CHAPTER 4: DISCUSSION
4.5 Limitations of the Study
Data 28/08/2009
-MERCIA: Eu sou jornalista de formação mas só atuei alguns anos no jornalismo depois abandonei. E tô nessa, não gosto dessa palavra luta, né. Mas, nessa missão de trabalhar o Engesa há muitos anos. Trabalhei fazendo formações em diferentes áreas, trabalhei muito tempo com a questão da produção, trabalhei com micro crédito pra mulheres pequenas produtoras, porque dentro do banco da mulher levei muitos anos. E aí eu fui migrando pra essa área ambiental, mas trazendo comigo, já entrando na questão que nos une aqui, trazendo comigo muito fortemente essa preocupação de como é que a gente investe, que tipo de projeto a gente propõe, o que que esses projetos precisam ter, pra que eles de fato, realmente, concretamente, contribuam pra melhoria da vida das pessoas. Por que o que a gente vê é que não faltam, né, não faltam iniciativas. E eu agora que ainda to escrevendo um livro sobre água, é impressionante a quantidade de projetos é impressionante. E aí a gente fica olhando eu sempre tive essa angústia comigo, sempre – aí você fica olhando, olhando, olhando e diz assim “Poxa, mas gente, com tanta coisa sendo feita, como é que a situação tá assim ainda” né? Como? Na educação ambiental, por exemplo, é isso, eu sempre falo pros meus pares isso, eu falo “a gente já fez tanto, fez tanto, fez tanto” mais fortemente de 92 pra cá, e como é que você ainda sai numa rua no Jardins, que é o bairro mais fino, mais deveria ser modelo e ainda é tudo imundo, porque as pessoas ainda jogam papel no chão, pra pegar um exemplinho pífio, assim, uma coisinha à toa. Então, eu acho que falta muito, e essa preocupação eu trago, de que tipo de projeto, né. Então a gente leva muitos pra dentro do Ecoar . Que tipos de projeto a gente quer fazer, quais são os temas que a gente quer trabalhar. Qual que é como é que a gente atende a complexidade, né. Porque a gente vive num mundo complexo, e a gente insiste em enfrentar de forma linear. Com pensamento linear, com atitude linear. E não funciona simplesmente não funciona. Então essa é minha grande preocupação hoje em dia, e é nisso que eu tenho pautado o trabalho do Ecoar, desde que eu entrei lá, eu entrei no Ecoar 96, to lá até hoje. Ah! e a minha grande preocupação lá dentro, da equipe toda que tá lá hoje, é essa. Que tema nós trabalhamos, que tipo de projeto trabalhamos, que tipo de aliança a gente estabelece, com quem que a gente trabalha, o que a gente gera de concreto, de resultado concreto. Ah! o público alvo? Entendeu? É esta é a grande preocupação: o que que a gente gera de melhoria pra nós mesmos, e pros nossos parceiros, pros nossos financiadores. Então a gente nunca trabalha só com o público alvo, só com o Ministério do Trabalho por exemplo. Mas também para os financiadores. Nem sempre com muito sucesso, mas trabalha$
(risos).$
-COUTINHO: Meu nome é COUTINHO, eu trabalho no segundo setor na área de mercado financeiro, mais especificamente em bancos e tô querendo entrar no terceiro setor, já faz algum tempo, com o objetivo de jogar para o terceiro setor, tentar canalizar tudo que eu aprendi no mercado financeiro, este é um mercado muito agressivo e muito inteligente. E eu pretendo replicar, se é que eu tenho essa condição, mas pelo menos é o que olho, né. Preciso olhar o grande pra fazer algo aparecer. Não que eu tenha essa capacidade, mas tenho esse desejo. Então eu objetivo jogar as minhas experiências do mercado financeiro e tratar o mercado do terceiro setor, e tratar o terceiro setor como o segundo setor. Eu olho o terceiro setor como segundo setor, me refiro ao terceiro como segundo. E esse olhar que eu pretendo e o pouco tempo que eu to nessa trilha a coisa tá se provando,. como eu falo, tom do segundo setor, eu percebo que o negócio tá
