• No results found

As quest ões referent es à sist ematização da inform ação e do acesso ao conhecim ento têm sido m ot ivo de preocupação e recebido maior at enção da sociedade desde o final do século XIX e início do século XX. M as foi no período pós 2ª Guerra M undial (1945-1980) com a cham ada “ explosão bibliográfica” , impulsionada pela indust rialização da im prensa com ercial associada ao barat eamento de seus m at eriais, que essas preocupações ficaram m ais evident es (STARCK, 2011, p. 53, 54).

A partir da década de 1980, com o surgim ento do com put ador, o consequent e surto inform acional e a valorização da informação com o um fator det erm inant e para a m elhoria de processos, produtos e serviços, principalm ente nas organizações – públicas ou privadas – t ais preocupações se acent uaram . Novas t ecnologias são criadas e o foco passa da gestão de docum entos e dados – foco das décadas ant eriores – para a gest ão de recursos inform acionais – GRI – (TARAPANOFF, 2006 apud STARK, 2011, p. 54).

A GRI pode ser definida como o planejam ent o, gerenciam ento, previsão orçament ária, organização, direcionam ent o, t reinam ent o e cont role associados ao processo inform acional. (Ibid.). Seu principal objet ivo é identificar e potencializar os recursos e capacidades de informação, de form a objetiva e sist em át ica, apoiando a t omada de decisões estratégicas e ensinando a organização a aprender e se adaptar às mudanças ambient ais (CHOO, 2002).

Dos t rabalhos lidos, o de Davenport (1998) é o que m ais se aproxima dos fundament os conceit uais dest a pesquisa ao definir a gest ão dos recursos inform acionais com o a gest ão de t odo o am bient e informacional de um a organização (GAIO).

Em consonância com os dem ais ram os do GPR, o conceito de GAIO desenvolve-se a part ir da conscient ização, por part e das organizações, da necessidade de implem entação da visão sist êm ica, para a com preensão e implem entação das at ividades de gerenciam ento de seus projet os. Isso im plica ident ificar o conjunt o de processos que m elhor caract erize o sist ema ‘gerenciam ento’ em quest ão. Decorre, daí, a necessidade de se conhecer as et apas do fluxo inform acional da empresa, as font es ut ilizadas, as pessoas envolvidas e o uso da inform ação no processo decisório, ou seja: a linha m est ra que consolida o conceit o de GAIO como um conjunt o est rut urado de at ividades int erligadas que incluem o m odo com o as organizações obt êm , dist ribuem e usam a inform ação – int erna ou ext erna – com foco no processo de t om ada de decisão.

Para alcançar o sucesso nesse empreendiment o, é necessário que as organizações desenvolvam capacidades específicas para obtenção e t rat am ento de dados, difusão seletiva da inform ação e criação de conhecim ent o específico que t erá de ser est rategicam ent e gerido (STARCK, 2011, p. 56, 57).

A aplicação do conceit o de adequação para os processos que com põem a GAIO leva em conta a form a com o as ações acim a descrit as se inserem dent ro do ambient e organizacional da APB, t endo em vist a as rest rições im post as por seus FAs, conforme descrit o no Capít ulo 3.

4.3.1

Os processos da GAIO e sua adequação

O presente t rabalho pautou muito de suas discussões iniciais nos processos de gerenciam ent o, t ais com o apresent ados, descritos e discut idos pelos manuais t écnicos de gerenciam ento de projetos, especialm ent e o PM BOK (PM I, 2008).

Cont udo, o percurso teórico t rilhado para o desenvolvim ent o do conceito de adequação e, especificam ent e, as discussões sobre a com unicação e suas condicionantes conceituais e context uais levaram a perceber que a abordagem daqueles manuais, devido a sua própria essência t écnica/ operacional e referencial, t em foco nit idam ente direcionado para os m eios de com unicação e o m onitoram ento dos processos, relegando a um plano secundário, quest ões fundament ais sobre a aprendizagem do indivíduo e da organização e com o o fenôm eno inform acional se comport a quando submet ido aos fat ores am bient ais.

Sent iu-se, assim , a necessidade de se buscar uma abordagem do processo de GAIO que cont em plasse uma disposição e descrição de processos t ais que possibilit assem a aplicação do conceit o de adequação de form a m ais alinhada a um a compreensão mais dinâm ica e int erativa do processo informacional.

Nesse sent ido, o t rabalho de St ark (2011), t ornou-se o ponto de partida para a ident ificação do m odelo de GAIO mais apropriado para as discussões da adequação dos processos para a realidade dos projetos de AEC empreendidos pelas organizações e inst it uições da APB brasileiras.

St ark (op. cit.) apresent a três m odelos de GAIO, elaborados por aut ores not adam ent e reconhecidos na lit erat ura cient ífica m undial: o modelo de M cGee e Prusak (descrit o em seu livro ‘Gestão Est rat égica da Inform ação’, em 1994), o m odelo de Davenport (descrit o em 1998, em seu livro ‘Ecologia da Inform ação’) e, por fim , o m odelo de Choo (apresent ado em seu livro ‘Informat ion managem ent for

t he int elligent organizat ion: t he art of scanning t he environment’ de 2002).

A aut ora est abelece um com parat ivo ent re esses m odelos destacando et apas com uns a t odos eles que perm eiam os quat ro grandes processos do ciclo da inform ação – aquisição, t rat am ento, dist ribuição e uso.

Present em ent e, optou-se por eleger, com o parâm et ro para as discussões, o m odelo propost o por Choo (2002), devido à presença, neste, do ‘comport am ento adaptat ivo’, que não se faz explícit o nos modelos de M cGee e Prusak e de Davenport . O modelo de Choo (op. cit .) most rou-se o m ais apropriado para as

discussões e emprego do conceito de adequação – no qual est á im pregnada a ideia de adaptação – um a vez que inclui, no processo de GAIO, a ident ificação e a correção de eventuais falhas, im port ant e para o aprim oram ent o dos processos inform acionais (Figura 10).

Figura 10 – M odelo de gest ão da informação. Fonte: (CHOO, 2002, p. 6; STARCK, 2011, p. 71).

5

DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO AM BIENTE DE

COM UNICAÇÃO EM PROJETOS PARA A

ADM INISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA