• No results found

The LHC and the ATLAS Experiment

2.2 The LHC physics programme

• Escala de comunicação (verbal e não verbal) entre pai e filho*: uma escala tipo

Likert de 22 itens, com a pontuação dos itens variando entre 0, ‘nunca’ a 365,

‘uma vez por dia’ (α = 0,95 para a escala avaliada pelo pai e α = 0,96 para a escala avaliada pela mãe);

• Escala de participação do pai nos cuidados com o filho*: uma escala tipo Likert de 14 itens, com a pontuação dos itens variando entre 1, ‘nenhuma participação’ a 5, ‘muita participação’(α = 0,95 para a escala avaliada pelo pai e α = 0,96 para a escala avaliada pela mãe);

• Escala de participação do pai nas atividades escolares, culturais e de lazer do

filho*: uma escala tipo Likert de 19 itens, com a pontuação dos itens variando

5

As mães também responderam as escalas sobre o envolvimento paterno, para que fosse possível comparar a opinião de pais e de mães.

entre 0, ‘nunca’ a 365, ‘uma vez por dia’ (α = 0,96 para a escala avaliada pelo pai e α = 0,95 para a escala avaliada pela mãe);

• Questões abertas sobre: quantas horas o pai fica com o filho, por dia, fazendo alguma atividade; quais os comportamentos do filho que agradam e desagradam o pai; descrição do comportamento do pai quando o filho faz algo que o desagrada; descrição do ambiente de estudo do filho e descrição da rotina diária de estudos do filho;

• Questões fechadas sobre: atitude do pai ao agir errado com o filho; participação do pai em reuniões escolares do filho e freqüência de contato do pai com o (s) professor (es) de seu filho.

Inventário de Habilidades Sociais – IHS-Del-Prette

Instrumento de auto-relato, composto por 38 itens que descrevem situações de interação social em diferentes contextos (trabalho, lazer e família); solicitando-se ao respondente estimar a freqüência com a qual reage a uma situação descrita em cada item, em uma escala tipo Likert que varia de 0 (nunca ou raramente) a 4 (sempre ou quase sempre) e avalia cinco fatores: (a) enfrentamento e auto-afirmação com risco; (b) auto-afirmação na expressão de sentimento positivo; (c) conversação e desenvoltura social; (d) auto-exposição a desconhecidos e situações novas; (e) autocontrole da agressividade. Trata-se de um instrumento aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia, com estudos psicométricos que atestam sua validade e confiabilidade (Del Prette & Del Prette, 2001).

Social Skills Rating System – SSRS – Versão para Pais6

Este sistema avalia o repertório de habilidades sociais, os problemas de comportamento e a competência acadêmica de crianças (da Pré-escola à 6a série), sendo

6

As mães também avaliaram o repertório de habilidades sociais e os problemas de comportamento das crianças, para que fosse possível comparar a opinião de pais e de mães.

elaborado por Gresham e Elliott (1990), validado para o nosso contexto por Bandeira, Del Prette, Del Prette e Magalhães (no prelo). Esta versão do SSRS foi aplicada para avaliar a percepção dos pais quanto ao repertório de habilidades sociais e à existência e intensidade de problemas de comportamento internalizantes e externalizantes nas crianças, sendo composto por duas escalas tipo Likert: (a) 38 itens, em que os pais assinalam qual a freqüência (nunca, algumas vezes e muito freqüente) com a qual a criança emite cada uma das respostas em diferentes situações de interação social e qual o grau de importância (não importante, importante e indispensável) que atribuem a cada comportamento (sendo distribuídos esses itens em seis fatores: Cooperação, Amabilidade, Iniciativa/Desenvoltura Social, Assertividade, Autocontrole/Civilidade e Autocontrole Passivo) e (b) 17 itens em que os pais assinalam qual a freqüência (nunca, algumas vezes e muito freqüente) com qual a criança emite cada um dos comportamentos problema (sendo distribuídos em três fatores: hiperatividade, comportamentos problemáticos externalizantes e comportamentos problemáticos internalizantes). Por meio da análise de consistência interna, verificou-se que o SSRS- Versão para Pais, apresentou um α = 0,83 quando avaliado pelo pai e α = 0,81 quando avaliado pela mãe.

