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Como expusemos anteriormente, para a coleta de dados da pesquisa, foram elaborados dois protocolos, os quais detalhamos neste item.

O protocolo de coleta de dados permite selecionar informações sobre a identificação do periódico (título, instituição, unidade, editores, ano de fundação, periodicidade, ISSN impresso e eletrônico, endereço para correspondência, home page,

extrínsecos e intrínsecos do periódicos impresso e do eletrônico, conforme o esquema abaixo:

• Análise do periódico impresso:

- Aspectos extrínsecos: formato (formato adotado, número total de volumes, de fascículos e de artigos), publicação (periodicidade, tempo de publicação, regularidade, interrupção), capas (mudanças na apresentação), normalização (normas indicadas para formatação do periódico, para referências, sequencia de apresentação dos artigos, legenda bibliográfica, ficha catalográfica, endereço completo e registro do periódico, indicação de periodicidade, índices, indexação, bases indexadoras, conselho editorial), instrução aos autores (sobre elaboração dos artigos, linha editorial− foco e/ou missão −, originalidade, número de páginas e idioma dos artigos, do sumário, dos resumos e palavras-chaves, instruções sobre elaboração de referências, data de recebimento e/ou publicação dos artigos, direitos autorais), avaliação dos artigos (apresentação dos critérios, arbitragem por pares), difusão (forma de distribuição, tiragem, divulgação), custos (para manutenção do periódico impresso, órgão/instituição responsável pelas verbas, apoios/patrocínios, equipe de trabalho);

- Aspectos intrínsecos: colaboração (autoria Individual e coletiva), divisão de conteúdo (seções), edições (edições temáticas, temas mais frequentes – assuntos).

• Análise do periódico eletrônico:

- Aspectos extrínsecos: formato (tecnologia utilizada, seu uso total ou parcial, número total de volumes, fascículos e artigos em formato eletrônico − integral e parcial −, coleção completa em formato eletrônico, processo de digitalização dos retrospectivos, formato de apresentação), publicação (início da publicação eletrônica, anterior ou posterior à política da PROPe, periodicidade, tempo de publicação, regularidade, interrupção), formas de acesso (acesso restrito ou livre), home page (mudanças na página da revista), normalização (normas indicadas para formatação do periódico eletrônico, sequencia de apresentação dos artigos, normas indicadas para referências, legenda bibliográfica, ficha catalográfica, endereço eletrônico, registro do periódico eletrônico − ISSN e DOI −, indicação de periodicidade, módulo de pesquisa nos números, índices eletrônicos, indexação, bases indexadoras, conselho editorial), instrução aos autores (instruções sobre elaboração dos artigos, instruções sobre funcionamento da tecnologia utilizada, editor de texto adotado, contato de suporte, linha editorial − foco e/ou missão −, originalidade, número de páginas dos artigos, tamanho do arquivo, idioma dos artigos, do sumário, dos resumos e das palavras-chaves,

instruções sobre elaboração de referências, data de recebimento e/ou publicação dos artigos, direitos autorais), avaliação dos artigos (apresentação dos critérios, arbitragem por pares, submissões cegas), difusão (forma de distribuição, divulgação), multimídia ou outros (utilização de recursos multimídia, imagens, sons, apresentação de índices de citação), armazenamento e preservação (formas), sistema de organização (esquemas e estruturas), de navegação (hierárquico, global, local, ad hoc), de rotulagem (textual, iconográfico), de busca (por item conhecido, por ideias abstratas, exploratória, compreensiva), conteúdo das informações (objetividade, navegabilidade, visibilidade), usabilidade do site (interface amigável, navegabilidade, funcionalidade, ajuda (suporte),

feedback), custos (aproximados para manutenção do periódico eletrônico,

órgão/instituição responsável pelas verbas, apoios/patrocínios, equipe de trabalho); - Aspectos intrínsecos: colaboração (autoria individual e coletiva), divisão de conteúdo (seções), edições (temáticas, temas mais frequentes – assuntos).

