5. RESULTATER
5.7 Landskap
PET ER CONVIDA P AULA para jantar e os dois tê m uma noite muito agradável. Na verdade, se entendem tão be m, que c ome ça m a na mor a r . Um a no de pois , e s tão voltando do cine ma e Paula pe rgunta o que vão faze r para come morar o primeiro aniversário. Peter responde:
- Pode mos pe dir uma pizza e as s is tir ao tênis na T V.
Paula fica em silêncio. Peter desconfia de algum problema e emenda: - Se você preferir, podemos pedir comida chines a.
- Ótim o! - Paula re s ponde e s e cala outra ve z. Pe te r fica pe ns ando: "Um ano já! Foi em janeiro que nós c ome ça mos a s a ir ... Foi qua ndo c ompr e i e s te c a r r o... Então, já e s tá na hor a da r e vis ão dos doze me s e s . O me cânico dis s e que ia dar um jeito na luzinha do óleo que fica piscando... E a caixa de mudanças não está boa!"
Enquanto is s o, Paula pensa: "Se nos s o relacionamento fosse me s mo importante , ele não ia querer comer piz z a e ver T V no dia do nos s o prime iro a nive r s ár io. Só fa lta c onvida r os a migos . Eu que r ia jantar à luz de ve las , dançar e faze r planos para o futuro. É claro que nos s o namoro é muito mais importante para mim do que para ele. Talvez esteja se se ntindo pre ssionado, percebendo que eu quero um c o mpr o mis s o ma is s é r io ... Até e u, às ve ze s , s into falta de e s paço para mim, pa r a os me us a migos . Ac ho que pr e c is o pe ns a r ma is um pouc o no futur o da nos s a r e lação... Vamos continuar nos e ncontr ando ou vamos nos cas ar ? Vamos te r filhos ? Ou não? Eu e s tou pronta para um compromis s o mais s ério? Eu que ro pas s ar a vida toda ao lado de le ?"
Pe te r vê a luz do óleo piscando outra vez, se preocupa e pe ns a: "Aque le s idiotas da oficina prome te ram que conse rtavam. A garantia e stá quase acabando!"
P a ula nota o a r de pr e oc upa ção de le e muda o c ur s o do pe ns a me nto: "Es tá preocupado... Não e s tá fe liz... Apos to que e s tá me achando gor da e malve s tida. Eu s e i que de via faze r mais e xe rcício. Ele s e mpre e logia o corpo da Cora e diz que e u devia fre qüe ntar a me s ma academia que ela. Minha s amigas acham que e le tinha mais é que gos tar de mim do je ito que e u s ou e não fic a r te nta ndo me modific a r ... Talvez elas tenham razão!"
Mas o pe nsame nto de Pe te r e stá longe : "Vou trocar de oficina. Ele s vão ve r!" Paula, ainda olhando para Pe te r, continua pe nsando:
e nte nde ndo tudo e rrado... Ele que ria uma de finição... Se rá que pe rce be u que e u não e stou certa dos me us s e ntime ntos ? É is s o! É por is s o que e le e s tá c a la do... T e m medo de ser rejeitado! Dá para ver o sofrimento em seus olhos !"
O pe ns ame nto de Pe te r s e gue : "De s s a ve z, e le s vão te r que faze r um s e rviço decente! Se vierem de novo com aquela conversa de defeito de fabricação e dize ndo que a gar antia não cobr e , e le s vão ve r ! Pague i uma for tuna por e s te car r o e ..."
- Pe te r? - P aula chama.
- O que foi? - Pe te r responde brus came nte . Não gos tou de te r seus pe ns ame ntos inte rrompidos .
- P or fa vor , não s e tor tur e ... T a lve z e u e s te ja e r r a da ... Me s into tão ma l... Acho que pre cis o de te mpo... A vida não é fácil me s mo...
- É claro - ele re smunga.
- Você de ve e s tar me achando idiota, não é? - Não - ele responde, sem entender.
- É que ... Não s e i ma is ... Es tou c onfus a ... P r e c is o de te mpo pa r a pe ns a r - ela diz.
Pe te r s e pe r gunta : "De que dia bos e la e s tá fa la ndo? Vou dize r 'tudo be m' e amanhã ela já esqueceu. Deve estar para ficar menstruada."
- Obrigada, Pe te r, você não s abe o quanto is s o s ignifica para mim.
Olhando nos olhos dele, Paula pensa o quanto ele é especial. Va i t e r q u e pensar muito antes de r e s o lve r . Ela pa s s a a no it e e m c la r o . De manhã, liga par a s ua amiga Cora e combina um almoço para conve rs are m.