Avaliação da estrutura da intervenção

Tanto os pais quanto as mães que participaram da intervenção preencheram questionários, a partir dos tópicos trabalhados durante a intervenção, para avaliarem diferentes aspectos da qualidade da intervenção, ao final de cada sessão (Anexo 4) e ao final do programa de intervenção (Anexo 5, adaptado de Larsen, Attkinson & Ngyyen, 1979 apud Gallo, 2006). Cada questionário é composto por dois objetivos: (a) Avaliação do Contexto Programático da Intervenção, que avalia os temas abordados e

os procedimentos utilizados e (b) Avaliação da Performance dos Pais, para verificar a assimilação dos conteúdos abordados durante a intervenção.

Medidas das crianças Questionário para a criança

Para avaliar a opinião das crianças, quanto ao envolvimento paterno, aplicou-se o questionário “Avaliação do relacionamento com o pai” (Anexo 6). Este questionário contém duas escalas tipo Likert – comunicação entre pai e filho (α = 0,96) e participação do pai nas atividades escolares, culturais e de lazer do filho (α = 0,96), adaptadas do questionário direcionado aos pais. Utilizaram-se fichas de cada alternativa, para que as crianças indicassem a que condizia com a sua realidade.

Questionário para avaliação do autoconceito (Self-description Questionnaire 1 – SDQ1)

Para avaliar o autoconceito das crianças, foi utilizado o questionário Self- description Questionnaire 1 – SDQ1, que foi elaborado por Marsh e Smith (1982), validado na Inglaterra e na Austrália e adaptado para nosso contexto por Garcia e De Rose (2000). Este questionário é composto por 76 itens distribuídos em oito escalas (Habilidades Físicas, Aparência Física, Relacionamento com os Colegas, Relacionamento com os Pais, Leitura, Matemática, Assuntos Escolares em geral e Autoconceito Geral). Estas oito escalas são divididas em duas categorias: autoconceito não acadêmico e autoconceito acadêmico. Para completar o questionário, as crianças respondem a uma série de afirmações, usando uma escala tipo Likert com pontuações variando entre 1 ‘sempre falso’ a 5 ‘sempre verdade’ a respeito de cada afirmação. A análise de consistência interna apresentou um α = 0,98. Utilizaram-se fichas de cada alternativa, para que as crianças indicassem a que condizia com a sua realidade.

Teste de Desempenho Escolar – TDE

Para obter um índice do desempenho escolar das crianças, foi utilizado o Teste de Desempenho Escolar – TDE (Stein, 1994), que é um instrumento com propriedades psicométricas adequadas (confiabilidade interna) que avalia as capacidades fundamentais para o desempenho escolar. Este teste foi concebido para a avaliação de escolares de 1a a 6a séries do Ensino Fundamental e é composto por três subtestes: (a) escrita, envolve a escrita do nome próprio e de 34 palavras isoladas apresentadas sob a forma de ditado; (b) aritmética, requer a solução oral de três problemas e cálculos de 35 operações aritméticas, por escrito e (c) leitura, requer o conhecimento de 70 palavras, isoladas do contexto. Pela análise de consistência interna, verificou-se um α = 0,79.

Social Skills Rating System – SSRS – Auto-avaliação

Esta versão foi aplicada para as crianças se auto-avaliarem quanto ao seu repertório de habilidades sociais, sendo composta por uma escala tipo Likert de 34 itens, distribuídos em seis fatores (Responsabilidade, Empatia, Assertividade, Autocontrole, Evitação de Problemas e Expressão de Sentimento Positivo) em que a criança assinala a freqüência (nunca, algumas vezes e muito freqüente) com a qual emite cada uma das respostas nas diferentes situações de interação social (Gresham & Elliott, 1990, validado para o nosso contexto por Bandeira & cols., no prelo). A consistência interna, por meio dos dados desta amostra, do SSRS-Auto-avaliação foi de α = 0,94. Como tinham crianças, nesta amostra entre seis e nove anos e o instrumento é adaptado para crianças com até oito anos de idade, utilizaram-se fichas de cada alternativa, para que as crianças indicassem a que condizia com a sua realidade.

