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Liability for collisions

5 Liability for automated ships

5.3 Liability for collisions

11 - Diagrama da estrutura da tese (desenho da autora). Este diagrama representa a organização geral deste documento, os seis capítulos explicativos cuja relação dinâmica permitiu gerar os dois capítulos implicados.

Este documento organiza-se em seis capítulos explicativos e dois capítulos implica- dos. A ordem de apresentação é linear mas não representa uma hierarquia ou sequência. Infelizmente não é possível realizar um texto organizado em círculo mas gostaríamos de, tal como conseguiu Isaac Newton em relação à cor, organizar este documento escrito numa estrutura circular. A imagem ideal seria apresentar os seis capítulos explicativos num círculo dinâmico, representando desta forma a importância que cada capítulo tem na investigação e sua inter-relação, seria também a forma mais correta de apresentar o método de trabalho empregue na investigação e na redação do próprio documento, um movimento periférico perpétuo. No centro, onde se cruzam e sobrepõem os conteúdos destes seis capítulos estão os dois capítulos implicados, o capítulo referente à análise das estratégias cromáticas no desenho e as conclusões finais. Estes estão no centro, envolvidos pelos restantes, porque resultam do estudo e clarificação das matérias e conteúdos teóricos dos outros seis.

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No capítulo Desenho/disegno procura-se encontrar, na raiz da teoria do desenho, as

razões que levaram à ausência da cor na conceção e na prática desta disciplina e meio de expressão artístico. A afirmação do desenho como disciplina autónoma está diretamente relacionada com o desenvolvimento das teorias de arte e das primeiras teorias do desenho, em paralelo com a conceção de desenho como manifestação da idea do artista. A teoria clássica do desenho marca profundamente o modo como a cultura ocidental se relaciona e concebe esta prática. Propomos revisitar a teoria do desenho e a sua releitura a partir de uma perspetiva distinta, observando os dados que permitem ajudar a compreender o que exclui a cor do desenho e perceber as razões que levaram à adoção de uma representação apenas a linha, e contorno, e mesmo assim ser considerada válida e suficiente. Um desenho pode excluir qualidades cromáticas da forma e do espaço, valorizando propriedades geomé- trico-matemáticas e ser reconhecido como substituto da obra e reflexo do pensamento do autor, noções que terão tido forte ímpeto no século XVI e ficado consolidadas com a opo- sição disegno e colore.

No capítulo Um desenho para Arquitetura procura-se entender os componentes que caracterizam o desenho como ferramenta ou instrumento do pensar e comunicar arquitetu- ra. Começa-se por realizar uma breve revisão da história desta prática, de modo a entender como é que a relação entre desenho e arquitetura se foi consolidando. Na prática contem- porânea as funções ou o entendimento do que pode ser o desenho estão profundamente analisados em extensa bibliografia disponível e atualizada, desta foram escolhidos autores que pareceram relevantes de modo a caracterizar as principais funções que se atribui ao desenho enquanto prática instrumental no processo criativo da arquitetura: comunicar e pensar. Deste estudo o que parece significativo é o entendimento do desenho como a tra- dução da conceção mental do arquiteto, revelando o que este pensa e que fica visualmente apresentado e acessível. Isto vem reforçar a ideia de que não havendo evidências de cor não há reflexão sobre este fenómeno na conceção do projeto.

A conceção do desenho como reflexo do pensamento arquitetónico está presente no capítulo Elementos para um entendimento da cor no desenho. Neste capítulo reunimos todos os documentos encontrados, sistematizando conteúdos e ideias que refletem e investigam o uso da cor no desenho de arquitetura. Os autores aqui estudados representam as principais ideias e reflexões encontradas sobre o espaço ou as funções das cores no desenho. Este estudo foi fundamental para confirmar que o desenho é concebido sem cor, e que essa ausência significa a exclusão desta do pensamento arquitetónico. Pretendemos com este trabalho reunir e analisar as principais proposições que validam a exploração da cor na prá- tica projetiva do desenho e fazer uma resenha de teorias e ideias sobre a cor no desenho, o que é em si mesmo um trabalho pioneiro pelo menos em Portugal.

O capítulo Interpretar a Cor divide-se em duas partes: Com que palavras “colorimos”; Di- mensões da experiência com cor. Na primeira parte refletimos sobre a dificuldade em falar e es- crever sobre este inefável fenómeno (talvez seja mais confortável pensar e comunicar sobre cor através da própria cor). As palavras que possuímos não são suficientes para explicar

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todas as cores que vemos e todas as sensações que temos ao experienciá-las. Por outro lado, a terminologia cromática parece ser mais útil para compreender a relação que uma cultura ou uma sociedade tem com a cor, do que para recorrer a este vocabulário na escrita, na reflexão e na comunicação. Na segunda parte procuramos explicar que elementos inter- vêm na experiência cromática, recorrendo à pirâmide de Mahnke (1996), e que parâmetros devem ser considerados para servir como conceitos ou princípios para a análise do papel das cores no desenho, com base da teoria paramétrica da cor de Van Leeuwen (2011).

No capítulo Visão Cromática debruçamo-nos sobre o estudo do fenómeno cor do ponto de vista da anatomia e fisiologia da visão e processos cognitivos que estão envolvi- dos na perceção cromática. Neste capítulo procura-se perceber as características principais do sistema visual cromático de modo a reconhecer as qualidades visuais da cor e como podem ser exploradas. São determinadas as funções da visão cromática, com base na litera- tura consultada que inclui a psicologia e a neurociência, no sentido de fornecer pistas que ajudem a perceber o papel deste fenómeno em ações cognitivas e psicológicas e por exten- são às ações projetivas.

No capítulo Classificação da cor descrevemos os principais componentes associados ao seu estudo e caracterização, como as cores primárias ou o círculo cromático. São trata- das as dimensões da cor e os esquemas cromáticos, procurando caracterizá-los com base no estudo da teoria das cores, história da cor na arte e na arquitetura e os seus potenciais significados culturais ou identitários. O objetivo deste capítulo é compreender os parâme- tros que devem ser observados na sua análise em desenho e refletir sobre o modo como cada um destes elementos pode ser particular para o processo criativo. Consideramos que estes elementos, como a determinação das dimensões da cor e a importância dos esquemas cromáticos, são por si já uma reflexão sobre o potencial papel da cor no desenho de arqui- tetura.

Os seis capítulos descritos acima constituem a investigação teórica realizada para compreender a relação entre desenho e cor e o respetivo papel da cor. Este trabalho permi- tiu fundar algumas ideias sobre de que forma é que os desenhadores empregam cor no desenho de processo de arquitetura. Tanto a matéria teórica como as conclusões prelimina- res alimentam e consubstanciam os capítulos implicados e que são inferidos pelos resulta- dos do trabalho de observação e análise dos desenhos de arquitetos. Estes dois capítulos implicados são: Estratégias cromáticas em desenho e as Conclusões onde se encontram modos de utilização da cor, as conclusões e a síntese, respetivamente.

Em Estratégias cromáticas em desenho apresentamos o resultado da análise dos dese- nhos recolhidos. Esta análise foi reorganizada de modo a apresentar conclusões gerais e operativas e não o estudo particular das estratégias empregues em cada desenho por cada autor. Deste modo esperamos deixar claro os possíveis papéis que a cor pode ter no pro- cesso gráfico criativo, reconhecendo duas disposições centrais para a utilização da cor e que refletem dois polos complementares e não exclusivos, o papel subordinado da cor ou o seu papel como metáfora comunicativa e criativa.

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Nas Conclusões apresentamos um resumo das deduções e do resultado do trabalho. Este capítulo articula as ideias expressas ao longo de todo o processo e sintetiza a investi- gação realizada no capítulo 6, resumindo as principais ideias e noções que circunscrevem a prática do desenho em arquitetura e os limites destas teorias, apontando para o modo co- mo esta conceção de desenho afasta o uso da cor. Apresenta as principais ideias sobre o uso da cor no desenho com base na investigação teórica e na pesquisa nas fontes diretas. Avança com argumentos que valorizam a importância da exploração da cor no desenho e o contributo deste trabalho para a pesquisa científica e para o reconhecimento da Cor.

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