para diferentes aptidões: carne, leite e fibra. Com respeito aos fatores nutricionais, a alimentação prévia e a alimentação atual são fatores importantes, porque um animal submetido à severa restrição alimentar apresentará alterações na deposição tecidual, e

o seu desenvolvimento será afetado mesmo após a realimentação. Quanto aos fatores fisiológicos, as principais alterações na composição corporal são mediadas pelos hormônios, tanto do ponto de vista da taxa de liberação dos diferentes hormônios, quanto do perfil hormonal presente no animal. A taxa de liberação destes hormônios é influenciada tanto pelo sexo quanto pelo grau de maturidade (WEBSTER, 1986).

Estudos avaliando o efeito do sexo na composição corporal e nas exigências nutricionais em caprinos são escassos, entretanto essa informação é de suma importância, porque as fêmeas depositam mais tecido adiposo comparado aos machos (OWENS et al., 1993). Sendo assim, torna-se evidente a importância da avaliação das exigências nutricionais em caprinos da raça Saanen na fase inicial de crescimento entre os diferentes sexos.

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do sexo (machos não castrados, machos castrados e fêmeas) na composição corporal e exigências nutricionais de proteína para manutenção e para ganho em peso de cabritos Saanen na fase inicial de crescimento em condições brasileiras.

2. Material e métodos

O experimento foi conduzido na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista, Câmpus de Jaboticabal - São Paulo, Brasil, localizada a “21º 15’ 22” S e “48º 18’ 58” W, altitude de 595 m, entre o período de fevereiro de 2008 a junho de 2009, com média de temperatura (ºc) máxima de 31,6 e mínima de 24,5 e umidade relativa (%) máxima de 68,2 e mínima de 21,5. Neste período, foram desenvolvidos dois estudos, um para estimativa da exigência de proteína para mantença e outro para determinação da composição corporal e estimativa da exigência de proteína para ganho em peso. A composição corporal (concentração do nutriente) foi determinada por meio do método direto, em que se utilizou a moagem de todo o corpo do animal. Para estimativa da exigência nutricional de proteína para ganho em peso e para mantença utilizou-se o método fatorial. Ao longo do texto, os machos não castrados serão chamados apenas de machos, os machos castrados serão chamados

apenas de castrados. Os castrados foram submetidos ao procedimento cirúrgico com 7 dias de vida. Os animais tiveram média de 4,0±0,24 kg de PC ao nascimento, sem diferença entre machos e fêmeas. Os estudos foram aprovados pela Comissão de Ética no uso de animais (CEBEA), protocolo nº 008919-08.

2.1. Estimativa da exigência nutricional de proteína para mantença

No estudo da estimativa da exigência de proteína para mantença foi planejado trabalhar com 54 animais da raça Saanen divididos em, 18 machos, 18 castrados e 18 fêmeas. Porém, houve morte de 4 machos, 4 castrados e 6 fêmeas durante o experimento, as mortes foram em decorrência de diarréia. Portanto, foram utilizados 40 animais no total, sendo 14 machos, 14 castrados e 12 fêmeas com idade média de 22 ± 2,0 dias e peso inicial de 4,93 ± 0,1 kg de PC. Para estimativa do peso de corpo vazio inicial (PCVi) e da composição corporal inicial em proteína, foram utilizados 12 animais, 6 machos e 6 fêmeas. Os animais de cada sexo foram aleatoriamente distribuídos em 3 níveis de restrição (0, 25 e 50% de restrição). Ao final do experimento, no nível de restrição de 0% havia 5 machos, 4 castrados e 5 fêmeas, no nível de 25% de restrição havia 6 machos, 4 castrados e 5 fêmeas, e no nível de 50% de restrição havia 3 machos, 6 castrados e 2 fêmeas. Os animais submetidos a 25 e 50% de restrição foi oferecido quantidade de alimento em função do consumo dos animais alimentados com 0% de restrição. Os animais foram alojados em gaiolas suspensas com cocho individual para alimentos sólidos e cocho de água para cada dois animais. Ao ingressarem no experimento os animais foram pesados semanalmente, sempre antes do fornecimento da alimentação matinal.