Por seu lado, Pe te r chega em casa, abre uma cerveja e liga a te le vis ão, convencido de que Paula está com tensão pré- me ns trual.
Paula e Co r a s e e nc o nt r a m e conve rsam até o fim da ta r de . Dias de pois , Peter encontra o namorado de Cora, que diz:
- Então, voc ê e P a ula e s tão c om pr oble ma s ? P e te r não e nte nde na da e a té acha graça.
- Do que você e s tá falando? Mas dá uma olhada aqui na luzinha do óle o e diz o que você acha...
COMO OS HORMÔNIOS NO S GOVERNAM
Antigame nte se pensava que os hormônios s ó afe tavam o corpo, não o cére bro. Hoje se sabe que os hormônios programam o cére bro antes do nascime nto, ditando nossos pe nsame ntos e atitude s.
Na adolescência, o níve l de t e s t o s t e r o na é de 1 5 a 2 0 ve ze s ma is a lto nos me ninos que nas me ninas , sendo que ne le s o c é r e br o c ontr ola o flux o de a c or do com as ne ce s s idade s do cor po. Na pube r dade , uma onda de te s tos te r ona invade o cor po do me nino, pr ovocando um e s tir ão de cr e s cime nto e ajus tando s e u cor po e m 15 por cento de gor dur a e 4 5 por c e nto de pr ote ína . Dur a nte a a dole s c ê nc ia , a s modificaçõe s do fís ico se e ncaminham para atender a função biológica mas culina: máquina de caçar c omida . Os r a pa ze s s e de s ta c a m no e s por te por que s e u c or po, preparado pê los hor mônios , aprove ita be m a re s piração, com e xce le nte dis tribuição
de ox igê nio a tr a vé s dos glóbulos ve r me lhos , fa c ilita ndo a c or r ida , o s a lto e a luta . Os e s te r óide s s ão hor mônios ma s c ulinos que a ume nta m a ma s s a mus c ula r , da ndo aos atletas habilidades "de caça" extra e uma va nta ge m de s le a l s obr e os que não fazem uso dessa substância.
Os hor mônios fe mininos têm e fe ito dife r e nte s obr e as me ninas . Ao contr ár io dos mas culinos , que s ão liberados regularmente no corpo dos me ninos , os fe mininos vê m em grandes ondas de 28 em 28 dias , complicando a vida de mulheres e mocinhas devido à instabilidade emocional que provocam. Esses hormônios ajus tam o corpo das meninas em 26 por cento de gordura e 20 po r cento de prote ína, para desespero das mulheres em todo o mundo. A finalidade dessa gordura adicional é preservar energia para a amame ntação, garantindo a sobrevivência quando o a lime nto e s c a s s e ia . P or is s o, os hor mônios fe mininos s ão us ados para engordar animais que vão ser cons umidos . Os masculinos não serviriam, já que reduzem a gordura e aume ntam os mús culos .
A QUÍMICA DO AMOR
Você e ncontrou aque la pe s s oa e s pe cial - coração acelerado, mãos molha da s de s uor , bor bole tas no e s tômago - , o cor po todo vibr a. Jantam juntos , e você e s tá nas nuve ns . Par a e nce r r ar a noite , um be ijo. Você pare ce de rre te r por de ntro. Nos dias s e guinte s te m pouc a vonta de de c ome r , ma s nunc a s e s e ntiu tão be m. Até o re s friado s umiu.
Existem evidências de que o fe nôme no do "amor" resulta de uma s ér ie de reações químicas no cére bro que provocam efeitos fís icos e me ntais . Ca lc ula - se em 100 bilhões o núme ro de ne urônios que formam a rede de comunicação cerebral. Candice Pe r t, do Ame r ican National Ins titute of He alth, e m uma pe s quis a pioneira, descobriu os ne urope ptíde os , filame ntos de aminoácidos que circulam pelo corpo e se junta m a r e c e ptor e s c ompa tíve is . Já for a m ide ntific a dos 6 0 tipos diferentes de ne ur ope ptíde os , e s ão e le s que . agr e gados aos r e ce ptor e s , dis par am no c or po a s r e a çõe s e moc iona is . Em outr a s pa la vr a s : toda s a s nos s a s e moçõe s - amor, tris te za, ale g ria - s ão bioquímic a s . O c ie ntis ta br itânic o Fr a nc is Cr ic k, que , c om s ua e quipe , c onquis tou o pr ê mio Nobe l de Me dic ina por de c ifr a r o c ódigo do DNA que de te rmina os ge ne s , as s ombrou a comunidade médica quando afirmou: