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4. Analyse linguistique

4.2. Le choix lexical

4.4.2 Les actes illocutoires constatifs

COMENTÁRIOS

Como já discutido, L Lychnophora sp. 5 é uma espécie bastante próxima à L. villosissima e as semelhanças e diferenças já foram vistas nos comentários desta espécie. De fato, a espécie apresenta consistentemente as folhas bem finas e compridas, semelhantes às exibidas comumente em L. ericoides eem alguns exemplares de L.. pinaster. A relação comprimento e largura das folhas de Lychnophora sp. 5, quando comparada com a observada em L. villosissima, revelou-se diferente. As duas espécies apresentam populações próximas; entretanto, essas espécies são uniformes na sua morfologia. As variações que ocorrem em cada uma delas não se sobrepõem, e gradações entre elas não foram observadas.

A semelhança apontada dessa espécie com L. ericoides e espécimes de L. pinaster é apenas aparente. Há sobreposição na relação comprimento e largura entre elas, podendo a primeira espécie ser confundida e identificada como sendo principalmente a segunda. Uma observação mais acurada revela a presença de um curto pecíolo e venação reticulódroma que não está presente nas outras duas, que não apresentam pecíolo e a venação é broquidódroma. Além disso, L. ericoides apresenta nervura principal dorsal achatada, alada e normalmente glabra e, em L. pinaster, o indumento da face dorsal é tomentoso, com tricomas curtos, que cobrem, mas não mascaram totalmente as nervuras, sendo estas frequentemente evidentes. Nessa espécie nova, como também em L. villosissima, as nervuras principais dorsais são semicilíndricas e o indumento lanoso-viloso de tricomas longos cobre totalmente as nervuras.

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O táxon em questão foi observado crescendo em campos secos, pedregosos a arenosos onde crescem gramíneas, e entre serrotes. Esses ambientes são também o habitat de L. villosissima. Ambas foram coletadas ao longo da estrada de Diamantina a Conselheiro Mata, localidade onde pode crescer L. ericoides, como constatado como materiais de diversos herbários. Lychnophora sp. 5 também ocorre em campos de Congonhas, na Serra do Curral e na Serra da Moeda, próximas a Belo Horizonte, tendo uma distribuição mais ampla que L. villosissima. Nas mencionadas serras, ocorre comumente L. pinaster, que, juntamente com as outras três, formam um grupo de espécies inter-relacionadas.

De acordo com o exposto acima, pode-se aventar a hipótese de que L. pseudovillosissima seja um ecótipo, forma ou variedade de L. villosissima. Pode também representar um híbrido entre esta espécie e L. ericoides ou mesmo L. pinaster. O mesmo pode ser sugerido para as outras três espécies. Lychnophora villosissoma e Lychnophora sp. 5 podem ainda constituir subespécies, tendo um extremo de distribuição na região de Diamantina e outro próximo a Belo Horizonte. Essas prováveis subespécies apresentam como zonas de contato as localidades compreendidas entre Diamantina e Conselheiro Mata. Entretanto, Lychnophora sp. 5 e L. villosissima, nos locais onde ocorrem simpatricamente, mantêm suas populações homogêneas e com indivíduos muito semelhantes entre si. Intermediários entre elas não ocorrem e não existe sobreposição nos caracteres que as diferenciam. Essas constatações são válidas em relação a essas quatro espécies, L. ericoides, L. pinaster, L. villosissima e Lychnophora sp. 5, como também, quando estas são comparadas entre si. Portanto, neste trabalho, consideram-se estas quatro espécies como válidas e distintas.

Quanto à formação de híbridos, Coile & Jones (1981) discutiram a sua ocorrência no gênero e consideraram L. rosmarinifolia e L. bahiensis como híbridos de L. staavioides e L.uniflora. Esse comentário sem um estudo citológico e molecular pode não ser correto. Embora a suposição não receba aqui apoio, concorda- se com Coile & Jones (1981) e Robinson (1983) que a hibridização possa ocorrer em Lychnophora. Entretanto, em relação à suposição de Lychnophora sp. 5 constituir um híbrido natural, não é recomendado no momento sem um estudo biossistemático minucioso. As várias populações observadas e estudadas ao longo de Diamantina a Conselheiro Mata e próximo a Belo Horizonte, a sua perfeita individualização sem intermediários e com sobreposição de caracteres diferenciais, não parece confirmar isso. Essa espécie apesar da possível simpatria com as outras três, raramente é sintópica com elas . Dessa forma, se a hibridização ocorreu para a origem de Lychnophora sp. 5, esta, no presente, representa uma espécie perfeitamente estabelecida e separada das demais.

21- Lychnophora sp. 6

Figura 46

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Essa nova espécie é semelhante à Lychnophora granmogolense, Lychnophora sp. 3 e Lychnophora sp. 2. As três primeiras aproximam-se bastante pela forma, base e ápice das folhas além da presença de uma flor por capítulo. Entretanto, Lychnophora sp. 6 apresenta arbustos muito mais ramosos, folhas menores, de face adaxial mais lisa, sem apresentar nervuras secundárias evidentes, nervura principal dessa face normalmente carenada, face abaxial com todas as nervuras escondidas pelo indumento pelo qual se diferencia daquelas espécies.

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A espécie é comumente confundida com Lychnophora sp. 6, como observado em identificações de herbários. Essa constatação e os comentários encontrados nos trabalhos de Coile & Jones (1981) e Robinson (1983a) levaram-nos a concluir que os autores confundiram Lychnophora sp. 6 com Lychnophora sp. 6. Por isso, Coile & Jones (1981) misturaram características da verdadeira Lychnophora sp. 6 com Lychnophora sp. 6 e mesmo L. pohlii na descrição de Lychnophora sp. 6. Por sua vez, Robinson (1983a), ao confundir Lychnophora sp. 6 com Lychnophora sp. 6, identificou esta última como L. bahiensis, espécie considerada aqui como sinônimo de L. rosmarinifolia. Deve-se salientar que o estudo sobre a anatomia foliar de Lychnophora sp. 6 realizado por Handro et al. (1970) refere-se, na realidade à Lychnophora sp. 6. As duas espécies apresentam em comum a presença de uma única flor no capítulo. No restante, elas se diferenciam fácil e prontamente, pelo hábito, disposição, forma, base e ápice das folhas.

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Outra espécie com a qual Lychnophora sp. 6 tem sido confundida é L. rosmarinifolia. Ambas são simpátricas na região da Serra do Cipó, onde crescem lado a lado. No entanto, são bem distintas pelas folhas maiores, mais lanceladas, ápice com múcron curto, não pungente e número de flores variáveis de 1 a 5 em L. rosmarinifolia.

Na região da Serra do Cipó, onde Lychnophora sp. 6 é microendêmica, a espécie cresce em ambientes extremamente xéricos, constituído por campos pedregosos graminosos entre rochas e serrotes. Nesse local, apresenta populações extensas, que caracterizam bem os ambientes onde vivem. Ocorrem também nos ecótonos cerrado-complexo rupestre, juntamente com L. rosmarinifolia, L.salicifolia e L. passerina.

22 - Lychnophora sp. 7