encaixando . Então assim, não tá tão longe o que eu to falando. As vezes fico meio falando num tom diferente, mas o plano de fundo é o mesmo.$
-ADA: Eu sou a ADA, eu sou socióloga de formação e minha primeira atividade profissional foi pisar na lama e cheirar o cheiro da pobreza. Eu acho fundamental pra quem quer trabalhar com sociedade. E eu tinha assim uma formação feminista, eu fui trabalhar com mulheres, meninas e mulheres numa favela.$
-LEILA: Mais uma surpresa que eu tive. Vocês chegam cheio de surpresa. (risos) Não sabia deste lado da história.$
-ADA: Nos anos setenta eu fui militante no movimento estudantil e no movimento mulheres. E nos anos oitenta eu fui pra vida democrática, partido político, favela enfim, me formei e fui pra luta. Não pra luta armada, ainda bem que eu sou da geração que nasceu um pouquinho depois.$
(risos).$
-ADA: O que me salvou foi que eu nasci uns anos depois...É bom, e aí eu trabalhei com política, enfim, trabalhei a minha escolha de ser socióloga, é justamente pela dimensão política de transformações, ou seja, eu poderia ter sido assistente social, talvez, mas isso tudo não me satisfazia, eu podia ter ido pra educação, e também é aí uma coisa que... E também era, eu queria mais, queria tá numa esfera onde a gente pudesse influir mais. Então eu fui pra para militância, pra política, política partidária, e fui trabalhar na Câmara Municipal, com uma vereadora feminista, e peguei a política pública de creche e a secretaria e uma CPI sobre creches na cidade de São Paulo. Isso me meteu no campo do movimento de mulheres popular e no movimento de mulheres feministas. Porque a luta por creche era um dos temas, um dos poucos que unia o movimento de mulheres burguesas e populares. E com isso eu fui crescendo no conhecimento sobre essa temática. Fui depois, isso era época da Constituição, pré constituinte, né, 88, então participei ativamente na elaboração de artigos pra Constituição que tinham a ver com creche, educação infantil, e etc. E trabalhei no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, ajudei a criar a Secretaria do Menor, que foi uma Secretaria que acontece lá no final da década 80, que foi muito inovadora na política pública de infância. E no final da década 80, eu na minha militância por creche, pelo direito a creche, aos filhos dos trabalhadores, eu soube que tinha um grupo de empresários que estavam querendo criar uma Fundação de Direitos da Criança, e lá vou eu, junto com a Daiane Goulart, que era militante na área de trabalho da mulher sindicalista, dizer pra esses empresários sobre a obrigatoriedade de creche para os filhos, os filhos dos trabalhadores. E com isso eu conheci o Emerson Capaz, que dirigia a ABRINQ na época e aí, com isso me aproximei deles, e entrei na fundação ABRINQ, que foi o meu primeiro, fui a primeira pessoa contratada na Fundação, e com isso durante quinze anos desenvolvi essa iniciativa junto com eles, que foi uma escola fenomenal. De formação de desenvolvimento para todos. Todas que participaram nessa experiência. E com isso eu aproximei meu lado socióloga com o lado da praxis, e resultado de investimento social, né. Então tive muito essa experiência e como enfim, quem conhece a visão dessas pessoas sabe o quanto pragmáticas elas são, o quanto eficazes elas são no pensamento, foi uma experiência muito boa. E depois de quinze anos de Fundação ABRINQ, eu precisei reconquistar minha identidade de ADA, né, não mais ADA da Fundação ABRINQ, mas ADA e então abri um empresa de consultoria que chama Cara de Brasil. E essa empresa ela ajuda as pessoas que querem desenvolver investimento social privado. Eu realmente aprendi muito sobre isso nesse período na Fundação, fui uma das constituidoras do GIFE, do grupo de Institutos e Fundações e Empresas, onde o conceito de investimento social privado é elaborado, depois de toda, tem todo esse amadurecimento sobre o que é filantropia, conceitos internacionais, pra ver como no Brasil se acerta, ajusta isso. E e eu tenho feito eu tenho orientado pessoas que querem investir e não sabem exatamente como, eu tenho feito um
trabalho de coaching com um número de pessoas que fazem isso. Ou empresas que também querem fazer ou empresas que querem mudar o rumo do que tão fazendo, eu tenho ajudado a dar esse alinhamento.$
-LEILA:A gente se conhece há tanto tempo, mas é só numa apresentação que a gente pega os detalhes.$
(risos).$
-JOAQUIM: Bom, queria antes de mais nada agradecer também a oportunidade de estar aqui com essa diversidade aí, porque também eu tenho que... realmente é completamente diferente a minha formação. Sou engenheiro de formação meu nome é JOAQUIM, e trabalhei doze anos na iniciativa privada mesmo, na área de produção, chão de fábrica, com pessoas lá da metalurgia, quer dizer, pegando bem na... , mais perto da produção e essa experiência na produção, acabou me dando esse contato com pessoas da fábrica, acabou me despertando algo que eu jamais imaginei, que pudesse. Esse lado de trabalhar com pessoas, com o social, etc. Começou me despertar pra esse lado. Eu fiz durante ainda meu trabalho como gerente de produção, eu fiz o MBA RH, já por causa dessa tendência aí. Até o chefe na época era um belga, falou “mas como assim, RH? Tem que fazer um MBA executivo, mas agora RH? Dá dinheiro?”, falei “não, mas eu to querendo meio que desenvolver mais esse lado, enfim”. E bom e aí eu conheci a professora Rosa Maria Fischer, ela é da USP, e aí acabou. Aí eu vi a eu vi a coisa lá do lado da responsabilidade social corporativo, crescimento social, comecei a ter contato com esses conceitos. Isso já fazem oito anos, aproximadamente. Aí falei “é aí mesmo”. E aí eu saí da empresa, porque lá não via oportunidade de desenvolver muito esse lado, e partir de então eu to no Terceiro Setor, digamos assim. E no primeiro momento estudando, fiz mestrado nessa área, alianças Intersetoriais pra adoção social, também muito na linha do crescimento social. E não aí desde o início de 2008, to como Superintendente do Instituto Camargo Corrêa, que é uma organização ligada ao grupo Camargo Corrêa, mas que dá suporte ao investimento social de todas as empresas do grupo. E dentro de uma nova estratégia de atuação social, que pretendo compartilhar com vocês, e trocar idéias com vocês. Abertos aí a qualquer tipo de mudança ou inovação aí que a gente possa fazer é isso, a gente vai ter tempo de falar mais.$
-LEILA: Com certeza.$
-GERALDO: É bom, é um prazer tá aqui. Feliz. Indicação da Lu, é sempre gostoso participar desses fóruns onde a gente bate papo e aprende, compartilha. Meu nome é GERALDO, então faço a apresentação pela trajetória também, eu. aprendi, minha sensibilidade em relação a essas questões sociais vem de muito pequeno, eu me lembro com quatro ou cinco anos ta, na creche da minha tia avó e nas festas. É muito curioso. E atuei nessa área como voluntário por muitos anos. Fui empreendedor até o Collor me fazer mudar de idéia em 92. Levei uns dois anos ainda até decidir o que é que eu ia fazer. E decidi aí juntar o que eu fazia voluntariamente com o profissional em 94. Fui ser gestor do, estava se institucionalizando naquela data o Instituto Qualidade do Ensino da Câmara Americana. E aí trabalhei na Câmara, estruturei o departamento de cidadania corporativa. De lá eu fui para FEBEM. Fiquei um ano como diretor de divisão da FEBEM, promovendo o encontro de empresas com os jovens, né, tentando desmistificar o jovem interno da FEBEM pra que ele tivesse oportunidade de trabalho quando ele se tornasse um egresso. Conseguimos colocar um pouco mais de 150 jovens no mercado de trabalho em oito meses, resultados bastante interessantes. É pouco? Diferente, né? Se for pra estudar o terceiro setor, eu continuei estudando empresa, né!
