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Lack of Diversity Among ISDS Adjudicators

A construção do questionário, tal como a entrevista, teve por base os objetivos definidos e a informação que se pretendia obter. Dado o número de respondentes ser elevado, optou-se por um questionário de autopreenchimento, o não requer a presença da investigadora (Verma & Mallick, 1999: 117).

O processo de elaboração do questionário foi bastante complexo, pois era necessário assegurar que estava bem delineado, que fornecia a informação necessária, que seria aceitável para os respondentes e que não traria problemas na fase de análise e interpretação (Bell, 2005: 136).

Assim, a construção do questionário dirigido aos alunos decorreu em cinco fases:

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2) Pilotagem da primeira versão com um grupo de indivíduos com características semelhantes às do grupo em estudo;

3) Redação de uma segunda versão reformulada;

4) Pilotagem da segunda versão reformulada com um novo grupo de indivíduos;

5) Redação da versão final.

O processo de validação através da pilotagem com duas turmas da escola (turmas da investigadora) não incluídas no estudo, mas com características semelhantes às dos respondentes (Bell, 2005: 147) permitiu identificar possíveis dificuldades no preenchimento do mesmo.

Os resultados do primeiro processo de validação conduziram às seguintes alterações:

a) Simplificação e aperfeiçoamento da redação de alguns itens. Quer por questões colocadas durante o preenchimento do questionário, quer pela análise efetuada posteriormente, verificou-se que algumas questões suscitaram dificuldades de compreensão de vocabulário (para além de, sugestões, instrumentos, …) e de conceitos (avaliação formativa). Assim, procedeu-se à simplificação e substituição de vocabulário e ao uso de uma comparação para tornar mais evidente a diferença entre avaliação formativa e sumativa.

b) Alteração de alguns itens das respostas de escolha múltipla. Tal como estavam apresentados, poderiam conduzir à seleção de mais de uma resposta.

c) Substituição de uma resposta mista de explicitação por uma resposta de escolha múltipla com espaço que possibilita a indicação de outra explicitação para além das previamente listadas. As questões mistas que solicitavam a explicitação das respostas afirmativas foram consideradas pelos respondentes como as que apresentavam o maior grau de dificuldade. Embora a informação recolhida fosse relevante, corria-se o risco de condicionar a respostas, levando os respondentes a optar por uma resposta negativa para não terem de apresentar qualquer explicitação.

Observado o preenchimento pela segunda turma e analisados os resultados, não foram detetadas dificuldades por parte dos respondentes, tendo-se procedido à redação da versão final.

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O questionário (Anexo 3), que teve como garante de validade do seu conteúdo os mesmos referentes que o guião da entrevista, é constituído por cinco partes: parte I, parte II (A e B) e parte III (A e B).

A parte I pretende recolher informação pessoal sobre os alunos e é composta por um texto introdutório que explicita o tema da investigação e garante o anonimato dos participantes. As informações recolhidas nesta secção foram objeto de análise no ponto 2.1.2. relativo à caracterização dos alunos.

A parte II A pretende conhecer representações dos alunos sobre avaliação e autoavaliação das aprendizagens e foi denominada “Opiniões”. A adoção desta nomenclatura prende-se com a necessidade de adequar a linguagem ao nível etário dos respondentes. Solicita-se que os alunos indiquem o seu grau de concordância em relação a dez afirmações apresentadas, utilizando uma escala de tipo Likert com quatro opções de resposta – Sim;

Talvez; Não; Não sei / Não tenho opinião. Verma & Mallick (1999: 119) referem

que este tipo de questões são usadas frequentemente para aceder às opiniões dos inquiridos e consideram útil a utilização deste tipo de escala.

A parte II B pretende conhecer as perceções dos alunos acerca das práticas de avaliação e autoavaliação das aprendizagens e foi denominada “Opiniões sobre as práticas”. É constituída por quatro questões de resposta mista: solicita-se o posicionamento perante duas alternativas (Sim/ Não) e para todas as respostas afirmativas é pedida informação complementar ou uma explicitação. Assim, na questão B1 pretende-se que o respondente elabore uma frase ou um pequeno texto em que explicite a resposta afirmativa, o que lhe permite responder “(…) in as much detail as he or she wishes without any prompting” (Verma & Mallick, 1999: 119). Esta resposta, que foi objeto de análise de conteúdo, pretende aferir o conceito de avaliação formativa dos respondentes. Nas questões B2, B3 e B4 solicita-se uma explicitação das respostas afirmativas através do preenchimento de questões de escolha múltipla. Na questão B3, que pretende aferir o conceito de autoavaliação dos respondentes, considerou-se necessário “(…) to give respondents the opportunity to give their own views on the topic being researched” (Bell, 2005: 137), tendo, por isso, sido deixado um espaço que possibilita a indicação de outra explicitação para além das apresentadas nas opções de escolha múltipla.

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A parte III A pretende conhecer as representações dos alunos quanto à utilização dos manuais no trabalho escolar e ao papel da autoavaliação nos manuais escolares e foi denominada, tal como na parte II A, “Opiniões”. É constituída por sete afirmações sobre as quais as respondentes deveriam indicar o seu grau de concordância conforme a escala acima indicada.

A parte III B pretende conhecer as perceções dos alunos quanto a propostas de autoavaliação apresentadas nos manuais escolares em uso e a sua implementação em sala de aula pelo professor e foi denominada “Opiniões sobre a autoavaliação no teu manual de Inglês”. É composta por quatro questões de resposta fechada (Sim/ Não) e uma questão de resposta mista, em que se solicita o posicionamento perante duas alternativas (Sim/ Não) e, em caso de resposta afirmativa, são pedidos exemplos de atividades de autoavaliação propostas pelo professor.

No final do questionário agradece-se aos respondentes a sua colaboração (Verma & Mallick, 1999: 121).

O quadro 3 sintetiza a estrutura e objetivos do questionário dirigido aos alunos e indica as questões formuladas para cada objetivo.

Quadro 3: Estrutura e objetivos do questionário dirigido aos alunos. ESTRUTURA E OBJETIVOS DO QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS ALUNOS

Estrutura Objetivos Questões

Parte I Recolher informação de caráter pessoal.

Parte II

A Conhecer as representações dos alunos sobre a avaliação/ autoavaliação das aprendizagens;

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10

B Conhecer as perceções dos alunos acerca das práticas de avaliação/ autoavaliação das aprendizagens;

1, 2, 3, 4.

Parte III

A

Conhecer as representações dos alunos quanto à utilização dos manuais no trabalho escolar;

1

Conhecer as representações dos alunos sobre o papel da autoavaliação nos manuais escolares;

2, 3, 4, 5, 6, 7

B Conhecer as perceções dos alunos quanto a propostas de autoavaliação apresentadas nos manuais escolares em uso e a sua implementação em sala de aula pelo professor.

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O questionário foi aplicado em sala de aula pelos professores de Inglês e o processo de distribuição e recolha decorreu durante as duas últimas semanas de março e a primeira de abril de 2011. Numa reunião do grupo disciplinar foram definidos alguns critérios de aplicação, procurando que eventuais esclarecimentos adicionais de preenchimento se processassem de igual modo por todos os professores, evitando enviesamentos.