Medidas das professoras

Roteiro de entrevista para o professor

As professoras preencheram o questionário “Avaliação do desempenho

acadêmico e dos comportamentos dos alunos” (Anexo 7) que foi elaborado com base

em instrumentos já existentes (Lisboa & Koller, 2001; Omeño, 2004; Santos 2001). Este questionário avalia a percepção da professora quanto ao desempenho acadêmico dos alunos, os comportamentos dos alunos em sala de aula, como é a participação do pai nas atividades escolares do filho e como é o relacionamento da criança com seu pai.

Social Skills Rating System – SSRS – Versão para Professores

Esta versão foi aplicada para avaliar a percepção das professoras quanto ao repertório de habilidades sociais, a existência e intensidade de problemas de comportamento internalizantes e externalizantes e o desempenho acadêmico das crianças, em contexto de sala de aula, sendo composta por três escalas tipo Likert: (a) 30 itens, em que a professora assinala qual a freqüência (nunca, algumas vezes e muito freqüente) com a qual a criança emite cada uma das respostas nas diferentes situações de interação social e qual o grau de importância (não importante, importante e indispensável) que ela atribui a cada comportamento (sendo distribuídos esses itens em cinco fatores: Responsabilidade/Cooperação, Asserção Positiva, Autocontrole, Autodefesa e Cooperação com Pares); (b) 18 itens em que a professora assinala qual a freqüência (nunca, algumas vezes e muito freqüente) com a qual a criança emite cada um dos comportamentos problema (sendo distribuídos esses itens em dois fatores: comportamentos problemáticos externalizantes e comportamentos problemáticos internalizantes) e (c) nove itens em que a professora avalia o desempenho acadêmico da criança (Gresham & Elliott, 1990, validado para o nosso contexto por Bandeira & cols., no prelo). A análise de consistência interna mostrou um α = 0,81.

Procedimento de coleta de dados

Antes de iniciar a coleta de dados, foi realizado um contato com a diretora e com as professoras (da 1a e 2a séries do Ensino Fundamental), para explicar os objetivos da pesquisa e os procedimentos da coleta de dados. Neste encontro foram estabelecidos os dias para as coletas de dados, bem como as aulas que poderiam ser aproveitadas para coletá-los. Além disso, foram entregues o projeto de pesquisa e o Termo de

Consentimento Livre e Esclarecido.

Seleção da amostra

Para separar os efeitos da intervenção de mudanças produzidas por demais variáveis (história, maturação da criança, mudanças de atitudes de ambos os pais e dos professores de acordo com a idade da criança), formaram-se três grupos: experimental 1 (GE1 – formado por homens que participaram da intervenção), experimental 2 (GE2 – formado por homens, cujas esposas participaram da intervenção) e controle (GC – formado por homens que quiseram participar da intervenção, mas por causa dos horários não conseguiram participar e nem as suas esposas). O grupo controle, por uma questão ética, recebeu a intervenção (após passarem pela coleta de dados), que não foi avaliada neste estudo.

Para medir os impactos do programa de intervenção para pais sobre o envolvimento paterno e o desenvolvimento da criança, utilizou-se um delineamento pré/pós-teste com grupo controle não equivalente. Segundo Cozby (2006), nesse delineamento existe grupo experimental e grupo controle, mas os participantes não foram aleatoriamente selecionados, ou seja, foram distribuídos pelas condições. Apesar dos dois grupos poder não ser equivalentes, os escores do pré-teste podem ser comparados com os escores do pós-teste.