-(risos).$
-GERALDO: Não queria perder o contato com empresa, fui fazer MBA em administração mesmo...: (risos) E tentar discutir com as pessoas de empresa que estavam lá comigo, quer dizer, faz sentido trabalhar em empresa, aquela empresa? Que dizer, foi uma outra
tentativa, tentei complementar por outro lado. E da educação acabei por conhecer o ( ), quer dizer, a gente foi apresentado pra ele, e ele Nunietos tava começando. E havia uma necessidade de se trabalhar mais próximo a academia, a questão das temáticas do Centro de Habilidade, da Responsabilidade Social Privada. E aí foi desenvolvendo o trabalho, pra academia, pro Nietos e aí tornaram Nuetos e Nunietos até hoje. Hoje sou gerente executivo de desenvolvimento e orientação lá. E com a preocupação, e então, quer dize, não sei se isso que eu falei pra você que eu tinha escrito, né, não sei exatamente se esse é meu grupo, mas eu nunca fui um, nunca estive na posição de financiador, né, muito pelo contrário. Sempre tive na posição de quem elabora projetos, ou busca recursos, ou discute viabilidade de projetos, desenvolve projetos e faço até hoje isso, quer dizer, to um pouco menos na linha da captação em si, hoje, já fiz bastante, mas continuo trabalhando dessa forma. Mas espero contribuir aí com o que eu tenho de experiência.$
LEILA: Com certeza. É embora você não tá diretamente na área de investimento, você articula, congrega instituições que tão na área de investimento. Acho que isso é uma experiência.$
-GERALDO: É, bastante.$
-LEILA: Bom, como vocês perceberam na apresentação tem uma qualidade assim, que é a qualidade da heterogeneidade mesmo, né? E aí, uma coisa que a gente pode notar, não como principio, mas como um acordo nosso, é que a divergência é muito bem vinda né. A gente espera poder discutir exatamente sobre as divergências, né. E a. gente vê quando vocês começam a se apresentar, e foi uma coisa espontânea, vocês começam a se apresentar pela história individual de cada um na área social, ou na área empresarial, né? E a gente vê o quanto as histórias são diferentes também. Então as convergências a gente pode, é, conviver bem com elas, e enfim aprofundar. Mas as divergências também, né, elas vão ser muito bem vindas, inclusive da posição, viu, GERALDO. $
-(risos).$
-GERALDO: Estabelecendo o patamar pra conversa.$
-LEILA: Isso! Então, eu tenho quadro grandes questões elaboradas para apresentar pra vocês, Pelo menos as duas primeiras eu gostaria de apresentar de uma forma diferente, ou pelo menos que a resposta pudesse talvez ser expressa ou manifestada de uma forma diferente, né. Tem uma técnica de coleta de dados, na área de grupo focal, ou grupo operativo, que se chama mala de objetos de representação. Então eu vou fazer uma pergunta pra vocês e vou apresentar uma mala. Não é uma mala sem alça. É uma mala comum.$
-(risos).$
-GERALDO: E é mesmo, não é representativo, metafórico.$ -LEILA: Não, é uma mala.$
-GERALDO: É a mala.$
-LEILA.:Literalmente falando, é uma mala, né. Vocês podem escolher brincar com esta mala no chão, no tapete ou se quiser, preferir, ficar mais confortável, a gente pode trazer a mesa pra cá também, e pode ser sobre a mesa, tá? Ah! e vocês também podem escolher se utilizam ou brincam com os objetos que estão dentro dessa mala de uma forma individual ou em grupo. Também de escolha individual, própria, né. E eu vou fazer uma primeira pergunta, vocês podem abrir a mala, fazer da mala o que quiser, dos objetos o que quiser. A idéia é que esses objetos possam representar as respostas que vocês vão ta expressando verbalmente depois. Por isso se chama mala de objetos de representação. Fiquem a vontade, se quiser eu trago a mesa pra cá.$
-COUTINHO: Pô, já tá difícil, com a mala então$ -(Risos).$
-LEILA: Coutinho, eu acho que você já lidou com coisas muito mais difíceis do que uma mala.$
-(risos).$
-GERALDO: Você não vai fazer a pergunta?$
-LEILA: A pergunta é: o que é, na visão de vocês, projeto, em sentido amplo? $ -COUTINHO: Aí a gente abre a mala a e pega um objeto que é isso?$
-LEILA: E responde com os objetos que tem na mala, a ideia é construir as respostas com os objetos que têm na mala.$
-GERALDO: Nossa, com tampa! Tem bastante opção, hein.$
-ADA: Pra mim projeto tem que pegar o avião porque é uma viagem, né. Sempre! Eu vou na flauta. Vou ter que flautar um pouquinho pra ter inspiração.$
-JOAQUIM: Mas não é uma coisa que tem início meio e fim?$ -ADA: Não sei.$
-GERALDO: Engenheiro característico.$
-JOAQUIM: To tirando daqui, não to pegando tudo pra mim não, hein.$ -ADA: Eu vou na música.$
-GERALDO: O que é isso aqui, você que é engenheiro?$ -JOAQUIM: Isso aí deve ser uma...Sei lá.$.
