Com base nas considerações expostas, a metodologia de trabalho proposta foi aplicada, para apreciação.
A primeira questão norteadora da pesquisa (pressupostos para potencialização da aprendizagem de Matemática com utilização de Modelagem e tecnologias digitais) foi respondida da seguinte maneira: trazer para a sala de aula os computadores (a mobilidade hoje permite isto); o professor indica o software de que precisa para sua prática docente na sala de aula; as cinco dimensões sugeridas por DiMaggio et al. (2001) para se utilizar adequadamente as Tecnologias Digitais na Educação (apresentadas na Seção 4.4). Da mesma forma, apoiado em Ponte e Simões (2013), garantir que os dois níveis de utilização de TD sejam realidade. Quero referir, em especial, no primeiro nível a frequência de uso das TD, visto que a duração da experiência digital é preponderante para garantir habilidade de uso e, no segundo nível, que é dado pela capacidade que o estudante tem de executar tarefas, assegurar que atinja o estágio de utilizador pleno. Isto significa capacidade de utilizar recursos interativos (como as redes sociais) e o emprego de pacotes de software.
A segunda questão norteadora da pesquisa (medida da potencialização da aprendizagem nas condições postas) foi respondida positivamente, com base nas seguintes evidências da pesquisa realizada:
– todos os trabalhos de modelagem desenvolvidos, independentemente de ter ou não início algo claudicante, tiveram resultados corretos; isto decorreu de se partir de um ambiente propício à aprendizagem, com forte interação entre professor e os estudantes e entre eles mesmos, reforçando a importância da cooperação para levar à aprendizagem;
– quando ocorreu de os trabalhos não caminharem adequadamente, foi possível no transcurso do tempo de realização da disciplina, promover as melhorias necessárias, com envolvimento e contribuição de todos os participantes; neste interregno, ambiente de colaboração estabeleceu-se, favorecendo grandemente a aprendizagem, a partir da cooperação e das discussões realizadas.
– foi perceptível o nível de aprendizagem desde a abordagem inicial até a finalização dos trabalhos, constatando-se evolução com base nos registros das sessões e nas diferentes versões produzidas;
– o ambiente criado com base na modelagem e tecnologias digitais, por sua característica de oferecer múltiplos meios de exercitação de ferramentas e de linguagens de representação, ratificou sua importância para conseguir ganhos de aprendizagem, seja por incentivar a pesquisa a ser realizada pelo estudante, pela exigência de leitura de referências que embasem os modelos construídos, seja pela formalização de um documento que apresente o trabalho em todas as suas etapas, com a fundamentação necessária e chance de elaboração própria dos participantes envolvidos; por fim, a exposição à turma, exercita a capacidade de argumentação e contra-argumentação, levando à aprendizagem no nível desejado, o qual se faz pela capacidade de exercitação da assimilação de conhecimentos, de comunicação escrita e oral, de síntese, de recriação do conhecimento e, quiçá, de criação de conhecimento novo a partir das conclusões e experiências extraídas com os trabalhos desenvolvidos.
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APÊNDICE A: Questionário aplicado na fase inicial da realização da disciplina
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS - DOUTORADO
Disciplina: Modelagem Matemática
QUESTIONÁRIO PARA COLETA DE CONHECIMENTO PRÉVIO
1) Qual é o seu conhecimento prévio sobre Modelagem Matemática? Se você tem conhecimento prévio sobre esta perspectiva, como a avalia como estratégia de ensino e de aprendizagem?
2) Você utiliza outra perspectiva (Resolução de Problema, Etnomatemática, História da Matemática, etc.) de Educação Matemática? Qual?
3) Qual é o seu conhecimento sobre computação?
( ) BÁSICO – usuário eventual de e-mails; procura e obtém informação disponível na Web
( ) MÉDIO – usa pacotes básicos (Word, Excel, Powerpoint, Internet) e troca mensagens instantâneas, usa redes sociais (Twitter, Facebook, etc.) ( ) AVANÇADO – acrescenta ao nível anterior conhecimento de programação. 4) Se assinalou conhecimento AVANÇADO na questão anterior, qual é(são) a(s) linguagem(ns) de programação que utiliza?
5) Que software de uso geral você sabe utilizar? Indique todos os que sabe utilizar.
( ) Editor de texto Word (ou equivalente) ( ) Planilha Excel (ou equivalente)
( ) Rede social Facebook ( ) Rede social Twitter ( ) Plataforma Moodle
( ) Powerpoint (ou equivalente)
( ) Outro software. Quais? ___________________
6) Você usa algum recurso computacional para ensinar Matemática? Se a resposta é SIM, como? Se a resposta é NÃO, por quê?
7) Se a resposta à questão anterior é SIM, identifique o software de Matemática que você utiliza?
( ) Geometer’s Sketchpad ( ) Grapes
( ) Cabri-Géomètre ( ) Geogebra
( ) Geometricks ( ) Mathematica
( ) Equation Grapher ( ) Maple
( ) Winplot ( ) Matlab
( ) Outros: Qual(is)? ______________________
8) Com que frequência você utiliza software educacional em suas aulas de Matemática? ( ) semanalmente ( ) bimestralmente ( ) quinzenalmente ( ) não utiliza ( ) mensalmente
( ) eventualmente, de acordo com o conteúdo trabalhado. 9) Você utiliza algum site sobre Matemática? Quais?
( ) Khan Academy ( ) Easyaula
( ) Veduca ( ) Teachthought
( ) Evobooks ( ) Outro(s) __________________
( ) Descomplica
10) Você prepara sozinho suas aulas que utilizam recursos computacionais ou conta com o auxílio de terceiros?
11) Como você avalia sua experiência com o uso de software educacional nas atividades didáticas que desenvolve ou desenvolveu?
12) Você observou alguma melhoria na aprendizagem dos estudantes quando utiliza recursos computacionais?
13) Qual é o conhecimento prévio dos estudantes sobre recursos computacionais?
14) Qual é o seu conhecimento prévio sobre a Plataforma Moodle? Tem alguma experiência de utilização?
15) Que aspectos de reforço da aprendizagem dos estudantes, de modo geral, você observa como decorrência do uso de recursos computacionais?
APÊNDICE B – Artigos e dissertação selecionados para estudo pelos participantes
1) BIEMBENGUT, MARIA SALETT. 30 Anos de Modelagem Matemática na Educação Brasileira: das propostas primeiras às propostas atuais.
ALEXANDRIA Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, v.2, n.2, p.7- 32, jul. 2009.
2) ALMEIDA, LOURDES MARIA WERLE DE; BRITO, DIRCEU DOS SANTOS.
Atividades de Modelagem Matemática: Que Sentido os Alunos podem lhe atribuir? Ciência & Educação, v. 11, n. 3, p. 483-498, 2005.
3) BARBOSA, J. C. Modelagem na Educação Matemática: Contribuições
para o debate teórico. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 24., 2001,
Caxambu. Anais. Rio Janeiro: ANPED, 2001. 1 CD-ROM.
4) BURAK, DIONÍSIO. Modelagem Matemática e a Sala de Aula. (s.l.), (s.d.). 5) BARBOSA, JONEI CERQUEIRA. Modelagem Matemática na Sala de Aula.
Perspectiva, Erechim (RS), v. 27, n. 98, p. 65-74, junho/2003
6) BASSANEZI, RODNEY C. Modelagem Matemática: uma Disciplina
Emergente nos Programas de Formação de Professores. UNICAMP –
IMECC. Depto. de Matemática.
7) DINIZ, LEANDRO DO NASCIMENTO. O Papel das Tecnologias da
Informação e Comunicação. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação
Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade