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Las sílabas del español

In document ¿Un acento español? (sider 43-49)

A experiência de ensino-aprendizagem de Ciências da Natureza que selecionamos para apresentar neste relatório de estágio realizou-se a 18 de fevereiro de 2014, na turma 6.º G. A intervenção baseou-se na exploração de um esquema do manual escolar, seguida da realização de uma atividade experimental em grupo sobre o tema Como se

alimentam as plantas: Captação de água e sais minerais.

Tal como vimos referindo, as experiências de ensino-aprendizagem realizadas no âmbito das Ciências da Natureza, sobre o tema Como se alimentam as plantas:

Captação de água e sais minerais, e outros, foram realizadas em função do “fio condutor” que tínhamos identificado como orientador da nossa intervenção educativa, e

que era promover um processo de ensino-aprendizagem que envolvesse ativamente os alunos na aprendizagem. Ora é pela realização de atividades experimentais que mais, e melhor, se tornam os alunos intervenientes ativos na aquisição do conhecimento, e isso foi bem conseguido no tema Como se alimentam as plantas: Captação de água e sais

minerais.

Como se refere no documento Organização Curricular e Programas de Ciências

da Natureza do Ministério da Educação (1999), as “…atividades a realizar, na quais os trabalhos experimentais ocuparão um espaço importante, devem ter um aumento gradual de formalização, desde as tarefas mais simples às mais complexas, de modo a possibilitar ao aluno a estruturação conceptual…” (p.186)

Estamos convencidos que as atividades experimentais em contexto educativo promovem momentos de aprendizagem significativa e momentos significativos de aprendizagem; será porque os segundos acontecem que os primeiros se realizam. As

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atividades práticas no ensino, em particular das ciências, promovem observações, interpretações, discussões e confrontos de ideias entre os alunos, bem como a explicação de factos e conceitos científicos com base nos dados observados. Ao propor atividades experimentais, procura-se problematizar o conteúdo, valorizar os resultados, mesmo os “errados”, para direcionar a construção dos conhecimentos de modo mais consistente. Grande parte das atividades promovidas no âmbito deste tema foram prática/experimentais e realizadas em grupo.

O papel do professor visa neste tipo de atividades ser de cariz participativo em prol do objetivo/finalidade. A este propósito, o ME (1999) cita que o professor “…deve ser um organizador e orientador, dando pistas que o aluno poderá explorar por sim mesmo. No percurso que oriente não pode considerar fases rígidas, uma vez que a educação em Ciências é um processo dinâmico onde as operações mentais entrelaçam”. (p.187)

Descrição da experiência de ensino-aprendizagem

Em concreto, na experiência de ensino-aprendizagem de Ciências da Natureza o objetivo principal consistia em que os alunos compreendessem como se processa a

circulação da seiva bruta nas plantas. Para tal, a aula teve início com a exploração e discussão do esquema da página 99 do manual escolar (Motta, Viana, & Isaías, 2011), em que se evidência o trajeto da seiva bruta. Foi notória a compreensão dos alunos do esquema explorado, demonstrando o entendimento de que a circulação da seiva bruta nas plantas se processa no sentido ascendente, ao longo dos vasos condutores.

Para consolidação de conhecimentos, e para observarem que assim era (o sentido da seiva bruta, nas plantas, é ascendente), bem como os vasos condutores, a turma foi dividida em dois grupos e entregue a cada grupo um protocolo experimental (Anexo II). A realização da atividade tinha como objetivo que os alunos observassem, de facto, como circula a seiva bruta nas plantas e porquê. Inseriram flores brancas iguais, em recipientes com igual quantidade de água da torneira, mas em que num deles se acrescentou corante vermelho (para poder ser observado nos vasos condutores e nas pétalas) (ver imagens da figura 10).

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Figura 12 - Imagens ilustrativas da atividade sobre a circulação da seiva bruta nas plantas.

