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Landbruks- og matdepartementets eierskapsutøvelse – Dokument 3:2 (2015–2016)

Apesar das inúmeras vantagens que se reconhecem ao desenvolvimento, implementação e manutenção de Arquiteturas de Sistemas de Informação, principalmente no caso da Administração Pública, existem sempre problemas e dificuldades associados a projetos de tão grande complexidade. É fulcral antes de iniciar um projeto de desenvolvimento e implementação de uma ASI ter bem presentes estas dificuldades e estar-se preparado para as enfrentar. Neste sentido seguidamente, na Tabela 2, é efetuada uma exposição dos problemas potenciais relacionados com a execução de um projeto de desenvolvimento, implementação e manutenção de uma ASI.

Após esta breve enumeração dos principais problemas apontados as ASI, importa perceber um pouco mais aprofundadamente o que é retratado por cada um deles.

Segundo Rodrigues, são apontados três níveis de observação de dificuldades e problemas que as ASI podem enfrentar nomeadamente ao nível do seu desenvolvimento, ao nível da sua implementação e ao nível da sua manutenção. Ao nível de desenvolvimento uma enorme dificuldade prende-se com a justificação, perante os gestores da organização, da viabilidade de execução de um projeto de implementação de uma ASI. Dado que as ASI acarretam poucos benefícios a curto prazo, garantir o comprometimento e os recursos necessários por parte da gestão sem a apresentação de resultados imediatos torna-se uma tarefa muito complicada. Outro problema identificado é a complexidade que um projeto de construção de uma ASI pode assumir. Quanto maior for a organização, maior é o projeto, maior o número de pessoas que são necessárias para o levar a cabo e mais difícil se torna a sua gestão. Por outro lado, é também complexo definir e manter um nível de abstração adequado a quando da definição da ASI. A existência de uma grande quantidade de requisitos, intimamente relacionada com a dimensão do projeto em si, pode conduzir a um nível de detalhe irrealista. De referir ainda que a falta de uma estrutura no processo de construção pode ser um problema grave pois tem implicações na definição

16 Capítulo 2: Arquiteturas de Sistemas de Informação

dos dados e aplicações a utilizar, bem como na definição da sua própria localização. A falta de uma orientação coerente pode ainda revelar-se um entrave à definição de normas a adotar, regras a estabelecer ou políticas a seguir (Rodrigues, 2002). Em suma, um projeto de desenvolvimento de ASI pode revelar-se demasiado dispendioso, demorar demasiado tempo e requerer demasiado esforço antes que possam ser atingidos resultados (Zachman, 2001).

Tabela 2 - Obstáculos e problemas das Arquiteturas de Sistemas de Informação

Por outro lado, no que diz respeito ao nível de implementação das Arquiteturas de Sistemas de Informação, surgem também alguns obstáculos e problemas. Um destes problemas prende-se com a tendência das ASI serem constituídas normalmente por modelos de natureza conceptual e de alto nível, por vezes difíceis de compreender pela gestão e que obrigam ainda a um maior nível de detalhe da própria arquitetura para que esta possa ser utilizada na orientação e implementação de Sistemas de Informação. Outros problemas importantes são: o elevado custo de implementação das ASI, as dificuldades de comunicação no decorrer do projeto, elevada complexidade organizacional, existência de

Obstáculos e

problemas Implicações Autor

Atratividade dispendiosas, requerem demasiado esforço e tempo de implementação As Arquiteturas de Sistemas de Informação podem ser demasiado para permitir resultados apenas a longo prazo.

(Zachman, 2001)

Complexidade Quanto maior for a organização maior é o projeto e maior o número de intervenientes necessário para o desenvolver. (Rodrigues, 2002) Nível de Abstração O levado número de requisitos que implica um projeto desta natureza

pode conduzir a descrições excessivamente detalhadas. (Rodrigues, 2002)

Problemas de Gestão

A falta de uma estrutura de gestão do projeto de implementação de uma Arquitetura de Sistemas de Informação, tem implicações graves

na tomada de decisão sobre os dados e aplicações a utilizar e a sua respetiva localização.

(Rodrigues, 2002)

Tendência para modelos de alto nível

A tendência para os modelos de ASI serem caracterizados por um nível de abstração elevado, pode levar a que estes sejam demasiado difíceis

de compreender pela gestão.

(Rodrigues, 2002)

Custos de

implementação Projetos de implementação de ASI são demasiado dispendiosos.

(Zachman, 2001) (Rodrigues, 2002) Rápida mudança do meio e da organização

Obriga a intervenções de análise e reestruturação frequentes tornando

difícil manter uma ASI atualizada. (Rodrigues, 2002)

Atitude face à mudança

Implementar uma ASI implica mudanças profundas no funcionamento e estruturação da organização às quais tendencialmente as pessoas se

opõem.

(Soares, 2009)

Vontade política Pouca visibilidade sobre os benefícios associados à criação deste tipo de projetos junto do cidadão pode torná-los pouco aliciantes para a classe política.

(Soares, 2009)

dificuldades em validar os produtos obtidos e em compreender o relacionamento da própria ASI com as funções do negócio e com a infraestrutura tecnológica da organização (Rodrigues, 2002).

No que respeita ao nível de manutenção, segundo o mesmo autor, o principal problema com que se depara um ASI são as rápidas mudanças quer do ambiente quer da própria organização aliadas a grande quantidade de requisitos. O ritmo imposto pelos mercados atuais, que exigem agilidade e evolução a uma organização para que esta possa ser competitiva, acabam por tornar extremamente complexa a tarefa de manter atualizada uma ASI.

Outro aspeto a realçar, dado que este projeto foi levado a cabo tendo em vista uma análise dos organismos da administração direta do estado, será a vontade política em colaborar e promover o desenvolvimento, implementação e manutenção de projetos de Arquitetura de Sistemas de Informação. De facto a fraca atratividade política dos projetos de ASI, dada a fraca visibilidade que estas terão para o cidadão, pode ser o seu maior obstáculo. Como afirma Soares, a vontade (política) parece resumir-se aos fins que sejam mais visíveis junto do cidadão, de modo a conseguir assegurar a continuidade dos políticos no poder (Soares, 2009).

Por outro lado, é importante considerar a atitude face à mudança, como possível obstáculo à implementação de uma Arquitetura de Sistemas de Informação. A atitude dos recursos humanos face a mudanças no seu âmbito de trabalho poderá ser uma preocupação na medida em que, regra geral os profissionais da Administração Pública tendem a ter uma atitude pouco favorável à mudança, denotando uma certa resistência em participar e em colaborar em projetos em que antevejam que esta possa ocorrer (Soares, 2009). Este aspeto ganha algum realce quando confrontando com a realidade de execução de um projeto que poderá contemplar mudanças fundamentais na organização, ao ponto de existirem no seu âmbito de execução, modelos de Arquiteturas de Sistemas de Informação cujo propósito será examinar, precisamente, o impacto das mudanças pretendidas, na organização (Bailey, 2006).

2.4. Modelos e

frameworks de Arquiteturas de Sistemas de