No período pré-experimental, os animais recém-nascidos receberam colostro e leite da espécie caprina, adotando como medida sanitária preventiva o tratamento térmico (60 minutos a 56ºC) seguido de armazenamento a -20ºC e fornecido à temperatura entre 35º e 38ºC. O colostro foi fornecido nos dois primeiros dias de vida, a partir do terceiro dia foi seguido o programa de aleitamento apresentado na Tabela 1. A

alimentação foi feita em duas refeições, às 07h e às 17h. O alimento sólido foi ofertado a partir do 7º dia de vida e sempre com disponibilidade irrestrita de água.

Tabela 1 - Sistema de aleitamento adotado aos animais submetidos a 0% de

restrição até os 50 dias de vida

Idade (dias) Manhã Tarde Total

00 a 02 Colostro Colostro Livre

03 a 33 750 ml 750 ml 1.500 ml

34 a 38 500 ml 1000 ml 1.500 ml

39 a 43 0 ml 1500 ml 1.500 ml

44 a 50 0 ml 750 ml 750 ml

>50 FORNECIDO APENAS ALIMENTOS SÓLIDOS

A dieta foi balanceada para atender as exigências nutricionais de animais em fase de crescimento, de acordo com o NRC (2006), para ganho de 150 g por dia. O alimento sólido foi oferecido sob forma de ração completa (Tabela 2), onde o volumoso usado foi o feno da planta de milho (milho no ponto de silagem, colhido, fenado e triturado) e o concentrado a base de milho triturado, melaço, farelo de soja e mistura mineral, em relação volumoso/concentrado de 50:50 (na matéria seca). Os animais submetidos a 0% de restrição receberam o alimento de forma a garantir 20% de sobras.

Tabela 2 - Composição química do leite e da dieta experimental na matéria seca (MS)

Ingrediente %* Percentual % MS EB³ PB EE % MS FDN FDA MM Feno de milho¹ 46,88 86,91 4143,08 8,85 1,62 51,00 26,32 3,71 Farelo de soja 19,32 87,74 4521,70 50,57 2,07 23,50 12,40 6,42 Milho 25,91 86,09 4179,74 9,52 4,56 15,21 4,05 1,26 Melaço 4,29 91,89 3212,49 3,45 0,06 - - 22,66 Óleo de soja 0,81 100,00 9700,00 - - - - - Núcleo mineral 1,99 94,60 - 0,11 - - - 89,73 Calcário 0,80 99,79 - 0,10 - - - 99,69 Leite 11,60 - 28,36 32,24 - - 6,12 Dieta total 100,00 87,43 3513,50 14,44 2,03 28,15 13,73 6,26 *Participação na dieta em percentual na matéria natural

³EB (Kcal/kg MS)

MS = matéria seca, MM = matéria mineral, PB = proteína bruta, EE = extrato etéreo, FDN = fibra insolúvel em detergente neutro, FDA = fibra insolúvel em detergente ácido.

O feno de milho foi utilizado porque é um alimento com bom valor nutricional e que sofre poucas alterações no valor nutritivo quando armazenado por longos períodos, além disso, é o alimento que tem sido utilizado nas pesquisas nos últimos anos no setor de Caprinocultura da Unesp, possibilitando comparações entre experimentos.

Os animais dos três níveis de restrição (0, 25 e 50%) foram submetidos a três ensaios de metabolismo, com colheita total de fezes. O primeiro iniciou quando os animais alimentados à vontade atingiram em média 8,10±0,17 kg de PC, ao redor dos 30±4,43 dias de vida e o consumo de alimento sólido ainda não tinha iniciado efetivamente, o segundo, quando os animais alimentados à vontade atingiram em média 10,17±0,13 kg de PC, ao redor dos 42±2,60 dias de vida, e alimentavam-se com leite e sólidos (fase de transição) e o terceiro, quando os animais alimentados à vontade atingiram em média 12,12±0,44 kg de PC, com 56±3,75 dias de vida e alimentavam-se apenas com alimentos sólidos. Os animais foram individualmente alojados em gaiolas para estudos de metabolismo, providas de comedouro, bebedouro e coletores de fezes. O controle da ingestão de alimento (oferta e sobras) e excreção de fezes foi realizado durante cinco dias consecutivos, após dois dias de adaptação às gaiolas.