Nos grupos GE1, GE2 e GC foram solicitadas a participação das crianças (da 1a e 2a séries do Ensino Fundamental), dos seus pais, das suas mães e dos seus professores (existe um professor para cada sala de 1a e 2a séries, nas instituições alvos deste estudo). Foram utilizados como critérios para ser participante: a criança viver com ambos os pais (biológicos ou não), a criança estar alfabetizada (considerou-se alfabetizada a criança que apresentou o mínimo de cinco pontos em escrita e aritmética e 14 pontos em leitura no TDE), o pai estar empregado, e se interessar em participar da intervenção. Os pais do GC atenderam a todos esses critérios, sendo que não participaram da intervenção por não terem horário compatível com os oferecidos para realização do grupo. Considerando os pais que ingressaram nos grupos de intervenção, no total houve uma desistência de 14 pais na primeira (58,3% dos pais e/ou mães), sete pais na segunda (22,6% dos pais e/ou mães), e cinco na terceira escola (14,7% dos pais e/ou mães). No total foram entregues aproximadamente 180 convites na primeira escola e 240 na segunda e terceira escola, tanto para os pais quanto para as mães.

Os participantes que não se enquadravam nesse perfil foram convidados a participar do grupo no ano seguinte. Os três grupos foram constituídos, sem a utilização de sorteios. Para analisar o impacto da intervenção a curto prazo, consideraram-se os participantes que permaneceram na pesquisa no pré-teste e pós-teste e para analisar o impacto da intervenção a longo prazo consideraram-se os participantes que permaneceram na pesquisa no follow-up. A estrutura dos grupos, assim como a forma de participação dos mesmos, estão descritas na Tabela 4.

Tabela 4. Estrutura e forma de participação do grupo experimental 1, experimental 2 e controle GE1 GE2 GC Características da amostra. - 29 ♂ (participaram da intervenção) - 29 ♀ (não participaram da intervenção) - 29 crianças - 34 ♂ (não participaram da intervenção) - 34 ♀ (participaram da intervenção) - 36 crianças - 34 ♂ (participaram da intervenção) - 34 ♀ (não participaram da intervenção) - 34 crianças Avaliação da qualidade da intervenção. - 29 ♂ - 34 ♂ ---

Avaliação do impacto da intervenção (pré-teste, pós-teste e follow-up). Bem-estar pessoal e

familiar.

- 29 ♂ - 34 ♂ - 34 ♂

Envolvimento paterno. - 29 ♂, ♀ e crianças - 34 ♂, ♀ e 36 crianças - 34 ♂, ♀ e crianças Habilidades sociais - IHS-Del-Prette - 29 ♂ - 34 ♂ - 34 ♂ Habilidades sociais e problemas de comportamento - SSRS

- 29 ♂, ♀ e crianças - 34 ♂, ♀ e 36 crianças - 34 ♂, ♀ e crianças

Desempenho acadêmico - TDE

- 29 crianças - 36 crianças - 34 crianças Autoconceito – SDQ1 - 29 crianças - 36 crianças - 34 crianças

Coleta de dados

Após o consentimento da diretora e das professoras, a pesquisadora entrou em contato com os pais, para convidá-los a participarem da intervenção, por meio de uma carta (Anexo 8). Além disso, explicou-se as atividades que estariam desenvolvendo, os testes que seriam aplicados nos seus filhos e a intervenção. Com os pais que quiseram participar da intervenção e aceitaram a participação do filho na pesquisa, foram entregues os dois Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (pai e criança). É importante destacar que todos os dados coletados, incluindo durante a intervenção, se referiam ao relacionamento entre pai e filho da 1ª ou 2ª série do Ensino Fundamental - nas coletas do pré-teste e do pós-teste e entre pai e filho da 2ª ou 3ª série do Ensino Fundamental - na coleta do follow-up (os pais recebiam instruções escrita e oral sobre esse critério).

