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Ledernes vurdering av AFP-omleggingens konsekvenser

Neste capítulo, apresentam-se: caracterização da pesquisa, modelo de pesquisa adotado, universo e amostra, instrumentos e procedimentos de coleta de dados e técnicas de coleta, tratamento e análise dos dados.

3.1 Questão de pesquisa e hipóteses

Como a qualidade de serviços prestados pelas operadoras de telefonia celular de Belo Horizonte é percebida pelos seus clientes e como ela se relaciona com o nível de satisfação? Com o objetivo de responder a essa pergunta, oito hipóteses foram levantadas:

 (H1) Tangíveis têm uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H2) Confiabilidade tem uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H3) Presteza tem uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H4) Garantia tem uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H5) Empatia tem uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H6) Qualidade da rede tem uma influência significativa na qualidade de serviço percebida pelo cliente.

 (H7) A qualidade percebida tem uma influência significativa na satisfação do cliente.

 (H8) A satisfação do cliente tem uma influência significativa na sua lealdade com a operadora.

Figura 17 – Hipóteses levantadas no estudo

Fonte: Elaborada pelo autor.

3.2 Caracterização da pesquisa

O estudo realizado caracteriza-se por ser do tipo conclusivo-descritivo transversal único (MALHOTRA, 2001). Um estudo conclusivo é mais formal e estruturado que um estudo exploratório. Conforme indica Malhotra (2001), a pesquisa conclusiva se baseia em amostras “grandes” e representativa, e os dados obtidos estão sujeitos à análise quantitativa. A pesquisa descritiva é indicada quando se deseja:

 descrever as características de grupos;

 estimar a percentagens e outras medidas estatísticas;

 determinar percepções de características de produtos e/ou serviços;  determinar associação de variáveis;

 fazer previsões específicas.

O estudo transversal se caracteriza pela coleta de dados uma única vez, ou seja, não existe a intenção de se realizar um estudo que contemple o percurso temporal das variáveis estudadas, e o fato de ser único está relacionado ao fato de ter sido coletada uma única amostra (MALHOTRA, 2001).

3.3 Unidade de análise e observação: população e amostra

O presente estudo foi realizado com as operadoras de telefonia celular da região metropolitana de Belo Horizonte atuantes no período de realização da pesquisa. As empresas consultadas foram a Vivo, a Oi, a TIM e a Claro.

3.4 Universo e amostragem

Um universo é o conjunto de todos os elementos que compartilham algum conjunto de características comuns (MALHOTRA, 2001). O universo relacionado ao estudo compreende os clientes da Oi, Claro, TIM e Vivo na região metropolitana de Belo Horizonte. Não existem consistentes números oficiais divulgados acerca da quantidade de clientes de cada uma das operadoras, mas tal número é grande o suficiente para ser considerado um universo infinito.

Uma amostra é um subgrupo da população. Uma amostra não probabilística é aquela onde nem todos os elementos da população possuem probabilidade maior que zero de compor a amostra. Existem, conforme apresentado na Figura 18, quatro tipos de amostras não probabilísticas. A amostra levantada caracteriza-se por ser não probabilística por conveniência, ou seja, a amostra foi selecionada com base na facilidade de obter colaboração dos indivíduos para preenchimento do questionário. A extensão da área de atuação das empresas bem como o número de clientes dificultam extremamente a realização de uma amostragem probabilística onerando extremamente em relação ao custo de obtenção das entrevistas. Devido ao caráter acadêmico do estudo, a amostra por conveniência permite o alcance dos objetivos propostos.

Não existe, a priori, nenhuma pretensão de se fazer fortes generalizações com os resultados obtidos; caso contrário, seria necessária a obtenção de uma amostra do tipo probabilística (MALHOTRA, 2001). Por esse motivo, foram utilizadas técnicas estatísticas para a sumarização dos dados mesmo com uma amostra não probabilística.

Conveniência Quotas Julgamento Bola de Neve

Técnicas de Amostragem Não-Probabilística

Aleatória Simples Conglomerado Sistemática Alocação Proporcional Alocação Desproporcional Estratificada Técnicas de Amostragem Probabilística Técnicas de Amostragem

Figura 18 – Tipos de amostragem

Fonte: MALHOTRA (2000).

Aproximando a seleção utilizada a uma seleção por amostragem aleatória simples, a margem de erro “global” resultante, conforme proposto por Soares (2002), é de cerca de 6% (Figura 19). n z PQ d 0 2 2 

Figura 19 – Cálculo do tamanho da amostra por seleção aleatória simples

Onde:

 O valor d refere-se à margem de erro;

 P é a estimativa preliminar da proporção de interesse e Q = 1-P. Devido à insuficiência preliminar de estimativa para as proporções desejadas, o produto

PQ foi substituído pelo seu valor máximo: 0,25;

 O valor de z refere-se a um valor da curva normal e está intimamente ligado ao intervalo de confiança desejado. No presente caso, usou-se um intervalo de confiança de 95%, cujo valor correspondente a essa área, na curva normal, é de 1,96;

n

0 é o tamanho preliminar da amostra.

É importante observar que, em nenhum momento, foi utilizado o tamanho da população-alvo nesse cálculo. Na verdade, a influência do tamanho da população é verificada

na fórmula de correção para universos que podem ser considerados finitos (na presente situação, o universo pode ser considerado infinito, já que existem mais de 100 mil elementos) proposta por Soares (Figura 20), da qual obtém-se o valor “matemático” definitivo do tamanho da amostra na situação considerada anteriormente.

n n n N   0 0 1

Figura 20 – Fórmula de correção para o tamanho da amostra

Onde

n

0 é o tamanho da amostra calculado através da fórmula apresentada na Figura 19 e N é o tamanho do universo (desconhecido). Através de um processo inverso, pode-se encontrar a margem de erro do estudo. Não existe uma estimativa exata do tamanho da população em questão; entretanto, pode-se inferir que tal população é suficientemente grande para tornar desprezível a fração n

N

0, resultando finalmente na margem de erro de 6%, aproximadamente.

3.5 Técnica de análise e tratamento dos dados

Para a análise multivariada, utilizou-se a modelagem de equações estruturais, que permite representar conceitos não observados e estimar múltiplas e inter-relacionadas ligações de dependência e sua utilização. O emprego de tal técnica se justifica pelo fato de que esta permite identificar a composição dos construtos qualidade percebida, satisfação e lealdade bem como ainda inter-relacionar os mesmos. O método utilizado para estimação das equações estruturais foi o Partial Least Squares (PLS), visto que este se mostra mais flexível, não exigindo normalidade multivariada das variáveis e ainda trabalha com um tamanho de amostra mais reduzido que o método Lisrel. O software usado para tal etapa foi o SmartPLS.

Utilizou-se na análise bivariada, relacionando os construtos qualidade percebida, satisfação e lealdade, o método Chi-Square Automatic Interaction Detector (Chaid), que permite descobrir a existência significativa entre grupos de duas variáveis com base no teste qui-quadrado (KASS, 1999).