No decorrer da experimentação foi dado apoio e orientação aos alunos de modo a se procedessem da melhor forma, com correção e sem atropelos.

Devido ao caráter da atividade, os resultados só se observaram na semana seguinte, tendo ficado os materiais na sala de aula. Foi possível observar nas pétalas a cor avermelhada, (ainda que não na tonalidade da cor que estávamos à espera, talvez pela quantidade/qualidade do corante que usamos) que indicava o sentido ascendente da água com corante dissolvido que tinha sido absorvida.

Em suma, a atividade experimental desenrolou-se de forma positiva, foi visível a participação dos alunos ao realizarem os procedimentos práticos sugeridos no guião da atividade com rigor e autonomia.

Reflexão sobre a experiência de ensino-aprendizagem

Nomeadamente em Ciências da Natureza, porque os conteúdos têm muito a ver com o quotidiano dos alunos, a realização de atividades experimentais revela aspetos positivos no seu processo de ensino-aprendizagem, fazendo-os sentirem-se como uns verdadeiros “cientistas”. Os alunos reagem bem a este tipo de atividades, uma vez que através da descoberta lhes é despertada a curiosidade, que se alia à motivação. Estas, estimuladas pelo manuseamento de materiais e por possíveis levantamentos de hipóteses, tornam a aprendizagem significativa, pois, ao serem testadas, resultam na verificação de resultados observáveis. A este propósito, Andrade & Formosinho (2011) referem

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As observações e manipulações permitem aos alunos aprofundar conhecimentos sobre o mundo, possibilitam o estabelecimento de semelhanças e diferenças, ajudam a reconhecer mudanças e a compreender fases e processos… A aprendizagem dos conceitos relacionados com a ciência faz-se num ambiente repleto de materiais interessantes e estimulantes que despertam os sentidos e apelam ao seu uso reflexivo, as crianças observam líquidos diferentes, cheiram, tocam, ouvem, conversam, observam as propriedades físicas dos materiais, as suas transformações. (p. 58)

Com a realização da atividade experimental, foi possível determinar que ao se exercer uma pedagogia com base na descoberta e na participação, os alunos revelam maior interesse na aprendizagem; foi notório a vontade e o querer participar. Verificou- se que a generalidade dos alunos detinham pouca destreza no manuseamento dos materiais, de laboratório e outros, derivado, talvez, de poucas práticas realizadas anteriormente.

Pela razão anteriormente enunciada (a maior parte dos conteúdos de Ciências da Natureza fazerem parte do quotidiano dos alunos), procurei sempre dar exemplos desse mesmo quotidiano, para ir ao encontro dos conhecimentos dos alunos, mas, sobretudo, procurei valorizar os exemplos que os alunos davam. Por exemplo, quando durante a exploração dos temas da unidade “plantas”, um aluno fazia sempre questão de partilhar a sua opinião pois tinha um familiar a trabalhar em estufas, o que lhe fez despertar maior atenção nas discussões desses assuntos nas aulas, opiniões que procurei realçar, enfatizar e valorizar. Posso, assim, dizer que as experiências vivenciadas pelos alunos foram muito importantes no desenrolar das próprias aulas, recorrendo-se às mesmas para protagonizar conhecimentos mais significativos e para motivar os alunos.

De um modo geral, pelo feedback produzido pelos alunos, estes revelaram que os objetivos pretendidos eram alcançados. À medida que a atividade ia sendo executada e discutida colocavam dúvidas que, ao serem esclarecidas, se revelam oportunas na compreensão dos factos.

Para além do tema anterior, também lecionamos parte da unidade Reprodução

Humana, (foi completada pela colega de estágio) no âmbito do qual realizamos uma pequena investigação sobre as conceções dos alunos, prévias à abordagem do tema em sala de aula, e que apresentamos no capítulo 3, com a respetiva justificação, como já referimos anteriormente, na Introdução.

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Capítulo 3

Conceções de alunos de 6º ano sobre a Sexualidade, Fecundação

Humana e Gravidez

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