A coleta de dados com todos os participante foi realizada apenas pela pesquisadora, tendo uma duração de aproximadamente um mês na primeira escola e

dois meses na segunda e terceira escola, para cada fase do estudo (pré-teste, pós-teste e

follow-up).

Aplicação do pré-teste, pós-teste e follow-up

A coleta de dados seguiu o mesmo procedimento nos três momentos: pré-teste (quando as crianças estavam no início da 1a e 2a séries do Ensino Fundamental), pós- teste e follow-up (quando as crianças estavam no final da 2a e 3a séries do Ensino Fundamental, respectivamente), com o GE1, GE2 e GC. A coleta de dados do pré-teste foi realizada antes do programa de intervenção, a coleta de dados do pós-teste foi realizada após o término do programa de intervenção, ou seja, decorrido três meses da coleta de pré-teste. Por fim, a coleta de dados do follow-up foi realizada após um ano da coleta de dados do pré-teste.

Dados relativos aos pais

Com os pais do GE1, os instrumentos foram preenchidos na primeira e na última sessão da intervenção (nos grupos em que não houve tempo disponível, agendou-se horários para prosseguir à aplicação dos instrumentos), na fase de pré-teste e de pós- teste, respectivamente. Com os pais do GE1, na fase de follow-up e com os pais do GE2 e do GC, nas três fases de coleta de dados, os instrumentos foram preenchidos em grupos de aproximadamente cinco pais, em horários agendados.

Os instrumentos Avaliação do bem-estar pessoal e familiar e do relacionamento

pai-filho – Versão paterna (tempo para aplicação de 40 minutos), e Social Skills Rating System – SSRS – Versão para Pais (tempo para aplicação de 20 minutos), foram

aplicados sob a forma de entrevistas individuais. Com o Inventário de Habilidades

Sociais – IHS-Del-Prette (tempo para aplicação de 25 minutos), a pesquisadora

explicava como preencher e os pais esclareciam as dúvidas que tinham, no decorrer da aplicação. As mães também preencheram o SSRS – Versão para Pais, de acordo com os

mesmos procedimentos de coleta dos pais. Como a coleta era realizada em grupo, enquanto alguns pais preenchiam o IHS-Del Prette, a pesquisadora realizava entrevistas individuais com base nos outros instrumentos.

Dados relativos às crianças

Concomitante à coleta de dados com os pais, a pesquisadora entrou em contato com as crianças em uma sala onde seria realizada a coleta de dados, para explicar as atividades que desenvolveriam e para estabelecer o rapport. Em outro momento, as crianças foram entrevistadas com base no questionário “Avaliação do relacionamento

com o pai” (com tempo estimado para a aplicação de 20 minutos). Em seguida, foram

aplicados o Self-description Questionnaire 1 – SDQI (tempo para a aplicação de 30 minutos), o Teste de Desempenho Escolar – TDE (aplicação individual, com tempo para a aplicação de 45 minutos) e o Social Skills Rating System – SSRS – Auto-avaliação (tempo para a aplicação de 20 minutos). Essas avaliações foram realizadas em grupos de cinco alunos, em mais de um dia, para que as crianças se sentissem mais confiantes, menos ansiosas e a coleta de dados ocorresse em um clima mais agradável e acolhedor. Com os instrumentos Avaliação do relacionamento com o pai, SDQ1 e o SSRS-Auto-

avaliação, a pesquisadora auxiliou na leitura, explicação de cada item e no

preenchimento dos mesmos. Nos grupos, enquanto algumas crianças preenchiam o

TDE, a pesquisadora realizava entrevistas individuais com base nos outros instrumentos.

A coleta de dados com as crianças foi realizada de modo a não prejudicar suas atividades escolares, considerando o horário da coleta e as informações dos dados às professoras. Nas três fases de coleta de dados, a pesquisadora combinou com a professora, quais os dias em que poderia retirar as crianças da sala de aula para coleta de dados.

