Del I Innledende del
3.3 Måloppnåing i Forsvaret
3.3.1 Leveransar
Certamente que os aspetos que ocasionaram os problemas das áreas urbanas nas cidades pós- industriais são muito diversas das razões que ocasionaram a degradação da zona histórica. O abandono da zona histórica surge da evasão das atividades industriais que resultou da decadência das áreas centrais, o processo de decadência está também inserido num processo histórico de abandono dos centros das cidades portuguesas pelas camadas de renda alta. O processo de renovação da zona histórica, ciente do potencial turístico da região, deveria ter em conta medidas para a prevenção histórica da cidadela, definindo objetivos como:
- Promover a reabilitação e a restauração física da área que tenham em consideração o seu potencial económico para a cidade e para a região metropolitana;
- Promover as condições para uma preservação sustentável através do desenvolvimento das atividades económicas.
O Centro Histórico necessita de mais iniciativas privadas de investimento, nomeadamente no que respeita à recuperação de edifícios.
A área da zona histórica necessita de intervenções estruturadas, de programas que visem, de uma forma geral, contribuir para a reabilitação do Centro Histórico, atenuando as suas fragilidades, através de acções de renovação urbanística, subordinada a programas de natureza cultural a social, acções de revitalização dos espaços públicos; acções de reabilitação dos espaços comerciais e da atividade comercial em si.
A cidade necessita de um processo de reabilitação e requalificação , no espaço urbano do centro Histórico, para gerar um fenómeno de indução do processo de reabilitação do edificado, refletido no incremento de acções de reabilitação de imóveis, associados ao aumento da procura do Centro Histórico, enquanto área habitacional mas também de comercio e serviços.
É importante desenvolver um Programa de Acção, que não pretenda resolver todos os problemas, mas sim apostar em algumas vertentes mais estruturadas. É importante definir os objetivos deste Programa de Acção para a regeneração urbana, podendo estes ser (aqui são tidos em conta os critérios da Smart City):
- Conferir ao Centro Histórico de Bragança uma notoriedade cultural e urbana que afirme a Cidade no quadro do sistema urbano do sistema do nordeste peninsular; - Projetar no espaço público o capital artístico, cultural e criativo dos principais
equipamentos locais, garantindo um maior envolvimento e acessibilidade das populações às práticas culturais;
- Reforçar a coesão social urbana no quadro de uma sociedade progressivamente integradora de segmentos vulneráveis da população;
- Instalar novos projetos de investimento económico que contribuam para reforçar a centralidade e cosmopolitismo da Cidade;
- Melhorar a articulação do espaço com soluções de mobilidade mais sustentáveis; - Estimular e atrair novas atividades criativas, favorecendo a reutilização de espaços
devolutos e dos seus ativos patrimoniais.
- Estimular a revitalização socioeconómica de espaços urbanos degradados; - Valorizar e preservar espaços de excelência urbana;
- Reforçar a participação dos cidadãos e inovar nas formas de governação urbana através da cooperação dos diversos atores urbanos.
- Promover a inclusão social, a integração e a igualdade de oportunidades das diferentes comunidades que constituem a cidade;
- Disponibilizar espaços públicos renovados com espaços verdes equipados e seguros; - Reordenar o tráfego automóvel e de transporte público, oferecendo à população um
conjunto de Benefícios e amenidades ambientais assinaláveis;
- Promover dinâmicas de animação sociocultural, que contribuam para o bem-estar, a sociabilidade e a cidadania responsável, designadamente ao nível das práticas ambientais mais adequadas;
- Pequeno espaços ajardinados, recriados nas intervenções de reabilitação do tecido urbano, podem oferecer condições necessárias para atrair espécies de avifauna; - Limpeza e despoluição, com eliminação de focos de degradação;
- Criação de práticas de educação ambiental associadas aos programas de comunicação podem trazer benefícios para a redução dos resíduos sólidos;
- Para além da criação das áreas verdes, que tem um importante papel na captação de CO2 , contribuindo para a absorção de gases de efeito estufo, é importante referir que
as operações de regeneração urbana permitem um ordenamento do trânsito na cidade, permitindo a diminuição da contaminação atmosférica.
- Os espaços verdes marcam de uma forma positiva a paisagem de uma cidade, trazendo um conjunto de factores positivos integrados com o desenvolvimento económico e social da cidade.
Todas estas ideias só poderão ser possíveis se a população assim o permitir, as pessoas deverão ter uma “Ecology of mind” para abraçarem as medidas ecológicas e as tornarem gestos habituais do dia-a-dia. No entanto estas são ideias realizadas a longo prazo, e que devem ser seriamente ponderas.
