• No results found

La diversitat dins l’aula

In document El respecte a la diferència (sider 10-13)

4. Marc Teòric

4.2 La diversitat dins l’aula

LORAX (Lab. Wyeth)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEFAST (Lab. Nova Química)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEPAM – genérico (Lab. Apotex)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEPAM – genérico (Lab. EMS)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEPAM (Lab. Medley)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEPAM – genérico (Lab. Ranbaxy)

• Caixas com 20 e 30 comprimidos de 1 e 2 mg.

LORAZEPAM M – genérico (Lab. Germed)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 mg. • Caixas com 10 comrpimidos de 2 mg.

MESMERIN (Lab. Sigma Pharma)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg; • caixas com 20 comprimidos de 1 e 2 mg.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O lorazepam é bem-absorvido por via oral, atingi- do um pico de concentração plasmática em 2 ho- ras. Tem uma alta taxa de ligação com proteínas plasmáticas (80 a 85%), o que tem pouco signifi-

LO

RA

ZE

PA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

cado clínico. Porém, pacientes com hipoalbumi- nemia podem ter seus efeitos diminuídos. O lo- razepam é menos lipossolúvel se comparado a outros BZDs e, por esse motivo, sua absorção no tratamento gastrintestinal e seu início de ação são um pouco mais lentos. É metabolizado pelo fígado, exclusivamente por glicuronidação, não produzindo metabólitos ativos. Esse tipo de me- tabolização não diminui com a idade. Por esse motivo, pode ser o BZD de escolha no tratamento de ansiedade, agitação e irritabilidade em pacien- tes idosos. Sua meia-vida é de 8 a 16 horas. Diversos estudos comprovam a eficácia do lora- zepam tanto no tratamento da ansiedade aguda situacional como dos sintomas dos transtornos de ansiedade. Sua eficácia foi comprovada no alí- vio de sintomas de ansiedade.1 Em um outro

estudo, envolvendo 67 pacientes durante 6 sema- nas, o lorazepam foi tão eficaz quanto o alprazo- lam no tratamento agudo do transtorno de pâni- co, na dose de 7mg/dia.2 Utilizado no tratamento

do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), foi observada uma eficácia semelhante à da bus- pirona em reduzir os sintomas de ansiedade em um ensaio clínico de 6 semanas utilizando doses de 3mg/dia,3 e em outro estudo, em doses flexíveis

de 2 a 6 mg, uma eficácia semelhante à da ipsa- pirona.4 É efetivo no tratamento das convulsões

que podem ocorrer na abstinência ao álcool, e no tratamento do estado de mal epiléptico.5-7 Foi

ainda utilizado eventualmente como terapia coad- juvante ao lítio no tratamento da mania, com efi- cácia semelhante à do haloperidol,8 e na catato-

nia, em baixas doses.9

Tem sido utilizado ainda, tanto em adultos como em crianças, no tratamento da ansiedade na noite que precede a uma cirurgia, em doses de 2 ou 4 mg, e como medicamento pré-anestésico em di- ferentes modalidades de anestesia. É eficaz se utilizado em infusão venosa, em unidades de tera- pia intensiva, com eficácia semelhante à do mi- dazolam, embora leve quase o dobro do tempo para atingir uma sedação plena: 31 horas enquan- to a do midazolam levou 15 horas.10-13

A dose inicial como ansiolítico pode ser de 2 a 3 mg/dia, sendo que a máxima é de 10 mg/dia. As doses usuais são:

• insônia: 1 a 4 mg/dia, à noite, antes de deitar; • ansiedade: 2 a 3 mg/dia;

• idosos ou debilitados: 1 a 2 mg/dia;

• como medicamento pré-anestésico: 2 a 4 mg na noite anterior ou 1 a 2 horas antes do pro- cedimento cirúrgico.

No tratamento da catatonia e da mania com o lorazepam, tenta-se inicialmente a administração oral (4 a 8 mg/dia por 5 dias), ou então 1 mg IM ou EV e após 5 minutos mais 5 mg/dia (5 dias). En tretanto a apresentação injetável não está dis- ponível no Brasil.