A pesagem das sobras de alimento e fezes foram realizadas diariamente antes do fornecimento da refeição matinal. Foi coletado diariamente todo o conteúdo de fezes produzido e posteriormente congelados a -20ºC, para formação de uma amostra composta por animal no final do ensaio de digestibilidade. As amostras de alimento, sobras e fezes foram pré-secas em estufa com circulação forçada de ar a 55ºC até peso constante, moídas a um mm em moinho tipo Willey para posteriores análises químicas.

As análises foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal – LANA, pertencente ao Departamento de Zootecnia da Unesp - Câmpus de Jaboticabal, SP. Nas amostras dos ingredientes da ração, sobras e fezes foram determinados os teores de matéria seca (MS), matéria mineral (MM), extrato etéreo (EE) e proteína bruta (PB)

(nitrogênio total pelo método de combustão de Dumas utilizando um analisador tipo LECO FP-528LC), de acordo com AOAC (2007), fibra em detergente neutro (com α amilase termo estável) de acordo com VAN SOEST et al. (1991) e fibra em detergente ácido conforme GOERING & VAN SOEST (1970) utilizando o analisador de fibra ANKOM200 da Ankom Technology Corporation. Para a fibra em detergente neutro das fezes foi utilizado o sulfito de sódio. A energia bruta (EB) da dieta foi determinada usando uma bomba calorimétrica tipo Parr. Os carboidratos totais (CHOT) foram calculados pela equação: CHOT = 100 – (%PB + %EE + %MM), enquanto os carboidratos não fibrosos (CNF), pela diferença entre CHOT e FDNcp, propostas por SNIFFEN et al. (1992). Os coeficientes de digestibilidade dos nutrientes foram obtidos através da diferença entre o ingerido e o excretado nas fezes.

Os animais 25 e 50% de restrição foram abatidos quando os animais 0% de restrição atingiram 15 kg PC. Os animais foram pesados imediatamente antes do abate. Os abates foram realizados mediante insensibilização e em seguida, foram sacrificados por hipovolemia através da sangria por secção das veias jugulares e artérias carótidas. O sangue foi coletado e pesado. O trato gastrintestinal (TGI) foi removido, pesado antes e após a retirada do conteúdo. Este peso foi utilizado para determinar o peso do corpo vazio (PCV), o qual foi encontrado subtraindo do peso ao abate, o peso do conteúdo do trato gastrintestinal e da bexiga. Todo o corpo do animal (sangue, vísceras, cabeça, patas, pele e carcaça) foi triturado, homogeneizado e retiradas três amostras de 50 g aproximadamente, as quais foram liofilizadas por 72 horas para determinação da matéria pré-seca e posteriormente moídas em moinho de bola e acondicionadas em recipientes de plástico hermeticamente fechados para posteriores determinações de matéria seca, extrato etéreo, cinzas e proteína bruta.

O conteúdo de matéria seca (MS) das amostras de corpo foi determinado pela secagem em estufa a 105º C até atingirem peso constante; o conteúdo de cinzas pela queima das amostras a 550ºC por três horas; o extrato etéreo (EE) por meio da extração contínua com éter de petróleo durante 6 horas utilizando extrator de Soxhelt e a proteína bruta (PB) foi analisada pelo método de combustão de Dumas utilizando analisador tipo LECO FP-528LC.

Para estimativa do peso de corpo vazio inicial (PCVi) dos animais nos diferentes sexos, fez-se uma regressão do PCV (kg) em relação ao peso de abate (Pabt) (kg), utilizou-se o procedimento PROC MIXED do SAS (2002) sendo utilizado o sexo como variável classificatória, as soluções dos coeficientes de regressão do PCV sobre o peso de abate para cada sexo foram obtidas por meio da opção ESTIMATE. Para testar a diferença entre os coeficientes de regressão para cada sexo foi utilizado uma análise de contraste ortogonal (Opção CONTRAST). Os coeficientes de regressão gerados para machos e fêmeas foram diferentes, sendo assim, para as fêmeas foi utilizada a equação 1, abaixo apresentada. E a equação dos machos e castrados como não foi significativa (P>0,7047), utilizou-se a relação entre o PCV e o Pabt (0,84).

PCVi = - 2,07±0,77 + 1,23±0,15 * PCi, P=0,0011 e R2 = 0,95 [Eq. 1]

Para estimativa da composição corporal inicial de proteína (aos 5 kg) dos animais que foram abatidos, foi utilizada a composição corporal dos animais referência de 5 kg de PC (12 animais, sendo 6 machos e 6 fêmeas). Para este procedimento, fez-se uma regressão da quantidade de proteína (g) em relação ao PCV (kg), foi utilizado o procedimento PROC MIXED do SAS (2002) e utilizou-se o sexo como variável classificatória, as soluções dos coeficientes de regressão da quantidade de proteína sobre o PCV para cada sexo foram obtidas por meio da opção ESTIMATE. Para testar a diferença entre os coeficientes de regressão para cada sexo foi utilizado uma análise de contraste ortogonal (Opção CONTRAST). Os coeficientes de regressão gerados para machos e fêmeas foram semelhantes (P=0,1278), sendo assim, utilizou-se a mesma equação (Eq. 2 ) para os diferentes sexos.

Proteínai(g) = 577,82±292,17 + 122,68±65,84*PCVi, P=0,0920 e R2=0,26 [Eq. 2]

As exigências de proteína para mantença foram estimadas utilizando a equação de regressão da retenção de nitrogênio (y) em função da ingestão de nitrogênio da dieta (x), conforme o ARC (1980). As exigências dietéticas de nitrogênio para mantença

foram estimadas como sendo a quantidade de nitrogênio ingerido quando extrapolada a retenção de nitrogênio para zero; e as perdas endógenas, metabólicas e secreções da pele foram estimadas como sendo a quantidade de nitrogênio retido quando a ingestão de nitrogênio foi extrapolada para zero. Para encontrar a exigência de proteína líquida para mantença, foi multiplicado o valor das perdas endógenas e metabólicas por 6,25. E para a conversão da exigência de proteína líquida para mantença em exigência de proteína metabolizável para mantença foi utilizado a eficiência de utilização de 1,0 preconizada pelo AFRC (1998).

Os dados de digestibilidade foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de significância, por meio do procedimento PROC MIXED do SAS (2002) utilizando-se o sexo e a restrição como variável classificatória.

Para este estudo foi utilizado o delineamento em bloco casualizado, em esquema fatorial 3 x 3 (3 sexos e 3 níveis de restrição), conforme o modelo estatístico: Yijkl = μ + Ri(1,2,3) + Sj(1,2,3) + Bk(1,2,3) + RSij + Є(ijkl); μ = média geral; Ri = efeito do i-ésimo nível de

restrição; Sj = efeito do j-ésimo sexo; Bk = efeito do k-ésimo bloco; RSij = efeito da interação restrição x sexo; Є(ijkl) = erro experimental aleatório.

Para a realização das análises estatísticas foi aplicada a metodologia dos modelos lineares mistos, com máxima verossimilhança restrita, por meio do procedimento PROC MIXED do SAS (2002) utilizando-se o sexo como variável classificatória. As soluções dos coeficientes de regressão da retenção de proteína sobre o consumo de PB para cada sexo foram obtidas através da opção ESTIMATE. Para testar a diferença entre os coeficientes de regressão para cada sexo foi utilizado uma análise de contraste ortogonal (Opção CONTRAST).