Desde o ano 2000 que a cidade se tem esforçado para evoluir, principalmente numa vertente ecológica, infelizmente os projetos pensados e realizados poderiam ter mais sucesso se a questão tivesse sido considerada como um todo, tendo em conta o lugar, a sociedade, a cultura e a tradição, assim sendo por mais interessantes que estes projetos sejam, não resolvem o problema na sua totalidade.
4.2. Proposta
4.2.1 - Introdução
A presente proposta, para a Cidadela, situa-se junto às ruas Rainha Dona Amélia, rua da Cidadela e Rua da Igreja, na cidade de Bragança. A área em questão situa-se na zona histórica, rodeada pelos elementos históricos mais marcante da cidade, tal como: a Torre de Menagem, a Domus Municipalis, a Igreja Santa Maria e a muralha que rodeia a cidadela, tendo
esta a forma de um coração. Os elementos apresentados neste item deverão ser acompanhados pelos desenhos técnicos (plantas e cortes) apresentados no Anexo Destacável. Apresenta-se um projeto de Arquitetura e arranjos urbanísticos, relativo ao projeto “Old Town – for Smart City”, para impulsionar o turismo na região, reabilitando uma parte da Cidadela, na zona histórica da cidade de Bragança.
Genericamente, a área da intervenção divide-se em 4 partes:
i) o edifício multifunções – apelidado “Coração da cidade” (devido à forma da muralha);
ii) o parque – Eco Parque; e
iii) a praça + estacionamentos – Praça da Paragem (nome original) e o parque de estacionamento subterrâneo.
iv) o hotel turístico – HC Hotel + Bungalows (Heart of the City + Bungalows);
Estes novos elementos comunicam através de um ponto, situado no eco parque, onde todos os percursos convergem; assim sendo, o Eco parque funciona como centro do projeto, que justifica a criação de um posto de informação/miradouro.
O exterior do conjunto proposto, tem uma particular relevância nas diretrizes arquitetónicas que se pretendem vir a adotar para esta área. Neste sentido a proposta para os edifícios (museu, hotel e parque de estacionamento), tal como os arranjos urbanístico (do parque e da praça), têm como objetivo criar um dinamismo no interior das muralhas, esperando-se que estes novos elementos sejam também pontos interessantes a visitar/conhecer, promovendo o turismo, a sustentabilidade, a aprendizagem, o conhecimento, a criatividade e as ideias, ou seja, para percorrer um caminho que tenha como objetivo a Smart City. Se tal pretensão for realizada, este projeto poderá servir de exemplo para muitos outros que virão. A distinção formal arquitetónica notória deste conjunto é a configuração dos elementos exteriores e as técnicas utilizadas na sua projeção. Estes elementos, surgem tendo em conta princípios utilizados na construção sustentável, utilizando recursos naturais e sistemas tecnológicos ecológicos para a poupança energética e conforto interior/exterior. Esta situação permite criar uma integração dos edifícios na natureza, tal como a relação com os elementos históricos se torna harmoniosa, quando utilizados materiais equivalentes ou de contraste. Este conjunto torna-se num ponto de identidade e identificação do próprio local. Esta situação será tomada em consideração no ponto 6 desta memória descritiva e justificativa. Este local, tal como acontece em geral na cidadela, não tem bons acessos viários, pois foram conservados os arruamentos originais, criados, principalmente, para passagem de animais, no entanto, estes arruamentos (a maior parte inacessível a automóveis) são interessantes do ponto de vista histórico, pelo que a acompanhar este projeto sugere-se a eliminação do
automóvel da paisagem da cidadela, ideia apoiada pelo projeto do parque de estacionamento subterrâneo, com entrada exterior às muralhas.
Estes novos elementos projetados possuem uma boa orientação solar, bem como uma magnifica vista sobre os monumentos históricos e a paisagem para além da muralha: Jardim do Polis, rio Fervença, monte S. Bartolomeu e encostas do castelo. Este projeto pretende também contradizer o despovoamento bastante sentido na zona histórica, dando-lhe mais vida e outro tipo variado de infraestruturas, permitindo aos moradores e visitantes usufruir deste espaço de recreio, lazer, aprendizagem, férias e contato com a natureza, tal como apreciação de elementos artísticos e arquitetónicos temporários, distribuídos pelos diferentes elementos, dedicados à cultura e à natureza.
De uma forma muito geral, o conjunto partilha a mesma ideia/conceito e o mesmo objetivo. Tendo em conta a importância do património histórico do local, surge a necessidade de o valorizar tornando-o o ponto de orientação visual principal dos novos elementos projetados. Assim sendo, surge o ponto de fuga e consequentemente a “vista” ou orientação visual propositada. O conceito desenvolve-se, posteriormente, de forma individual segundo as funções e necessidades de cada elemento.