- MERCIA: Na África um projeto pode ser enquadrar esses bichinho tudo em alguma lugar.$
-(risos).$
-ADA: To me sentindo numa sessão de terapia.$ -(risos).$
-GERALDO: Eu vou ganhar um pouco mais de conforto.$
- MERCIA: Tem uma arvorezinha aí não, é? Tem uma arvorezinha?$
- COUTINHO: Na minha visão projeto é um Lego desmontado, e ponto. Porque ele tá ali pra ter que montar. É, montar. Como vai ser montado, etc.$
- GERALDO: Olha, pra mim projeto começa com um sonho. Apesar disso aqui ser uma cama de hospital, não é essa a representação. O fato de representar um sonho mesmo, que começa normalmente com uma pessoa que se identifica com uma questão, uma situação, com uma angústia. Normalmente é angústia, né, que move as pessoas. E o amor por alguém, ou por uma causa; e que encontra outras pessoas que compartilham desse ponto de vista, dessa visão, dessa causa pra construir ferramentas pra dar conta daquele sonho de responder a uma angústia, um processo, uma necessidade da sociedade.$
-ADA: E eu concordo com o Geraldo. Eu tenho um pouco essa visão eu acho que projeto, a palavra mesmo já diz, você projeta, você joga, você pega aquilo que você está pensando a respeito de uma determinada situação que tá desarrumada, não é? E você sonha, você imagina, uns sonham, outros desenham, outros fazem cálculo depende aí da visão de cada um. Mas pra mim é sempre uma viagem. Por isso que eu botei o aviãozinho aqui. É sempre uma viagem, então tem que fazer o olho brilhar, sabe? Que nem aquela viagem que a gente alguém diz assim “olha, vamos pra não sei aonde” “ah, será?”, Aí não vale a pena. Tem que fazer o olho brilhar. Tem que ser aquela coisa de que você sabe que você vai fazer a diferença. Que aquilo que você for fazer faz diferença. Aí você tem que viajar muito. Você tem que soltar a imaginação, você tem que olhar pras pessoas. Todo projeto envolve pessoas, mesmo que você esteja fazendo um projeto da faculdade, da fauna marítima, que tá aqui representada, ele envolve pessoa. Ou as pessoas que tão financiando, ou as pessoas que tão fazendo, sempre as pessoas tão envolvidas. E o projeto precisa contribuir com a evolução dessas pessoas, com a melhoria dessas pessoas, em todos os sentidos. Ah! Eu botei um palhaço aqui porque eu acho que pra gente conseguir fazer um projeto pra gente conseguir fazer, montar um projeto, fazer
com que ele aconteça, com que ele dê resultado, você também tem que ter um bom humor extraordinário.$
-(risos).$
-MERCIA: Você tem que ter a tenacidade, assim, a resistência de um elefante e a garra de uma onça pintada. Isso aqui é uma árvore, viu, só pra eu dizer que não falei de árvores, que é meu metiê predileto. Então eu acho que é isso, acho que projeto é o seu sonho, o sonho que você tem resposta a uma situação que tá colocada e que te incomoda muito. Aí você sonha, você viaja, você imagina, você cataloga expertises, você vê o que o que você pode fazer com aquilo, e aí você tem que ir com muito bom humor, muita garra, muita coragem muita persistência pra conseguir o realmente é teu objetivo. Que é, e não pode ser diferente, se for diferente eu acho que a pessoa não tem que tá na área social. Se o objetivo for outro, o objetivo primeiro que é o que te contribui pra melhoria da qualidade de vida das pessoas, pra melhoria da qualidade de vida ambiental se for outro, o cara tá na área errada.$
-COUTINHO: É como eu disse, pra mim projeto são peças de um Lego que flutuam, que alguém vai capta esses Legos. Alguém vai dar forma de alguma maneira, a isso que já existe por aí, e a ponta final disso cabe a competência, cabe a sorte, se foi a pessoa correta que captou esses Legos na mão, e ela deve startar, porque, tem que começar por uma pessoa, é a capacidade de dar forma às peças que já existem.$