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

O lorazepam é um benzodiazepínico que possui efeito sedativo potente, efeito que tende a dimi- nuir, na maioria dos pacientes, com o uso contí- nuo.

O ácido γ-amino-butírico (GABA) é o principal neu- rotransmissor inibitório do SNC. O lorazepam po- tencializa o efeito inibitório desse neurotransmis- sor, modulando a atividade dos receptores GABA A por meio da sua ligação com seu sítio específico (receptores benzodiazepínicos). Essa ligação alte- ra a conformação desses receptores, aumentando a afinidade do GABA com seus próprios receptores e a freqüência da abertura dos canais de cloro, cuja entrada no neurônio é regulada por esse neu- rotransmissor, provocando hiperpolarização da célula. O resultado dessa hiperpolarização é um aumento da ação gabaérgica inibitória do SNC. Supunha-se que o sítio de ligação do receptor BZD fosse uma molécula inteiramente diferente da molécula do receptor GABA A, mas atualmente considera-se que seja a mesma molécula, apenas em um local diferente.14

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: abstinência, ataxia, déficit de aten-

ção, fadiga, sedação, sonolência.

Menos comuns: agitação, agressividade, alteração

da função hepática, amnésia anterógrada, anor- gasmia, ansiedade de rebote, boca seca, bloqueio da ovulação, bradicardia, cólica abdominal, cons- tipação, convulsões, déficit cognitivo, déficit de memória, dependência, depressão, desinibição, despersonalização, desrealização, diminuição do apetite, diminuição da libido, diplopia, disartria, disforia, distonia, dor nas articulações, flebite, ga- nho de peso, gosto metálico, hipersensibilidade a estímulos, hiperacusia, hipotonia, icterícia, irri- tabilidade, impotência, inquietude, insônia de re- bote, náuseas, parestesias, perda do apetite, pesa- delos, prurido, relaxamento muscular, retenção

LO

RA

ZE

PA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

urinária, sudorese, tonturas, trombose venosa, vertigens, visão borrada, vômitos.

INDICAÇÕES

Evidências consistentes de eficácia: • ansiedade aguda;1

• tratamento agudo do transtorno de ansieda- de generalizada;2-4

• estado de mal epiléptico;5-7

• coadjuvante no tratamento agudo de episó- dios maníacos;8

• sedação pré-anestésica.10-13

Evidências incompletas: • catatonia;9

• na síndrome de retirada do álcool.

CONTRA-INDICAÇÕES

Absolutas

• Hipersensibilidade ao fármaco.

Relativas

• Drogadição; • doença de Alzheimer; • esclerose múltipla; • miastenia gravis; • insuficiência respiratória; • insuficiência renal grave;

• insuficiência hepática (dentre os benzodiaze- pínicos, o lorazepam é um dos mais seguros nos casos de insuficiência hepática por apre- sentar menos efeitos hepatotóxicos, pois é me- tabolizado por glicuronidação).

INTOXICAÇÃO

A intoxicação aguda é rara em relação à freqüên- cia do uso, pois os BZDs têm uma margem de segurança relativamente ampla. Os óbitos por in- gestão de benzodiazepínicos, na maioria dos ca- sos, são decorrentes de uso associado à ingestão de outros agentes, como álcool, antidepressivos tricíclicos e barbitúricos.

Os sintomas incluem sonolência, diminuição dos reflexos e confusão, podendo evoluir até o coma.

Manejo

• Monitorar a respiração, o pulso e a pressão sangüínea.

• Adotar medidas de suporte gerais (hidratação parenteral e permeabilidade de vias aéreas). • Fazer esvaziamento gástrico, o que pode ser

útil.

O flumazenil (Lanexat) pode ser útil no tratamento e no diagnóstico diferencial das intoxicações. Usa- se a dose de 0,3 mg, EV, em 15 segundos, com doses subseqüentes de 0,3 mg a cada 60 segun- dos até o máximo de 2 mg. Caso não ocorra me- lhora significativa do estado de consciência e da função respiratória após doses repetidas de fluma- zenil, deve-se pensar em coma de etiologia não- benzodiazepínica. Nesses casos, pode ser útil a solicitação de um screening urinário para detec- ção de outras drogas.

Obs.: Em pacientes que utilizam o lorazepam por longo tempo e em doses elevadas, o uso do flu- mazenil deve ser lento, pois podem ocorrer sinto- mas de abstinência.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Gravidez

O uso de BZDs durante a gravidez (1o trimestre)

foi associado inicialmente a uma maior incidência de lábio leporino e/ou fenda palatina. No entanto, as grandes diferenças metodológicas e de amostra (incluindo a doença de base) desses primeiros es- tudos tornam tais conclusões questionáveis.15

O risco absoluto de fendas labiais ou palatinas com o uso de benzodiazepínicos no primeiro tri- mestre de gestação é de inferior a 1% de acordo com um estudo de metanálise.16 Portanto, deve

ser pesada a relação risco/benefício para a decisão de se usar ou não benzodiazepínicos durante a gravidez, especialmente no primeiro e no terceiro trimestre.

Alguns estudos associam o uso do lorazepam com complicações perinatais, como síndrome de retira- da, síndrome do floopy baby e depressão respi- ratória em recém-nascidos de mães expostas a altas doses desse fármaco durante ou pouco antes do parto.17

Podem ocorrer ainda sintomas de abstinência, no período pós-natal, em recém-nascidos de mães que ingeriram lorazepam por várias semanas an- tes do parto (irritabilidade, tremores, diarréia e vômitos) (Categoria D do FDA).

LO

RA

ZE

PA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

Lactação

Embora existam evidências de que o lorazepam é excretado em quantidades insignificantes no leite materno, como os demais BZDs, ele não deve, em princípio, ser usado durante a amamentação. Quando necessário, usar em baixas doses, contro- lando os efeitos sedativos no recém-nascido. Se for necessário seu uso, ingeri-lo após a última ma- mada da noite.

Crianças

Em crianças tem sido utilizado eventualmente com o objetivo de sedação na pré-cirurgia. Redu- ziu a ansiedade quando utilizado em crianças de 6 a 18 anos na dose de 0,025 mg/kg, na noite que precedeu uma cirurgia.12 Um outro estudo

com uma centena de crianças de 5 a 13 anos ob- servou uma eficácia do lorazepam semelhante à do diazepam, embora o efeito levasse mais tempo – até 4 horas a ocorrer, e provocasse mais amnésia. Não ocorreram outros efeitos indesejáveis como depressão respiratória ou problemas cardiocircu- latórios.13

Em princípio, não é recomendado para uso em crianças com menos de 12 anos de idade, pois a segurança e a eficácia para o uso prolongado nes- sas condições ainda não foram estabelecidas.

Idosos

São necessárias doses menores e monitorização cuidadosa, mas é um dos BZDs de escolha para uso nessa faixa etária. Há uma leve redução (22%) do clearance em idosos.18 Um estudo mostrou que

o lorazepam, 1 mg em voluntários idosos, afeta especialmente a memória e a atenção.19

LABORATÓRIO

Não há dosagem de níveis séricos disponível para uso clínico. Os benzodiazepínicos interferem nos testes de captação do Iodo 123 e do Iodo 131.

PRECAUÇÕES

1. Alertar o paciente para que tenha cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas peri- gosas, pois seus reflexos ficam diminuídos com o uso de lorazepam.

2. Deve-se evitar o uso associado de álcool, o qual potencializa os efeitos sedativos. 3. Alcoolistas, drogaditos e portadores de trans-

tornos graves de personalidade tendem a

abusar dos benzodiazepínicos. Evitar prescre- vê-los a tais pacientes.

4. O uso deve ser, sempre que possível, breve e intermitente, suspendendo-se o medicamen- to assim que houver alívio de sintomas. 5. Após o uso crônico, retirar lentamente (3 me-

ses) para evitar uma síndrome de abstinência. 6. No uso parenteral, o paciente deve ficar sob observação durante 3 a 8 horas no mínimo. Administração EV rápida pode produzir ap- néia, hipotensão, bradicardia. Injeção intra- arterial inadvertida pode produzir arterioes- pasmo e gangrena.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Ruiz AT.A double-blind study of alprazolam and lorazepam in the treatment of anxiety. J Clin Psychiatry 1983; 44(2):60-2. 2. Schweizer E, Pohl R, Balon R, Fox I, Rickels K, Yeragani VK. Lorazepam vs. alprazolam in the treatment of panic disorder. Pharmacopsychiatry 1990; 23(2):90-3.

3. Laakmann G, Schule C, Lorkowski G, Baghai T, Kuhn K, Ehrentraut S. Buspirone and lorazepam in the treatment of generalized anxiety disorder in outpatients. Psychopharma- cology 1998;136(4):357-66.

4. Cutler NR, Sramek JJ, Wardle TS, Hesselink JM, Roeschen JK.The safety and efficacy of ipsapirone vs. lorazepam in outpatients with generalized anxiety disorder (GAD): single site findings from a multicenter trial. Psychopharmacol Bull. 1993; 29(2):303-8.

5. Temkin NR. Antiepileptogenesis and seizure prevention trials with antiepileptic drugs: meta-analysis of controlled trials. Epilepsia 2001; 42(4):515-24.

6. Starreveld E, Starreveld AA. Status epilepticus. Current concepts and management. Can Fam Physician 2000; 46:1817-23.

7. Leppik IE, Derivan AT, Homan RW, Walker J, Ramsay RE, Patrick B. Double-blind study of lorazepam and diazepam in status epilepticus. JAMA 1983; 249(11):1452-4. 8. Lenox RH, Newhouse PA, Creelman WL, Whitaker TM. Adjunctive treatment of manic agitation with lorazepam versus haloperidol: a double-blind study. J Clin Psychiatry 1992; 53(2):47-52.

9. Greenfeld D, Conrad C, Kincare P. Treatment of catatonia with low-dose lorazepam. Amer J Psychiatry 1987;144: 224- 1225.

10. Sanders LD, Yeomans WA, Rees J, Rosen M, Robinson JO. A double-blind comparison between nitrazepam, lorazepam, lormetazepam and placebo as preoperative night sedatives. Eur J Anaesthesiol 1988;5(6):377-83.

11. Barr J, Zomorodi K, Bertaccini EJ, Shafer S L, Geller E.A double-blind, randomized comparison of i.v. lorazepam versus midazolam for sedation of ICU patients via a pharmacologic model. Anesthesiology 2001; 95(2):286-98. 12. McCall JE, Fischer CG, Warden G, Kopcha R, Lloyd S, Young J, Schomaker B. Lorazepam given the night before surgery reduces preoperative anxiety in children undergoing reconstructive burn surgery. Burn Care Rehabil 1999; 20(2):151-4.

LO

RA

ZE

PA

M

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

13. Burtles R, Astley B. Lorazepam in children. A double- blind trial comparing lorazepam, diazepam, trimeprazine and placebo. Br J Anaesth 1983; 55(4):275-9.

14. Stahl MS. Anxiolytics and sedative-hypnotics. In: Essential psychopharmacology. 1. ed. Cambridge University Press, 1997.

15. McElhatton PR. The effects of benzodiazepine use during pregnancy and lactation. Reprod Toxicol 1994; 8(6): 461-75. 16. Altshuler LL, Cohen L, Szuba MP, Burt VK, Gitlin M, Mintz J.Pharmacologic management of psychiatric illness during pregnancy: dilemmas and guidelines. Am J Psychiatry 1996;153(5): 592-606.

17. Reiter PD, Stiles AD. Lorazepam toxicity in a premature infant. Ann Of Pharmacotherapy 1993; 27(6): 727-29. 18. Greenblatt DJ, Allen MD, Rockniskar A. e Cols. Lorazepam kinetics in the elderly. Clin Pharmacol Ter 1979; 26: 103-113. 19. Satzger W, Engel RR, Ferguson E, Kapfhammer H, Eich FX, Hippius H.Effects of single doses of alpidem, lorazepam, and placebo on memory and attention in healthy young and elderly volunteers. Pharmacopsychiatry 1990; 23 Suppl 3:114-9.

MAPROTILINA

CLORIDRATO DE MAPROTILINA-genérico (Lab.

In document El respecte a la diferència (sider 10-13)