Além desses aspectos, o protocolo de coleta de dados também oferece uma

caracterização dos artigos, baseada em Rosemary Silva (2008), e descrevem o volume

(volume, número, mês e ano, quantidade de artigos, tipologia, identificação do tema, afinidade com a temática da revista), artigos (título, idioma, resumo, palavras-chave,

abstract, keywords, número de páginas), autoria (autor, autoria individual ou coletiva,

afiliação científica, origem geográfica, formação profissional, nível acadêmico) e conteúdo (referências).

Por sua vez, o protocolo de coleta de opiniões é mais conciso, formado por uma breve apresentação do trabalho de pesquisa e pelas questões endereçadas a editores e ao representante da PROPe. No decorrer da pesquisa e de acordo com as necessidades do trabalho, o protocolo necessitou de modificações para atingir efetivamente os sujeitos selecionados. Desse modo, abaixo apresentamos as questões endereçadas aos editores e, na sequencia, as questões endereçadas ao representante da PROPe:

Editores

1. Apesar das várias vantagens diagnosticadas para os periódicos eletrônicos, ainda é comum a ideia de que a área de Ciências Humanas apresenta algumas resistências advindas de sua forte ligação com a publicação impressa. Qual o impacto da mudança e da coexistência do formato impresso e eletrônico para a

Revista de Letras?

3. Qual o impacto e os desafios apresentados e enfrentados por editores, autores, avaliadores, membros de conselho editorial e leitores?

4. Quais serão os rumos e tendências para o futuro da Revista de Letras?

Representante PROPe

1. Qual o papel do Conselho Editorial de Periódicos Científicos da UNESP?

2. O que impulsionou a criação da nova política para revistas científicas da UNESP?

3. Na política, há um item sobre a implantação da difusão em suporte eletrônico. Apesar das várias vantagens diagnosticadas para os periódicos eletrônicos, ainda é comum a ideia de que a área de Ciências Humanas apresenta algumas resistências advindas de sua forte ligação com a publicação impressa. Para a senhora, qual o impacto da mudança e da coexistência do formato impresso e eletrônico para a Revista de Letras e para outras revistas institucionais da área de humanidades da UNESP?

4. Qual o impacto e os desafios apresentados e enfrentados por editores, autores, avaliadores, membros de conselho editorial e leitores com a nova política? 5. O que destacaria como os rumos e as tendências para o futuro das revistas

institucionais da UNESP?

6. O que impulsionou a criação da versão eletrônica da Revista de Letras? Foi antes

ou depois da determinação da PROPe?

7. Quais serão os rumos e tendências para o futuro da Revista de Letras?

Os dados foram descritos e organizados com o auxílio de uma planilha do

Microsoft Excel 2007 para posteriormente realizarmos os estudos estatísticos, a análise e

a interpretação dos dados, além da representação em gráficos e tabelas. A primeira fase foi dividida em três etapas: observação das coleções, leitura dos resumos, palavras- chave e artigos, quando necessário, e registro das informações na planilha. A segunda fase foi a análise propriamente dita, organização e tratamento bibliométrico dos dados coletados por meio dos softwares Microsoft Excel 2007 e Vantage Point para as análises bivariadas.

[...] extrai conhecimento de bases textuais, possibilitando a descoberta de novas tecnologias, pessoas e organizações chave, realizando o mapeamento e decomposição de dados por meio da identificação de suas relações de dependências. Além disso é uma ferramenta analítica, flexível, que pode ser configurada em qualquer tipo de bases de dados estruturada em texto.

A escolha do software deve-se aos recursos que disponibiliza, tais como

rankings (listas de frequências), matrizes de coocorrência (relacionamento entre

pessoas), mapas de agrupamento (estatístico de elementos e representação visual), grupos selecionados manualmente (criação de subconjuntos de dados), comparação de listas, tesauros (padronização de nomes de entidades) e subconjuntos de dados que, enfim, geram listas de frequências de campos selecionados e mapas de relacionamento, automatizando e facilitando as análises bibliométricas (SILVA, 2004).

Os protocolos, na íntegra, podem ser consultados nos apêndices desta dissertação. Abaixo apresentamos mais detalhes do nosso corpus.