2.2. Composição corporal e estimativa da exigência nutricional de proteína para ganho em peso

No estudo da determinação da composição corporal e estimativa da exigência de proteína para ganho em peso foi planejado trabalhar com 54 animais da raça Saanen divididos em 18 machos, 18 castrados e 18 fêmeas. Porém, durante o experimento

perderam-se dois castrados decorrente de diarréia. Por isso, utilizaram-se 52 animais, sendo 18 machos, 16 castrados e 18 fêmeas. Os animais foram alojados em gaiolas individuais suspensas, com cocho individual para alimentos sólidos e um cocho com água a cada duas gaiolas. Os animais foram pesados semanalmente sempre antes do fornecimento da alimentação matinal. Seis machos e seis fêmeas (21±2,9 dias de idade) foram abatidos no início do experimento, com peso corporal (PC) médio de 5,2±0,61 kg. Não houve abate de castrados de 5 kg porque a castração dos animais ocorreu na segunda semana de vida dos mesmos, assim, eles foram castrados poucos dias antes do início do experimento, o que não proporcionaria efeito da castração na composição corporal. Seis animais de cada sexo foram alimentados à vontade e abatidos com PC médio de 9,9±1,65 kg, com 58±2,70 dias de idade. O resto dos animais foram também alimentado à vontade e abatidos com PC médio de 15,2±1,04 kg e 111±15,21 dias de idade.

No período pré-experimental, os cabritos recém-nascidos receberam colostro e leite da espécie caprina, adotando como medida sanitária preventiva o tratamento térmico (60 minutos a 56ºC) seguido de armazenamento a -20ºC e fornecido à temperatura entre 35º e 38ºC. O colostro foi fornecido nos dois primeiros dias de vida, a partir do terceiro dia foi seguido o programa de aleitamento apresentado na Tabela 3. A alimentação foi feita em duas refeições, às 07h e às 17h. O alimento sólido foi ofertado a partir do 7º dia de vida e sempre com disponibilidade irrestrita de água.

Tabela 3 - Sistema de aleitamento adotado aos animais submetidos a 0% de

restrição até os 50 dias de vida

Idade (dias) Manhã Tarde Total

00 a 02 Colostro Colostro Livre

03 a 33 750 ml 750 ml 1.500 ml

34 a 38 500 ml 1000 ml 1.500 ml

39 a 43 0 ml 1500 ml 1.500 ml

44 a 50 0 ml 750 ml 750 ml

A dieta foi balanceada para atender as exigências nutricionais de animais em fase de crescimento, de acordo com o NRC (2006), para ganho de 150 g por dia. O alimento sólido foi oferecido sob forma de ração completa (Tabela 2), onde o volumoso usado foi o feno da planta de milho (milho no ponto de silagem, colhido, fenado e triturado) e o concentrado a base de milho triturado, melaço, farelo de soja e mistura mineral, em relação volumoso/concentrado de 50:50 (na matéria seca). Os animais receberam o alimento de forma a garantir 20% de sobras.

Os procedimentos de abate, obtenção de amostras de corpo e análises químicas (MS, PB, EE e MM) foram idênticos aos do estudo anterior.

As equações de predição da quantidade dos nutrientes por kg de corpo vazio foram obtidas por meio da equação alométrica logarítmica da quantidade do nutriente presente no corpo vazio, em função do PCV (ARC, 1980):

Log y = a + b* log PCV, Eq. 3

em que:

Log y = logaritmo na base 10 do conteúdo total do nutriente no corpo vazio (g); a = intercepto;

b = coeficiente de regressão;

log PCV = logaritmo na base 10 do PCV (kg).

A composição do ganho em peso de proteína foi estimada por meio da derivação da equação de regressão do conteúdo corporal de proteína, em função do logaritmo do PCV, obtendo-se a equação:

Proteína (g/kg de PCV ganho) = b*10a*PCV(b-1), Eq. 4 em que:

Y` = composição do ganho em peso de proteína (g/kg PCV ganho); a = intercepto da equação de predição do conteúdo corporal de proteína;

b = coeficiente de regressão da equação de predição do conteúdo corporal de proteína;

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