Dados relativos às professoras

Concomitante a coleta de dados com as crianças e com os pais, a pesquisadora entrou em contato com as professoras da 1a e da 2a série do Ensino Fundamental (coleta de dados do pré-teste e pós-teste) e da 2a e da 3a série do Ensino Fundamental (coleta de dados do follow-up), a fim de preencherem o questionário “Avaliação do desempenho

acadêmico e dos comportamentos dos alunos” e o teste Social Skills Rating System – SSRS – Versão para Professores. A pesquisadora forneceu as informações sobre como

preencher os instrumentos e esclareceu as dúvidas das professoras, se dirigindo à sala de aula de cada uma e fornecendo as informações individualmente. Desse modo, as professoras puderam preencher os instrumentos em um local de sua preferência. A coleta de dados com as professoras foi realizada de forma a não prejudicar as suas atividades profissionais. A pesquisadora se atentou para que as professoras não tivessem conhecimento do grupo a que grupo cada criança pertencia (GE1, GE2 ou GC) para diminuir a probabilidade de interferir na avaliação das mesmas.

Intervenção7

A intervenção focou o aprimoramento do envolvimento paterno e o ensino de práticas parentais favorecedoras de comportamentos pró-acadêmicos, por parte dos filhos. Utilizaram-se técnicas cognitivo-comportamentais, tendo por objetivo orientar e trabalhar os participantes sobre: (a) os fundamentos da análise aplicada do comportamento; (b) a necessidade de motivar seus filhos a se comportarem bem e a terem comportamentos adequados aos estudos; (c) a identificação dos determinantes de comportamentos desadaptativos dos filhos; (d) a aplicação, no dia a dia, dos procedimentos básicos de modificação do comportamento e (e) as crenças e os valores dos pais. A intervenção se baseou no pressuposto de que as crianças precisam ser

7

A transcrição detalhada dos procedimentos e participação dos pais, de cada sessão encontra-se no Anexo 9.

reforçadas de modo freqüente, contingente, intenso, diferenciado e sistemático e que precisam ter modelos adequados dos pais.

Realizou-se a intervenção com os pais em um período de três meses (12 sessões), com encontros semanais de 90 a 120 minutos de duração. Em todas as sessões, foi solicitada tarefa de casa (exceto na sessão 12), sendo retomada e discutida na próxima sessão. Além disso, durante as sessões eram anotados os exemplos, comentários e os relatos de tarefa de casa dos pais. As anotações eram realizadas ao longo da intervenção, para garantir a maior fidedignidade das mesmas.

Ao final de cada sessão, os pais responderam a um pequeno questionário para avaliar a sessão e foram entregues materiais explicativos (folders, folhetos, exemplos ilustrativos, entre outros) para que levassem para casa e pudessem consultar, quando necessitassem. Estes materiais se encontram no Anexo 10, sendo divididos por sessão.

Ao longo da intervenção, o desempenho dos pais foi avaliado por meio de atividades de “tarefa de casa”, em que os mesmos descreveram as interações semanais com os filhos, a fim de avaliar a generalização da intervenção para o ambiente familiar (Caballo & Simón, 2005; Del Prette & Del Prette, 2005). As tarefas de casa de cada sessão estão descritas nos folders (Anexo 10) e na Tabela 6. As tarefas de casa eram anotadas em um diário de campo. No entanto, não havia possibilidade de verificar quais os pais que fizeram a tarefa de casa e nem anotar os relatos de todos os pais. As anotações foram realizadas mais com caráter de exemplificação.

Do projeto inicial foram acrescentadas algumas temáticas nas sessões, considerando as necessidades apontadas pelos pais (por meio de algumas questões realizadas com os pais, durante a coleta de dados de pré-teste, na Escola 1), pelas professoras (como por exemplo: estimular as atividades acadêmicas em casa; lidar com os problemas de comportamento da criança; estabelecer regras e limites para a criança;

aumentar a auto-estima da criança; respeitar a si mesmo e ao próximo; aprender a educar os filhos para fazer as atividades e obrigações - sem precisar oferecer algo em